Coronavírus: e se fosse algo diferente? – Parte I

Um momento de pausa. Justo para reflectir.

Desde o começo da “pandemia” de Coronavirus houve a formação de duas facções: uma maioritária que acredita integralmente na versão suportada pelas instituições, outra minoritária que recusa esta visão.

Neste contexto, um papel extremamente importante (e negativo) foi desenvolvido pelos órgãos de informação que, ao actuar como uma autêntica máquina da propaganda, têm dado uma contribuição determinante na criação destas duas facções. Reparamos que quando alguém está a ser “atacado”, duas são as principais reacções que é possível observar: uma posição de defesa ou uma de rendição. E o Coronavirus, de facto, foi um “ataque”, mas com mais um ingrediente: o medo, que fez pender a agulha na direcção da “rendição” (isso é: a aceitação acrítica a versão oficial).

Obviamente, no interior das duas facções há um leque de posições que variam grandemente: vamos das pessoas que recusam a existência do vírus até quem abraça sem alguma dúvida tudo quanto for publicado pelos media.

Pessoalmente encontro-me numa posição algo “intermédia”, mas que olha com mais simpatia para a vertente “negacionista”: o vírus na minha opinião existe, mas a Covid não é a nova Peste Negra e muitos do que foi contado até agora foi o fruto de exagerações e/ou erros (conscientes e não) de diagnóstico, tudo enfeitado com uns testes (zaragatoa) que não oferecem um suficiente grau de confiança, com medidas de contenção que não resolvem o problema e que até podem ser contraproducentes. Continuo convencido de que este Coronavirus seja sempre e só isso: um Coronavirus, uma família de vírus que no recente passado já provocou outros contágios com caracteres simil-influenciais (tipo gripe sazonal), sem que por isso fosse preciso falar de “pandemia”. Nem vamos aqui citar a exploração da dita “pandemia” para fins políticos ou sociais: acredito piamente que isso esteja a acontecer, mas o foco deste artigo é apenas a doença em si.

Partimos duma dúvida muito simples: e se o vírus não fosse o que foi contado até agora? Nada de “arma construída nos laboratórios chineses”, não é isso que está em causa. A questão é diferente: e se este Coronavirus não fosse o “clássico” vírus como estamos habituados a pensar? Se fosse algo diferente, mas sempre cientificamente comprovado?

Digo isso porque nestes meses estou a seguir o trabalho da D.ra Loretta Bolgan, alguém que já encontramos em Informação Incorrecta (espantem-se: não consigo encontrar o relativo artigo!) e que propõe uma visão algo diferente mas cientificamente fundamentada: o que não admira, pois a Bolgan é em primeiro lugar uma cientista. Não vou lembrar aqui todo o curriculum da D.ra Bolgan porque este poderia só por si encher uma página: os mais curiosos podem, lê-lo aqui, em versão inglesa.

Pelo contrário, vamos reportar uma entrevista dos últimos dias conduzida pelo site Seminare Domande e publicada no artigo com o título de Moltissimo di ciò che ci dicono su virus e vaccini è sbagliato. Il resto è nascosto (“Muito do que nos dizem sobre vírus e vacinas está errado. O resto está escondido”). Um título um pouco infeliz, pois pode facilmente dar a ideia de mais uma teoria da conspiração: nada mais longe da realidade, pois a base aqui é puramente científica. Eventualmente, são as considerações de quem ler que podem desencadear algumas perguntas “incómodas”, mas o texto é Ciência.

Últimas notas: tratando-se dum texto com carácter científico e fruto dum trabalho de pesquisa de meses, pode resultar de não fácil leitura pois cosias que não faltam são termos científicos. Quando possível (e consoante as minhas capacidades!) vou tentar explicar algumas das ideias apresentadas.

Repito: é uma leitura não simples como outros artigos, mas se o Leitor estiver interessado no fenómeno Covid, então é uma leitura sem dúvida muito aconselhada.

A propósito: boa leitura!


Muito do que nos dizem sobre vírus e vacinas está errado. O resto está escondido

A tese apoiada pela Bolgan, desde Julho passado, de que o vírus que causa a Covid é um vírus bacteriano, foi recentemente confirmada pelos resultados da pesquisa do Dr. Carlo Brogna e da sua equipa, com a qual a Dr. Bolgan começou recentemente a colaborar; a equipa de Brogna foi a primeira no mundo a fotografar e a “olhar para o rosto” do vírus. A sua natureza bacteriana explica porque é que os antibióticos são eficazes contra o vírus, utilizados entre outras coisas pelos médicos que identificaram a terapia caseira precoce no terreno, cujo sucesso, praticamente total, no tratamento atempado de pacientes Covid em casa não foi seguido pela promoção e disseminação do mesmo pelo governo que continua inexplicavelmente a ignorá-lo.

