Alemanha: campos de “recepção” para quem resistir à quarentena.

Um campo onde concentrar os indesejados: um vício antigo aquele da Alemanha. Desta vez o alvo são as pessoas que repetidamente violam as regras anti-Covid. Autênticos terroristas.

Explica Sönke Schulz, do concelho regional de Schleswig-Holstein, que há sempre casos destes e que dão muito trabalho às autoridades, além de representarem uma ameaça para a população. Pelo que: uma estrutura com celas, portas de seguranças, tudo vedado por arame farpado. Obviamente, o internamento acontece depois duma visita ao tribunal, porque os direitos têm que ser respeitados. Simples, eficaz e justo.

Além da região de Schleswig-Holstein, também no Brandeburgo cerca de 30 pessoas já ficaram num antigo centro de detenção enquanto outros lander da Alemanha (Saxónia, Baden-Württemberg) planeiam abrir campos destes.

Eis o vídeo publicado pelo diário Die Welt. Um vídeo quase idêntico àquele do diário Bild.

Não se esqueçam que é tudo para o nosso bem. E, já agora, que Arbeit macht frei, “o trabalho liberta”…

 

Ipse dixit.

2 Replies to “Alemanha: campos de “recepção” para quem resistir à quarentena.”

  1. É impressionante, quem foi não deixa de ser nunca mais. Mas também na Alemanha os protestos estão aumentando.
    Quero reproduzir aqui o protesto silencioso de uma favela brasileira comentado por Caio alemão.
    Ali não houve desfiles de protesto. Alertados por gente subalterna do serviço de enfermagem sobre como são (mal)tratados os idosos internados por Covid em hospitais públicos da região, o pessoal da favela decidiu não comparecer em hospitais, e tratar seus idosos com receitas caseiras contra gripes e problemas respiratórios. Também não compareceu a testagens, não usou máscaras nem fez isolamento ou distanciamento social. A vida continuou normal com a característica alegria do brasileiro, as pessoas se abraçando, as crianças, então sem escolas, brincando juntas nas vielas da favela, agora tranquilas porque a polícia havia abandonado o local devido a “pandemia”. Vários meses se passaram…e ninguém morreu.
    Acho que dispensa comentários. Mas é como eu sempre digo : brasileiro pobre dá um jeito inteligente para sobreviver. Desta vez, o abandono ao qual são jogados os pobres no Brazil, jogou a favor do seu sucesso.

    1. Olá Maria

      Desculpe-me , mas duvido que esse Caio alemão ( se é o mesmo que estou pensando, até já morou em Santa Catarina) tenha ideia do que seja uma favela, cujo dimensão de algumas delas, chega ter até 120 mil habitantes. Talvez se ele soubesse disso, não acreditaria que uma pessoa só , possa falar por todo um universo de favelados.

      A grande maioria dos moradores destas comunidades não procuram o sistema de saúde, porque já sabem que o atendimento é péssimo. Mesmo assim, os pronto atendimentos hospitalares estão cheios, sinal de que as pessoas estão em estado crítico mesmo. Vc conhece o SUS , tanto quanto eu, ninguém corre para um hospital no brasil se não for por causa grave, porque se for por pouca coisa, sairá pior do que entrou.

      Maria, não é uma epidemia de fim de mundo, mas mostra a fragilidade da estrutura física e o despreparo na gerência da saúde pública. Porém , não dá para acreditar que o chazinho da vovó ou os grãos de feijão do Pastor seja um remédio que vá imunizar a população e barrar os casos mais graves.

      Poderia te passar, no minimo, uns 10 links (dos principais portais da internet brasileira) que abordam o assunto das mortes de pessoas nas suas próprias casas, por não conseguirem atendimento. Mas, para que? A grande maioria dos leitores já tem uma ideia formada mesmo e diriam que é tudo mentira da mídia “foice no martelo” globalista.

      Abraço.

      PS:
      Comentários deixados no You tube do Caio ,o alemão, sobre os protestos na Alemanha:

      Dalva Zagne do Reis:
      “Não podemos deixar o comunismo entrar”
      “Todos já sabe o que os comunistas querem”

      Sonia Lopes
      “Deus no controle de tudo, parabéns aos nossos irmãos alemães”

      Déjà vu ?

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