O papel da Maçonaria na ascensão do Fascismo – Parte II

O 1917 foi um ano muito difícil pelo exercito italiano: nas trincheiras adversárias já não há apenas os austríacos mas os alemães também que introduzem novas tácticas de combate. É aqui que nasce a derrota de Caporetto, um evento que quase entregou à Viena a vitória final: ainda hoje em Italia fala-se em “Caporetto” para indicar uma derrota avassaladora. Em Novembro, as tropas italianas recuam ao longo de várias centenas de quilómetros, perdendo tudo o que tinha sido conquistado nos anos anteriores e conseguindo parar só nas margens do rio Piave, uns meros trinta quilómetros antes de Venezia.

É um momento terrível e é mesmo aqui que a Maçonaria volta em jogo: são formados comités para alimentar a população, para os encorajar a resistir. Uma derrota italiana significaria uma concentração das força da alemãs e austríacas na frente Ocidental, onde operam ingleses e franceses. É nesse momento que Mussolini torna-se uma figura importante: feridos duas vezes no curso da guerra, em 1917 volta à vida civil para dirigir Il Popolo d’Italia das cujas páginas tenta silenciar as manifestações pacifistas. Há documento que demonstram como a inteligência britânica pagou para que Mussolini mantivesse esta linha editorial.

Mas a contribuição da Maçonaria vai além disso e é de primordial importância após a guerra, na fase da subida de Mussolini ao poder. A Marcha sobre Roma de Outubro de 1922 foi financiada quase inteiramente pela Maçonaria enquanto os quadrúnviros que lideraram a Marcha (Emilio De Bono, Italo Balbo, Michele Bianchi e Cesare Maria de Vecchi) eram maçons.

Mais um erro de Mussolini que tentou “cavalgar o tigre” sem entender o poder da força em jogo. As relações com a Maçonaria estavam sempre tensas e mutuamente desconfiadas porque Mussolini queria explorar a Maçonaria para depois tentar livrar-se dela numa segunda fase. De facto, assim que foi nomeado chefe do governo, fará aprovar uma lei que define a Maçonaria como incompatível com a filiação no partido fascista. Obviamente a organização não digeriu muito bem esta e outras atitudes: houve várias tentativas para assassinar Mussolini. E este atrito entre o Duce e a Maçonaria será uma constante ao longo das duas décadas seguintes.

O homicídio Matteotti

Um dos pontos-chave destes primeiros anos de Mussolini no poder foi o assassinato de Giacomo Matteotti, em 1924. Socialista saído do PSI para fundar o Partito Socialista Unitario, no dia 30 de Maio de 1924 fez um célebre discurso acusatório no Parlamento: não apenas acusava como fraudulentas as recentes eleições, não apenas denunciava a violência dos fascistas como também acusava abertamente a atitude passiva do Partito Socialista, a colaboração de vários membros do mesmo com o regime e da Confederazione Generale del Lavoro (organização sindical socialista). Tal como acontecia na vizinha França, a corrente maçónica no seio do Partido Socialista era significativa.

No seguinte 10 de Junho, Matteotti foi raptado e morto e ao longo de décadas pensou-se que tivesse sido Mussolini a organizar o homicídio. Todavia, os recentes documentos dos serviços secretos ingleses abrem novos cenários.

Em primeiro lugar, temos que lembrar que Mussolini conhecia e pessoalmente gostava de Matteotti: provavelmente revia-se nele e nas suas atitudes. Mas isso não é muito significativo. Mais importante: Mussolini estava a tentar uma aproximação política ao seu antigo partido e, no geral, a toda a área socialista. A qual, por sua parte, nem fechava a porta a um possível entendimento. A (fraca) oposição socialista era constituída pelos os seus antigos camaradas, que ele conhecia um a um e com os quais falou para formar um governo de coligação. Existia já uma lista de ministros socialistas para o novo executivo. Mas este projecto não calhava nada bem entre os deputados representantes da burguesia e dos industriais.

Mas há mais: Matteotti, neste contexto, tinha ido para Londres onde o Partido Trabalhista entregou-lhe um dossier sobre a Sinclair Oil, companhia petrolífera da Standard Oil de Rockefeller que, na altura, basicamente monopolizava o mercado petrolífero. E os interesses da Standard Oil estavam em colisão com os interesses da Grã-Bretanha. No dossier estavam os nomes das hierarquias fascistas envolvidas nisso, como também o nome do Rei Vittorio Emanuele III que tinha feito um acordo com a Sinclair Oil para obter acções da empresa em troca do silêncio acerca da descoberta dos campos petrolíferos na África italiana. Dossier que desapareceu quando Matteotti foi raptado.

Outro pormenor particularmente suspeito: o carro utilizado pelo rapto era um Lancia Lambda registado em nome dum dos colaboradores mais próximos de Mussolini. Raptar o principal adversário político no centro de Roma com um carro que pertence a um dos nossos mais próximos colaboradores não é imprudente: é estúpido.

