O Dólar devora o Euro. E não só.

Pssssst! Peço desculpa pela reduzida actividade tanto aqui no blog quanto no Canal Telegram: está a ser uma semana complicada. A próxima será melhor. Ou igual. Ou até pior. Quem sabe?

 

Como já afirmado, a guerra na Ucrânia é muito mais do que um conflito local: foi programada para constituir um ponto de não regresso e, ao mesmo tempo, para implementar uma nova ordem global que irá perdurar ao longo de vários anos, provavelmente décadas.

Um planeta dividido em duas grandes áreas de influência, um pouco ao estilo da antiga Guerra Fria: dum lado um Capitalismo financeiro neoliberal dominado pelos grandes monopólios, do outro lado uma industrialização “socialista” (com muuuuitas aspas!) que opera num regime de “livre mercado” (idem). Venha o diabo e escolha.

Isso significa também que estamos prestes a experimentar mudanças que irão muito além dos confins europeus: o que é inevitável num planeta onde são cada vez mais fortes as interdependências entre os vários Países e onde qualquer episódio pode ter repercussões em qualquer ponto do globo.

Euro? Já foi.

Por exemplo: o Euro. Como realça o economista Michael Hudson, a moeda europeia já foi. Bruxelas tem seguido diligentemente as ordens de Washington, sacrificando-se no altar ucraniano em prol das empresas norte-americanas. Se até ontem a Europa podia contar com a energia russa, abundante e razoavelmente barata, agora as linhas de abastecimento são e serão cada vez mais escassas e, provavelmente, irão ser definitivamente cortadas. Poucas ilusões: assim permanecerão ao longo de muito tempo, substituídas em primeiro lugar pelos fornecedores dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a histeria bélica provocará o florescimento das exportações militares americanas. Mas quais as consequências?

O comércio e o investimento europeus antes da guerra das sanções sugeriam que haveria uma crescente prosperidade mútua entre a Alemanha, a França e outros países da NATO em relação à Rússia e à China.

Um mercado onde a Europa importava energia e exportava bens para a Rússia, investindo também no desenvolvimento industrial. Isso era verdadeiro tanto em relação à Rússia quanto à China. Tudo isso acabou.

Em vez disso, os Países da NATO comprarão gás dos EUA, mas terão de gastar milhares de milhões de Dólares para chegarem a uma capacidade portuária suficiente, o que é pouco provável que aconteça até 2024. (Boa sorte até lá). A escassez de energia irá aumentar significativamente o preço mundial do gás e do petróleo.

Os Países da NATO também aumentarão as suas compras de armas ao complexo militar-industrial dos EUA. A compra, quase em pânico, irá também aumentar o preço das armas. E os preços dos alimentos também irão subir devido à escassez desesperada de cereais resultante da cessação das importações da Rússia e da Ucrânia, por um lado, e à escassez de fertilizante de amoníaco proveniente do gás, por outro.

Pode não parecer, mas estamos a falar de balança de pagamentos: um País (ou um conjunto de Países, como neste caso) compra e, para equilibrar as contas, deveria vender também. Mas vender o quê? Como irá a Europa equilibrar os seus pagamentos internacionais com Washington? O que pode de exportar para os EUA? Além dos pasteis de nata, entendo.

Resposta: não muito. E o resultado mais evidente desta nova situação será um assinalável reforço do Dólar face ao Euro. Então a previsão de Hudson torna-se simples:

Para a Europa, […] o custo em Dólares da sua dívida externa contraída para financiar o seu crescente défice comercial com os EUA para petróleo, armas e alimentos irá explodir. As taxas de juro irão subir, atrasando o investimento e tornando a Europa ainda mais dependente das importações. A Zona Euro vai transformar-se numa zona economicamente morta.

Para os EUA, isto significa a hegemonia do Dólar com esteroides, pelo menos em relação à Europa. O Continente tornar-se-ia uma versão um pouco maior de Porto Rico.

