As falhas na luta contra a Covid-19

Eis o último artigo de Thierry Meyssan publicado há dois dias em Réseau Voltaire (Voltaire.net). Um bom artigo porque, independentemente do que podemos pensar acerca da Covid-19, aqui são realçados os erros de carácter estratégico na gestão da “pandemia”. No final, duas breves notícias acerca do mesmo assunto: uma da Suíça, outra da Alemanha.

Mas agora, eis o artigo de Thierry Meyssan: para comodidade do Leitor, inseri no texto os links que o autor originalmente tinha posto no rodapé.


Duas falhas estratégicas face à Covid-19

 

Os países ocidentais sucumbiram ao pânico face à epidemia de Covid-19. Caindo no irracional, cometeram duas falhas estratégicas : confinar a sua população sã arriscando destruir a economia, e apostar tudo nas vacinas de ARN-m em detrimento dos cuidados, ou seja correndo o risco de provocar efeitos secundários particulares devidos a esta nova técnica de vacinação.

Comunicação : a Covid e a guerra

A Covid-19 é uma doença vírica que pode levar à morte, no pior dos casos, a 0,001 % da população. A idade média das mortes pela Covid-19 nos Estados desenvolvidos situa-se à volta dos 80 anos, sendo a idade média cerca de 83 anos.

Comparativamente, os países em guerra experimentam uma mortalidade extra, devida à guerra, 5 a 8 vezes superior, mas sobretudo atingindo os homens de 18 a 30 anos. Ao que se deve juntar uma emigração que pode ir até 50,00 % da população.

A epidemia da Covid e a guerra são pois duas situações de medida sem igual apesar da retórica apocalíptica que as confunde. Além disso, a resposta dos que se aventuraram a esta comparação dramática nada foi buscar, em termos de mobilização, à das situações de guerra. No máximo requisitou-se um hospital militar móvel para tirar algumas fotos de uniformes em acção. O seu único efeito real foi o de provocar pânico na população e de a privar assim do seu espírito crítico.

Origem do erro comunicacional

Esta comparação foi feita com base em informações erradas. Um estatístico britânico, cujos modelos matemáticos tinham servido para justificar a política europeia de redução de hospitais, Neil Ferguson, havia com efeito predito mais de meio milhão de mortos no seu próprio país e outros tantos em França.

Esse académico ignorava que um vírus é um ser vivo que não busca matar os seus hospedeiros, mas habitá-los como um parasita. Se matar o homem que infectou, ele morre com ele. É por isso que todas as epidemias virais são no seu início muito mortíferas, depois cada vez menos à medida que o vírus varia e se adapta aos humanos. É, portanto, completamente ridículo extrapolar a sua letalidade a partir dos estragos que ele causou nas primeiras semanas da epidemia.

Os dirigentes políticos não sabem tudo. Devem possuir uma cultura geral que lhes permita distinguir a qualidade dos seus peritos nos diferentes domínios. Neil Ferguson faz parte daqueles académicos que demonstram o que lhes é pedido, não daqueles que procuram compreender fenómenos inexplicados. O seu curriculum vitœ não passa de uma longa sucessão de erros comanditados por responsáveis políticos e desmentidos pelos factos (fatos-br). Ele acabou sendo demitido em definitivo do British Cobra Council (Cabinet Office Briefing Rooms), mas um dos seus discípulos, Simon Cauchemez, do Instituto Pasteur, mantêm-se ainda no Conselho Científico Francês.

Primeira falha estratégica : o confinamento, variável segundo o ajustamento das política sanitárias

Face ao flagelo da Covid, os Estados desenvolvidos reagiram decretando encerramentos de fronteiras, recolher obrigatório, fechos administrativos de empresas, ou seja confinamentos generalizados.

