O outro rosto do Islão

No dia 2 de Novembro de 2004, Theo Van Gogh foi morto com oito tiros de pistola e a garganta cortada no centro de Amesterdão; o assassino foi o marroquino Mohammed Bouyer, que dava assim cumprimento à fatwa, a sentença de morte. Este é o outro rosto do Islão, em antítese com o descrito no artigo do 6 de Julho: O verdadeiro Islão.

Van Gogh, realizador e escritor, era considerado uma pessoa tolerante nas relações individuais, nos seus artigos atacava duramente os políticos, os jornalistas e outros que “faziam parte do sistema”.
Como resultado, tinha sido demitido várias vezes dos diversos jornais para os quais trabalhou.

Amigo do político holandês Pim Fortuyn, que também foi assassinado em 2002, politicamente estava ao lado dos Genootschap Republikeins, associação liberal republicana que defende a abolição da monarquia, na Holanda.

Van Gogh morreu por causa dum filme. Este é o outro rosto do Islão.

Duas páginas sangrentas: 
“Estou orgulhoso de ter assassinato Theo van Gogh”

Foi obtida uma cópia da carta que o assassino de Theo van Gogh, Mohammed Bouyeri, fez sair da prisão em resposta a um grupo islâmico francófono da Bélgica francófona. Bouyeri está cumprindo uma sentença de prisão perpétua em Nieuw Vosseveld, prisão de máxima segurança da Holanda.

O seu é um documento fundamental num evento que marcou a história recente da Europa Ocidental: o assassinato de um famoso realizador, trisneto do pintor Vincent van Gogh, por um filho de imigrantes muçulmanos, após ter filmado a discriminação das mulheres muçulmanas no País de tolerância.

Muitos descreveram o caso  Van Gogh como o 11 de Setembro da Holanda. Talvez da Europa. O assassinato abalou as certezas do multi-culturalismo, desde sempre orgulho dos Países Baixos. Criou o medo entre os artistas, escritores e jornalistas.

“A liberdade de expressão é a única coisa que pode salvar os cidadãos livres dos bárbaros“, tinha afirmado Van Gogh. Bouyeri nunca havia perdoado “Submission”, o filme com sujeito de Ayaan Hirsi Ali e filmado por Van Gogh. Fala duma mulher, do seu casamento e da sentença por adultério. Alguns versos do Alcorão são tatuados no seu corpo, a pele é sulcada por profundas chicotadas. As imagens da curta-metragem foram um choque para os Países Baixos.

Na carta, Bouyeri diz que não sente remorso pelo que fez, mas que orgulhar-se de ter matado. Para aqueles que escrevem, Bouyeri oferece “o caminho”. Encoraja “irmãos e irmãs” a seguir o caminho tomado por ele. É interessante e angustiante que a escrever seja una criança de dez anos, em nome duma organização islâmica da Bélgica, como se Bouyeri fosse um exemplo a imitar.

O tom da carta é marcado por um candor assassino. Bouyeri nunca nomeia Van Gogh, mas deixa entender de ter cumprido um dever religioso. Diz que sua vida anterior era brilhante e moderna, mas tão má, suja.

No dia 4 de Novembro de 2004 Mohammed Bouyeri levanta-se às 5:30 da manhã. Deixa algumas linhas para a família: “Quando vocês receberem essa carta, eu terei caído como um mártir”.

Depois de orar, Mohammed sai de bicicleta em direcção a um homem que está a pedalar numa rua do outro lado de Amesterdão. Bouyeri fez dezenas de vezes aquele percurso. O homem usa uma t-shirt e vistosos suspensórios. O seu nome é Theo van Gogh. Vai ao seu estúdio cinematográfico no sul de Amesterdão, não muito longe da casa onde viveu Descartes.

O realizador pára em proximidade duma passadeira. Bouyeri dispara com uma arma de fabricação croata. Theo cai da sua bicicleta, consegue ainda levantar-se e arrastar-se pela rua. Bouyeri vai atrás dele, explode dois tiros. Bouyeri, a seguir, corta a garganta de Van Gogh antes de depositar uma carta no seu peito.

