Covid! Os dados do Reino Unido, o que acontece na Austrália, os mortos na Europa

No passado dia 6 de Agosto, o governo britânico publicou uma breve actualização acerca da evolução da Covid 19. Extrema síntese? Menos de um terço das mortes da variante Delta são de pessoas não vacinadas.

Ou seja: dois terços das mortes da variante Delta no Reino Unido são de pessoas vacinadas. Interessante, não é? Mas vamos ver mais pormenores.

De 1 de Fevereiro a 2 de Agosto, o Reino Unido registou 742 mortes provocadas pela variante Delta. São pouco mais de 100 mortes por mês por parte da terrível nova variante que, lembramos, é apresentada como mais contagiosa, mais mortífera, mais tudo. Destas 742 mortes:

  • 402 foram de pessoas totalmente vacinadas;
  • 79 tinham recebido uma única dose;
  • 253 não tinham sido vacinadas.Lembro, tanto para eliminar qualquer dúvida: o relatório pode ser encontrado neste link e estes dados são apresentados na página 19.

    Mais pormenores ainda: no caso dos vacinados, as 402 mortes aconteceram entre as 47.008 pessoas que já tinham recebido as duas doses; as 253 mortes dos não vacinados resultaram do total de 151.054 pessoas contagiadas e que ainda não tinham recebido nenhuma dose. Portanto: ao apanhar a Covid depois de ter sido vacinado, de acordo com estes números, significa ter mais probabilidade de morrer do que se não tiver sido vacinado.

    Aqui seria simpático poder analisar as reais causas de morte (a grande maioria dos óbitos aconteceu entre pessoas com mais de 50 anos), mas o documento não especifica a presença de outras eventuais patologias, pelo que assumimos descontraidamente que todas estas pessoas morreram “de Covid” (todavia, no relatório aparece a seguinte afirmação: “Alguns dos casos detectados no dia de admissão podem ter comparecido para um diagnóstico não relacionado com a COVID-19”, pág. 17, o que implica que a hospitalização aconteceu por outras causas e que a Covid foi detectada só num segundo tempo).

Surpresa? Na verdade não: estes dados confirmam quanto referido pela revista científica Science, segundo a qual 60% das hospitalizações em israel envolvem doentes totalmente vacinados.

E a máscara? Pois, a máscara…

Cereja no topo do bolo, documento Utilizo da máscara no contexto da Covid 19 das Nações Unidas:

Evidências sobre o efeito protector do uso de máscara em ambientes comunitários

Actualmente, existem apenas provas científicas limitadas e incoerentes para apoiar a eficácia do uso comunitário da mascara por parte de pessoas saudáveis para prevenir a infecção com vírus respiratórios, incluindo o SRA-CoV-2. Um grande ensaio aleatório baseado na comunidade, no qual 4862 participantes saudáveis foram divididos num grupo com máscaras médico-cirúrgicas e num grupo de controlo, não encontrou diferença na infecção pela SRA-CoV-2. Uma revisão sistemática recente encontrou nove estudos (dos quais oito eram ensaios controlados aleatorizados de grupo, ou seja, estudos em que grupos de pessoas eram aleatorizados em vez de indivíduos) comparando máscaras médicas/cirúrgicas versus sem máscaras para prevenir a propagação de doenças respiratórias virais. Dois ensaios foram realizados com trabalhadores da saúde e sete a nível comunitário. A revisão concluiu que o uso de uma máscara pode fazer pouca ou nenhuma diferença na prevenção da gripe (ILI) (RR 0,99, 95% CI 0,82 a 1,18) ou doença confirmada em laboratório (LCI) (RR 0,91, 95% CI 0,66 a 1,26).

Este documento foi publicado no dia 1 de Dezembro de 2020 e nunca retificado. Para os mais curiosos, os estudos aos quais o documento refere-se são os seguintes:

  1. Chou R, Dana T, Jungbauer R, Weeks C, McDonagh MS. Masks for Prevention of Respiratory Virus Infections, Including SARS-CoV-2, in Health Care and Community Settings: A Living Rapid Review. Ann Intern Med. 2020;173(7):542-555. doi:10.7326/M20-3213
  2. Bundgaard H, J. B, Raaschou-Pedersen D, von Buchwald C, Todsen T, Norsk J. Effectiveness of Adding a Mask Recommendation to Other Public Health Measures to Prevent SARS-CoV-2 Infection in Danish Mask Wearers. Ann Intern Med. 2020. doi: 10.7326/M20-6817.