A esposa de Matteotti e o filho dele (também socialista), mesmo após a Segunda Guerra Mundial continuaram a negar a culpa de Mussolini, preferindo acusar o Rei e a Maçonaria. Segundo eles, o homicídio foi uma forma de chantajar Mussolini, com o cadáver atirado “entre os seus pés”.

O resultado foi que Mussolini decidiu cancelar os acordos com a Sinclair Oil em Novembro de 1924, também devido ao grande choque que a morte de Matteotti provocou em todo o País. Na prática, quem verdadeiramente ganhou com a morte do exponente socialista foi a Grã Bretanha que eliminou uma perigosa concorrente (a Sinclair/Standard Oil) e evitou que pudesse formar-se uma governo de coligação entre os fascistas e os socialistas.

Mussolini acarinahdo

O que hoje é contado é que, no plano internacional, o Fascismo representou um período sombrio da Italia. O que é falso. Grã-Bretanha e Estados Unidos davam-se muito bem com o Fascismo, Churchill até era um admirador pessoal de Mussolini e nas suas declarações públicas elogiava-o como o maior legislador vivente, ao ponto que em 1927 foi em Roma para o conhece-lo pessoalmente, mantendo depois um denso contrato epistolar com o Duce. Obviamente esta não era uma informação conveniente depois da Segunda Guerra Mundial e desapareceu dos livros da biografia oficial de Churchill.

Mas era a mesma atitude que caracterizava o Presidente dos Estados Unidos da América. Roosevelt, outra figura que viajou até Itália para conhecer pessoalmente Mussolini: Roosevelt chegou ao ponto de afirmar que tinha inveja porque via em Mussolini um homem forte e capaz, o último César. Comentários disparatados, mas que na altura enchiam as páginas dos diários do outro lado do Atlântico e que transmitiam a imagem duma Italia que estava a propor-se como uma importante potência secundária. Sobretudo: comentários feitos por significativos exponentes da Maçonaria.

Na verdade Mussolini estava a construir um bluff, porque a Itália não tinha os meios para competir com as grandes potências, mas o bluff funcionava. E não podemos esquecer que boa parte do Fascismo era controlado pela Maçonaria: ao exaltar a figura de Mussolini, exaltava-se o Fascismo como uma criação na qual a Maçonaria tinha desenvolvido um papel crucial. A ideia do Duce de ultrapassar a luta de classes, por exemplo, era mel para os ouvidos dos capitalistas, assim como com as corporações tinha sido apagado o perigo das greves dos trabalhadores.

O próprio Mussolini reconhecia que na realidade a grande indústria e as classes média e alta tiravam partido desta situação para inserir os seus homens de confiança nas corporações e para favorecer sempre o grande capital. Era a observação amarga dum socialista que tinha escolhido o compromisso para alcançar o sucesso pessoal. Só na última parte da sua vida Mussolini encontrará a força para reformar completamente o Fascismo, introduzindo regras muito rigorosas na gestão dos lucros e a divisão da maior parte dos lucros empresariais entre os trabalhadores. Este era o regresso do verdadeiro Mussolini, a alma socialista que nunca tinha desaparecido: mas que voltava demasiado tarde, já na República de Saló, de facto um Estado fantoche controlado pelos Nazistas.

A Segunda Guerra Mundial

A 10 de Junho de 1940, a Itália entrou na Segunda Guerra Mundial ao lado de Hitler. Mas como foi possível chegar até este ponto? Afinal a Maçonaria não controlava parte do Partito Fascista? Na verdade, muitas coisas aconteceram nos meses anteriores à invasão da Polónia e até nas últimas semanas antes da Italia declarar o estado de Guerra. Até quase as últimas horas a Maçonaria tentou utilizar Mussolini e o Fascismo para os seus próprios fins. E quase estes actores conseguiram travar a guerra depois de poucos meses desde o início. Quase…

A historiografia oficial fala dum Pacto de Aço entre Roma e Berlim, um tratado com o qual, em 1939, Hitler e Mussolini preparam de facto a guerra para ocupar a Europa toda. Mais uma vez: uma versão muito afastada da realidade e os documentos britânicos fazem luz acerca disso também.

Hitler adorava Mussolini: é suficiente ler algumas páginas do Mein Kampf para entende-lo. O Furher tinha uma escultura de Mussolini no seu escritório. Mas Mussolini não gostava de Hitler, chegando a defini-lo “muito antipático”. E quando Hitler tentou ocupar a Áustria em 1934, o único em Europa que fez algo para impedi-lo foi Mussolini que enviou tropas italianas no Brennero, a fronteira com a Áustria, para proteger aquele País duma eventual invasão alemã. Esta não foi apenas uma escolha sugerida pela Maçonaria, havia outras razões.