O Sul do Mundo

Mas, como dissemos antes, a guerra na Ucrânia não foi pensada como conflito local e vivemos num mundo onde as interdependências são pesadas. O reflexos disso irão muito além do Velho Continente. Então é inevitável que a nova “Guerra Fria”, a luta entre o Neoliberalismo e o “Socialismo”, terá consequências globais. Em primeiro lugar: a tentativa por parte de Washington,  para bloquear os Países sul-americanos, africanos e (alguns) asiáticos de forma semelhante ao que está planeado para a Europa.

A subida acentuada dos preços da energia e dos alimentos atingirá duramente as economias deficitárias em alimentos e petróleo, mesmo enquanto as suas dívidas externas, denominadas em Dólares, para com obrigacionistas e bancos estão prestes a vencer e a taxa de câmbio do Dólar está a subir em relação à moeda deles. Muitos Países em África e na América Latina, especialmente no Norte de África, têm de escolher entre passar fome, reduzir o seu consumo de gasolina e electricidade, ou contrair empréstimos em Dólares para cobrir a sua dependência do comércio à medida dos EUA.

A este respeito, Hudson lembra que tem-se falado da emissão de novos DES (Direitos Especial de Saque) por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), para financiar o crescente défice comercial e de pagamentos.

Os DES são um instrumento monetário internacional: são activos de reserva em moeda estrangeira, definidos e mantidos pelo FMI, criados para completar as reservas dum País em dificuldade. Na prática, os DES não são uma moeda mas podemos considera-los como uma espécie de “fundo de garantia”. Pelo que, os DES poderiam parecer algo simpático. Todavia, como observa Hudson:

Mas tais créditos vêm sempre com cordelinhos. O FMI segue a política de sancionar os Países que não obedecem à política dos EUA. A primeira exigência dos EUA será que estes Países boicotem a Rússia, a China e a sua emergente aliança comercial e monetária. “Porquê dar-vos os DES ou dar-vos novos empréstimos em Dólares se vão gastá-los com Rússia, China e outros Países que declarámos inimigos?” perguntarão os funcionários dos EUA.

E o economista vai além:

Não me surpreenderia ver um País africano tornar-se a “próxima Ucrânia”, com as tropas de representação dos EUA (ainda há muitos apoiantes e mercenários Wahabi) a lutar contra os exércitos e populações de Países que procuram alimentar-se com cereais de explorações agrícolas russas, e alimentar as suas economias com petróleo ou gás de poços russos, para não mencionar a participação na Nova Rota da Seda da China, que foi, afinal, o gatilho para o lançamento da América da sua nova guerra pela hegemonia neoliberal global.

A economia mundial já está em chamas e os EUA preparam-se para uma resposta militar e utilizam as suas exportações de petróleo, agricultura e armas como arma de chantagem, forçando os Países a escolher em que lado da Nova Cortina de Ferro querem estar.

Faz sentido? Sim, faz. Até aqui.

As perguntas erradas

Porque depois Hudson põe algumas perguntas com pouco sentido. Por exemplo:

Mas o que é que a Europa ganha com isso? […] O que é que isso significa para os Países do Sul global que estão a ser espremidos, e não apenas como “danos colaterais”, pela profunda escassez e subida dos preços da energia e dos alimentos causada pelo próprio objectivo da estratégia dos EUA que introduz a grande divisão da economia mundial em duas? A Índia já disse aos diplomatas americanos que a sua economia está naturalmente ligada às da Rússia e da China. […] O que é que os Países irão escolher fazer: irão proteger os seus próprios interesses económicos e coesão social, ou será que a diplomacia americana irá controlar os seus líderes políticos? […] Perante toda esta intromissão política e propaganda mediática, quanto tempo levará o resto do mundo a perceber que está em curso uma guerra global que se está a tornar na Terceira Guerra Mundial?

Pouco sentido porque estas perguntas têm como ponto de partida a ideia de que os vários Países sejam entidades autónomas, capazes de avaliar de forma objectiva e empenhadas em trabalhar para o bem dos cidadãos. Mas se assim fosse, nem sequer teríamos chegado ao ponto em que nos encontramos agora. O suicídio europeu é o mais flagrante exemplo disso: Bruxelas evita propositadamente pensar no bem estar do Velho Continente, todas as mais recentes escolhas têm como único fim agradar o dono americano. Quanto ao FMI, palavras para quê?

