A proteína Magneto

Nos últimos tempos surgiu a teoria segundo a qual as vacinas poderiam ser magnetizadas. O que significaria isso? Quais as possíveis implicações?

Para já observamos como a ideia de magnetizar as vacinas não seja fruto de conspirações, pelo contrário: trata-se duma técnica para melhorar a entrega das nanopartículas contidas no medicamento. Como é explicado num estudo de 2014, intitulado Superparamagnetic nanoparticle delivery of DNA vaccine (“Entrega superparamagnética de nanopartículas de vacina DNA”):

A eficiência da entrega de vacinas DNA é muitas vezes relativamente baixa em comparação com as vacinas proteicas. A utilização de nanopartículas de óxido de ferro superparamagnético (SPIONs) para a entrega de genes através da magnetofecção [método através do qual nanopartículas associadas ao DNA são transfectadas para o interior de células por acção dum campo magnético externo, ndt] mostra-se prometedora na melhoria da eficiência da entrega de genes tanto in vitro como in vivo. Em particular, a duração da transfecção genética especialmente para aplicação in vitro pode ser significativamente reduzida pela magnetofecção em comparação com o tempo necessário para alcançar uma elevada transfecção genética com protocolos padrão

Um estudo ainda anterior tinha analisado a técnica já em 2007. Trata-se de Using Magnetic Force to Enhance Immune Response to DNA Vaccine (“Utilização da Força Magnética para Melhorar a Resposta Imunológica na Vacina DNA”):

É relatada a melhoria da distribuição genética dentro do músculo esquelético para melhorar a imunogenicidade das vacinas DNA. É utilizada a força magnética que actua na vacina DNA associada a nanopartículas magnéticas, cujo maior potencial reside numa transfecção extraordinariamente rápida e eficiente em baixas doses vectoriais. Após a imunização, o vector de DNA magnético induz respostas significativamente melhoradas de anticorpos séricos em 2-3 ordens de magnitude superior ao DNA nu.

Portanto, e eventualmente, estamos perante uma técnica conhecida há mais de uma década e que visa melhorar as prestações das vacinas baseadas em nanopartículas associadas ao nosso código genético.

Mas a dúvida é outra: quais as consequências em injectar no corpo humano nanopartículas magnetizadas? Além da melhoria na entrega das mesmas nanopartículas, pode haver outras consequências ou utilizações? E em caso de resposta positiva: será que as vacinas anti-Covid actualmente utilizadas são magnetizadas?

Comecemos com as possíveis utilizações de carácter médico. As nanopartículas magnetizadas podem ajudar no diagnóstico precoce do cancro, podendo também assegurar a recuperação do paciente com o mínimo de efeitos secundários. Afinal trata-se duma concepção que inclui o emprego de tecnologia de comunicação integrada, onde é produzido um sinal bidireccional: as nanopartículas podem receber instruções de programação através impulsos magnéticos externos e, por sua vez, podem transmitir os dados que tenham recolhido no organismo.

Além disso, nanopartículas com biossensores à base de proteínas podem ser utilizadas na monitorização em tempo real de riscos biológicos para ajudar a travar doenças epidémicas, uma vez que seria possível obter um relatório precoce da doença. Por exemplo, no caso de uma epidemia de gripe, o aumento das concentrações de enzima alfa-NAGA na corrente sanguínea poderia ser utilizado como biomarcador da infecção, desencadeando o protocolo de prognóstico para enviar sinais electromagnéticos até para a tecnologia portátil, como um telemóvel.

Até aqui as boas notícias. Vamos em frente.

Injectar nanopartículas magnetizadas pode ter consequências negativas do ponto de vista fisiológico? Em princípio não: estamos a falar duma quantidade mínima de nanopartículas com uma carga magnética muito baixa. Mas é óbvio que o que preocupa é outro aspecto: estas partículas poderiam ser utilizadas para fins ilícitos, como o controlo dum indivíduo?

