Covid: mais vacinas = mais casos?

Diz a revista Forbes:

Os países com as taxas de vacinação mais elevadas do mundo, incluindo quatro dos cinco mais vacinados, estão a lutar para conter os surtos de coronavírus que são, numa base per capita, mais graves daquele que actualmente assola a Índia, uma tendência que tem peritos a debater a eficácia de algumas vacinas […] e se as restrições devem ser abrandadas, mesmo com a maioria da população já vacinada.

Pior do que a Índia? Não admira. Apesar do clamor mediático, a mortalidade por milhão de habitantes no subcontinente continua baixa: 206 óbitos contra mais de 2.700 na Hungria, na Bósnia; mais de 2.000 na Macedónia, Montenegro, Eslováquia, Bélgica, Eslovénia, Brasil, Italia, Peru… mesmo assim: como é possível que quatro dos Países mais vacinados lutam contra uma recrudescência da Covid?

Mike Whitney das páginas de UNZ pergunta: “Porque é que oito membros totalmente vacinados da equipa dos New York Yankees testaram positivo para a Covid?”, como relata Associated Press.

Na verdade a resposta para esta última pergunta é simples: a vacina não impede que seja contraído o coronavírus. E nem impede que seja ré-transmitido. É bem possível fazer a vacina e a seguir apanhar a Covid. E transmiti-la aos nossos familiares, amigos, colegas… A ideia é que as vacinas funcionam como as vacinas contra as gripes sazonais (olhem o acaso…): aliviam a sintomatologia mas não afastam a doença.

Então, por qual razão são precisas vacinas com uma tecnologia nunca testada antes se afinal os resultados são extactamente os mesmos obtidos com as vacinas de tipo “clássico”? Ok, esqueçam, isso agora não interessa. Mais curioso: o caso da Cambodja.

O Cambodja tinha iniciado a sua campanha de vacinação no início de Fevereiro, quando o número de mortos era exactamente zero. O País não tinha tido nenhuma morte por Covid até Março; algumas semanas mais tarde tinha iniciado o seu programa de vacinação. E foi então que as mortes começaram a acumular-se, como se pode ver neste gráfico.


Se o problema fosse apenas a Cambodja, poderia haver várias explicações. Por exemplo: o País poderia ter sido poupado pelo vírus por razões desconhecidas, sendo que depois do começo das vacinações o SARS-CoV-2 encontrou um “caminho” entre a população. Mas o caso do País asiático deve ser lido com a notícia de Forbes: mais vacinas parecem significar mais Covid. Possível?

Documento informativo da FDA (Food and Drugs Administration) sobre a vacina Covid-19 da Pfizer-BioNTech, na página 42:

Os casos suspeitos de Covid-19 que ocorreram nos 7 dias seguintes à inoculação [da vacina ou placebo, ndt] foram 409 no grupo da vacina e 287 no grupo do placebo. É possível que o desequilíbrio nos casos suspeitos de Covid-19 que ocorrem no prazo de 7 dias após a vacinação se deva à reactogenicidade da vacina, o que provoca a sobreposição dos sintomas com os da Covid-19. No entanto, em geral, estes dados não levantam a questão de que a notificação de casos suspeitos mas não confirmados de Covid-19 por ordem protocolar possa ter mascarado eventos adversos clinicamente significativos que de outra forma não teriam sido detectados.

Pelo que: a FDA sabia que as pessoas vacinadas tinham mais probabilidades de ser vítimas da Covid do que as do grupo placebo (409 casos de Covid entre os vacinados, 287 no grupo placebo). Ainda assim aprovaram as vacinas. E isso explica a razão pela qual os Países mais vacinados são aqueles que mais lutam contra novos surtos.

Mas por qual razão isso acontece? Para entende-lo temos que voltar ao funcionamento da vacina. Contrariamente às vacinas de tipo “clássico”, as de última geração não injectam no corpo uma amostra “desactivada” do vírus: pelo contrário,  foram concebidas para que obriguem as nossas células a sintetizarem a toxina que torna este vírus perigoso. Esta toxina é conhecida como a proteína spike. O raciocínio por detrás desta vacina é que a exposição temporária à toxina poderia proporcionar uma protecção de longo prazo contra a doença causada pelo vírus.