Conclui Hudson:

O campo de batalha militar será repleto de cadáveres económicos.

Tomara. Infelizmente não haverá apenas cadáveres metafóricos mas sim mortos de verdade, frutos da escassez e da fome. Começou a derradeira guerra pela sobrevivência do Dólar: não será feitos prisioneiros. A boa notícia: no longo prazo, o Dólar irá perder. A má: comecem a estudar Mandarim.

 

Ipse dixit.

Imagem: artbaggage via Pixabay Pixabay License Free for commercial use No attribution required

44 Replies to “O Dólar devora o Euro. E não só.”

  1. https://www.globalresearch.ca/a-quem-interessa-a-guerra-na-europa/5772583

    E entretanto um conluio entre certas partes dos militares e classes mais altas com o apoio já se sabe de quem…correu com Khan do Paquistão
    Estes gajos não brincam em serviço, apanham um ponto fraco uma forma de entrar e subitamente REGIME CHANGE com alguém que certamente servirá bem os seus interesses, chato para a China…

    Desculpa estar chato Max( um valente abraço e todos os com quem troquei e aprendi neste blog). Estive muito ocupado mas não desligado.
    Mas mudei de cidade estou no norte (nuorte carago) e vou para o Alentejo a vida de “toxicodependente(piada e das boas), era comigo e o P. Lopes como protagonistas não me engano” tem os seus altos y bajos.

    Saludos

  2. Olá Nuno : “bueno saludarte”” Fiquei contente de te ver ativo entre nós Fazes falta em II, Para nós que somos antigos comentaristas, também aprendemos mutuamente. Permanece por aqui.

  3. Olá Max e todos:
    No meio disso tudo, o Brazil não sofrerá insuficiência alimentar. Contando com a agricultura dos pequenos agricultores que supre já 70% do que come o brasileiro, e somando a produção do MST e da cultura agrícola orgânica, comida não faltará malgrado a mono agricultura dirigida pelos ricaços que se expandem no Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Amazônia e produzem para exportação. O agro negócio é tudo, como diz e repete de 15 em 15 minutos a Globo TV. Eu posso dizer que é tudo para matar o solo. Onde o agro negócio envenena a terra, nada cresce, a não ser o bolso dos grandes produtores.
    Quanto ao petróleo, se este governo não vendesse até a mãe, especialmente as refinarias, ainda teríamos petróleo para todo o país e combustíveis também. Mas ainda temos um pouco.
    Dependerá dos desígnios da economia, na nova governança, se terminar de vender ou terminar com a venda, nacionalizando os recursos petroleiros e garantindo auto suficiência em combustíveis fósseis e fertilizantes.
    Quem viver, verá ou uma entrega total ao império em decadência ou uma abordagem internacional independente e mantendo negociações já existentes com Rússia e China e continuando a ter posição ativa nos Brics.

    1. O regramento governamental nas eternas colônias europeias (travestidas de estados soberanos) é, invariavelmente, imposto por suas respectivas matrizes. Desde sempre, o que muda é a forma como este processo é efetivado. E no ocidente do visualizado mapa-mundi, Rússia e China dificilmente terão muito espaço neste aspecto.

  4. Oi Maria! Os 522 anos de passado, passando de colônia portuguesa (mas de fato inglesa) e depois como colônia de fato dos EUA, nada indica outra via governamental que não seja o atrelamento aos interesses ocidentais.

