Hebraísmo e pedofilia

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O artigo acerca do caso Epstein levanta a questão da pedofilia utilizada como meio para chantagear importantes indivíduos da nossa sociedade; uma chantagem organizada e operada por parte do serviço de intelligence hebraico, o Mossad.

Tudo isso é revoltante? A resposta é surpreendente: depende do ponto de vista.

Na nossa concepção ocidental, a pedofilia é um crime hediondo, simplesmente um dos piores imagináveis e que não pode ter nenhuma justificação. E se for verdade que Igreja cristã conseguiu manchar-se de culpas abomináveis ao longo dos séculos, temos também de admitir que, apesar da Bíblia (e realço: apesar da Bíblia), o Cristianismo tornou o relacionamento sexual com menores um autêntico tabu nas sociedades ocidentais.

Mas do ponto de vista hebraico as coisas não estão mesmo assim. Por exemplo, eis o que escreve o Talmud:

Se um homem adulto tiver relações sexuais com uma criança com menos de três anos de idade, todos concordam que este não é um acto sexual significativo, porque ter um relacionamento com uma criança menor de três anos é como enfiar um dedo no olho. Assim como uma lágrima que é derramada quando um dedo é inserido num olho será substituída por outra lágrima, assim também a virgindade de uma menina com menos de 3 anos será restaurada, porque o hímen dela crescerá novamente. (Fonte: Talmud, Tratado Ketubot 11b, Edição Steinsaltz, volume 7, pág. 145; tradutor e curador: Rabino Israel V. Berman, New York, Random House, 1991)

Pelo que, violar uma criança com menos de três anos não pode ser considerado como um “acto sexual significativo” segundo o livro sagrado.

Um Rabbi pode fazer sexo com uma criança com três anos de idade? A questão ainda é debatida: no geral (e apesar de quanto determinado pelo Yebamoth, tratado que é parte integrante do Talmud) o casamento é permitido desde que a criança tenha três anos e um dia. A seguir, eis outras deliberações rabínicas:

  • Sanhedrin 54b: Um judeu pode sodomizar uma criança se a criança tiver menos de nove anos de idade.
  • Aboda Shara 37a: Uma menina de três anos não judia pode ser estuprada.
  • Choschen Ha’mischpat: Uma menina de 3 anos não judia é adequada para o acto sexual. O seu estuprador é impuro somente até a noite depois de tomar banho.
  • Sanhedrin 69b: Se uma judia faz sexo com o seu filho, ela não é elegível para ser padre se o menino tiver mais de 9 anos de idade.
  • Sanhedrin 52b: Rab disse: “A pederastia com uma criança que não tem 9 anos não é a mesma que uma criança com mais de 9 anos de idade”.

O Conselho Talmúdico formado pelos Rabinos e Sábios da Torah, também conhecido como o Conselho de Yesha e que representa os assentamentos judaicos nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém, estabeleceu que em tempos de guerra é permitido, e até mesmo aconselhável, exterminar civis não-judeus. Um dos últimos editais, publicado em 2006 no site Ynetnews do diário israelita Yedeot Ahronot, afirma que “de acordo com a lei judaica, não há civis inocentes do lado do inimigo durante a guerra”. Isso significa que não é possível poupar alguém por causa da idade ou do sexo: simplesmente “não há civis inocentes”.

Juntamos uma outra passagem talmúdica, Yore Deah 157:2: “Os hebreus podem enganar os não hebreus” e o quadro começa a ganhar forma.

A pedofilia é utilizada pelo Mossad porque o conceito de relacionamento sexual com menores não é o mesmo que temos no Ocidente. Jeffrey Epstein e a sua madame exploram os hediondos pecados de ocidentais poderosos, proporcionando-lhes “lolitas” porque afinal, aos olhos da Lei Talmúdica, isso não é pecado; utilizam menores porque “não há civis inocentes”; gravam e chantajam porque “os hebreus podem enganar os não hebreus”.