Mas dado que a grande maioria das pessoas vive dependente do condicionamento praticado pelos órgãos de comunicação, eis o que acontece na Austrália:

Uma rapariga de 12 anos de idade foi alegadamente pulverizada com pimenta em frente de espectadores chocados quando a sua irmã foi presa por se recusar a usar uma máscara facial durante o confinamento da Covid em Sydney. […]

Mais de uma dúzia de agentes foram também chamados ao local, numa tentativa de difundir a situação. Em vez disso, a chegada de vários polícias que não estavam a usar máscaras faciais provocou tensões, com alguns dos parentes a protestarem com os polícias e a provocarem uma briga de todos.

Do acidente existe também o vídeo nas páginas do diário Daily Mail.

Austrália?

Tudo isso não admira pois, como refere Strategic Culture no passado dia 25 de Agosto, a Austrália implementou um duro confinamento para combater a Covid e os efeitos não tardaram a manifestar-se.

O território conhecido como Down Under [expressão utilizada em referência à Austrália, Nova Zelândia ou qualquer País insular do Pacífico Sul, ndt] parece ter regressado ao seu estatuto original de colónia penal com funcionários do governo que parecem cada vez mais guardas prisionais do que servos do povo, suprimindo selvaticamente os manifestantes cansados de mais lockdowns da Covid.

Uma forte presença policial nas principais cidades australianas durante o fim-de-semana não impediu que milhares de manifestantes saíssem às ruas no que muitos viram como um esforço de última hora para proteger as liberdades civis gravemente ameaçadas.

Os protestos vieram depois de Nova Gales do Sul anunciar o seu segundo encerramento total, o que coloca os 5 milhões de habitantes de Sydney sob um rigoroso recolher obrigatório até meados de Setembro. A espera parecerá ainda mais excruciante, contudo, dada a elevada probabilidade de que o confinamento obrigatório seja prolongado até Janeiro.

Entretanto, em Melbourne, a segunda maior cidade da Austrália depois de Sydney, os cidadãos enfrentam restrições semelhantes, o que significa que (para além de irem às compras num raio designado das suas casas, exercerem durante uma hora por dia ao ar livre e irem trabalhar, desde que se encontrem numa “ocupação essencial”) se tornaram praticamente prisioneiros dentro das suas próprias casas.

Neste ponto da história da Austrália, a única coisa certa é a incerteza, o que torna os lockdowns ainda mais insuportáveis.

As imagens de sábado das duas principais cidades da Austrália mostraram uma situação de barril de pólvora, com manifestantes a chocar com a polícia, que responderam com bastões, spray de pimenta e detenções em massa. […]

Dada a presença maciça da polícia no meio de manifestações de protesto contra a contínua deterioração dos direitos humanos básicos, pode-se ter a impressão de que a Austrália está de facto a enfrentar uma crise existencial.

Embora isto possa ser verdade no que diz respeito à obesidade, abuso de drogas e desalojamento, parece ser um exagero completo quando se trata da Covid-19. Afinal de contas, embora as provas das emergências acima mencionadas possam ser vistas em todo o País, o único lugar onde o Coronavírus parece existir na Austrália é nos canais noticiosos nocturnos.

Por exemplo, a Premier Gladys Berejiklian de New South Wales, numa tentativa de retratar a pandemia como o inimigo número um, expressou na televisão as suas “mais profundas, mais profundas condolências” às famílias de três pessoas que morreram da noite para o dia com o Coronavírus. Quem foram estas vítimas? O público não foi informado das suas identidades, mas Berejiklian descreveu-os como “um homem de 80 anos, um homem de 90 anos e uma mulher de 90 anos”.

É apenas um palpite, mas em cada um destes “trágicos” casos não poderia o assassino silencioso ter sido uma comorbidade?

Toda esta loucura chegou ao povo de Down Under depois de o continente ter testemunhado apenas um aumento mínimo nos casos de Covid. No estado de Nova Gales do Sul, por exemplo, onde se encontra Sydney, apenas 825 casos positivos foram registados no Sábado, um aumento em relação aos 644 do dia anterior. No estado de Vitória, onde se encontra Melbourne, a situação parece ainda menos preocupante, com apenas 61 casos comunicados a partir de Sábado. Estas baixas taxas de infecção, associadas a um elevado nível de cepticismo público acerca da segurança das vacinas Covid, traduzem-se em apenas 29% da população que optou por ser vacinada até à data.