  5. Olá e obrigado Maria.
    Já neste tema que o Max evita : Ucrânia: as incongruências da peça.
    Eu não entendo esta guerra/ operação lenta(as razões não convencem, algo aqui cheira a esturro). Porquê usar 100.000 ou no máximo 200.000, porque não 500.000 só metade dos militares. Só isso já evitava remessas dos amigos que armam a Ucrânia á qual a Rússia vende gás, mas como é!? Está bem pagam em rublo ou moeda que é convertida, alto não pagam! A BASF está na eminência de fechar assim como outras empresas como a Airbus porque o metal usado nos aviões não chega e não existe quem substitua. Na alimentação para certos produtos o próprio petróleo que para o qual não existem alternativas reais.
    Vão comprar o gas/ petróleo de xisto norte americano? Que drogas tomam em Bruxelas serão precisos milhares, repito milhares de superpetroleiros para o petróleo e superpetroleiros convertidos para o transporte de gás e aqui é impossível porque não existem no mundo navios em número total que substituam os gasodutos. E não há espaço nos portos, capacidade logística para tal.
    Está guerra vai se arrastando com o ator Zelensky rodeado de neonazis e mercenários vai recebendo ( como um rockstar) aplausos e apoio por onde vai, quando o que pede não é um acordo é armas para satisfazer os conselheiros neo cons e das agências do costume. Na Europa e não só é um figurão agora até com as paupérrima comédia transmitida no Netflix.
    Para já fico por aqui pois é tanta coisa que não entendo…Se a Rússia quisesse acabar com o que tem a fazer já tinha feito, essas intenções da propaganda dos meios de informacao que não estavam à espera desta resistência, estavam sim. Entretanto morrem inocentes e agora também o exército/a mãozinha amiga/etc…da Ucrânia já atacam cidades russas.
    É agora fico mesmo por aqui a ver se alguma alma caridosa me tira as dúvidas ou parte.
    Abraços e boa Páscoa

    1. A palavra chave chama-se: TEMPO. As cadeias globais de produção e distribuição em grande escala estão sendo redimensionadas/readequadas e este processo necessita de tempo, e eventos de porte como uma pseudo pandemia ou uma guerra que envolva atores importantes são necessários para ocupar (e preocupar) as mentes dos servos modernos. Um exemplo disso é o problema que envolve os containers, base do transporte marítimo e que responde por quase 30% do transporte total de mercadorias no mundo.

      1. Olá Chaplin!

        Isso demora muito, anos transformar um superpetroleiro em algo que transporte gás p ex. E materiais que estão a faltar à várias empresas do qual Rússia é Ucrânia no caso da Airbus só a Rússia, onde vão buscar na qualidade pretendida(esqueci – me do nome do metal). Muitas Francesas e principalmente alemãs vão buscar onde é será na quantia/qualidade/preço pretendido?
        A energia verde não suprime nem suprirá tão cedo a usada maioritariamente na atualidade e daí o prazo longo da própria EU para atingir os objetivos..

        Mudando de assunto, hoje o meu irmão deu-se ao trabalho de mostrar esta notícia:
        Ucranianos chegados a Portugal durante a Guerra apanhados a assaltar ourivesaria https://semanariov.pt/2022/04/18/ucranianos-chegados-a-portugal-durante-a-guerra-apanhados-a-assaltar-ourivesaria/
        Mostrou à minha mãe que é muito boa pessoa mas está endoutrinada naquilo que os meios de comunicação transmitem ou omitem, logo não acreditou. Porquê estes fulanos servem todos na tropa dos 1 aos 110 anos e nascem com revolver na mão que é usado e só no russo mau.
        Esta propaganda doutrinação é quase como uma religião( como os pastorimhos de Fátima que viram a nossa senhora que com estes comunicou) ou ainda mais aqueles fanáticos que se mandavam pelos ares, é algo que vai dar em fanatismo e com alguém assim não vale a pena falar é perda de tempo. E claro gosto e amo a minha Mãe mas sei que não dá…

        Outra comédia que não sabia era que o passado recente ministra da defesa da Alemanha e bem ligada à ma perdão… nato

        https://www.theguardian.com/world/2021/sep/15/von-der-leyen-eu-state-of-union-speech-political-will-build-own-military

