Alemanha: cientistas pagos para endossar escolhas políticas

O governo alemão pagou cientistas para justificar o confinamento obrigatório? Sim.

De acordo com o diário Die Welt, o Ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, endossou doações de dinheiro aos cientistas para fins políticos. Isto é comprovado por 200 páginas de documentos que datam de Março de 2020, onde os investigadores do Instituto Koch e de outras instituições receberam ordens para criar um modelo de cálculo que o Ministro do Interior pudesse utilizar como justificação científica para os lockdowns.

Em parte a notícia é confirmada por documentos que ainda podem ser encontrados no página internet do Ministério, tais como o ficheiro de 17 páginas intitulado Worst case verdeutlichen! (“O pior caso ilustrado!”) em que é evidente a vontade do Ministério de transmitir uma verdadeira campanha de terror contra a população. Podemos ler textualmente:

Devemos evitar uma comunicação centrada na taxa de mortalidade, que soa insignificante em termos percentuais também porque afecta, em particular, os idosos. Muitos pensam inconscientemente: “Óptimo, pelo menos vamos livrar-nos dos idosos que estão a arrastar a nossa economia, já somos demasiados na terra e com um pouco de sorte vou receber a minha herança um pouco mais cedo”. Estes mecanismos certamente ajudaram a minimizar epidemias no passado. Para alcançar o efeito de choque desejado, precisamos de clarificar os efeitos reais de uma doença na sociedade humana:

    • Muitas pessoas gravemente doentes são levadas ao hospital pelos seus familiares, mas são afastadas e morrem em agonia em casa, sem fôlego. Asfixiar ou não ter fôlego suficiente é um medo primordial para todos. Aquela situação em que não se pode fazer nada para ajudar mesmo os parentes que se encontram em perigo mortal. As fotografias de Itália são perturbadoras.
    • “É pouco provável que as crianças sofram com a epidemia”: errado. As crianças serão facilmente infectadas, mesmo com restrições nos passeios, por exemplo ao brincar com os filhos dos vizinhos. Assim, quando infectam os seus pais e um deles morre em agonia em casa, sentem-se culpados por ter-se esquecido de lavar as mãos depois de brincarem, por exemplo, é a coisa mais terrível que uma criança pode experimentar.
    • Danos consequentes: embora só tenhamos tido relatórios de casos individuais até agora, eles pintam um quadro alarmante. Mesmo aqueles que parecem ter recuperado após um decurso ligeiro podem aparentemente ter recaídas em qualquer altura, que depois terminam fatalmente de repente, devido a um ataque cardíaco ou uma falha pulmonar, porque o vírus entrou nos pulmões ou no coração sem ser notado. Estes podem também ser casos isolados, mas permanecerão permanentemente gravados na memória das pessoas que uma vez foram infectadas. Uma consequência muito mais comum é a fadiga e redução da capacidade pulmonar que dura meses e provavelmente anos, como foi relatado muitas vezes pelos sobreviventes do SARS e é também o caso agora da Covid-19, embora a duração ainda não possa ser estimada.

Uma extensa correspondência, também o Secretário de Estado do Ministério do Interior, Markus Kerber, pediu aos investigadores para desenvolverem um modelo com base no qual “medidas de natureza preventiva e repressiva” pudessem ser planeadas. O resultado apareceu num documento, que foi mantido secreto, criados em apenas quatro dias em estreita coordenação com o Ministério.

O documento fala dum cenário segundo o qual mais de um milhão de pessoas na Alemanha poderiam ter morrido por causa da Covid-19 se a vida social continuasse como antes da pandemia.

Portanto, não um pedido de informação, não um Ministério que solicita um estudo baseado em dados científicos: políticos que pagam pesquisadores para criar um documento que justifique escolhas políticas.

Notas finais para:

A) O instituto científico mais prestigioso da Alemanha, o Instituto Koch, que nem sequer discutiu se produzir o documento. Simplesmente obedeceram, tal como faziam nas décadas de ’30 e ’40. O lobo perde o pelo…

B) A forma como o Ministério vê os cidadãos: brutos que encaram com prazer a morte dos idosos enquanto elementos que arrastam a economia e gastam os poucos recursos planetários. Isso para não falar da herança…

 

Ipse dixit.

2 Replies to “Alemanha: cientistas pagos para endossar escolhas políticas”

  1. É incrivel como toda a imprensa/média faça da situação uma enorme glorificação da morte (genocídio de idosos/frazilizados ?) como se nada fossem, apenas um número e felizes ficam se for elevado para melhor impacto.
    Cada vez mais perde-se o pouco que resta da esperança humana.

  2. Ora, ora Max, mas tu também és muito negativo. Não vê que o plano dos politicos é que esse dinheiro volte para a sociedade por meio destes grupos de cientistas? Achas o que? dar dinheiro ao povo, para logo estes famintos irem gastar com comida? tsc tsc…
    Muito melhor um cientista que é inteligente, uma vez que sabe seguir um padrão pré estabelecido, e saberá melhor que ninguém onde investir todo esse dinheiro. Por coincidencia que o estudo justificava a escolha politica, pobres politicos, tinham medo que as pessoas os interpretassem erroneamente e fossem a justica contra eles. Este mundo é mesmo um mundo malvado, eles bem sabem disso.

    E o Max aí, vem logo com 4 pedras na mão!!

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