A carta contém ameaças de morte contra Geert Wilders e a parlamentar somali Ayaan Hirsi Ali. Wilders é um dos políticos mais populares na Holanda. Hirsi Ali, um apóstata do Islão e dissidente, é abrigada em Washington, onde trabalha no think-tank neoconservador American Enterprise Institute. Bouyeri transportava outra carta naquela manhã: “Aos hipócritas digo: se não quiserem morrer, mantenham a boca fechada.”

Theo van Gogh

Mohammed Bouyeri não nasceu numa família de fanáticos, mas de imigrantes marroquinos que estão bem integrados. Para todos, “Mo” era um menino “promissor”, “positivo”, os colegas de escola lembra dele como introvertido e “tímido”. Escreve no jornal da escola, organiza banquetes e debates públicos. Ele gosta das meninas holandesa. Após 11 de Setembro, Mohammed anuncia aos seus amigos que quer “encontrar a verdade”. Começa a ameaçar os amigos que consomem álcool, recusa apertar a mão de mulheres, usa vestes islâmicas e deixa crescer a barba. A “verdade” é entregue por um imã fundamentalista, o sírio Abu Khaled.

Bouyeri foi educado numa corrente do Islão conhecida como Takfir. A tese central dessa corrente é que os Muçulmanos devem punir impiedosamente aqueles que abandonam a “Verdade” ou fazer blasfémia. E uma vez encontrados, dar a justa sentença. Como aconteceu com Van Gogh. No julgamento Bouyeri confessou estar pronto para “fazer a mesma coisa” se tivesse uma segunda chance:

Eu agi por convicção e não eu tirei a vida dele por ser holandês nem por eu ser marroquino ou por sentir-me ofendido.

E dirigido à mãe de Van Gogh disse:

Eu não odiava o seu filho, não era um hipócrita e eu não me senti ofendido por ele. Eu não sinto a sua dor dela porque você é uma infiel.

Na carta de Bouyeri podemos ainda ler:

Devem saber que não sentimos qualquer remorso pelas escolhas que fizemos e pelo caminho que escolhemos realizar. Nunca por um momento em todos estes anos.

Palavras para quê?

Fonte: Sottoservazione’s Blog
Tradução: Informação Incorrecta

3 Replies to “O outro rosto do Islão”

  1. Imensíssima asneira, essa matéria. Foi um crime. O crime de que a matéria trata tem tanto a ver com "o islâ" quanto o assassinato do Kennedy com o catolicismo (o assassino era da máfia; a máfia é católica, looooooooooogo…).

    Todas as generalizações são fascistas. Generalizar 'o islã', a partir dos seus doidos é triplamente fascista: é fascista à Gobbels (pq é efeito da fascistização da opinião pública pela mídia), é fascista à EUA (pq é efeito da propaganda dos EUA, no mundo) e é fascista à moda do Vaticano fascista (pq insiste em por fogo na guerra de religiões). Horrível, esse postado, fantasiado de moral, liberal, ético e justo. Golpe sujo. FASCISTAS!

  2. Caro Anónimo.

    Não é Informação Incorrecta que afirma o Islão ser a raiz do homicídio de van Gogh: é Mohammed Bouyeri, o mesmo assassino.

    Se o Anónimo tem outras fontes que demonstrem o contrário, seria excelente poder publica-las.
    É suficiente um simples link para nós podermos efectuar a tradução (se for o caso) e publicar. Muito fácil.

    Quanto ao nosso relacionamento com o Islão, o Anónimo pode ler o post "O verdadeiro Islão" (link: http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2010/07/o-verdadeiro-islao.html) para perceber qual a nossa atitude.

    Se o amigo Anónimo está à procura de fascistas ou comunistas, acredite: errou de blog.

    Um abraço.

  3. Na prática a última coisa que maomé fez foi assassinar o Allah original.
    Ainda pior, no islão, maomé só deixou satanás à solta, que tudo indica ser o actual allah maometano disfarçado.
    Isto numa linguagem religiosa, porque numa linguagem laica, maomé fez tudo à maneira dos piores bandidos.

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