Nota – O que é um vírus bacteriano? É um vírus que infecta bactérias. Os vírus bacterianos têm geralmente uma forma complexa e no interior deles há o material genético sob a forma de DNA ou RNA (no caso do Sars-Cov-2 é o RNA). É um vírus bacteriófago (literalmente: que come as bactérias), que fixa-se à parede das bactérias e injecta o RNA no interior: utiliza a maquinaria celular da bactéria para  replicar o RNA e, posteriormente, para criar novos vírus. Finalmente, ocorre a destruição da parede bacteriana e a lise (ruptura) de toda a célula, com a libertação de cerca de 1.000 novos bacteriófagos que infectarão as células vizinhas. O processo é tão rápido e eficiente que tem sido utilizado como modelo para estudar os mecanismos básicos da genética molecular. A maioria dos bacteriófagos reproduzem-se de forma semelhante no que é chamado o ciclo lítico de multiplicação.

Alguns bacteriófagos desenvolveram outra estratégia de multiplicação, mais subtil, conhecida como ciclo lisogénico: em certos casos, uma vez injectado o material genético na bactéria, ocorre um processo de recombinação entre os dois materiais genéticos, o do vírus e o da bactéria, sendo que o DNA ou RNA do vírus é integrado no hospedeiro. Neste caso o vírus não causa danos à bactéria; o seu ADN ou RNA replica-se com aquele do hospedeiro, de modo que cada bactéria filha herda uma cópia do mesmo. Todavia, o ciclo lisogénico pode tornar-se lítico (e portanto destruidor) após uma intervenção exterior (por exemplo: luz ultravioleta): nestas condições, o DNA ou RNA do vírus deixa de integrar-se e começa como no ciclo lítico, destruindo a bactéria.

Interessante realçar como esta capacidade de destruição de bactéria por parte do vírus tinha levado alguns investigadores da extinta URSS a pensar numa terapia radicalmente diferente da tradicional para matar algumas das nossas bactérias patogénicas: tratava-se de encontrar vírus bacteriófagos que atacavam as nossas bactérias patogénicas, que ficavam assim destruídas. Com a queda da União Soviética, a investigação chegou a um impasse, embora alguns laboratórios estejam a começar a reconsiderá-la.

A natureza bacteriana do vírus é também consistente com a descoberta de que os imuno-probióticos são eficazes no seu controlo. Em resposta a esta pergunta, a d.ra especifica que a consciência da natureza do vírus é de grande importância para a identificação da terapia correcta e da prevenção, tendo um impacto significativo em todos os conhecimentos relacionados com o seu modo de transmissão, pondo em causa todos os procedimentos que foram postos em prática para o combate, tais como confinamentos obrigatórios, máscaras, distanciamento social, etc., porque assumem uma propagação aérea do vírus, como se este estivesse livre no ar. Mas poderia ser de forma diferente: uma vez que este vírus se comporta mais como um bacteriófago, as bactérias actuam como um veículo para o vírus, facilitando a infecção das células, incluindo as células eucarióticas. O vírus, isto está documentado, também entra nas células epiteliais, bem como nos macrófagos. No entanto, trata-se sobretudo de um vírus que infecta bactérias através do qual estimula a grande tempestade de citocinas, juntamente com uma forte produção de toxinas bacterianas responsáveis, entre outras coisas, por todas as manifestações neurológicas da Covid.

Nota – Célula epitelial: é a célula dos tecidos do organismo, come a epiderme (pele) e as mucosas.

Macrófagos: são células presentes no tecido conjuntivo (responsável por unir, ligar, nutrir, proteger e sustentar os outros tecidos; são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção da forma do corpo) e se distribuem por órgãos como fígado e pulmão. Os macrófagos são importantes células do sistema imunológico por participar da imunidade inata, tendo como suas principais funções a fagocitose de partículas estranhas.

Citocina: proteina produzida durante a fase de activação da imunidade para mediar e regular a resposta inflamatória e imunitária.

Loretta Bolgan: Falando de um vírus que se assemelha mais a um enterovírus, o contágio ocorre por ingestão e não por inalação; isto põe em causa o facto de se tratar de um vírus tipicamente respiratório, ou seja, um vírus que infecta as vias respiratórias inferiores, os pulmões. Infecta o nariz e a garganta mas depois é ingerido, não se inspira, a menos que haja auto-inflamação, que é o que acontece quando usamos uma máscara… Todas estas coisas tinham de ser verificadas imediatamente. Todas as medidas que estamos a tomar são completamente inúteis contra um vírus como este, porque ainda não compreendemos ou não quisemos compreender qual é a verdadeira via de transmissão e como o doente deve ser tratado imediatamente, ao primeiro aparecimento dos sintomas.

