O julgamento de Trump é apenas o próximo passo deste golpe bastante Americano

Artigo da autoria de Kit Knightly, editor da página Britânica, OffGuardian, sobre a segunda tentativa de destituição ao ex-Presidente Donald Trump (após este deixar o mandato e já não desempenhar qualquer cargo oficial) levada a cabo pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (United States House of Representatives pela sua sigla em Inglês, ndt.), liderada por Nancy Pelosi.

À medida que Biden consolida o seu poder, a guerra contra o populismo torna-se um ataque pleno à própria realidade.

Donald Trump não é mais Presidente, mas a batalha para superar o seu «fascismo» ainda continua.

Armada com nada além da Presidência, ambas as câmaras do Congresso, os militares, a totalidade dos grandes Média, e todas as corporações mais ricas e poderosas do mundo, a Resistência está preparando-se para uma última batalha.

Apesar de deixar o cargo sem um sopro do golpe fascista que todos falaram por tanto tempo, Trump está sendo destituído. Novamente.

E enfrentando um julgamento diante do Senado. Outra vez.

O «julgamento» em si é uma piada de um processo.

Em primeiro lugar, devemos notar que é absolutamente e completamente sem precedentes ver um cidadão que não desempenha qualquer cargo oficial, ser destituído.

Pode até ser dado o argumento (e tem sido, proeminentemente) que é totalmente inconstitucional fazê-lo.

Em segundo lugar, há a ideia de que aquilo que Trump fez poderia ser considerado sem fundamento para a destituição, muito menos um crime.

Ele nunca incitou à violência, e o uso da palavra «luta» não muda isso.

Ele claramente e distintamente apelou por protestos pacíficos numa série de tweets, que o Twitter removeu na tentativa de expurgar as evidências da sua inocência:

«Peço a todos que se encontram no Capitólio dos EUA para permanecerem em paz. Sem violência! Lembrem-se, nós somos o partido da lei e da ordem – respeitem os nossos homens e mulheres de azul! Obrigado.» [Ligação]

«Por favor, apoiem a nossa Polícia do Capitólio e o cumprimento da Lei, eles estão verdadeiramente do lado do nosso país. Fiquem em paz!» [Ligação]

E terceiro, há o facto de que todo o «motim do Capitólio» foi um evento criado e manobrado nos bastidores, obviamente projectado para interromper a sessão do congresso sobre se houve ou não fraude eleitoral.

A polícia abriu as barreiras e acenou lá de dentro para os manifestantes, onde posaram para fotografias.

A presença de oficiais de operações psicológicas do Exército foi confirmada.

Foi uma armação completa. Muito antes, já tinha dado conta disso.

Afinal, Donald Trump está sendo julgado por algo que não fez: «incitar» um motim que nunca aconteceu. Mas claro, isto não é por causa de Donald Trump.

É sobre o que ele representa, e uma forma de deixar um aviso.

Donald Trump nunca foi aquilo que tantos milhões de Americanos claramente acreditavam que ele era – ele nunca iria destruir o sistema por dentro e restaurar a América de outrora.

Ele nunca ia drenar o pântano.

Mas milhões de pessoas achavam que ele podia, e deveria, e faria. E essa é uma ideia muito perigosa. Isto são milhões de pessoas a perceber que o sistema está quebrado e a tentar fazerem alguma coisa.

Em manchetes e instituições académicas e círculos iluminados do Twitter eles chamam de «populismo».

Ou seja, a ideia radical de que as multidões de comedores inúteis contorcendo-se possuem o mínimo de capacidade para entender a sua situação, ou que têm uma palavra a dizer sobre o que está a ser feito.

Essa ideia precisa de ser esmagada. E a melhor maneira de fazer isso é demonstrar às pessoas o pouco poder que elas têm.

A melhor forma de fazer isso é forçar as pessoas a viver numa realidade que você cria enquanto avança.

Fazer as regras, quebrar as regras, mudar as regras.

Confunda as pessoas até que elas possam acreditar em ideias totalmente contraditórias. É a última demonstração de poder e controle.

As máscaras não fazem nada. Oh, na verdade elas fazem. E você deveria usar uma, ou duas, ou três. A menos que você seja uma «pessoa de cor», aí você já não tem que usar, porque é racista.

O «vírus mortal» vai espalhar-se se nos reunirmos em grandes grupos.

As pessoas que protestam contra os confinamentos são egoístas e idiotas que espalham doenças, MAS os protestos do vidas pretas importam (Black Live Matters pela sua sigla em Inglês, ndt.) são diferentes porque são muito importantes e não espalham o vírus.

Este seria um protesto «ardente, mas principalmente pacífico» que só queima alguns edifícios, saqueia algumas lojas e mata algumas dezenas de pessoas.

Nada comparado com o «violento golpe fascista» em que as pessoas faziam fila dentro das barreiras de delimitação e posavam para fotografias.