Para acabar com uma nota de alegria: segundo so dados oficiais da EudraVigilance, ate meados de Agosto as vacinas só na Europa mataram 21.766 pessoas. E estes são apenas os dados oficiais… Nso próximos dias os dados discriminados.

 

Ipse dixit.

10 Replies to “Covid! Os dados do Reino Unido, o que acontece na Austrália, os mortos na Europa”

  1. Muitas das mortes que são atribuidas ao Covid são de certeza pessoas muito idosas muito doentes sem ou abandonados pela familia e amigos( que morrem por velhice ou outras doenças)portanto podem mentir á vontade que a causa foi o Covid pois ninguem os pode contrariar.Tambem mesmo com familia e amigos como não são divulgados os nomes dos mortos em espaço publico de obidos covideiros,os familiares e amigos das “vitimas” não podem contrariar as estatisticas covideiras.
    As estatisticas são uma treta,o Covid é uma treta,as vacinas são uma treta.As vacinas dão biliões de euros/dolares ás farmaceuticas zog,ás fábricas de máscaras,seringas,liquidos desinfectantes,task force andarilhos e a todo este circo covideiro.Zogaria soma e segue…o povo escolhido jamais será vencido!
    Ass:Basilio vira casacas esquerdalho direitalho xuxalista das hortas de Sintra

  2. Olá Max e todos:
    Coisas curiosas: hoje assisti por 1 hora no you tube uma síntese das desregulagens na atmosfera que provocaram desastres terríveis, como inundações repentinas, deslizamento de solos, ventos fortíssimos, tornados, granizo…na França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Turquia, China, Rússia… (Isso está muito estranho, Max, seria conveniente uma atenção tua ).
    No mínimo, penso eu, um aprofundamento de situações que surgem ano a ano e estão se complicando (não só na Europa), dia a dia. A natureza anda muito alarmada !.
    A coisa que me chamou atenção foi que diante da desgraça concreta que destruía casas, comércios e vidas, não percebi ninguém usando máscara, tanto diante do acontecimento, como em posterior tentativa de ordenar os restos.

    Já no Brazil brasileiro, o povo anda a vontade. Quem está obcecado pela propaganda usa, mas outros desistiram, malgrado a TV continuando a fazer de tudo para manter o pânico em alta.
    Aqui, na cidadezinha, acontecem também coisas curiosas que me fornecem uma certa temperatura do fenômeno Covid.
    Faz 2 meses, quando entrava na lanchonete, a moça do balcão me pedia delicadamente que usasse a máscara, me oferecendo algumas coloridinhas, de um cesto, por apenas 5 reais.
    Atualmente eu entro e saio, ninguém me olha atravessado, ainda que o cesto de máscaras continue lá.
    Verdade que os brasileiros se cansam rapidamente de rotinas.
    Faz algumas semanas, uma ex aluna minha, na época jovem inteligente, e culta, para os padrões nacionais, me telefonou. Estava com saudades, fazia 2 anos que não me visitava, fizera uma cirurgia difícil, continuava com os velhos problemas de saúde, no início deste ano tivera Covid, mas já tomara a primeira dose da vacina e voltaria para a segunda dose passados mais 15 dias.
    Eu, levada pelo carinho que sempre dediquei a ela, explodi no telefone: pedi por todos os deuses que não tomasse a segunda dose, que queria que ela comparecesse ao meu velório e não eu ao dela e blá, blá, blá… Parei, quando me dei conta que ela permanecia muda. Então ela falou-me que viria me visitar qualquer hora.
    Passada uma semana, voltou a me telefonar para dizer que queria conversar comigo coisas alegres, a gente dar gargalhada como antigamente… Percebi que inteligentemente ela me dizia que não não queria saber de nada, nem tocar no assunto.
    Estúpida eu, explodir não é do meu feitio, mas gosto muito da minha ex aluna, e acabei não resistindo. Mas ela me ensinou que uma pessoa obcecada não muda de ideia, seja inteligente ou não. E olha que sempre meus ex alunos compartilhavam comigo seus temores particulares, e confiavam em mim.
    Não adianta, quando a repetição ad eternun virou verdade indiscutível. É esperar a onda passar, ir fazendo perguntas apenas, e …essa loucura já está produzindo milhares de rebeldes que estão percebendo que estão sendo tratados como experimento.
    Ao meu redor, quem tomou a primeira dose e teve consequências não agradáveis, quando eu perguntei se tomariam a segunda, a terceira etc, responderam: de jeito nenhum !!!
    Um ou outro que quer viajar já está buscando formas alternativas de provar estar vacinado, sem a dita cuja.
    Por sinal, já apareceu “enfermeiros” vacinando com água a domicílio, cobrando uma pequena taxa, e dando um comprovante que eu não vi, e não sei se serve porque aqui, que eu saiba, se precisa de um hacker para entrar na estatística do ministério da saúde e alterar a situação do interessado.