É uma novidade na História: nunca, no passado, se havia utilizado confinamentos generalizados —quer dizer confinamentos de populações saudáveis— para enfrentar uma epidemia. Esta medida política está a revelar-se muito cara de um ponto de vista educacional, psicológico, médico, social e económico. A sua eficácia limita-se a interromper a propagação da doença em famílias saudáveis durante o confinamento à custa da sua difusão nas famílias em que uma pessoa está já contaminada. Quando o confinamento é levantado, a propagação do vírus recomeça imediatamente nas famílias saudáveis.

Tendo todos os Estados desenvolvidos progressivamente restringido as suas capacidades hospitalares desde a dissolução da União Soviética, a maior parte dos governos adoptou medidas de confinamento, não para lutar contra a doença —o que eles não podem fazer— mas para prevenir o congestionamento dos seus hospitais. Quer dizer, para prosseguir o seu sistema de gestão nos serviços públicos de saúde, os governos consideram o confinamento como a única variável de ajustamento possível. No entanto, o preço destes confinamentos é muito superior a uma gestão mais cara dos hospitais. Acima de tudo, o envelhecimento da população nos Estados desenvolvidos torna previsível a mesma crise de congestionamento dos hospitais a cada três a quatro anos, ciclo habitual de epidemias de toda a natureza. Na prática, o recurso ao confinamento condena os países em questão a recorrer a ele cada vez com maior frequência, seja durante a epidemia da Covid, de gripe ou muitas outras doenças mortais.

Um estudo comparativo da Universidade de Standford, publicado em 12 de Janeiro de 2021, mostra que os países que se decidiram pelos fechos de empresas, recolher obrigatório e confinamentos generalizados, não influíram decisivamente na propagação da doença, que reportaram, em comparação aos países que respeitaram a liberdade dos seus cidadãos.

Contrariamente a uma ideia estabelecida, a escolha não era entre a saturação dos hospitais ou o confinamento, mas entre a mobilização, ou seja a requisição, de clínicas privadas e o confinamento. Todos os Estados desenvolvidos dispõem, com efeito, de um sistema de saúde privado largamente capaz de acolher o excesso de doentes.

Origem da falha estratégica

A fonte de origem do confinamento é a CEPI (do inglês, Coligação para as Inovações em matéria de Preparação para as Epidemias). Esta associação foi criada, em Davos, por ocasião do Fórum Económico Mundial de 2015. Ela é dirigida pelo Dr. Richard J. Hatchett. Vocês não irão encontrar a sua biografia na Wikipédia, nem sequer no sítio Internet da CEPI. Ele mandou-a retirar.

Este homem foi o mentor do confinamento de pessoas sãs por conta do Secretário da Defesa dos USA, Donald Rumsfeld. Em 2005, esse membro do Conselho de Segurança Nacional do Presidente George W. Bush tinha por missão adaptar os processos dos exércitos dos EUA à população civil no quadro de um plano de militarização da sociedade Norte-Americana. Tendo os GI’s em missão no estrangeiro como instrução confinar-se nas suas bases em caso de sofrerem um ataque terrorista biológico, ele preconizou confinar toda a população civil em casa no caso de ataque biológico em solo dos EUA. Este projecto militar foi unanimemente rejeitado pelos médicos dos EUA, liderados pelo Professor Donald Henderson da Universidade John Hoppkins. Estes sublinharam que jamais os médicos haviam confinado populações sãs.

O Professor Richard J. Hatchett foi o primeiro a estabelecer uma comparação entre a epidemia de Covid-19 e uma guerra, durante uma entrevista ao Channel 4 alguns dias antes do Presidente Macron. Claro, a primeira doação que ele mandou fazer pelo CEPI foi em benefício do Imperial College de Londres. A Directora desta venerável instituição não é uma britânica, mas sim uma norte-americana, Alice Gast. Além de ser administradora da transnacional petrolífera Chevron, ela trabalhava com o Dr. Richard J. Hatchett nos Estados Unidos com o fim de mobilizar os cientistas contra o terrorismo. Assim, apoiou acções de propaganda visando garantir que eu teria escrito coisas à toa a propósito dos atentados do 11-de-Setembro. Por outro lado, um dos mais célebres professores do Imperial College é Neil Ferguson, o autor das curvas efabuladas projectando a propagação da epidemia.