Este vírus coloniza as bactérias, injectando-lhes o seu genoma. Também tende a integrar-se no DNA do hospedeiro. Ainda não sabemos se se integra total ou parcialmente. Se se integra parcialmente, quando a sua produção é estimulada, não sabemos se apenas partes do vírus são produzidas, que não são infecciosas, ou se o vírus inteiro é activado, causando um reinício da infecção. Recebi inúmeros relatórios de pessoas que foram vacinadas com a vacina da gripe e depois para a Covid, e que desenvolveram a Covid após cerca de uma semana. Os testes da zaragatoa indicam que existe replicação viral e isto diz-nos que o vírus se reactivou.

Há duas formas de reactivação. A primeira deve-se à persistência do vírus nas células bacterianas (não prejudicial, simplesmente reactiva a sua presença nas bactérias), na segunda a reactivação ocorreria porque seria integrado no DAN exactamente como os retrovírus. Típico é o exemplo do herpes que é um retrovírus integrado. Isto pressupõe que o RNA do vírus deve ser re-transcrito e integrado. Este comportamento foi demonstrado para este vírus ao nível das células; de momento constatou-se que a integração é parcial, no entanto a evidência de pessoas que adoecem após a vacinação faz-me pensar que o vírus está completamente integrado. O facto de existir uma cronicidade da doença já era evidente após alguns meses, porque as pessoas continuavam a produzir proteínas virais mesmo após meses, e isto foi confirmado pela análise das fezes. Também aqui estávamos errados. A amostra mais correcta para estudar este vírus são as fezes, não a zaragatoa da saliva.

Nota – Enterovirus: é um tipo de vírus RNA associado a várias doenças em humanos e outros mamíferos. Os enterovírus afectam milhões de pessoas em todo o mundo, todos os anos, frequentemente encontrados em secreções respiratórias (saliva, expectoração ou muco nasal) e fezes de pessoas infectadas, bem como em alimentos e água contaminados. Historicamente, a pólio era a doença mais significativa causada por um enterovírus. Hoje conhecemos 62 enterovírus: são transmitidos pela via fecal-oral e as infecções produzem diversos sintomas, que vão desde doenças respiratórias leves (constipação comum), doença da mão e da boca, febre aftosa humana, conjuntivite hemorrágica aguda, meningite asséptica, miocardite, doença grave do tipo sépsis neonatal, e paralisia flácida aguda.

Existem homologias de sequência entre os vírus da gripe e Covid que partilham proteínas muito semelhantes, portanto, se forem formados anticorpos contra o vírus da gripe, os mesmos anticorpos ligam-se fracamente ao Sars-Cov-2. O problema é que os anticorpos que se formam como resultado da vacinação contra a gripe ligam-se à Cov-2 mas, como o fazem de forma fraca, acontece que vários anticorpos se ligam ao mesmo vírus. Quando este complexo formado por vários anticorpos do vírus é formado, o vírus entra nas células através de um receptor que não o ACE2. Neste caso, o complexo utiliza o receptor Fc-gamma que está presente nas células do sistema imunitário, particularmente em macrófagos, mastócitos e outras células semelhantes. Quando o vírus entra nos macrófagos por esta via, bloqueia a resposta antiviral do macrófago e, portanto, dos interferões antivirais, começando assim a replicar-se de forma descontrolada dentro das células do sistema imunitário. Daí o estímulo da produção de citocinas. Este é o mecanismo pelo qual a complicação é desencadeada. A isto chamamos a potencialização da doença que ocorre de uma forma muito rápida e descontrolada.

Nota – Receptor Fc-gama… ahi que seca, da próxima abro um blog de cozinha. Olhem, o Fc-gama é um bicho. Mastócitos: outros bichos. São todos bichos, todos pequenos e com mau feitio.

Tá bom, tá bom… vamos especificar:

Receptores Fc-Gama: é uma proteína encontrada na superfície de algumas células que contribuem para as funções protectoras do sistema imunitário.

Mastócito: é uma célula do tecido conjuntivo. O seu papel mais conhecido é na reação alérgica. Desempenha também um papel de proteção, estando envolvido no sarar das feridas e na defesa contra organismos patogénicos. Por possuírem grandes quantidades de histamina no seu interior, são importantes no processo de linha de ataque contra inflamações. Funcionam como sentinelas nos tecidos, onde reconhecem produtos microbianos e respondem produzindo citocinas e outros mediadores que induzem inflamação.