Para que fique claro: não apenas não há respostas como estamos no “campo minado” das teorias conspiratórias, onde as hipóteses não são acompanhadas por provas. Se é verdade que existem estudos científicos nesta senda (como veremos a seguir), é também verdade que não temos provas de que as actuais vacinas sejam magnetizadas e, mais do que isso, que possam injectar proteínas magneticamente alteradas.

Vamos ver a teoria científica porque é interessante. Já em 2016 o diário inglês The Guardian tratava do assunto no artigo Genetically engineered ‘Magneto’ protein remotely controls brain and behaviour (“A proteína geneticamente modificada ‘Magneto’ controla remotamente o cérebro e o comportamento”). O título não promete nada de bom, vamos ler o resto.

Investigadores nos EUA desenvolveram um novo método para controlar circuitos cerebrais associados a comportamentos complexos, utilizando a engenharia genética para criar uma proteína magnetizada que activa remotamente grupos específicos de células nervosas.

Nos últimos anos, os investigadores desenvolveram uma série de métodos que lhes permitem controlar remotamente grupos específicos de neurónios.

O mais poderoso de todos é um método chamado optogenética […] . Outro método recentemente desenvolvido, chamado quimiogenética, utiliza proteínas de engenharia que são activadas por medicamentos especialmente concebidos e que podem ser direccionadas para tipos celulares específicos.

Embora poderosos, ambos estes métodos têm inconvenientes. A optogenética é invasiva, requer a inserção de fibras ópticas que libertam impulsos de luz no cérebro e, além disso, a medida com que a luz penetra no denso tecido cerebral é severamente limitada. As abordagens quimiogenéticas ultrapassam estas duas limitações, mas tipicamente induzem reacções bioquímicas que levam vários segundos a activar as células nervosas.

A nova técnica, desenvolvida no laboratório de Ali Güler na Universidade da Virgínia em Charlottesville, e descrita numa publicação online antecipada na revista Nature Neuroscience, não só não é invasiva, como também pode activar os neurónios rápida e reversivelmente.

Vários estudos anteriores mostraram que as proteínas das células nervosas podem ser geneticamente modificadas de modo a tornarem-se sensíveis a ondas de rádio e campos magnéticos, prendendo-as a uma proteína armazenadora de ferro chamada ferritina. Estes métodos representam um grande avanço – já foram utilizados, por exemplo, para regular os níveis de glucose no sangue em ratos – mas envolvem múltiplos componentes que devem ser introduzidos separadamente.

A nova técnica é baseada numa proteína chamada TRPV4, que é sensível tanto à temperatura como às forças de tracção. Estes estímulos permitem que a corrente eléctrica flua através da membrana celular; isto evoca impulsos nervosos que viajam para a medula espinal e depois para o cérebro.

Güler e os seus colegas pensaram que o acoplamento magnético (ou rotativo) poderia activar a TRPV4 abrindo o seu poro central, e por isso usaram a engenharia genética para fundir a proteína à região paramagnética da ferritina, juntamente com pequenas sequências de DNA que sinalizam as células à proteína na membrana da célula nervosa e inserem-na na mesma.

Quando introduziram esta construção genética em células renais embrionárias humanas cultivadas, as células sintetizaram a proteína “Magneto” e inseriram-na na sua membrana. A aplicação de um campo magnético activou a proteína TRPV1 artificial […] Em seguida, os investigadores inseriram a sequência de DNA Magneto no genoma de um vírus, juntamente com o gene que codifica a proteína fluorescente e as sequências regulamentares de DNA que fazem com que a construção seja expressa apenas em certos tipos de neurónios.

Em seguida, injectaram o vírus no cérebro dos ratos, e dissecaram o cérebro dos animais para identificar as células que emitiam fluorescência. Utilizando microelectrodos, mostraram então que a aplicação de um campo magnético às secções do cérebro activa o Magneto de modo a que as células produzam impulsos nervosos.

