O desemprego

Para Informação Incorrecta a taxa de desemprego é um fundamental elemento na avaliação da real saída da recessão e / ou como indicador para poder serenamente declarar o reinicio do motor do crescimento económico.

Observando a evolução do emprego (embora recentemente melhorou de forma ligeira) é absolutamente inquestionável que com o desemprego tão elevado é muito difícil poder afirmar (como muitos têm feito) que a recessão acabou e que o pior está atrás de nós .

Digam isso aos Espanhóis, onde o desemprego é de 20% (oficialmente …).

O seguinte gráfico é do site CalculatedRisk. Como é possível ver, comparando a actual recessão com as grandes recessões após a Segunda Guerra Mundial, provavelmente o “fundo” já foi tocado. Mas cuidado, ainda estamos longe de dizer que as coisas estão realmente melhores. Na verdade, estamos em mínimos que devem ainda ser confirmados.

E existe sempre uma dúvida de fundo: esta será uma clássica recessão seguida duma lenta recuperação ou estamos no meio duma recessão a W?
E se a tudo isso adicionamos vários factores, como os problemas económicos globais, podemos afirmar que:

  • na Europa o pior não ficou absolutamente para trás
  • nos EUA o ciclo económico é antecipado de pelo menos 6 meses em relação ao europeu
  • tendo em conta a situação na União Europeia e a austeridade planeada, esta lacuna temporal tenderá a aumentar
  • nos EUA a recuperação económica acontecerá certamente mais cedo do que em Europa

Acerca do último ponto, é preciso dizer que a questão é mesmo esta: nos EUA a recuperação já começou ou os poucos, débeis e até contraditórios sinais positivos são só os frutos dos estímulos governativos?
Por enquanto não é possível escolher uma resposta definitiva.

Para que fique claro: a “nossa” crise é constituída pela linha vermelha, a que consegue ir mais ao fundo…

A tendência geral é de tocar o fundo e depois voltar a subir, como seria normal. Há todavia uma excepção: a crise de 1948 (linha azul), em que uma vez um valor muito baixo houve uma recuperação seguida por uma nova e mais profunda queda.

E temos também a crise de 1990 (linha preta), na qual o nível de emprego alcançou um valor baixo perto do qual ficou ao longo de quase um ano antes de recuperar.

Ipse dixit.

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