Interferão anti-viral: é uma proteína produzida para interferir na replicação de fungos, vírus, bactérias e células de tumores e estimular a actividade de defesa de outras células.

Pergunta: Uma versão ampliada da recaída da gripe?

L. Bolgan: Exactamente. Sim, a mesma coisa acontece com o vírus da gripe. No caso da gripe, a doença é amplificada após a vacinação contra a gripe. Especialmente ocorre nos over-65, é um fenómeno muito perigoso. De facto, devemos ter em conta que, especialmente entre os idosos, a percentagem de pessoas vacinadas que apresentam um aumento da doença é elevada, cerca de 50%. A vacinação predispõe a complicações fatais, especialmente se houver várias doenças presentes. Consequentemente, o fenómeno da potenciação deve ser evitado tentando parar a infecção na primeira fase, a viral. Quando o sistema imunitário não consegue bloquear o vírus na primeira fase, pode acontecer que a complicação seja desencadeada porque, na tentativa de bloquear o vírus, tem muito tempo para ir e infectar as células do sistema imunitário e é esta infecção que causa a complicação fatal. Esta última é então uma consequência de um aumento da doença que é desencadeada pelos próprios anticorpos que a pessoa está a produzir contra o vírus porque, se houver uma produção precoce de anticorpos não muito eficazes contra o vírus, infelizmente são capazes de causar o aumento da doença. Se a pessoa tinha anticorpos da vacina da gripe, uma vacina Covid, ou mesmo uma anterior infecção Covid, corre um risco mais elevado de desenvolver o reforço da doença, mesmo de forma imediata.

P. – Doutora, se não entendi mal, a literatura científica relata que os testes de vacinas contra as primeiras formas de SARS e MERS, no início do século, realizados na fase pré-clínica em animais quando foram ré-infectados com o vírus selvagem, após terem sido vacinados, mostraram o fenómeno do reforço da doença e da complicação fatal de modo a causar o bloqueio dos testes dessas vacinas. Será isto verdade?

L.B. – Sim, é isso mesmo.

P. – Porque foi então retomada, e precisamente nos humanos?

L.B. – Documentei no primeiro livro que escrevi sobre vacinas esta questão, no entanto, bem conhecida desde o início às agências reguladoras e aos fabricantes. Se for ler o que escrevi, encontrará documentado que – na primeira reunião com as agências reguladoras e os fabricantes para decidir o que fazer no meio da pandemia – o argumento central na altura era precisamente o risco de reforçar a doença. Estavam, portanto, perfeitamente conscientes disto, mas utilizaram o procedimento acelerado (fast track) previsto para situações extremamente graves. Ainda não era claro como a pandemia se iria desenvolver com o tempo, se iria tornar-se catastrófica. Face a este desconhecido, decidiram correr o risco de fazer a vacina, testando-a directamente em humanos, em paralelo com os estudos pré-clínicos. Esta escolha, numa avaliação benefício/risco, é claramente desequilibrada em relação ao risco.

Nos estudos pré-clínicos que, mesmo com um olhar superficial, parecem estar estruturados da mesma forma (até agora só estudei um deles em profundidade e estou actualmente a estudar os da Pfizer), pode-se ver que os animais são vacinados e depois infectados com o vírus contagioso com a mesma sequência da vacina e não com vírus em circulação. É evidente que desta forma somos absolutamente incapazes de saber se a vacina protege ou não contra a infecção, ou se pode causar um reforço da doença. Todos os estudos sobre a SARS foram realizados com vírus de engenharia, ou seja, com uma sequência modificada em comparação com o vírus original da SARS. Isto tornou possível verificar o reforço da doença. Devemos ter em conta que, neste caso, o agravamento da doença não é negligenciável, pois afecta uma grande parte dos vacinados. Se considerarmos, por exemplo, o caso bem conhecido do vírus sincicial respiratório, a vacina relevante foi testada em crianças com problemas de bronquite, bronqueolite e afins. Descobriram que 80% das crianças, em comparação com as não vacinadas, desenvolveram um reforço da doença e muitas delas também morreram. A vacina contra a dengue, que tem o mesmo problema, foi retirada e o fabricante foi denunciado por não ter tomado em consideração o problema do reforço da doença apesar de conhece-lo, com a consequência de ter causado a morte de crianças vacinadas. A precaução teria sido uma obrigação, especialmente não é aceitável que tenha sido dada uma autorização, mesmo que condicional, para uma vacina para a qual o risco de causar reforço da doença não tenha sido clara e definitivamente excluído. Grandes revistas, como Science, Nature e outras, mesmo recentemente queixaram-se de que ainda não existem dados sobre este aspecto, e bem, tudo isto é inaceitável.