        Estou com umas luzes mas ainda
        Não obtive resposta

        Abraços

  6. URGE O SEPARATISMO IDENTITÁRIO…
    E UMA ALIANÇA MILITAR DEFENSIVA FACE AO CIDADÃO DE ROMA DA NATO
    .
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    .
    O europeu-do-sistema e a sua conversa hipócrita do costume: fala em Putin, e etc, para desviar as atenções…
    quando:
    —> O OCIDENTE DEVE DUAS MENSAGENS DE PAZ AO PLANETA:
    – Mensagem 1: introdução da Taxa Tobin.. para que… sejam povos autóctones a explorar as suas riquezas, e não, multinacionais Ocidentais!
    – Mensagem 2: devolução de riquezas roubadas a povos autóctones!
    .
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    Paz sim!
    Hipócrisia Ocidental não!
    (Mundo Livre versus Cidadanismo de Roma)
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    Sim:
    – europeu-do-sistema ambiciona fazer aos russos aquilo que foi feito a povos autóctones da América do Norte, Sul, etc.
    .
    .
    Uma nota:
    – com o seu largo historial de saque de riquezas a povos autóctones… o Ocidente tem o dever de fazer referência às condições de segurança… para que os povos autóctones, não interessados em vender as suas riquezas a multinacionais, possam viver em segurança no planeta.
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    Separatismo em relação aos boys e girls do sistema!!!
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    PATRIOTAS UCRÂNIANOS NÃO SEJAM PARVOS:
    1- no presente, tal como no passado, existem na Europa ‘Testas-de-Ferro’ que… proporcionam guerras a uma clientela interessada em fazer negociatas no caos.
    2- afastem-se (separatismo Identitário) dos boys de Zelensky: são boys das negociatas da máfia do armamento e das multinacionais… que entalaram os patriotas ucrânianos entre o Ocidente hipócrita a Russia de Putin.
    3- em oposição aos boys e girls do sistema, façam negociações de paz com a Russia!
    .
    Nota:
    – O OCIDENTE QUE PROVOCA/AMEAÇA PUTIN, E MANDA ARMAS PARA A UCRÂNIA, É MUITO PIOR QUE PUTIN…
    .
    Os boys (do sistema) de Zelensky estão ao serviço de interesses inconfessáveis…
    multinacionais a fazer compras no caos da Ucrânia… para melhor rentabilizar os seus investimentos, elas vão exigir substituição populacional…
    e… os europeus-do-sistema vão acusar os patriotas ucrânianos de «racistas/xenófobos».
    .
    Sim:
    – Zelensky, e seus boys, estiveram em conluio com os ‘gurus’ da NATO:
    -> secretário geral da NATO: «a Russia vai ter cada vez mais NATO nas suas fronteiras».
    -> outros ‘gurus’: «a globalização vai entrar pela Russia a dentro» (multinacionais a comprar…).
    .
    A NATO pretende cercar a Russia (um território imenso no planeta, com apenas 140 milhões de habitantes) com países da NATO.
    [todos unidos num saque a um território imenso]
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    Uma festa para o hipócrita Ocidental: depois de provocar/ameaçar Putin… o hipócrita Ocidental proclama:
    – «Depois da guerra da Ucrânia, a Rússia ou será um súbdito da China ou um futuro membro da União Europeia»
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    Sim, pois é:
    – Em várias regiões do planeta: sempre que está instalado um «governo não-amigo» (não interessado em vender), o hipócrita Ocidental fomenta guerras/revoluções… para que… a exploração de riquezas caia nas mãos de multinacionais Ocidentais.
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    Para quem está realmente interessado em paz, urge:
    1- CONDENAR AS NEGOCIATAS DA MÁFIA DO ARMAMENTO.
    2- NÃO BLOQUEAR A TAXA TOBIN…
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    [sim sim: cidadão de Roma da NATO = cidadão de Roma de há 2000 anos atrás]
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    A RUSSIA PODERÁ SER A LÍDER DO MUNDO LIVRE:
    – povos que não estão interessados em vender as suas riquezas a multinacionais!
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    URGE A MOBILIZAÇÃO PARA O SEPARATISMO IDENTITÁRIO:
    – Os Identitários reivindicam Libetdade/Distância/Separatismo do europeu-do-sistema; por motivos óbvios:
    -> NA ORIGEM DA NACIONALIDADE ESTEVE O IDEAL DE LIBERDADE IDENTITÁRIO:
    – «ter o seu espaço, prosperar ao seu ritmo».
    Não foi:
    – o ódio tiques-dos-impérios, isto é, o ódio cidadania de Roma, isto é, o ódio à existência de outros, isto é, o ódio a povos autóctones do Ideal de Liberdade Identitário.
    .
    .
    .
    SEPARATISMO 50-50:
    – os globalization-lovers, UE-lovers, etc, que fiquem na sua (possuem imensos territórios ao seu jeito)… respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    .

