David Cameron não vai ter vida fácil.
Acaba de ser eleito primeiro ministro da Grã Bretanha e como apresentação vai aplicar uma cura draconiana para tentar evitar o pior.
O que tem de resolver é o seguinte: como cortar um deficit de 156,1 biliões de Esterlinas que representa o 11,1 do PIB?
Solução: cortes e cortes. Na dúvida, ainda cortes.
Para os leitores de Informação Incorrecta não é uma novidade: já há muito indicámos a Grã Bretanha como um País mergulhado numa profunda crise. A diferencia é que agora este assunto é discutido de forma aberta, enquanto na altura era tabu.
Mas já não há espaço para tabu: aliás, agora a pressa é muita. E Cameron adverte:
Um estadista sério toma a medida correcta e explica às pessoas o objectivo que está por trás da dor
Duvidamos que o primeiro ministro inglês explicará as verdadeira razões para os sacrifícios. E começa mal:
A economia está num estado muito pior do que se pensava anteriormente
Informação Incorrecta sabia e o leader da oposição não? Por favor…
Há uma enorme quantidade de dívida que tem de ser tratada. Cruzar os dedos, ficar à espera de crescimento e esperar que a dívida desapareça não é uma resposta
E acerca deste ponto estamos de acordo com o bom Cameron.
Avisou que há um problema “sério” com as previsões herdadas dos Labouristas acerca de 3% de crescimento robusto no próximo ano.
E também nisso nada para apontar: 3% de crescimento parece uma previsão muito, mas mesmo muito optimista.
Só que a cura é uma dejá-vu e não parece ser a melhor das opções: cortes.
E voltamos ao problema de costume: como fazer subir uma economia só graça aos cortes?
Bom trabalho, Mr. Cameron.
Ipse dixit.
Fonte: The Times