Nota – Vírus sincicial respiratório (VSR): é um vírus responsável pela maioria dos casos de infecções do tracto respiratório inferior (como pneumonia e bronquiolite) em bebês. Geralmente causa apenas um resfriado, indistinguível de uma gripe especialmente em adultos.

P. – Li, creio no seu e-book, que os estudos pré-clínicos em animais, feitos para as actuais vacinas anti-Covid, foram realizados à pressa e em paralelo com os ensaios em humanos graças ao procedimento fast track, mas em animais que não desenvolvem complicações Covid, com a consequência de não ter sido possível verificar se estas vacinas podem ou não causar o reforço da doença.

L.B. – Sim, analisarei em breve os estudos que a Pfizer apresentou à EMA como prova da segurança e eficácia desta vacina. Cuidado que os primatas não são a espécie animal certa para testar a vacina, precisamente porque não desenvolvem complicações graves e fatais. Por conseguinte, não podemos saber se a vacina funciona da mesma forma nos seres humanos. A sua função seria precisamente evitar que as pessoas desenvolvam este tipo de complicações. Se, de facto, protegêssemos as pessoas contra uma simples constipação, é bastante claro que todos nós poderíamos evitar a vacina.

Nota – EMA: a Agência Europeia dos Medicamentos

Sabemos por estudos pré-clínicos que a vacina não é esterilizante, ou seja, não impede a transmissão da infecção. A pessoa vacinada ainda pode apanhar a infecção e desenvolver a doença, sintomática ou assintomática, mas sabe-se que pode infectar outros. A infecção é contraída porque se a pessoa entrar em contacto com o vírus em circulação, está, para todos os efeitos, exposta, da mesma forma que uma pessoa não vacinada, à infecção e transmissão do vírus. Em última análise, a vacina não quebra a cadeia de transmissão do vírus.

P. – Há quem fale em dar uma patente de imunidade àqueles que se submetem à vacinação, uma patente de imunidade para uma vacina que não fornece qualquer imunidade …

L.B. – A patente não faz sentido a priori. Não considero esta estratégia correcta em qualquer caso. Na minha opinião, estas infecções sazonais propagam-se de formas muito semelhantes. Tal como com a gripe, a única coisa que podemos fazer é tratar a pessoa sintomática em casa até que ela esteja bem; mesmo na fase de convalescença deve ficar em casa pelo menos quinze dias até que recupere completamente. Isto deve ser feito para qualquer tipo de doença infecciosa.

Normalmente, porém, quando uma pessoa tem uma gripe, após os habituais três dias de febre regressa ao trabalho, mas o tempo que o sistema imunitário leva para resolver a inflamação e reparar os danos exigiria que a pessoa ficasse em casa, descansando. Isto é o que é conhecido como “quarentena inversa”. Mantemos o doente em casa, tratamos-o, tentamos isolá-lo, mantendo um mínimo de contacto com ele; todos os outros são deixados livres de sair, especialmente o maior segmento da população, que é aquele que não apresenta sintomas, e se o fizerem, é em qualquer caso na gama de sintomas da gripe que resolve-se sem graves complicações. Precaução e acompanhamento de perto dos idosos em risco, que devem ser tratados prontamente assim que os primeiros sintomas surjam. Prevenção para o resto da população.

Portanto, precisamos de fazer um investimento importante e substancial na prevenção e no tratamento da fase gripal e evitar o rastreio de positivos com base em zaragatoas, o que estrategicamente não é tão fundamental, tendo em conta, além disso, os problemas de gestão do limitado pessoal e recursos financeiros à nossa disposição. Por outro lado, temos em conta o facto de que existem estudos que nos dão informações que pessoas assintomáticas, pelas suas características, seleccionaram dentro do seu corpo o vírus atenuado. Os assintomáticos, portanto, seleccionam mutações que não são realmente capazes de causar a doença. É por isso que são assintomáticos. São potencialmente infecciosas, mas infectam em baixo grau. Em última análise, é como se fossem vacinas naturais porque infectam pessoas de baixa infecciosidade, através de vírus atenuados naturalmente através dos seus corpos.

