EUA: à espera duma Presidente (business as usual)

Roberto Mazzoni é um jornalista e tradutor que há anos vive nos Estados Unidos. O site italiano Byoblu decidiu contacta-lo para tentar ter uma ideia de como poderia evolver a actual situação política norte-americana. Partindo das hipóteses extremas:

Pode chegar-se à lei marcial parcial, onde as eleições são refeitas sob a supervisão dos militares. Ou: se surgirem situações de traição (um acordo com países estrangeiros para alterar o resultado), então o assunto pode ser debatido em tribunais militares.

Claro, este é apenas o mais sensacional dos resultados possíveis nas controversas eleições presidenciais de 2020: aconteceria no caso de Trump activar a Ordem Executiva preparada em 12 de Setembro de 2018 para proteger a segurança nacional, no caso de surgir uma interferência estrangeira no voto americano. Só uma mera hipótese? Talvez. Ou talvez não: questionado pelo Parlamento do Michigan (Estado em que uma perícia forense determinou margens de erro até 68% através dos sistemas eleitorais electrónicos), o Administrador da empresa Dominion admitiu, pela primeira vez que os computadores eleitorais estavam ligados através da Internet. Isto corrobora as acusações do antigo Coronel Phil Waldron, especialista em guerra informática, de que os sistemas electrónicos da Dominion podem facilmente ser pirateados até do estrangeiro. De acordo com Waldron, a interferência de China, Irão e outros Países teria sido registada nas eleições presidenciais de 3 de Novembro.

esta hipótese poderia transformar-se numa acusação oficial dependendo do relatório de John Ratcliffe, Director dos serviços secretos nacionais.

Não é assim tão estreito o caminho de Trump para ser reconduzido à Casa Branca.

Mazzoni dá uma imagem precisa da situação nos EUA, acompanhada de perto: uma evolução rápida, mesmo que ignorada pelos grandes meios de comunicação social:

As sondagens de opinião confirmam que os cidadãos americanos, na maioria, convenceram-se de que as eleições foram manipuladas em benefício de Biden.

O candidato democrata, além disso, está a enfraquecer dias após dia dia devido ao escândalo que se acumula em torno do filho Hunter, acusado de tráfico internacional de dinheiro com a cumplicidade da China:

São os próprios Democratas, neste momento, que estão a exigir – em muitos casos – que a família Biden seja honesta perante essas acusações.

Não só isso: o Supremo Tribunal ainda não se pronunciou sobre os novos processos apresentados pelo advogado Sindey Powell por alegada fraude nos Swing States (termo utilizado para indicar os estados nos quais, durante uma eleição, nenhum partido ou candidato possui a maioria absoluta nas intenções de voto e, portanto, qualquer deles pode vencer), onde os resultados foram subitamente revirados de um dia para o outro em favor de Biden, após os funcionários terem suspendido a contagem dos votos para retoma-la algumas horas mais tarde.

O Supremo Tribunal também tem no seu registo a queixa de Rudolph Giuliani, que levanta acusações acerca do caso do Texas e de 17 outros Estados: os juízes tinham primeiro rejeitado a oposição do Texas, argumentando que um Estado não tinha o direito de contestar os outros Estados, mas agora a queixa (fraude extensa e decisiva, auxiliada por regras improvisadas) foi novamente apresentada com a agravante segundo a qual os Swing States teriam mudado os regulamentos eleitorais de forma arbitrária e inconstitucional, no último minutos.

Depois há a questão parlamentar:

No dia 6 de Janeiro serão abertas as urnas dos Grandes Eleitores que votaram em Biden a 14 de Dezembro, mas também as dos Grandes Eleitores que votaram em Trump. A palavra, nessa altura, passaria para o Parlamento: também aconteceu em 1960, quando Richard Nixon – apareceu vitorioso em Novembro mas foi derrotado em Janeiro por Kennedy.

Entre as hipóteses, também a escolha de ter o Presidente eleito pelos parlamentares, fazendo-os votar “Estado por Estado”:

Nesse caso Trump provavelmente ganharia, dado que os republicanos controlam a maioria dos Estados.