Segunda falha estratégica : a orientação exclusiva da Pesquisa para as vacinas

Face à esta nova epidemia, os médicos encontraram-se desprovidos de tratamentos. À partida, os governos ocidentais orientaram a pesquisa médica para a descoberta de vacinas apropriadas.

Levando em conta as somas em jogo, orientaram todos os orçamentos para vacinas genéticas e fecharam a porta às pesquisas sobre a doença e os tratamentos.

O recurso à técnica vacinal baseada em ARN (ou em inglês RNA-ndT), escolhida pela Moderna/NIAID, Pfizer/BioNTech /FosunPharma e CureVac, não deverá implicar efeitos secundários clássicos, mas não é, mesmo assim, isenta de perigos. Até aqui esta técnica era encarada com uma grande prudência já que podia interferir com o património genético dos pacientes. Foi a razão pela qual, na ausência de estudos suficientes, estas companhias exigiram aos Estados seus clientes que as exonerassem de qualquer responsabilidade legal.

Os médicos que tentam exercer a sua arte tratando os seus doentes segundo o juramento de Hipócrates foram processados pelas suas instâncias disciplinares. Os tratamentos que eles ensaiaram foram ridicularizados, até mesmo interditos, em vez de serem avaliados.

Foi a segunda falha estratégica.

Os médicos ocidentais que, com raras excepções, jamais foram confrontados com as exigências da medicina de guerra e catástrofe, entraram por vezes em pânico. No início da epidemia, alguns nada fizeram aquando dos primeiros sintomas, deixando chegar uma tempestade de citoquinas, uma inflamação brutal, para mergulhar os seus pacientes em coma induzido. De tal modo que foram, o mais das vezes, tratamentos inadequados mais do que a doença o que matou os primeiros doentes. Os resultados desastrosos de certos hospitais comparados com outros da mesma região atestam isso, sem ofensa à proibição fraterna de críticas a médicos incompetentes.

Os orçamentos faraónicos atribuídos às vacinas tornam obrigatório não descobrir tratamentos sem arriscar provocar a falência de multinacionais farmacêuticas.

É por isso que uma censura intratável se abateu sobre todas as pesquisas nesta matéria. Ainda assim, está-se a testar na Ásia um cocktail (coquetel-br) de medicamentos que liquefazem o sangue, estimulam o sistema imunitário, de antivíricos e de anti-inflamatórios que curam quase todos os doentes se ministrado logo aos primeiros sintomas. Identicamente, na Venezuela, a autoridade farmacológica e médica aprovou um medicamento, o Carvativir, que, segundo ela, cura quase todos os pacientes se for ministrado aos primeiros sintomas.

Não sendo competente nesta matéria, não me pronunciarei sobre estes tratamentos, mas é assustador que os médicos ocidentais não possam estar informados e não tenham tido a possibilidade de os avaliar.

O Instituto Pasteur de Lille e a sociedade APTEEUS, pelo seu lado, em Setembro de 2020, identificaram um medicamento caído em desuso como impedindo a replicação do vírus. Eles evitaram, com muita cautela, fazer publicidade disso a fim de não ter de enfrentar a rivalidade da indústria de vacinas. Os seus ensaios chegam agora ao fim. O fabrico deste medicamento, originalmente em forma de supositório para crianças, foi retomado em França de tal modo que ele poderá ser publicitado proximamente.

Além disso, a censura a medicamentos não-ocidentais não é unicamente inadmissível porque se opera em detrimento da saúde humana, mas também porque ela resulta de poderes não eleitos (Google, Facebook, Twitter etc.). O problema aqui não é o de saber se estes tratamentos são eficazes ou não, mas de revelar os dados da pesquisa para que se possa estudar estas moléculas a fim de as rejeitar, aprovar, ou as aprimorar.

