Dra. Loretta Bolgan: vacinas mRNA e adenovírus, vamos esclarecer

A já conhecida Dra. Loretta Bolgan participou numa transmissão onde respondeu em directo a várias perguntas dos espectadores sobre o tema das vacinas. Não vou traduzir toda a transmissão (falamos de mais de uma hora de vídeo) mas vamos directamente aos conceitos mais importantes em relação às vacinas mRNA e às vacinas adenovírus.

Os produtos mRNA não replicante “após tradução em proteínas são degradados”, não podendo, portanto, “formar novas cadeias de RNA”. Embora este mecanismo não torne automaticamente o sujeito vacinado contagioso para outros, continua a Dra. Bolgan, o indivíduo pode ainda estar sujeito à infecção por SARS-CoV-2 e não são excluídos nem mesmo fenómenos de reactivação do próprio vírus.

É neste contexto que devem ser enquadrados os frequentes casos de positividade entre os trabalhadores da saúde após a vacinação, uma vez que a presença de lipossomas da vacina na saliva do indivíduo deve ser excluída. Esta situação implicaria de facto uma replicação viral (e portanto a contagiosidade do indivíduo vacinado) e estaria em contraste directo com a própria definição de vacina mRNA não replicável. Para esclarecer este aspecto de importância primordial, continua Dra. Bolgan, é necessário que os estudos sejam conduzidos rapidamente através de sequenciação.

Quanto à eficácia das vacinas, os dados actualmente fornecidos pelas empresas farmacêuticas falam de uma cobertura teórica de até 95%, mas foram obtidos comparando uma população vacinada e uma não vacinada numa altura em que a epidemia estava ausente, fazendo com que os números divulgados pelos meios de comunicação social e pelas autoridades careçam de “qualquer correspondência com a realidade”.

Para avaliar a eficácia real será necessário esperar pelo “fim da epidemia para conhecer o efeito sobre a protecção contra infecções e doenças”. Para tornar o quadro ainda menos encorajador, devemos acrescentar a ausência total de estudos, mesmo pré-clínicos, sobre possíveis fenómenos de reforço da doença (a ADE, Antibody-dependent Enhancement). Também a análise deste fenómeno é de primordial importância, especialmente para os indivíduos que já foram sujeitos à infecção (e por isso desenvolveram anticorpos naturais), tornando a vacinação desaconselhável para aqueles que já tiveram Covid-19. De facto, uma vez que estes anticorpos naturais são também do tipo “auto-imune”, existe o risco de que a estimulação induzida pela vacinação possa “induzir até doenças auto-imunes importantes”.

Este fenómeno, contudo, não está estritamente relacionado apenas com as vacinas de tipo mRNA, mas diz respeito a todas as vacinas Covid-19, uma vez que a formação deste tipo de anticorpos está ligada à presença da proteína spike.

Mas isso não é tudo: acerca da spike, a Dra. Bolgan, também acrescenta outras considerações relacionadas com as suas propriedades como toxina, tais como a capacidade desta proteína de formar agregados de priões no cérebro do indivíduo com o consequente risco de desenvolver a doença de Parkinson.

Relativamente à suposta engenharia do vírus, nenhuma hipótese é excluída: se é verdade que existem fortes indícios de que o vírus tenha sido melhorado no laboratório (por exemplo, a presença de alguns fragmentos de HIV no local de ligação, uma característica única do vírus SARS-CoV-2), “a engenharia por si só não pode levar a uma pandemia”, uma vez que tais vírus tendem a destruir-se a si próprios muito rapidamente. Neste sentido, permanece em aberto a questão de como ocorreu a “naturalização” do vírus que permitiria a replicação dentro de um organismo humano ou humanizado (como os ratos no laboratório de Wuhan).

Sobre a questão dos acontecimentos adversos é feita uma distinção entre fenómenos relacionados com a reactogenicidade da vacina, as reacções clássicas de curto prazo também relatadas nas fichas de dados dos medicamentos, e as de longo prazo.

Quase não temos dados disponíveis e a possibilidade no futuro de estabelecer uma relação causal exigiria a presença de um grupo de controlo nunca vacinado com o qual se pudesse fazer uma comparação. Uma vez que os fabricantes estão a começar a vacinar também este grupo de controlo, é evidente que “teremos dificuldade em ter os dados a médio e longo prazo” no que diz respeito a eventos adversos.

Quanto a uma comparação entre as vacinas mRNA e as vacinas adenovírus sobre as três principais categorias de danos, nomeadamente “reforço da doença, auto-imunidade e resistência à vacina (a possibilidade de infecção com variantes mais perigosas) não há diferença”, conclui a investigadora. O risco adicional em relação às vacinas de tipo mRNA está relacionado com a presença do lipossoma que pode induzir anafilaxia, para além do risco de um desenvolvimento não totalmente correcto na conformação da proteína spike, que pode levar à formação dos priões acima mencionados ou de outras toxinas perigosas para a pessoa.

Os adenovírus, por outro lado, tendem a entrar no núcleo próximo do DNA genómico, tornando a possibilidade de integração com o DNA menos improvável do que as vacinas mRNA.

Como podemos ver, os problemas são diferentes e relacionados com a técnica utilizada, mas “os três principais riscos, dependendo do spike, são os mesmos”.

Em conclusão, devido aos problemas acima salientados, a Dra. Bolgan desaconselha fortemente a vacinação: trata-se de vacinas “que nem sequer deveriam ter sido colocadas no mercado”, dados os problemas relacionados com a qualidade, a segurança e a eficácia.

Até aqui a parte simples. Depois há a parte mais complicada, constituída por um estudo da Dra. Bolgan acerca das inovadoras plataformas mRNA. Mais de 200 páginas nas quais são analisadas as vacinas deste tipo, o relativo desenvolvimento tecnológico e os problemas relacionados. Este estudo faz parte do seguimento dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da 17ª Legislatura e está disponível online, infelizmente só em italiano.

Todavia, em vez que traduzir tudo, vou tentar contactar a Dra. Bolgan para submeter-lhe algumas perguntas, nomeadamente acerca de alguns aspectos específicos da realidade portuguesa e brasileira. Espero tenha tempo para responder.

 

Ipse dixit.

One Reply to “Dra. Loretta Bolgan: vacinas mRNA e adenovírus, vamos esclarecer”

  1. Sim, artigo muito esclarecedor.

    Tenho uma pergunta para a Dra Bolgan:

    Dra, qual a sua opinião sobre o que anda dizendo o veterinário?

    Obrigado Max.

Obrigado por participar na discussão!

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