  7. Grande Max e ilustres comentadores,

    Se a guerra na Ucrânia parece bem explicada a guerra da China á COVID é mais difícil de entender. Eu tenho algumas hipóteses mas queria saber as vossas… Um abraço a todos!

  8. Provavelmente, a lógica da COVID é igual à lógica da guerra: fazer negociatas no caos…

  9. Olá Nuno: faço as mesmas perguntas que fazes, e confesso: não é fácil encontrar respostas.
    De qualquer forma acho que tudo é bem planejado. A Rússia sabe que existe em território ucraniano agentes e oficiais norte americanos e dos países da OTAN treinando e coordenando milícias violentas, ditas nazistas, só porque têm como ídolo Bandera. Se realmente fossem nazistas jamais aceitariam comando anglo saxão. Mas Putin quer pegá-los in loco, provar ao mundo que o ocidente tornou-se o quarto Reich, estilo anglo saxão, vivendo a terceira guerra mundial, em território ucraniano, contra a Rússia.
    Ocidente x Eurásia; hegemonia dos EUA x Eurásia multipolar. A guerra será longa, penso eu, e se estenderá para outros territórios. Não sei quem vencerá, enquanto África e América Latina ficarão numa eterna corda bamba, sem saber o que fazer ou deixar de fazer.
    Putin faz de tudo para puxar o Brazil para o lado da Eurásia, mas não sei se conseguirá.
    Enquanto isso, haja barriga vazia, gente e bichos morrendo na penúria, inflação derretendo salários estacionários, classe média bichada, esperando uma rebelião que o medo não deixa partir dela.
    No meio disso, EUA e Rússia convencidos que sairão vencedores. E nós “esperando Godô” ( a peça teatral)

  10. Para identificarmos quais os países que verdadeiramente são detentores de soberania nacional, basta fazer uma única pergunta: Qual o país que depende unicamente de sua própria moeda? E a partir dessa observação chega-se facilmente a conclusão de que os EUA é o único, mesmo que o dólar seja menos valorizado cambialmente que outras moedas. Portanto, o mundo está sob tratativas geopolíticas que visam obter igual soberania hoje exclusiva ou, numa situação mais extrema, subvertê-la.

  11. A queda contínua inexoravelmente, aproximando-se de valores pré-Siria.
    Ou será harmonização monetária pré-digitalização?

    Estas férias do Max, ampliam a minha ansiedade por artigos orientados para o ABC…
    (Ashkenaz Bank Cartel)

    A quem interessar, procurem e deem uma olhada no seguinte vídeo…
    “Unearthing Ancient Ashkenaz and the origin of Yiddish” de Eran Elhaik

    Agradeço os vossos comentários e opiniões a respeito.

    1. Oi alfbber! Só para te informar que os asquenazes são sefarditas que migraram para a Francia Oriental desde o pós do colapso de Roma…ou seja, o poder dominante tem uma única origem e que esteve no oriente próximo desde o início da civilização…

      1. O estudo apresentado, de base genética, não suporta essa tese, muito pelo contrário. A interpretação que faço, não só dele mas essencialmente dele, vai no sentido oposto.
        Os sefarditas seriam migrantes semitas advindos do Levante e em fuga das perseguições que culminaram no massacre de 70DC (Apocalipse Semita).
        Os asquenazes (terminologia pt/br?), não só não são semitas como pelo seu histograma serão anti-semitas, denomino-os mesmo como os seus arqui-inimigos.
        Para enquadrar esse confronto pela cultura religiosa, sempre presente ao longo dos milénios, prefiro usar termos menos comuns, atribuindo aos sefarditas o culto abraamico e aos asquenazes o culto talmudico.