Origem da segunda falha estratégica

Observemos incidentalmente que há uma contradição estratégica entre abrandar a contaminação pela prática do confinamento de pessoas sãs e de a acelerar pela generalização de vacinas vivas ou inactivadas. No entanto, esta observação não é válida no caso das vacinas de RNA, destinadas a tornarem-se predominantes no Ocidente.

A segunda falha estratégica tem a sua origem no pensamento de grupo. Os responsáveis políticos imaginam que apenas os progressos técnicos trarão soluções aos problemas que não se conseguem resolver. Assim, se se conseguisse descobrir vacinas segundo uma nova técnica baseada já não em vírus, mas em «ARN- mensageiro», poderíamos conseguir vencer a epidemia. Já não ocorre à ideia de mais ninguém que se possa simplesmente tratar a Covid e passar ao lado de brutais investimentos.

Esta ideologia é a do Fórum Económico Mundial de Davos e a da CEPI. Portanto, está na ordem do dia que os governos não reajam quando as transnacionais censuram os trabalhos de médicos asiáticos ou venezuelanos, bloqueando a liberdade de pesquisa científica.


…e agora, para grandes e pequeninos, eis duas notícia curiosas e divertidas (?).

Suíça: a vacina? Não, obrigados: mais dados.

A Suíça não autoriza de momento a vacina anti-Covid da Astrazeneca porque “os dados disponíveis e analisados até à data não são ainda suficientes para proceder a uma autorização. São necessários mais dados de novos estudos para obter informações sobre segurança, eficácia e qualidade”, lê-se numa declaração Swissmedic:

Com base nos dados analisados até agora o Hmec (Human Medicines Expert Committee) externo que trabalha com o Swissmedic apoiou a avaliação intercalar do Swissmedic da vacina da AstraZeneca contra o coronavírus na sua reunião extraordinária a 2 de Fevereiro de 2021. Os dados actualmente disponíveis ainda não permitem uma decisão positiva sobre a relação risco/benefício. […] A fim de se chegar a uma avaliação final é necessário que o requerente apresente, entre outras coisas, dados adicionais de eficácia de um estudo em curso da fase III na América do Norte e do Sul e que estes sejam depois analisados. Assim que os resultados estiverem disponíveis, uma aprovação temporária no procedimento de revisão poderia proceder muito rapidamente.

A notícia, relatada pela agência de notícias ADNKronos, também pode ser encontrada na versão original nas páginas do Swissmedic.

Bastante claro, não é? Os dados são insuficientes, como já afirmado nestas páginas.

Alemanha: 69 mortes após a vacina

Até 29 de Janeiro de 2021, 1.7 milhões de pessoas na Alemanha tinham sido vacinadas contra a Covid-19 e 69 mortes acontecidas logo após a vacinação foram relatadas neste contexto.

Por exemplo, no distrito de Diepholz na Baixa Saxónia, um residente de 90 anos de um lar de idosos morreu a 13 de Janeiro, cerca de uma hora após ter recebido a vacina Covid-19.

Mas o Instituto Paul Ehrlich (PEI), tal como o Instituto Federal de Vacinas e Drogas Biomédicas, abordou a questão e, após análise, concluiu: as vacinas anti-Coronavirus não foram a causa das mortes. De acordo com o Presidente do Instituto, Klaus Cichutek, as 69 mortes que foram relatadas entre uma hora a 18 dias após a vacinação com os medicamentos Biontech/Pfizer ou Moderna não foram causadas pela vacinação:

Não há razão para presumir que foram causados pela vacinação. As pessoas são frequentemente afectadas por outras doenças. É plausível que estas doenças subjacentes conduzam à morte.

Uma boa explicação, que partilhamos plenamente. Só é pena que este metro de juízo seja utilizado apenas para justificar as vacinas e não seja aplicado aos idosos que morrem “com” a Covid-19.