(nota:  o sistema eleitoral dos EUA não é tão linear como seria´possível imaginar. Além de existirem regras diversificadas nos vários Estados, há também a questão dos Grande Eleitores. Estes são os delegados que compõem o colégio eleitoral e número total é 538, igual à soma dos Senadores (100, dois para cada Estado), dos Deputados (435, atribuídos proporcionalmente ao número de habitantes que vivem em cada Estado) e dos três Representantes do Distrito de Colúmbia onde se encontra a capital Washington. Para se tornar Presidente é necessário obter a maioria absoluta dos votos dos Grandes Eleitores, ou seja, 270, mas esta não é uma condição suficiente. Além do citado caso Nixon, lembramos as eleições presidenciais de 2000, nas quais o candidato democrata Al Gore obteve cerca de meio milhão de votos mais do que o candidato republicano George W. Bush; mas dada a diversa distribuição dos votos no territórios, o resultado foi que o número dos Grandes Eleitores democratas foi inferior ao obtido pelos republicanos).

Segundo Mazzoni, a viabilidade destes cenários surgirá dia após dia, forçando até os meios de comunicação social a assumir o que a opinião pública já adivinhou: as eleições presidenciais de 2020 teriam sido fortemente poluídas por fraudes, possivelmente tão extensas a ponto de inverterem literalmente o resultado.

Uma fraude com a intervenção de Países estrangeiros? Esta é, de longe, a opção mais perigosa, que desencadearia um estado de emergência estabelecido por lei. O especialista em cibersegurança, o Coronel Phil Waldron, tem vindo a examinar os sistemas da Dominion nos últimos dois anos: problemas tinham surgido já nas eleições intercalares de 2018, ao ponto de estados como o Texas terem-se recusado a adoptar o Dominion. Para Waldorn, o sistema é muito fácil de penetrar a partir do exterior: “Posso provar”, disse ele, “que nas eleições presidenciais de 2020 houve acessos por parte da China, Irão e outros Países”. De acordo com o funcionário, portanto, houve interferência estrangeira.

Lembra Mazzoni:

Até anteontem, a Dominion tinha afirmado que as máquinas eleitorais não estavam ligadas à Internet, pelo que não podiam ser penetradas a partir do exterior. E em vez disso, o CEO da Dominion, John Poulos, que apareceu a 15 de Dezembro perante o Parlamento do Michigan que o interrogou sobre o assunto, confirma agora que as máquinas estão ligadas, embora por curtos períodos, através de um smartphone.

Assim, segundo Mazzoni, Poulos confirmou indirectamente o que disse Waldron: com uma ligação, mesmo que durante um punhado de minutos, é possível manipular uma eleição.

Além disso, existem provas que confirmam que os votos foram tabulados pelo sistema Dominion, e depois transferidos para um servidor no estrangeiro (diz-se que foi em Frankfurt), onde os dados eleitorais foram processados posteriormente.

Intermezzo: Frankfurt

Pausa: um salto atrás. No começo de Dezembro surgiu do nada uma notícia “anómala”: a Alemanha, precisamente a cidade de Frankfurt, teria sido o cenário dum confronto sem precedentes entre forças especiais do exército americano e homens da CIA, no contexto de uma apreensão de servidores e material informático. Noutros tempos, ter-se-ia dito que nem mesmo a mais ousada das histórias de espionagem teria ido tão longe.

Em vez disso, este cenário é descrito por Thomas McInerney, que não é propriamente um zé Ninguém. General da aviação militar, agora reformado, protagonista de uma longa carreira (incluindo o conflito no Vietname), serviu na NATO, foi Comandante do 11th Air Force na Alaska, do 3rd Tactical Fighter Wing, da 313th Air Division, da 3rd Air Force para depois acabar no Comando da Air Force em Washington, não antes de ter coleccionado uma longa série de medalhas.

Uma vez reformado, tornou-se comentador de televisão mas continuaram as ligações às Forças Armadas: ainda em 2008 foi revelado que McInerney recebia comunicações por e-mail do Pentágono com pontos de discussão que deveria utilizar para defender a Administração Bush nas suas aparições televisivas. E, segundo ele, teriam sido as suas “fontes” a revelar-lhe que homens das forças especiais do exército americano, provavelmente pertencentes ao corpo especial da Delta Force, realizariam uma rusga num grupo de servidores geridos pela CIA em Frankfurt.

O meu entendimento é que não passou sem incidentes. Houve soldados americanos que morreram na operação.

Outras fontes escreveram que cinco soldados morreram no combate, bem como um paramilitar da CIA. Depois disso, sempre de acordo com o testemunho de McInerney, o exame dos servidores teria revelado vestígios de intrusão estrangeira.