        1. 1 – Estudos genéticos cujos resultados são deliberadamente destinados a distorcer o passado, assim como sempre foi feito pela historiografia desde os escribas “gregos”.
          2 – Qto ao aspecto religioso, o talmudismo se impôs entre os judeus, tanto sefarditas como asquenazes, pois foi à partir dele que um sentido de unidade entre as inúmeras comunidades na Diáspora foi retomado e desenvolvido.

          1. O autor, devidamente identificado, contrapõe o seu estudo a outros, faz a sua defesa, expõe as sua interpretação sobre os resultados obtidos e coloca-os á disponibilidade de quem os quiser analisar. Parece-me transparente.
            Desconheço, para já, pareceres de terceiros que coloquem em causa os dados desse estudo ou que ofereçam interpretações distintas que coloquem em causa as do autor.
            Assim, ao descrito em 1, deves disponibilizar prova ou fonte dessa categórica afirmação, para esclarecimento e percepção das distorções históricas em causa.
            Melhor, seria forneceres referências ou fontes, para orientação.
            Desde já, deixo o meu agradecimento pela informação.

            1. Tens consciência de que o poder institucionalizado-sistematizado desenholvido pelas minorias dominantes tem amplo controle sobre a oficialização dos mais variados processos que envolvam algum nível de interferência no padrão mental do ho.em comum civilizado? E entre esses inúmeros processos encontra-se o que é divulgado das pesquisas pseudo científicas. Lamento, mas nem você nem qualquer outro “mortal” chegará a verdade maior buscando simplesmente informações diretas…A historiografia, em seu sentido mais amplo, sempre foi uma propaganda dissimulada em algum nível em favor de quem a patrocina.

              1. “ A historiografia, em seu sentido mais amplo, sempre foi uma propaganda dissimulada em algum nível em favor de quem a patrocina.”

                Sem dúvida alguma, tenho consciência disso e de mais.
                E daí? Podem escrevê-la e reescrevê-la, mas o tempo e a perseverança dos que buscam a verdade sempre consegue trazer á luz o que á luz pertence. Será que o facto de tu estares aqui hoje, dizendo teres conseguido conhecer a verdade histórica e assim poderes negar ou expôr as inúmeras propagandas divulgadas não é prova de que essa busca é uma de sucesso?
                Sendo essas verdades conhecidas, quanto mais aqueles como tu as divulgarem ou ajudarem outros a descobri-las, menor sucesso terão os propagandistas.
                Conheces o ditado?… o ótimo é inimigo do bom.
                Não ando por aqui a pedir para me darem a “papinha não boca”.
                Isso é prós acólitos de qualquer pseudo-verdade.
                Divulgo o que julgo ser de divulgar para que outros possam analisar os dados e decidir por si. Se ajudar, porreiro, se não, que o digam e contraponham com dados seus. A essa troca de info podemos chamar de cooperação. Espero puder contar com a tua contribuição.

                1. Transito peli II faz algum tempo, e, por algumas vezes , chega-se num brete, que é o tentar mostrar que entender todo um quadro evolutivo envolvendo relações de poder e dominância de impacto na engrenagem de um processo civilizatorio não comporta algumas dezenas de linhas, mas uma busca individual de viés investigativo de médio prazo, no mínimo. Uma máxima é muito elucidativa: “o verdadeiro poder é daquele que não se fala”.

        2. Queres identificar uma boa parte dos deslocamentos dos judeus desde o colapso de Roma? Siga a geografia cronológica do processo de cristianização e dos respectivos missionários “cristãos, “, cuja maioria foram tornados “santos” padroeiros de várias futuras nações…

          1. O meu interesse pela história dos asquenazes, tem por objetivos:
            Perceber a sua infiltração na hierarquia semita (Judah e Levi), consequente destruição da mesma, tomada de poder e controlo;
            Identicamente, a sua infiltração nas hierarquias romanas, posterior tomada de poder e controlo (conjunto) do Vaticano e da oposição (Maçonaria);
            E, dos Reich ao ABC, como a disseminação entre as elites do seu culto talmudico lhes permitiu chegar aos dias de hoje, com um controlo efetivo sobre quase todos aqueles que gerem as organizações de poder global.
            Daí, perceber o porquê da rendição incondicional das elites, a uma perceção de poder pseudo-superior, cujas práticas de malevolência inarrável sobre os seus semelhantes, podem inclusive levar á extinção da própria espécie.

