Byoblu: a censura de Youtube

Costumo seguir os vídeos da emissora televisiva italiana Byoblu. Posso não concordar com tudo, mas reconheço a qualidade. Mesmo nestes dias estou a traduzir uma entrevista transmitida pela emissora, entrevista que será publicada nos próximos dias.

Fundada pelo jornalista Claudio Messora como videoblog, com o tempo ampliou-ser até tornar-se uma televisão disponível em Italia no digital terrestre, com as regulares licenças e concessões, tudo graças aos fundos dos espectadores, sem receber dinheiro do Estado. Messora tem demorado anos, mas com a força de mais de duzentos milhões de visualizações e as subscrições finalmente conseguiu: hoje Byoblu factura 20 mil Euros por mês no Youtube e tem começado a funcionar também como pequena editora de livros.

A razão do sucesso? Uma visão alternativa da realidade, aprofundamentos, muitas perguntas que não é possível encontrar nos meios de comunicação oficiais; jornalistas, cientistas, especialistas de vários sectores como convidados. Muitas vozes “fora do coro” mas legitimadas pelos percursos académicos e, sobretudo, pelas experiência.

Resultado: após duas semanas de suspensão absolutamente ilegítima do canal Youtube, Byoblu voltou online mas sem a possibilidade de fazer publicidade e privadas dos milhares de assinantes acumulados ao longo do tempo, todos suspensos unilateralmente por parte de Youtube. Que, lembramos é de propriedade de Google.

Ter falado da Maçonaria, da Síria, da Ucrânia, dos serviços secretos, de Gaddafi, de Moro, de Ustica, da Cia, do Bilderberg, dos Rothschild, tudo isso não deve ter calhado bem. Também ter falado de vacinas nos últimos tempos não caiu bem, apesar do nível dos convidados.

Nem deve ter calhado bem o sucesso da pequena editora e dos livros num curto espaço de tempo tornaram-se verdadeiros casos de sucesso: “Heresia, Reflexões Politicamente Incorretas sobre a Pandemia Covid-19”, “Como foi vendida a Italia”, “Manual de Auto-Defesa para os Soberanistas”.

Youtube justifica-se: diz que Byoblu divulga “conteúdos centrados em tópicos controversos que são prejudiciais para os telespectadores”. O mundo que eles querem é um mundo onde o conteúdo é, pelo contrário, todo plasmado em posições não controversas, ou seja, um mundo onde todos concordam com a única versão autorizada. Pensar é prejudicial, a dúvida é prejudicial. São prejudiciais para aqueles que querem controlar e manipular os cidadãos. São prejudiciais para aqueles que controlam os meios de comunicação, mesmo letais para os “opinionistas”, para a grande editora mundial, para os poderosos de Davos.

Chama-se “censura”. Duma forma indirecta: cortam-te os financiamentos, neste caso de cidadãos que voluntariamente tinham escolhido apoiar uma iniciativa (3 Euros por mês). Sem dinheiro não podes continuar, sobretudo se a iniciativa for ambiciosa.

Quando se fala em “regime”, alguém pergunta “Qual regime?” Aqui está a resposta. Se ainda não entenderam, se ainda acreditam que não exista algo que possa ser definido como “regime” com tanto de censura, então estão a ler as páginas erradas. Aconselho as notícias de Google ou da Microsoft, mais divertidas, mas coloridas, mais simples e com as previsões meteorológicas. Byoblu não incita à violência, não defende uma cor política, não fala de Reptilianos: limita-se a oferecer simples informação.

Informação Incorrecta não corre riscos: é uma comunidade pequena, nem é censurada pelo Facebook (hoje o mínimo sindical). Mas o cerco aperta: podem ser precisos anos, mas mais cedo ou mais tarde todo uma certa informação alternativa terá que ser “reestruturada”. Não eliminada, porque, como já vimos, uma dose é fisiológica e até necessária. Mas reestruturada sim.

 

Ipse dixit.

7 Replies to “Byoblu: a censura de Youtube”

  1. Actualmente, começa a haver uma procura crescente de canais de informação alternativos ao Facebook, Whattsapp, etc.
    Podemos aqui questionar se as alternativas disponíveis são idóneas, mas o mais importante é que a procura de alternativas existe, e isso é um bom sintoma de inconformismo por parte de muita gente. O fenómeno Trump teve esse efeito, e a censura de que foi vitima acabou por colocar ainda mais a nu a realidade da manipulação informativa que existe.
    Eu não vejo noticias na TV, já o disse aqui, e também quando vou no carro e começam aqueles blocos, que eles chamam de informação, desligo o radio de forma automática durante 5 a 10 min, até passar a lixarada.
    Os jornais são muito bons para manter a comida quente durante algum tempo, sobretudo nesta altura em que não se pode comer fora, temos é que conhecer alguém que os compre. Fica a dica.

  2. Em Portugal os jornais começam a incentivar os cidadãos a comprar o jornal em formato papel.

    Está de caras o porquê, e deve-se ao facto de estarem a ter dificuldades em promover as notícias falsas que publicam e a fabricação de factos, que na Internet são logo desmascaradas através dos comentários e redes sociais.

    Só alguém muito parolo(a) ou com problemas mentais é que gasta o seu dinheiro no nojo que são os jornais Portugueses.

    Quanto à censura na Internet, deve-se procurar alternativas e existem muitas, sendo já tempo de deitar no caixote do lixo facebook, google, twitter, e afins.

    Querem estar devidamente informados sem qualquer tipo de condicionamentos e censura? Assinem newsletters, utilizem o Telegrama (Telegram) para comunicar e seguir informação, troquem correspondência via correio electrónico com os vossos contactos.

    E acima de tudo, convivam uns com os outros, falem cara à cara, sejam Humanos, convidem uma mulher bonita e interessante para beber um copo e trocar umas ideias.

      1. Olá JF e P.Lopes

        Significado de Parolo
        advérbio, substantivo masculino
        [Portugal] Pej. Algo ou alguém cujos modos são considerados rudimentares, grosseiros.
        [Portugal] Pej. Algo ou alguém que demonstra mau gosto: possuem gostos parolos.

        Como eu aprendo com esse povo do II.

        1. Acrescento que a expressão parolo(a) na Língua Portuguesa serve para descrever e caracterizar as pessoas que são naturais dos arredores das cidades e das aldeias.

          Isto não quer dizer que as pessoas dessas zonas sejam todas uma cambada de parolos(as), há excepções, mas a maioria são pacóvios, para desgraça de Portugal como país.

          O parolo(a) é o exemplo claro do que de mais medíocre, estúpido, embrutecedor, ignorante, e incivilizado existe na sociedade Portuguesa.

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