Mussolini tinha medo da potência alemã. Mussolini sempre teve uma ideia bem fundamentada: não tendo a Italia capacidades económicas ou militares para propor-se como líder da Europa, a única solução era apresentar-se como garante da paz. Pelo que: uma liderança conquistada através da diplomacia. Não é apenas uma hipótese: neste aspecto, os diários de Gian Galeazzo Ciano, genro de Mussolini, sempre constituíram uma fonte de importância única porque particularmente pormenorizados, actualizados diariamente e repletos de confidências familiares (isso é: também de Mussolini).

Ao longo de alguns anos, esta táctica funcionou (o que também em parte explica a citada admiração por parte de outros Países ocidentais). Todavia, com o passar do tempo, a potência do Terceiro Reich aumentou e com ela a ocupação da Europa: Checoslováquia e Áustria foram anexadas em 1938. Enquanto Churchill (maçom) teria gostado duma atitude firme contra a Alemanha, o então Primeiro Ministro Chamberlain preferiu continuar com uma política de contenção. Mussolini, obviamente, partilhava a visão de Chamberlain porque achava que, uma vez eclodido um conflito, a Alemanha poderia ter invadido e ocupado a Italia ou, em qualquer caso, mantê-la num segundo plano como uma espécie de colónia.

Mas a visão de Mussolini não era a mesma da Maçonaria que queria eliminar Hitler. E é interessante notar aqui as duas grandes forças no palco: dum lado a Maçonaria que tinha ajudado a ascensão do Fascismo em Italia, do outro as forças económicas americanas que foram determinantes na ascensão do Nazismo na Alemanha. Forças que numa primeira fase lutaram para objectivos diferentes mas que acabaram por criar um único inimigo.

Os acordos secretos

Quanto mais o começo da guerra se aproximava, tanto mais Mussolini ficava isolado ao lado de Chamberlain (figura estranha esta, difícil de enquadrar). Até que, em 1939, Mussolini decidiu assinar o Pacto de Aço. E, logo após a assinatura, ordenou que fosse acelerada a construção do Vallo Alpino del Littorio, um sistema de fortificações formado por obras de defesa (bunkers) para proteger a fronteira italiana dos Países vizinhos, nomeadamente França, Suíça, Áustria e Jugoslávia. Embora estabelecido em 1931, o Vallo da secção austríaca foi reforçado e acabado em 1939 em resultado da desconfiança que Mussolini manifestou em relação à Alemanha de Hitler (as populações locais baptizaram a obra como Vallo non mi fido (“Linha desconfio”). E Mussolini tinha razão para desconfiar: a região do Trentino Alto-Adige tinha sido conquistada à Áustria apenas um par de décadas antes, na Primeira Guerra Mundial, e existia uma predominante comunidade germanófona (a qual ainda hoje fala o idioma alemão). A mesma motivação que, oficialmente, tinha convencido Hitler a anexar a Áustria e a Checoslováquia.

Com a invasão da Polónia começa a Segunda Guerra Mundial. Hitler não tinha avisado Mussolini e este escolheu o estado de não-beligerância, portanto neutralidade. Ao mesmo tempo, enviou os seus emissários em Londres para negociar com a Grã-Bretanha e a França: Mussolini sabia perfeitamente que a Italia não tinha possibilidade de ganhar uma guerra de agressão ao lado da Alemanha. Grã-Bretanha e França aceitaram logo os acordos que incluíam o envio de material militar aos aliados (aviões caças Caproni, navios militares) a ser utilizado na guerra contra a Alemanha. Uma situação aparentemente paradoxal: o aliado de Hitler enviava material bélico a ser utilizado na guerra contra Hitler. Mas os documentos dos serviços secretos britânicos tratam também do perfil psicológico de Mussolini, confirmando que o Duce não queira a participação italiana no conflito pela total falta de preparação e ao mesmo tempo não queria o triunfo do Terceiro Reich porque isso teria representado um perigo para a Italia.

Ao mesmo tempo, Mussolini enviou tropas na frente escandinava para ajudar a Finlândia na guerra contra a União Soviética: isso em aberto contraste com a política de Hitler o qual, com o pacto Ribben-Molotov, tinha dado luz verde para que Moscovo atacasse o País do Norte. Foi mesmo a União Soviética a avisar Berlim das negociações em curso entre Italia, Grã-Bretanha e França. A reacção Nazista foi furiosa: Hermann Goering ligou Mussolini e pretendeu a imediata cessação de qualquer diálogo com os Aliados.