É importante realçar como nem todos os hebraicos tenham esta visão ultra-conservadora (pois segue à letra as palavras dos textos sagrados). Eis por exemplo um episódio acontecido há relativamente pouco tempo:

Durante uma visita a Jerusalém em 2005, o Rabino Rosenberg [dos EUA, ndt] entrou num mikvah [local para à imersão ritual em água, ndt] utilizado num dos bairros mais sagrados da cidade, Mea She’arim. “Abri uma porta que entrava num schvitz, era vapor por toda a parte, quase nada podia ser visto, mas vi um homem idoso, da minha idade, com uma longa barba branca, um homem que parecia sagrado, sentado no meio do vapor. No colo dele havia um menino, talvez de sete anos. E o velho estava a fazer sexo anal com esse menino”. O Rabino Rosemberg fez uma pausa e continuou: “Este menino estava preso ao homem como um animal, como um porco, e o menino não dizia nada mas havia terror no seu rosto, o velho [olhou para mim] sem medo, como se isso fosse uma prática comum. Ele não parou, eu estava tão zangado que o enfrentei. Ele tirou a criança do pénis e eu coloquei a criança de lado. Eu disse a esse homem: “É um pecado diante de Deus, um mishkovzucher. O que você está a fazer com a alma desse menino? Você está a destruir essa criança!” Ele tinha um pau com uma esponja para limpar as costas e ele bateu-me na cara com isso. “Como você ousa interromper-me!” disse ele. Eu tinha ouvido falar sobre essas coisas durante muito tempo, mas agora eu as tinha visto.

Apesar da pedofilia ser rejeitada por uma parte da comunidade hebraica, outra parte continua a aceita-la e pratica-la, desfrutando o encobrimento oferecido pelos media ocidentais. Se os casos de pedofilia nas fileiras católica ocupam as primeiras páginas dos noticiários, a pedofilia hebraica tende a “desaparecer”.

De 2011, por exemplo, é o escândalo entre os judeus ortodoxos do Brooklyn: as vítimas de violência (crianças e adolescentes) eram 117 e os culpados eram 85, todos pertencentes à grande comunidade judaica ortodoxa do bairro de New York. A operação policial, uma das mais importantes contra o crime da pedofilia, era chamada de Kol Tzedek, que significa “Voz da Justiça” e não era simples convencer as vítimas a ultrapassar o manto de silêncio: aqueles que sofreram violência, de acordo com o grupo de estudiosos Agudath, devem falar sobre isso com o rabino antes de com qualquer outra pessoa. Portanto, é a autoridade religiosa que avalia se alertar ou não a policia.

Mas ainda no ano passado, o problema da pedofilia hebraica estava longe de ser resolvido. Em 2018, o advogado Michael Dowd queria mostrar que o abuso sexual é “uma ocorrência comum nas yeshivot” (instituições dedicadas ao estudo de textos religiosos tradicionais, principalmente o Talmud e a Torah) e queestas práticas “são sistematicamente encobertas pelas escolas rabínicas”.

A atitude dos órgãos de comunicação não ajuda: como realça o arcebispo católico de New York, monsenhor Timothy M. Dolan, numa carta aberta aos órgãos de comunicação sobre o tratamento diferenciado que os media reservam aos escândalos dos padres católicos pedófilos.

Em 14 de Outubro, nas páginas do New York Times, o repórter Paul Vitello revelou a extensão dos abusos sexuais de crianças na comunidade judaica ortodoxa do Brooklyn. Segundo o artigo, apenas no ano passado, 40 casos de abuso ocorreram nessa comunidade. No entanto, o Times não perguntou o que incessantemente exige quando lida com o mesmo tipo de abusos cometidos por uma minoria de padres: que os nomes dos violadores sejam divulgados, que os limites das instituições religiosas não sejam respeitados, que sejam conduzidas investigações externas, que todos os testemunhos sejam divulgados, que a transparência seja total.

De facto, o promotor convidou os investigadores a respeitar “as sensibilidades religiosas”, e ninguém protestou quando permitiu que os rabinos ortodoxos resolvessem esses casos “internamente”.

Pedófilos em israel

O Israeli Jewish Community Observatory relata como nos últimos tempos pelo menos 32 pedófilos encontraram refúgio em israel, evitando pesadas medidas judiciais nos Países onde moravam. O fundador da organização, Manny Waks, divulgou uma declaração que não pode ser ignorada:

Israel está a converter-se num porto seguro para todos os pedófilos, devido à oportunidade dada aos judeus de emigrarem para cá.