Para determinar se o Magneto poderia ser usada para manipular a actividade neuronal em animais vivos, injectaram Magneto em larvas de zebrafish [o peixe-zebra ou Danio rerio, ndt], visando neurónios no tronco e na cauda que normalmente controlam uma resposta de fuga. Colocaram então as larvas de zebrafish, num aquário magnetizado especialmente construído e descobriram que a exposição a um campo magnético induziu manobras de enrolamento semelhantes às que ocorrem durante a resposta de fuga (a análise subsequente revelou que cada larva continha cerca de 5 neurónios Magneto-expressores).

Numa experiência final, os investigadores injectaram a Magneto no estriado de ratos livres, uma estrutura cerebral profunda que contem neurónios produtores de dopamina e que estão envolvidos na recompensa e na motivação, e depois colocaram os animais num aparelho dividido em secções magnetizadas e não magnetizadas. Os ratos que expressavam a Magneto passaram significativamente mais tempo nas áreas magnetizadas porque a activação da proteína fez com que os neurónios striatais que a expressavam libertassem dopamina, pelo que os ratos encontravam recompensa nessas áreas. Isto mostra que a Magneto pode controlar remotamente a activação dos neurónios no fundo do cérebro e também controlar comportamentos complexos.

O neurocientista Steve Ramirez da Universidade de Harvard, que usa a optogenética para manipular memórias no cérebro dos ratos, diz do estudo:

“As tentativas anteriores [de usar ímanes para controlar a actividade neuronal] precisavam de múltiplos componentes para fazer o sistema funcionar: injectar partículas magnéticas, injectar um vírus que expressa um canal sensível ao calor, fixar a cabeça do animal para que uma bobina pudesse induzir alterações no magnetismo”, explica.  “Este sistema é um vírus único e elegante que pode ser injectado em qualquer parte do cérebro”, acrescenta, “e o seu equipamento comportamental é inteligentemente concebido para conter ímanes, quando apropriado, para que os animais possam mover-se livremente”.

A “Magnetogenética” é, portanto, um importante acréscimo à caixa de ferramentas dos neurocientistas, que será sem dúvida desenvolvida e fornecerá aos investigadores novas formas de estudar o desenvolvimento e o funcionamento do cérebro.

E no mesmo diário é possível ler Remote control of brain activity with heated nanoparticles (“Controlo remoto da actividade cerebral com nanopartículas aquecidas”) baseado num estudo publicado em 2015. Resumindo: proteínas geneticamente modificadas, campo magnéticos, ondas rádios, memórias manipuladas, controlo remoto da actividade cerebral. Até o nome da proteína é espectacular: Magneto, à qual podemos juntar a insistência com a qual têm sido impostas as vacinas como “única solução” perante a Covid. Há tudo para não uma mas várias teorias conspiratórias.

Mas pode haver uma real ligação entre estes estudos e as vacinas que estão a ser administradas? Afinal vimos como a magnetização das vacinas seja utilizada para melhorar o desempenho do medicamento; pelo que, uma vacina magnetizada não significa necessariamente uma solução para controlar o cérebro das pessoas.

Portanto, o que falta é a ligação entre as vacinas (que bem podem ser magnetizadas para fins médicos) e as técnicas descritas nos artigos do The Guardian, sempre admitindo que tais técnicas possam ser utiilzadas com sucesso nos seres humanos: uma coisa é alterar o nível de glucósio num rato, outra coisa é controlar os pensamentos e as emoções dum indivíduo.

E aqui acaba o discurso todo porque se houver um plano para “controlar” as pessoas com a proteína Magneto de certeza que encontrar uma prova será muito complicado. Todavia estamos a falar de vacinas entregues em biliões de doses pelo mundo todo, analisadas por um sem número de laboratórios: difícil pensar que ninguém tenha reparado na presença duma proteína anómala no interior do líquido.

E afinal correr um risco deste tipo para quê? O instrumento para controlar as massas existe já e tem o nome de “televisão”: não foi a proteína Magneto que criou a “pandemia”, foi a televisão, sabiamente utilizada em conjunto com outros instrumentos de persuasão tais como diários, Facebook, Instagram, Telegram, TikTok… Pensar que seja necessária uma proteina saída dum laboratório altamente especializado para condicionar as nossas atitudes pode fazer bem ao ego, mas a realidade é muito mais crua e demonstra como seja necessário muito menos para obter o mesmo efeito.