Ficou bloqueado o envio de material bélico mas não os contactos. Foi Mussolini, por exemplo, que alertou o Vaticano para que avisasse Grã-Bretanha e França acerca do plano de ataque alemão através da Bélgica para evitar as fortificações francesas da Linha Maginot. Infelizmente, Mussolini não conseguiu convencer os Aliados: dum lado ainda encontrava-se ligado à Alemanha com o Pacto de Aço, pelo que não era possível confiar plenamente nele; do outro lado, as chefias militares de Grã-Bretanha e França ainda acreditavam em concepções tácticas que o exército alemão já tinha ultrapassado.

Dunkerque

É neste ponto que os documentos revelam um aspecto realmente incrível. O exército de Hitler arrasa qualquer resistência na Bélgica, na Holanda, na França. A velocidade, a capacidade de coordenação, a superioridade tecnológica, as novas tácticas: tudo isso constitui uma formidável arma contra os quais os Aliados nada podem fazer. As tropas francesas e inglesas são aniquiladas, o armistício parece uma questão de dias e o Presidente americano Roosevelt pede a intervenção directa de Mussolini como mediador de Paz, prometendo concessões territoriais em África. Mussolini responde afirmando que, numa mesa de negociações com dum lado dois Países derrotados e do outro uma Alemanha triunfante, ele não teria tido nenhum título para negociar ou para limitar as pretensões de Hitler. “Não poderia fazer isso nem para o dobro da oferta” é a resposta dele. Única solução: tornar a Italia País beligerante nas poucas semanas ou até dias antes do armistício e então sim, eis que Mussolini teria tido plena voz em capítulo.

Parece ficção, mas os documentos recentemente libertados pelos serviços secretos britânicos são claros (e explicam perfeitamente as razões do “mistério” da morte de Mussolini e o desaparecimento das cartas trocadas com Churchill). O Primeiro Ministro francês Édouard Daladier encontra Mussolini em privado e depois revela que a Italia está preste a fazer algo nunca feito antes: uma guerra com data de conclusão já estabelecida, justo o tempo para ganhar legitimidade em vista das negociações.

Tudo estava pronto quando algo extraordinário aconteceu: as tropas Aliadas, fechadas na bolsa de Dunkerque, não são varridas pelas forças da Alemanha e conseguem pôr-se em salvo. Hoje sabemos que tinha sido Hitler em pessoa a ordenar para que fossem travados os ataques. Faltavam 30 quilómetros para chegar às praias de Dunkerque, os generais nazistas já saboreavam uma fácil vitória pois a resistência era cada vez mais fraca: entre as tropas aliadas reinava o pânico, sabiam que os navios eram poucos, que a maioria teria ficado aí para ser massacrada. Não houve nenhum “heróico salvamento” por parte das forças aliadas, tal como é possível ver nos filmes de Hollywood: simplesmente, Hitler decidiu poupar o inimigo, salvando a vida de 300.000 soldados anglo-franceses e irritando não pouco parte dos seus generais. Com a vitória em Dunkerque, a Inglaterra teria perdido o seu exército enquanto a França, já varrida pelas forças nazistas, ficava abandonada e sem capacidade de resistência (duas semanas após os factos de Dunkerque, Paris assinará a rendição). A “travagem” de Hitler continua a ser um dos grandes mistérios da Segunda Guerra Mundial. Mas vamos em frente.

Consequência: a Grã-Bretanha recupera o seu exército, já não precisa de Mussolini como mediador, acha ter tempo suficiente para obter a ajuda americana. A evacuação de Dunkerque acaba no dia 4 de Junho de 1940, a Italia entra em guerra no dia 10 de Junho. Mussolini poderia ter travado a entrada em guerra? Sim, sem dúvida. Apesar das tropas italianas estar em plena mobilização desde o final de Maio, ainda teria havido margem para parar. Mas aqui Mussolini cometeu um dos seus muitos erros, algo que levaria a Maçonaria a uma nova intervenção directa na política italiana. E exactamente um mês antes, o maçom Winston Churchill tinha-se tornado Primeiro Ministro do Reino Unido enquanto do outro lado do oceano Roosevelt, outro membro da Maçonaria, conduzia os Estados Unidos.

 

Ok, era suposto esta ser a última parte mas hoje estou farto: finalzinho amanhã, no terceiro e, este sim, último capítulo, prometo!

 

Ipse dixit.

One Reply to “O papel da Maçonaria na ascensão do Fascismo – Parte II”

  1. Olá Max: está provado nos documentos e história revisionista do nazismo que Hitler quase implorou a Churchill várias vezes a um acordo de paz. O beligerante sempre foi Churchill , não Hitler. Talvez por ai se entenda a “travada” de Mussolini.
    Faz muita falta conhecer a história oculta da Maçonaria para reconhecer as razões dos planos por baixo da história contada. Agora percebo isso claramente.
    Uma questão que não entendi no texto: porque um socialista Mussolini passa para um Partido fascista ? Acredito que não havia a confusão de significados que ora existe.
    E, para constar, continuo de boca aberta.

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