P. – Uma vacinação natural. Deveríamos abraçar estas pessoas ao encontra-las.

L.B. – Em teoria sim, em teoria são eles que acabam mais cedo com a epidemia porque permitem a rápida propagação do vírus sob a forma de uma mutação não perigosa, diferente daquela que pode causar a doença; ao acabar mais cedo com a doença, evitam também a selecção de mutações mais agressivas e perigosas. Servem, portanto, vários propósitos. Uma grande parte da literatura e dos estudos não foram conduzidos de maneira suficiente para perceber porque é que o assintomático é assintomático e porque é que o assintomático é como tal em comparação com aquele que apanha a doença; parece que a razão reside nas mutações que estão a replicar-se no organismo dele. Vamos ter em conta, de facto, que uma pessoa que tem um sistema imunitário eficaz selecciona, entre as vária mutações que se formam durante a replicação do vírus, aquelas que são menos perigosos; se o sistema imunitário for robusto, pode eliminar aquelas capazes de provocar um dano ao organismo. Quem, em vez disso, tiver um sistema imunitário deprimido ou está intoxicado pelo uso de demasiados medicamentos, como no caso dos idosos ou das pessoas que têm doenças que causam imunodepressão, o vírus abre uma porta aberta, pelo que pode reproduzir-se de forma descontrolada mesmo com mutações mais perigosas que se replicam mais rapidamente e são mais agressivas.

Aqui, deveríamos ter estudado estes fenómenos com muito mais atenção. Poderíamos ter compreendido muito se tivéssemos feito um trabalho aprofundado de sequenciação. Se tivéssemos sequenciado os vírus desde o início, tanto em pessoas que desenvolveram uma patologia fatal grave, como em pessoas sintomáticas que não desenvolvem uma patologia grave e em pessoas assintomáticas, poderíamos ter sido capazes de compreender um pouco melhor a dinâmica desta infecção. Acima de tudo, teria sido necessário estudar ao pormenor a propagação ambiental do vírus. Recentemente, começaram a surgir estudos chineses muito importantes que nos dizem que o vírus pode ser encontrado na água, em legumes regados, em carne abatida e mesmo na água de produtos congelados. Isto significa que estamos agora na presença de uma propagação capilar que torna a contenção implementada através do distanciamento completamente inútil se o vírus for agora encontrado em todo o lado.

Nota – Lembram-se do vírus encontrado no kiwis, nas maçãs, etc.? Dúvida: na altura relatámos estes episódios como prova de que a zaragatoa tem uma elevada taxa de falsos positivos. E tem, disso não há dúvida. Mas se o vírus estiver no ambiente, como afirma a D.ra Bolgan, então poderiam alguns daqueles resultados ter realmente encontrado o vírus? Fica a dúvida.

P. – Então, os assintomáticos, em vez de serem mantidos em quarentena, deveriam ser deixados circular… Pergunto-lhe então, pensando no outro lado da moeda, poderia a vacina contribuir para induzir uma selecção de mutações mais contagiosas e mais perigosas?

L.B. – Claro que pode! Faz vacina-resistência. Sim, devemos ter em conta que os vírus RNA, de cadeia única como estes, formam mutações rapidamente, especialmente na parte do Spike que é imunogénica, podendo assim escapar rapidamente ao ataque do sistema imunitário, especialmente adaptativo. Existe, de facto, uma RNA polimerase dependente de RNA que introduz muitos erros na sua replicação, formando, portanto, muito rapidamente mutações com mutações que estão presentes em todos os vírus da nova mutação, ou seja, em todas as cópias. Contudo, pode também formar uma população de mutações menores, presentes numa percentagem que varia de 20 a 80% das mutações maiores, que são chamadas quasi-espécies. Assim, juntamente com a mutação maior, também temos centenas destas mutações menores, todas em equilíbrio competitivo uns com os outras. Quando se vacina, produzem-se anticorpos específicos para o antigénio da vacina, mas estes anticorpos produzidos através da vacina não são capazes de se ligar a todos as mutações menores, pelo que as mutações menores que escapam à ligação ao anticorpo da vacina são precisamente as que replicam-se e provocam a resistência, porque gozam de uma vantagem selectiva. Por conseguinte, são seleccionadas precisamente pela vacinação e aqui está a resistência à vacina! E aqui está a famosa variante de Londres, bem como as que ocorreram em França ou noutro lugar poderiam ter esta origem. É fácil assumir que foram causadas pela vacinação.

Nota – Spike: estruturas proeminentes, geralmente constituídas de glicoproteínas e lipídios, as quais são encontradas expostas na superfície de certos vírus. O reconhecimento destas estruturas pelo sistema imunitário pode induzir uma resposta imunitária neutralizante. Os Coronavírus (vírus RNA de cadeia única) devem o seu nome a estes picos na superfície que, em no microscópio electrónico, dão uma imagem semelhante à de uma auréola ou coroa (corona em latim).