 

Ipse dixit.

10 Replies to “As falhas na luta contra a Covid-19”

  1. Mais um extraordinário artigo de Thierry Meyssan, e que foca uma questão que passa ao lado da maioria das pessoas, a componente militar da Covid-19.

    Em Portugal por exemplo, só quem não cumpriu serviço militar acha normal (e até aplaude) o facto de montarem hospitais de campanha para combater uma doença, mesmo existindo no país um rede pública e privada de hospitais suficientemente apetrechados para fazerem face à «pandemia», sendo completamente desnecessário estar a gastar recursos financeiros na componente militar.

    Isto para não falar que esses hospitais de campanha mantiveram-se constantemente vazios ou com pouca afluência, assim como os hospitais do Serviço Nacional Saúde (SNS).

    Mas o que me deixa preocupado neste momento relativamente a Portugal, é a destruição da República, do Estado de Direito, e das liberdades civis e individuais, que está a ser levada a cabo pelo Governo e a Presidência, assim como a destruição e bloqueio da economia em conjunto com a imposição de medidas infundadas, sem evidência médica e científica, que prejudicam gravemente a saúde dos cidadãos Portugueses e a própria saúde pública, como o uso de máscaras, viseiras, luvas, e os confinamentos.

    Nota-se também uma clara divisão no país, e o aumento da abstenção (60.76%) representada pela maioria silenciosa dos cidadãos Portugueses nas últimas Eleições Presidenciais, prova isso mesmo.

    De um lado temos os situacionistas que pretendem manter o corrupto e anti-democrático regime imposto a 25 de Novembro de 1975, e as suas forças políticas neoliberais e globalistas, representadas pelo Partido Socialista, Centro Democrático Social, Partido Comunista Português, Partido Chega, Partido Iniciativa Liberal, Partido Animais Pessoas Natureza, Bloco de Esquerda, e a facção derrotada do Partido Social Democrata representada por Pedro Coelho, e do outro lado, a maioria silenciosa dos cidadãos Portugueses (cerca de 6.601.564) que não se identifica com o actual regime nem com a agenda política, económica, e de engenharia social, que esses partidos anti-República e anti-nacionais trabalham para implementar.

    1. Tenho sérias dúvidas que a CDU e o Chega se incluam nos grupos citados.
      Esses dois, coloco-os nos soberanistas, se bem que em campos opostos do espectro unidimensional.
      O regime imposto (golpe) em 1975, destinou-se a impedir que os comunistas assumissem o leme, correto?
      Que sejam todos fervorosamente partidocráticos ainda vá lá, mas daí a colocá-los a todos na mesma “panela”, vai uma distância considerável. As diferenças devem ser evidenciadas, ou caímos no risco de afirmar permanentemente que não há alternativas e daí à abstenção é um passo pequenino. Talvez por isso mesmo os 60% sejam hoje algo natural.
      Agora, os dos 60%, aceitaram tacitamente a escolha que foi por eles feita por quem foi ás urnas. Quer conscientemente, quer inconscientemente, foram (são) coniventes com os tais situacionistas. Daí, temos os governantes (e o país) que as nossas gentes escolheram e têm escolhido há já 4 décadas… e enfatizo em particular as últimas 2 (XXI), dado o nível absurdo de usurpação partidária do aparelho governativo e demais instituições da república portuguesa.
      Chegamos hoje ao ponto mais baixo, com o PS a estender os seus tentáculos mafiosos a todas as instituições que deveriam ter e trabalhar com algum tipo de independência. E previsões futuras? As piores, pois o padrão não mostra sinais alguns de vir a ser alterado, o que significa que nas próximas eleições será mais do mesmo, ou PS ou PSD ou a junção dos dois na continuidade do infame bloco central.
      Ao fim de 35 anos de eleições, já não tenho paciência para com a minha gente… os “burros de carga”.
      Desabafo de um gajo de índole libertária.