Tudo isso para dizer que não há provas de que as actuais vacinas possam ser o vector para entregar um sistema de controlo dos indivíduos. Pelo menos até a data. Mais preocupante é o discurso em perspectiva: começa-se com um rato, mas quem pode excluir que num futuro mais ou menos próximo possa ser implementada uma tecnologia de controle mental utilizada em larga escala, ainda mais eficiente do que os actuais meios? E considerado que o futuro começa já amanhã…

A propósito: se alguém tiver mais notícias acerca desta Magneto, agradeço desde já o envio. Com os indivíduos que circulam nas instituições, nunca se sabe…

…ia esquecendo. Eis um dos muitos vídeos que circulam no Youtube acerca do assunto:

Mas, repito, este é apenas um dos muitos…

 

Ipse dixit.

7 Replies to “A proteína Magneto”

  1. O meu vizinho se vacinou semana passada, quando me disse que vacinou naquele dia, pedi para fazer um teste se uma moeda colava, ele deixou e ficou até curioso, A MOEDA COLOU no braço dele, gravei até um video.

  2. ‘E afinal correr um risco deste tipo para quê? O instrumento para controlar as massas existe já e tem o nome de “televisão”’

    A televisão e afins controla efectivamente um grande parte da população, mas não controla os leitores do Informação Incorrecta. Então, há que arranjar uma solução para controlar o Max e os Leitores do II. É aqui que soluções mais criativas se fazem necessárias.
    O II, e não só, tem muitos leitores e simpatizantes, arriscaria 10 a 20% da população que teima em escorregar pelos dedos do poder.
    Eu não vejo televisão excepto os jogos de Portugal. Não uso Instagram e só uso o Facebook para espalhar veneno.
    Acredito que o que preocupa o poder é este grupo de teimosos, porque os demais, cansam de tanta subserviência.

    1. 10 a 20 % ? Krowler … Krowler…2 % é já será uma grande sorte, nota que mesmo entre leitores do II existem alguns que leem , parece que compreenderam a mensagem …Mas depois querem ser vacinados , mas não com uma vacina qualquer …Uma vacina que acham especial . Especial com base no quê ? Com base nas suas crenças… que são baseadas … nas mesmas crenças .
      Agora vê o lado positivo , os gajos que ficam magnetizados podem se rebolar na areia da praia para achar moedas …e o JF ainda vai encontrar um tesouro …e brilhar no escuro… como um pirilampo .

  3. Um familiar após a vacina da Pfizer ficou magnetizado: moedas, uma faca, uma tesoura de peixe e um telemóvel ficaram grudados no ombro. Parecia ficção científica! Eu continuo a acreditar que os fabricantes das vacinas não queiram mal às pessoas vacinadas, mas depois do que vi fiquei um pouco assustado. Que consequências para a saúde a longo prazo, trará uma alteração no campo magnético de cada um dos vacinados?

  4. A fase de controle mental já passou e está plenamente ativada, estamos no meio da fase de controle das emoções.

  5. Se este pessoal vacinado, fica magnetizado, que será que acontece quando eles tem de fazer um exame de ressonância magnética ? Sugestão para Hollywood : o povo grudado no canhão do aparelho de ressonância, cozinhando os órgãos de dentro para fora.

    Falando sério, o Krowler tem razão.

  6. Caríssimos, dêem uma olhada a este depoimento a propósito dessa situação ‘magnética’. E quanto à televisão nem sequer tenho aparelho nem uso a box (actualmente da MEO) apenas o router da ligação ADSL (vivo nos arredores de Vila Real) e só aqui em casa (por opção) pois não tenho telélé smart apenas básico que bem me chega.

    https://www.bitchute.com/video/Sw8vG2mBFJvI/

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