Deve ser efectuado um estudo para ver se as mutações caem no local de ligação dos anticorpos da vacina porque, em caso afirmativo, foi de facto a vacina que criou as variantes. Em qualquer caso, do ponto de vista da plausibilidade biológica, é muito provável que as mutações resistentes à vacina tenham origem na vacina-resistência. Quanto mais vacinamos a população, mais rapidamente criamos resistência vacinal. O resultado será que, em vez de ter um efeito de rebanho (dizem que é preciso vacinar 75% da população para se poder travae o contágio), neste caso seremos confrontados com um vírus que a vacina não pode conter, porque a transmissão não é interrompida pela vacinação e não faz sentido falar de efeito de rebanho. Pelo contrário, o efeito contrário será obtido, ou seja, a resistência à vacina, e muito rapidamente também!


Até aqui a entrevista, publicada em contemporânea em várias páginas de informação em Italia (Nexus New Times, Scenari Economici, Articolo Tre, Attivismo, Come Don Chisciotte, Seminare Domande). Existe também a versão vídeo, que é esta:

Acerca da entrevista: na verdade trata-se de algo bem mais comprido, pelo que, quando será disponibilizada a segunda parte, esta será traduzida e publicada também.

Considerações? Por enquanto não, vamos esperar a segunda parte. Como afirmado antes, o foco aqui está na doença e assim vamos continuar. Mas é claro que algumas perguntas surgem, nomeadamente acerca de como este vírus pode ter sido utilizado para fins que de médico nada têm: teria sido possível contrastar a Covid de forma mais eficaz? Será que a doença original foi artificialmente amplificada por razões não imediatamente evidentes? Quem costumam seguir Informação Incorrecta já sabe qual o ponto de vista por aqui, mas o resto fica para outra altura. Sempre que o assunto interesse.

A propósito: interessa?

Nota – Vídeo: forma misteriosa de transmitir imagens e sons dum lugar para outro. Não tem explicação científica, pelo que pertence ao mundo da magia.

 

Ipse dixit.

Um agradecimento especial para o blog Seminare Domande de Francesco Cappello que conduziu a entrevista para depois disponibiliza-la também no canal Youtube.

13 Replies to “Coronavírus: e se fosse algo diferente? – Parte I”

  1. Se interessa?… É top, soberbo.
    Em perspectiva, procurem pelo aviso da Dr. Dolores Cahill relativo ao efeito mortifero da 2a dose deste tipo de vacinas para os maiores de 65, assim como dos seus nefastos efeitos para os restantes… tá no rumble.
    Recentemente vi esta Sra Dra afirmar que se a tentassem vacinar com este tipo de vacinas, responderia de imediato com acusação por tentativa de homicidio.
    Para mim tá claro que segue em curso um plano de genocidio dos velhos e doentes. Para as bestas eugenistas, não são pessoas, são um fardo improdutivo e um empecilho para a alteração do sistema de pensões e aposentadoria, inerente á reforma total do enquadramento laboral.
    Como esperar que possamos ter um novo Nuremberga para estas bestas pagarem pelos crimes cometidos, se nesta neurótica europa feudal, os povos estão “adormecidos” no seu materialismo?
    Só após a perda do seu bem-estar, dos seus rendimentos, da redução das suas ambições ao nível da subsistência, da existência de sofrimento nas suas vidas como algo natural, só então, será possível o ressurgimento de uma atitude de resistência que leva a resultados efetivos contra o poder dessas bestas. Aguardarei por esses dias.

  2. Excelente este artigo, explica algo que eu não estava a entender, que é o motivo pelo qual os chineses introduziram o teste rectal. Agora tudo tem mais sentido, e abre novas perspectivas de analise do problema.

  3. O artigo transparece uma realidade específica alinhada a uma lógica mais abrangente que está em curso pelas elites.

    1. Anónimo,

      eu traduzo um comprido artigo científico e você responde com a opinião do grupo Pro-Test? Sabe o que é o grupo Pro-Test? É uma ONG pró-vacinas e pró-vivissecção de origem britânica, conhecida por ter adquirido acções da Glaxo-Smith e por ter o apoio do ex-Primeiro Ministro Tony Blair.

      O grupo colabora com o CICAP, organismo que em Italia representa a máxima expressão na defesa das versões oficiais oferecidas pelos media, não apenas no âmbito médico.

      Os meus parabéns pela qualidade das suas fontes.

  4. Max, obrigado pelo seu esforço, o artigo é extraordinário e não é assim tão difícil a sua compreensão, muito pelo contrário, ajuda-nos a entender melhor o que é e como funciona o Coronavírus Covid-19.