    1. Com os devidos agradecimentos a quem divulgou o site, sugiro a leitura atenta do post sobre o geomagnetismo…
      https://conspireassim.wordpress.com/

      Também, a busca por informação relativa ao atual estado do campo magnético da Terra, o qual se encontra em termos relativos fraco, cuja contínua tendência permanece sendo o seu enfraquecimento. Esse facto, está diretamente ligado ao descrito no artigo. Ás consequências internas mencionadas, somam-se as externas advindas da atividade solar, a qual em termos radioativos atravessou recentemente o seu máximo devido á ausência de manchas solares.
      O próximo ciclo (mínimo solar) a ocorrer no final desta década poderá revelar-se critico ou constituir-se como a inversão da atual tendência, mas as apostas caem quase todas sobre a 1a opção.
      Assuntos que devem ser acompanhados para entender as verdadeiras razões por detrás da atual instabilidade dos eventos climáticos, assim como os mencionados eventos geológicos.

  3. Os dados relativamente ao COVID serão úteis para se antecipar que tipo de medidas que serão implementadas de seguida.
    Já é obvio, há muito tempo, que a Plandemia não é um problema sanitário, mas antes como um meio para se atingir um determinado objectivo.
    Sempre me fez alguma confusão os lideres políticos mundiais trabalharem nesta situação, em uníssono e sobre a mesma bitola, sem praticamente nenhuma dissidência ou denuncia. Tinha que haver um motivo muito forte para isso, e parece que agora ele já é claro.

    O texto, cujo link deixo abaixo, é dos que li até agora, aquele que melhor enquadra o problema.
    Aí, pode ler-se:

    ‘O motivo económico do policial Covid deve ser colocado dentro de um contexto mais amplo de transformação social. Se arranhamos a superfície da narrativa oficial, um cenário neo-feudal começa a tomar forma. Multidões de consumidores cada vez mais improdutivos estão sendo regulamentados e postos de lado, simplesmente porque o Sr. Global não sabe mais o que fazer com eles. Junto com os subempregados e os excluídos, as classes médias empobrecidas são agora um problema a ser enfrentado com a vara dos bloqueios, toques de recolher, vacinação em massa, propaganda e militarização da sociedade, ao invés da cenoura do trabalho, do consumo participativo democracia, direitos sociais (substituídos no imaginário coletivo pelos direitos civis das minorias) e ‘feriados merecidos’.

    ‘Seja qual for o caso, o ponto fundamental é que o vírus ainda é necessário para o capitalismo senil, cuja única chance de sobrevivência depende de gerar uma mudança de paradigma do liberalismo para o autoritarismo oligárquico.’

    https://thephilosophicalsalon.com/a-self-fulfilling-prophecy-systemic-collapse-and-pandemic-simulation/

    1. Como muitas análises onde o COVID serve como areia para os olhos, pecam por um simples detalhe:
      Poucas são as que mencionam a queda do poder do chamado mundo West, vencido no seu próprio jogo, por adversários que em vez de economia da dívida (finanças) e da “Magic-Tree-Money” baseia na economia real (industria). Como qualquer um que goste de poder, o que não fará para manter o controle sobre tudo/todos?

  4. Olá Alfber : muito interessante a proposta apresentada pelo artigo de astronomia que tu te referes para entender a minha “natureza alarmante”. Muito obrigada e sugiro que os leitores de II não deixem de ler.
    Mais interessante ainda o blog conspire assim. Percorri por alto toda a enorme compilação de dados, documentos e opiniões que o blog apresenta, e me detive na questão da vacinação. Não deixem de ver
    Vou ter de arranjar um tempo de ler tudo que está exposto porque é muito, e repassa por assuntos de grande interesse, e com a vantagem de estar em português.
    Max: se arranjares um tempinho, dá uma olhada em tudo isto. Gostaria da tua opinião, e também dos demais comentaristas.

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