      1. «…Tenho sérias dúvidas que a CDU e o Chega se incluam nos grupos citados. Esses dois, coloco-os nos soberanistas…»

        A Coligação Democrática Unitária (CDU), ou melhor dizendo, o Partido Comunista Português (PCP), é um partido situacionista, clerical, anti-República, anti-nacional, e globalista, que inclusive já colocou em causa a soberania de Portugal.

        O sr. João Ferreira, militante/apoiante do Partido Comunista Português (PCP) e da Coligação Democrática Unitária (CDU, composta por PCP e PEV), é um dos aliados de confiança do sr. George Soros, conhecido filantropo, neo-liberal, globalista, e de extrema-direita, que colaborou com o nacional-socialismo:

        – Reliable allies in the European Parliament (2014 – 2019)

        https://www.voltairenet.org/IMG/pdf/Reliable_allies_in_the_European_Parliament.pdf

        (no documento pdf, ir para a página 84)

        Relativamente ao Partido Chega, o mesmo foi criado para ajudar o Partido Social Democrata (PSD) liderado pelo sr. Pedro Coelho, a vencer futuras eleições, visto que em 2015 o Partido Socialista (PS) para evitar desaparecer do panorama político Português, tinha gerado a Solução de Governo em conjunto com o Partido Comunista Português (PCP) e Bloco de Esquerda (BE), o que permitiu ter mais deputados e impedir que o PSD liderado pelo sr. Pedro Coelho formasse governo mesmo tendo vencido as eleições.

        O plano era fazer a mesma solução governativa numa vertente de «direita».

        O Partido Chega, é a maior fraude que os cidadãos Portugueses já viram no Século XXI a seguir à «pandemia»; foi criado para confundir os eleitores, à semelhança dos partidos e movimentos políticos trotskistas, «maoistas», e anarquistas, sendo uma força política de falsa oposição, situacionista, clerical, neo-liberal, anti-República, anti-nacional, que se apresenta com um discurso de fachada contra a globalização.

        Para além disso, não possui um projecto para o país nem é capaz de apresentar propostas para resolver os problemas dos cidadãos Portugueses nem tão pouco os problemas que afectam os diversos sectores nacionais.

        A base de apoio do Partido Chega é sustentada maioritariamente pelas facções neo-liberais, clericais, e globalistas, que existem no Partido Social Democrata (PSD), representada pelo sr. Pedro Coelho, e no Centro Democrático Social (CDS) representada pelo sr. Paulo Portas e pela sr.ª Maria Graça.

        No Partido Social Democrata (PSD) essa facção neo-liberal, clerical, e globalista, representada pelo sr. Pedro Coelho e seus acólitos, foi derrotada pelo sr. Rui Rio.

        Já no Centro Democrático Social (CDS) aconteceu o mesmo, com a eleição do sr. Francisco Santos, que conta com o apoio da ala conservadora do partido designada por «Tendência Esperança em Movimento».

        «…Que sejam todos fervorosamente partidocráticos ainda vá lá, mas daí a colocá-los a todos na mesma “panela”, vai uma distância considerável…»

        A diferença entre o Partido Socialista, Centro Democrático Social, Partido Comunista Português, Partido Chega, Partido Iniciativa Liberal, Partido Animais Pessoas Natureza, Bloco de Esquerda, e a facção derrotada do Partido Social Democrata representada pelo sr. Pedro Coelho, é nenhuma.

        «…Agora, os dos 60%, aceitaram tacitamente a escolha que foi por eles feita por quem foi ás urnas. Quer conscientemente, quer inconscientemente, foram (são) coniventes com os tais situacionistas….»

        Totalmente falso, os cidadãos não podem votar só porque sim, as eleições não são um «reality show», um programa de novos talentos, ou espécie de ritual.

        Você não pode obrigar mais de 6 milhões de Portugueses a votar em programas políticos com os quais não se identificam e que nem sequer servem a República e o Interesse Nacional.

