Voltamos à economia.
Na semana que acabou existiu uma unanimidade substancial dos indicadores macroeconómicos da economia americana, referentes aos meses de Maio e Junho: a economia abranda drasticamente.
Esgotado o ciclo de reposição e a melhoria das contas externas, o crescimento dos EUA é provável que cresça abaixo dos níveis compatíveis com um caminho de recuperação para a plena utilização dos factores produtivos. O problema é lexical: uma economia que tem um potencial de 3 por cento, um crescimento de 1 0,5-2 por cento, embora não sejam uma recessão clássica, são a materialização do temido crescimento recessivo.
Para já ninguém fala de novos estímulos, porque as contas públicos estão em coma e porque os Republicanos (mas também alguns democratas) decidiram dizer não. Os cordões de bolsa permanecem fechados.
Fica de pé a possibilidade duma repetição do quantitative easing, efectuado pela Federal Reserve.
Mas vamos aos dados.
Publicado o índice da confiança dos consumidores, calculado pela Universidade do Michigan. O dado anterior era de 76 pontos e os analistas estavam a espera duma ligeira flexão: 74 pontos.
O resultado deste mês (Julho 2010) foi bem pior: 66,5, uma queda de quase 10 pontos.
O pior valor dos últimos 11 meses.
Eis o gráfico preparado por InterMarket & More:
Mas há mais.
Como os leitores sabem, costumamos seguir o Ecri Index, e este é o resultado da última semana:
O novo valor é portanto -9,8%.
0,2 pontos percentuais para alcançar o -10%.
E o -10% é, segundo alguns analistas, o limite uma vez atingido o qual é possível falar de recessão.
Assim, só para dizer…
Ipse dixit.
Fonte: InterMarket & More, SeekingAlpha