    «…E aqui está a famosa variante de Londres, bem como as que ocorreram em França ou noutro lugar poderiam ter esta origem. É fácil assumir que foram causadas pela vacinação…»

    Interessante, pois este ponto é muito importante no que toca à instrumentalização de uma doença/vírus para continuar a mover e garantir uma agenda política, económica, e de engenharia social, assim como o domínio geopolítico e económico.

  5. Olá Krouler: se os chineses estão interessados na análise das fezes dos indivíduos, basta fazer o que se faz em qualquer posto de saúde. O paciente recebe um pequeno frasco higienizado, deposita uma porção das suas fezes e devolve ao posto.
    Não precisa enfiar um palito no traseiro. Até porque, se o intestino estiver esvaziado, não havendo fezes no reto, o que é que vão recolher ? Acho que sei, a humilhação do paciente.

  6. Olá Max: maravilha de texto, importantíssimo e de fácil compreensão. Bem se diz que quem sabe o que está dizendo não complica as explicações. Claro que precisa nominar as coisas na taxonomia científica. Aí tem o Max para dar as devidas traduções.

    Agora uma pequena ode aos meus escassos neurônios, aos quais chamo neurônios da intuição, ou quem sabe seja magia também, saberes dos ancestrais transmitidos à consciência.
    Não tem zaragatoa que me convença. E ela não vem com a descrição dos efeitos colaterais.
    Minha intuição me diz que qualquer problema do gênero Covid, gripe, bronquite etc seja tratada com anti inflamatórios. tenha utilizado ou não como remédio, eles estão no meu corpo através da alimentação. Casos mais fortes, com dilatadores do sistema respiratório. E resolvem meus problemas respiratórios
    Quanto às vacinas, tem uma vozinha que grita dentro de mim: não, não, por favor NÃO !!
    É claro que o trabalho do Max me ajuda a compreender as minhas vozinhas interiores, principalmente. E algumas leituras aqui e ali, o que observo, enfim aquilo que alimenta minha intuição.
    Até agora não tenho nada contra meus neurônios intuitivos, que foram se desenvolvendo na medida da minha experiência terrena.

  7. Quanto á gravidade da “pandemia” o bom senso diz que se a coisa é grave, há que tentar acalmar, transmitir mensagens de esperança e de conforto, dar ao próximo o “lado humano”. O que se tem visto é exactamente o oposto, desumanizar e criar medo e pânico. Medo e pânico são dois estados que contribuem em muito para o enfraquecimento do sistema imunitário. Pensem nisso!
    Todos sabemos desde pequenos o que nos espera quando se aproxima o Inverno, um combate entre o sistema imunitário contra a a degradação das condições óptimas do ambiente e a adaptação para manter o corpo humano à temperatura ideial.
    Qualquer sistema imunitário já fragilizado seja por doenças, má nutrição, condições de higiene, conforto, muito terá de lutar para manter o corpo são.
    Porque ninguém fala em reforçar o sistema imunitário? Nem que seja com banhos de sol? Ah, é gratuito e sem lucros!
    Da parte: “Mantemos o doente em casa, tratamos-o, tentamos isolá-lo, mantendo um mínimo de contacto com ele; todos os outros são deixados livres de sair, especialmente o maior segmento da população, que é aquele que não apresenta sintomas, e se o fizerem, é em qualquer caso na gama de sintomas da gripe que resolve-se sem graves complicações.”, dá a parecer um certo “lockdown” estilo personalizado doravante.
    Pode-se ir fugindo mas não se escapa, esquece-se todo o passado, todos os anos a todos passava a gripe uns com sintomas outros não, e todos acrescentavamos mais um “código descodificador” ao nosso sistema imunitário, como se uma base de dados se tratasse.
    Ainda se lembram dos anos vividos com o nossos familiares/amigos/outros próximos com gripe? Fugiam deles não era? Não!?!?! Mas olhem que de agora em diante, sim!

  8. Se estivessemos envolvidos por uma pandemia de fato, os meios de comunicação de massas estariam tratando de acalmar as populações, exatamente ao contrário do que está sendo feito. Pensem nisso.

    1. Exacto Jk: é o que se passa com os dados oficiais acerca de suicídios, tentados suicídios, auto-mutalições entre os jovens, ansiolíticos que disparam como nunca antes, etc…. Só “depois” teremos as análises dos dados, por enquanto nada pois o perigo é mesmo este: espelhar o pânico. Esta foi a posição de psicólogos e psiquiatras em Portugal, acredito que nos outros Países aconteça o mesmo (em Italia é assim, de facto).

      Quando os meios de comunicação ladram em coro com a luz verde dos governos, então aí o objectivo é o oposto.

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