Obviamente, todos concordamos que os passaportes de vacinas são apenas uma teoria da conspiração, mas documentos de liberdade são uma boa ideia, certo?

Ninguém quer um «ministério da verdade» Orwelliano decidindo quais os pensamentos que são permitidos, mas talvez devêssemos ter um «czar da realidade» para lidar com a nossa «crise de realidade».

A ironia é que realmente temos uma «crise de realidade», realmente vivemos NUMA «era da pós-verdade», que foi deliberadamente criada e é incrivelmente útil para as pessoas no poder.

Se «Vá para casa em paz e amor», «Peço a todos para ficarem em paz» e «Permaneçam pacíficos!!» é incitar à violência, então literalmente qualquer coisa pode ser forçada a significar… literalmente qualquer coisa.

É um ataque total à ideia de que as palavras têm significado, ou a realidade verídica existe. E culmina em ter um completo golpe em nome da «salvação da democracia».

Sim, um golpe. Chame-lhe o que quiser. Foi, e é, um golpe. Se estivesse a acontecer em qualquer outro lugar do mundo, já estaria sendo reconhecido como tal.

Ignore o que diz a parte da sua mente que foi de forma subconsciente condicionada ao excepcionalismo americano.

Ignore a lavagem cerebral que associa as palavras «América» e «democracia» e a ideia de «Estado de Direito».

Rejeite toda essa programação a que todos nós fomos submetidos também desde que assistimos pela primeira vez televisão e que nos diz que esse tipo de coisa simplesmente não acontece por aqui.

Basta olhar para a realidade da situação.

A partir de agora, neste exacto momento, o presidente dos Estados Unidos está dentro de um edifício cercado por arame farpado, com 20 000 soldados nas ruas da capital. Ele governa por decreto, assinando dezenas e dezenas de ordens executivas.

A sua eleição foi controversa, para no mínimo dizer, quase certamente fraudulenta.

A reportagem sobre esses factos está a ser censurada nas redes sociais, e não tem nenhum destaque no mainstream (os média principais, ndt.).

As redes de notícias literalmente se recusaram a transmitir o discurso do Presidente em exercício acusando o outro lado de fazer o mal expulsando-o imediatamente de todas as redes sociais e empresas de Internet.

A sua campanha nem sequer foi autorizada a enviar correio electrónico para os seus apoiantes.

Entretanto, os poucos partidários políticos de Trump estão a ser arrastados pela lama, despojados de suas responsabilidades e poderes ou pressionados a renunciar.

E, tendo removido do poder o seu oponente, a administração de Biden está agora a fazer um julgamento espectáculo pela televisão para garantir que ele seja impedido de concorrer novamente ao cargo.

Isto só pode ser descrito como um golpe.

Eles próprios o admitem, mesmo que não o chamem assim.

Neste longo, extasiante, e presunçoso artigo da TIME, eles detalham como todos os grupos de lóbi, a Câmara do Comércio (Chamber of Commerce pela sua sigla em Inglês, ndt.), o Facebook e muitos, muitos outros, se uniram para «fortalecer a eleição» e «salvar a democracia».

Como CJ Hopkins escreveu recentemente:

«O Capitalismo Global (GloboCap pela sua sigla em Inglês, ndt.) está a ensinar-nos uma lição. O nome da lição é: Olhe o que podemos fazer com você sempre que quisermos

É isto realmente uma pretensa democracia? Eles terão a mínima noção do que sobrou «da vontade do povo»?

Não, desapareceu. A «democracia» Americana está morta. Eles a mataram. Além disso, eles o fizeram diante dos nossos olhos. Um sacrifício. Amarraram-na à mesa de pedra, cortaram-lhe a juba, arrancaram-lhe o coração… e desafiaram-nos a dizer alguma coisa.

A maioria das pessoas não chegou lá. Mas entenderam a mensagem, mesmo que não percebessem.

As tropas. A censura. O arame farpado.

Eles estão a dizer-nos que «votar» era um jogo que só estavam dispostos a jogar enquanto pudessem ganhar, e agora está feito. Eles pegaram na bola e levam-na para casa.

A Democracia acabou, eles trapacearam e ganharam.

Agora jogamos a um jogo novo. Chama-se “Simon says (O mestre mandou, ndt.), e eles são sempre o Simon.

Por tanto, é melhor você acostumar-se.

 

Artigo seleccionado e traduzido por JF.

Fonte: OffGuardian

One Reply to “O julgamento de Trump é apenas o próximo passo deste golpe bastante Americano”

  1. Não, desapareceu. A «democracia» Americana está morta. Eles a mataram. Além disso, eles o fizeram diante dos nossos olhos. Um sacrifício. Amarraram-na à mesa de pedra, cortaram-lhe a juba, arrancaram-lhe o coração… e desafiaram-nos a dizer alguma coisa. Fizeram pior, mudaram a mente das pessoas, tornaram a maioria passivas dissonantes e os poucos que resistem estºao ameaçados.

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