            1. Os asquenazes fizeram um pacto com os verdadeiros judeus, eles passariam a fazer o trabalho sujo em troca de dinheiro e poder enquanto eles, os judeus, passariam desapercebidos como vitimas de impostores. Os asquenazes são na verdade traidores da humanidade que se aliaram aos judeus, eles se venderam por dinheiro e poder, os judeus não precisam de dinheiro, eles fazem o dinheiro.

                1. Pode se dizer que são aqueles que “venderam a alma ao diabo”, eram goyns, traidores dos goyns, um povo que vivia próximo onde vive hoje o judeu Zelenski.

                  1. Refere-se aos cazares? Asquenazes descendem de judeus que se assentaram na Francia Oriental desde o início da sua mobilização para implodir o Império Romano do Ocidente e que se enrustiram nas cortes das monarquias germanicas. Podemos chama-los de judeus brancos…

                    1. Não sei não, pode ser qualquer coisa, porque eles são donos da história também, o que resta são indícios para suposições, mas isso não importa, o que importa é que com isso criaram a história de que existem falsos judeus e que esses falsos, são os sionistas, os malvados que são acusador de querer dominar o mundo. Quando na verdade, como falei, os “falsos”, brancos, kazares ou seja que qualificação forem, são a ferramenta dos verdadeiros que ficam nas sombras atrás do talmude.

    1. 12 ou 13 tribos não fizeram a menor diferença além de distrair e desfocar do que é verdadeiramente importante. Os judeus e suas comunidades estiveram presentes ao longo de todo processo de colonização da Europa, enrustidos entre os anatolicos e os levantinos…antes da Grécia ser Grécia…

  12. Enquanto o dólar devora o euro…
    BRICS adoptarão entre si nova moneterização e não vão usar o dólar.
    ASEAN adoptarão entre si nova moneterização e não vão usar o dólar.
    Mais candidaturas se perfilam para o grupo BRICS.
    Irão junta-se oficialmente á SCO e ao sistema de transações da Rússia.
    Bancos na Coreia do Sul, aceitam cartões MIR.

    O Abe foi assassinado… era demasiado imprevisível? Ou não cumpriu as tarefas ordenadas?
    Aliás, tb aqui a história se repete… a do solitário assassino.

    A “coisa” mexe, às noites tornam-se longas e já se vêm as facas nas sombras.

  13. Enquanto isso, lateralmente…
    hXXps://corruption.news/2022-07-13-paper-gold-price-manipulation-rigged-to-fail.html

  14. Não há absolutamente nenhum processo que envolva a autoria humana que não tenha sido, em algum momento e em algum nível, corrompido ou ao menos manipulado, para atender interesses das minorias dominantes…E isso, chamamos de civilização.

  15. O FED assumiu (julgo eu) abertamente a sua posição perante a crise económica.
    E, ela é de oposição frontal á posição demonstrada da “administração” Biden.
    Naturalmente, passou a ser o bode expiatório da dita crise.

    Os “democratas” andam a ficar verdadeiramente desesperados a 3 meses das eleições intercalares. No fio da navalha, dizem uns… já sangram digo eu.
    Entre o atirar de culpas para todos os outros, á busca de iniciar conflitos militares no plano externo, vale tudo para tentar “virar a mesa” antes que cheguem os debates… inclusive arranjar um qualquer cenário onde possam vir a declarar a lei marcial e interromper o calendário eleitoral.
    Tempos muuuito perigosos se avizinham… cruzem os dedos.

  16. Para um acompanhamento permanente ao ponto de situação em Portugal, relativo aos vários temas ao redor das consequências da metodologia pandémica instituída, além de outros do interesse dos cidadãos de facto, consultar regularmente o paginaum.pt

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