        Os principais responsáveis e coniventes com a situação desgraçada, corrupta, e anti-democrática em que Portugal se encontra, são aqueles que votam, pois ao fazê-lo estão a legitimar este estado de coisas e quem está por de trás das mesmas, por tanto, quem é conivente com o descalabro e pior votou pelo mesmo, não deve se quer criticar, pois pactua com o regime.

        A abstenção é um direito nas sociedades democráticas e livres, e ao mesmo tempo uma arma poderosa, pois um governo ou presidência que não conta com o apoio da maioria dos cidadãos Portugueses não tem condições para desempenhar as suas funções.

        Lembre-se, os 6.601.564 cidadãos Portugueses que constituem a maioria silenciosa representada pela abstenção, são mais do que aqueles que votam, pense nisso, e lembre-se que os Portugueses estão fartos desse discurso situacionista, tipo cassete, que você reproduziu no seu comentário.

        1. Blá, blá, blá… não tem condições para desempenhar as suas funções, blá, blá, blá,
          … os portugueses estão fartos desse discurso situacionista…
          Atão não, é vê- los por aí a contestar á grande, em movimentos livres e esclarecidos, com soluções para todos os males do país e da terra. O que por cá se vê e tem visto á anos de tais alternativas é coisa nunca vista neste país. Já dá para sentir o pulso da revolta, prestes a invadirem as ruas num deja-vú da rebelião francesa. Quem será o Vitor Hugo dos nossos tempos que irá perpetuar tais históricos acontecimentos que nos traz esta geração de intrépidos e indomáveis rebeldes?
          Aguardo e entretanto vou ouvir a minha cassete, sempre lá tem algo dentro.

          1. O que você queria era caos e violência, confundir e dividir para reinar, fazendo assim o jeito ao regime.

            Mas quanto a isso, a maioria silenciosa dos cidadãos Portugueses representados pela abstenção, fazem-lhe um manguito.

            1. Aguardo também para ver esses manguitos, quando alterarem a constituição, quando reinstituirem o serviço militar obrigatório, quando só tiverem a liberdade permitida mediante pontos na “cartillha” do cidadão exemplar, etc, etc.
              Dou-lhe razão num ponto, quero o caos (revolta) agora, a violência q.b. se a isso nos obrigarem (defesa pessoal), simplesmente porque julgo que dentro de meia-dúzia de anos será tarde de mais.
              Quanto as intenções por detrás dos seus comentários a nível pessoal, poupe-me sff. Cuide da sua cidadania, que eu continuarei a cuidar da minha, pois já o faço desde que atingi a maioridade.

                1. Stanislav Petrov… a realidade acontece… ainda bem que nem todos nós nos ficamos pela obediência ou pela abtenção.

  2. Concordo com o artigo.

    Os dois maiores erros:

    1 – A doença jamais foi combatida:

    “a maior parte dos governos adotou medidas de confinamento, não para lutar contra a doença —o que eles não podem fazer— mas para prevenir o congestionamento dos seus hospitais.”

    2 – Adotaram a vacina como única solução:

    “Levando em conta as somas em jogo, orientaram todos os orçamentos para vacinas genéticas e fecharam a porta às pesquisas sobre a doença e os tratamentos.”

    Exatamente.
    No incio da “pandemia”, eu não concordava que fosse aplicado um remédio baseado em tratamento de outras doenças (alguns comentaristas do II defendiam isso ).
    No entanto , já se passaram mais de 1 ano , já seria possível fazer um histórico com dados reais sobre o comportamento do vírus e os sintomas apresentados pelos infectados. Se houve tempo suficiente para se fazer uma vacina, porque não foi possível desenvolver um tratamento com alto grau de eficiência e massificar o seu uso pela população?

    Será porque talvez a solução estivesse em remédios que já existissem ?

    Ou por vaidade e ganância os grandes laboratórios saíram numa busca desenfreada pela vacina ?

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