O alarme foi dado, também há alguns anos, pelo jornal Haaretz e pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança, imediatamente após a prisão do pedófilo Avinoam Braverman, um pervertido que estuprou dezenas de menores atraídas pela internet. Os representantes do Conselho Nacional da Criança falaram, em termos inequívocos, de “um paraíso para pedófilos”:

Temos dito há muito tempo que israel é um paraíso para pedófilos e todos disseram que estávamos exagerando

A coisa toda é tão absurda que até mesmo Dan Izenberg, no The Jerusalem Post (publicação sem dúvida sionista), admitiu que o regime de Tel Aviv é muito delicado contra esse tipo de crime. Outros pedófilos americanos, como Donald Edward Nelson (que tem 52 acusações) e Arthur Samuel Silverman, encontraram refúgio em israel e obter a extradição por parte dos EUA não foi nada fácil.

O rabino Mordechai Elon, fundador de um fórum para a supressão do abuso sexual, aproveitou a sua influência para assediar sexualmente alguns estudantes do sexo masculino com “actos em conflito com os valores sagrados e morais”. Isso não impediu que outros rabinos se mobilizassem em defesa dele enquanto os activistas do partido Meretz (esquerda sionista) denunciavam o comportamento nos bairros sob o controle do “rabinato obscurantista”, onde estupro e violência sexual são a normalidade, como relatado também pelas forças policiais incapazes de intervir. É isso é particularmente anómalo: as forças policiais sionistas não têm escrúpulos em matar crianças palestinianas, mas ficam com as mãos nos bolsos perante os estupros das “autoridades religiosas sionistas”.

Aplica-se aos cristãos, aos islámicos, aos rabinos, a todos os credos: o fanatismo religioso é veneno para o cérebro. Mas aqui estamos perante algo pior: aqui falamos de pedofilia. O quadro que sai a partir deste artigo e do anterior é arrepiante: dum lado temos parte da elite ocidental que encontra prazeres no abuso sexual de menores, com o silêncio também dos serviços segredos; do outro lado temos um País (israel) que explora tais fraquezas (com o Mossad) e encobre os terríveis crimes no interior das suas fronteiras, tendo como base preceitos religiosos fundamentalistas velhos de milénios.

 

Ipse dixit.

Relacionado: A lista de Epstein: a arma da pedofilia

Fontes: HispanTv, The Independent, JCW, Haaretz, Oumma, La Stampa, YNet

3 Replies to “Hebraísmo e pedofilia”

  1. É… a humanidade é mais ou menos igual…mas tem uns mais iguais que outros, talvez em função de seus “livros sagrados”.
    Eu não imagino de onde estes tais livros sagrados tiram tanta estupidez, esta ânsia tipicamente humana de maldade, destruição e morte. Claro que um judeu adulto que fere desta maneira uma criança de 3 anos é o mesmo que um católico adulto faz com uma galinha: mutilação e morte com dor (para mim, pelo menos, ambos são canalhas). Também é certo que toda canalhice ocultada pode servir aos chamados serviços de segurança para sacanear escolhidos e o Mossad dizem ser um dos “melhores” serviços secretos que há por aí.
    No entanto, não raro é divulgado com grande estardalhaço um político das altas esferas na Europa que agrediu sexualmente uma camareira (ambos adultos) ou um outro nos EUA que teve um caso com a secretária. Parece que ambos não eram mais considerados prestáveis para os supremos interesses. Essas notícias não me causam indignação porque afinal são adultos com adultos. E sei que disso qualquer um (a) pode se recuperar, embora seria bem mais justo e agradável que as pessoas se escolhessem. As preceptoras europeias que vinham ao Brasil ensinar os garotos ricos e iniciá-los nos prazeres do corpo ou os garotos romanos que eram iniciados por pedagogos, tudo com aceitação e desejo das duas partes, tudo bem. Afinal o desejo sexual se desenvolve bem antes do que muitas leis morais o permitiriam e, por vezes permanece até o morte do indivíduo.
    Outra coisa é abusar da fragilidade do animal, da criança ou do velho que não possa se defender, Outra coisa é coisificar a vida indefesa e que sente dor. Bom, fico por aqui porque não seria “elegante” descrever o que eu faria diante de uma situação concreta aos meus olhos…deixo por conta da imaginação e o conhecimento que vocês tem de mim.

Obrigado por participar na discussão!

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