Mas um fenómeno preocupante que aparece consistentemente nos estudos da vacina Covid é um pico em supostas “infecções” que ocorrem durante o período de três semanas e, normalmente, logo após a administração. Os investigadores levantam a possibilidade de que a administração da vacina possa desencadear “sintomas do tipo Covid-19 incluindo febre” em pessoas recentemente expostas ao vírus. Sugerem que a causa disto pode ser uma depressão imunitária devido a uma queda de glóbulos brancos pós-vacinação, observada nos estudos Pfizer e AstraZeneca, o que torna os vacinados mais vulneráveis ao vírus a curto prazo.

Portanto, e talvez, a vacina torna as pessoas mais susceptíveis ao vírus, baixando as suas defesas imunitárias, encorajando assim a infecção. Isso explicaria a subida dos casos nos Países onde maior é a vacinação. Mas existe outra possibilidade, pelo menos teórica: a possibilidade de que seja a própria vacina que produz os sintomas em pessoas vulneráveis, sintomas que são então atribuídos à Covid-19.

Mike Whitney apresenta uma hipótese:

O forte aumento de casos e das mortes após vacinações em massa não está relacionado com a “doença respiratória” Covid, mas sim com a “doença vascular” Covid.

O componente vascular é principalmente o resultado de proteínas spike produzidas pelas células de revestimento dos vasos sanguíneos (endotélio) que activam plaquetas que, por sua vez, causam coágulos sanguíneos e hemorragias. O segundo factor importante é a reacção auto-imune, na qual os linfócitos assassinos atacam o corpo, provocando uma inflamação generalizada (e potenciais danos nos órgãos). Em suma, as mortes pós-vacinação são causadas por picos de proteínas produzidas pelas vacinas, não pela Covid.

Estamos no campo das hipóteses e nada mais.

Pessoalmente acho que se as vacinas fossem responsáveis por este alegado aumento de coágulos, hemorragias e reacções auto-imune então os óbitos seriam bem mais, sobretudo considerando a elevada taxa de doenças cardíacas nos Países ocidentais. Então fico com as vacinas como causas da Covid, que já é suficientemente bonito.

A propósito: no artigo Covid rates post-vaccination around the world de Inform Scotland podem ver uns interessantes gráficos. Está tudo em inglês mas não é um problema: por cada País, o primeiro gráfico mostra o aumento dos casos de Covid, o segundo o andamento da vacinação. Interessante.

Em alternativa, eis o vídeo publicado nas páginas de UNZ:

Em qualquer caso, não esqueçam que o valor CT dos testes PCR para pessoas vacinadas foi baixado, pelo que… as vacinas funcionam!

 

Ipse dixit.

5 Replies to “Covid: mais vacinas = mais casos?”

  1. Olá Max.
    Difícil para nós mortais entendermos qual fator vinculado às vacinas eleva as mortes nos dias subsequentes a vacinação.
    De acordo com o vídeo houve aumento das mortes nos dias seguintes a vacinação em praticamente todos os países. Isso leve a conclusão de que não tem relação com qual imunizante é utilizado, independente de ser mRNA ou não. Cito como exemplo a Argentina, lá a grande maioria das pessoas que foram vacinadas receberam a Sputinik V. Aqui no Brasil a vacina da Pfizer começou a ser utilizada há pouco mais de 10 dias.
    Portanto, parece-me que o problema é a vacina seja ela qual for.
    Abraço

    1. Se vemos, pelo menos eu vejo, que é tudo “combinado”, quem garante que a vacina não é igual carro, só muda a marca mas é tudo a mesma coisa, só pra gerar a ilusão da escolha?

  2. Você disse sobre o Cambodja, outro exemplo surreal é o Uruguai. Antes da vacinação, 50 pessoas morreram de “covid”. Depois da vacinação o número subiu para 3500 mortos, ou próximo disso (dados da Johns Hopkins University).

    O quê aconteceu no Uruguai? Ninguém sabe, ou não admitem em saber. É o sonho de Jacques Attali, se transformando em realidade?

  3. É meus caros, as vacinas funcionam. Resta saber para que.
    Estou apostando que já é para o tal transhumanismo na sua fase global inicial. E desta fase podemos correr, se quisermos.
    (por enquanto)

  4. Se algum de vós encontrar por aí o complemento deste video, agradecia a partilha.
    Esse complemento, é similar ao apresentado, acrescido da informação das “vacinas” usadas com indicação dos pontos temporais da sua introdução, aquando do uso de várias dessas terapias experimentais, autorizadas por emergência, num determinado país.
    Brevemente, julgo também ser possível encontrar algo semelhante, demonstrativo do aumento do numero de casos e sua gravidade, relativo aos grupos de faixas etárias mais jovens.
    Vamos estar atentos.

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