Problema: apesar de haver outras “vozes” acerca do incidente de Frankfurt, aquela do antigo General é a única pormenorizada. Mas dá para confiar num homem que nas suas intervenções públicas enquanto civil utilizava o guião escondido do Pentágono? E nem podemos esquecer que  McInerney não pode ser definido como uma pessoa desinteressada: no passado mês de Setembro, foi um dos 235 Generais e Almirantes reformados que apoiaram a reeleição do Presidente Trump.

Pelo que, por falta de ulteriores evidências, a “Batalha de Frankfurt” deve ser considerada com uma dose de razoável dúvida.

Segunda parte: Biden? Um fantoche. O verdadeiro novo Presidente tem saia (e o apoio de Wall Street).

Waldron também descreveu outras funções do software, que permitem o acesso ao servidor a partir do exterior de forma invisível, ou pelo menos não controlável pelo administrador oficial, e através do servidor também permitem o acesso a máquinas individuais de recolha de votos locais.

Para um hacker, a Dominion é como o Pai Natal: todas as portas estão abertas, é possível manipular a informação remotamente. Veremos se agora as agências de inteligência confirmam oficialmente a análise de Waldron, incluindo a inteligência militar.

O Director-Geral das 16 agências de inteligência dos EUA, John Ratcliffe, já antecipou ter “visto” a interferência estrangeira. Os relatórios da inteligência, neste aspecto, serão provavelmente atrasados em comparação com o prazo inicialmente previsto (18 de Dezembro, hoje):

Mas já estamos na rampa de lançamento da ordem executiva, que tem a ver com a segurança nacional: a conversa já não se limita apenas a saber se um partido teria feito batota, fazendo votar até pessoas mortas e pessoas inexistentes ou contando até 8 vezes os mesmos boletins de voto.

A questão aqui é perceber se um País estrangeiro, de forma premeditada e demonstrável, interferiu realmente com as eleições. Interveio no sistema e alterou os resultados? Já em si a possibilidade de acesso ao sistema constitui um risco.

É evidente, acrescenta Mazzoni, que uma tal decisão (a ordem executiva) desencadearia fortes reacções:

Por isso, é necessário tomar primeiro todas as medidas possíveis, legais e políticas, para resolver a questão de outra forma.

Por outro lado, Mazzoni continua na análise, Trump parece totalmente determinado a não baixar os braços:

Numa altura em que as sondagens dizem que mais de metade da população está convencida de que se tratou de eleições falsas, ninguém nos garante que a próxima não será igual. De facto, se esta foi assim, o próxima poderia ser ainda pior: é portanto necessário reafirmar a credibilidade do sistema democrático nos EUA, e também reafirmar a eficácia do mesmo sistema judicial.

Até agora, os vários juízes não fizeram outra coisa senão dizer “não é a minha jurisdição”, “é demasiado tarde”, ou seja, evitaram pronunciar-se sobre o mérito, sobre qualquer fraude. Para Mazzoni “é necessário reconstruir a confiança nas instituições, no tecido democrático do país, dado que mais de metade da população está convencida de ter sido enganada”.

Quanto a Joe Biden:

Nínguém acredita que ele irá governar, mesmo que se tornasse Presidente: sabemos que Kamala Harris iria decidir, tal como Dick Cheney governou quando George W. Bush era Presidente.

As investigações que irromperam casa Biden (lavagem de dinheiro, com a cumplicidade da China) colocam Joe Biden numa situação de grande embaraço. As reportagens da imprensa sobre Hunter Biden, o filho, até podem ter sido uma auto-rede. Podem ter feito parte do plano inicial para desacreditar Biden e abrir as portas da Casa Branca a Kamala Harris, a candidata de Barack Obama apoiada por Wall Street, mas a operação pode ter corrido mal por uma questão de tempos: teriam desistido demasiado cedo, achando Trump politicamente morto.

Mas não é de forma alguma uma conclusão inevitável que Biden será certificado como vencedor: o caminho para Trump não é tão estreito como os grandes meios de comunicação tendem a retratar.

Se, por outro lado, Biden fosse eleito, “após algum tempo Kamala Harris assumiria oficialmente o cargo, tornando-se presidente, com Nancy Pelosi como Vice-Presidente”. Mazzoni, no entanto, mostra-se perplexo com esta possibilidade: as acções de Trump estariam em contínuo crescimento:

No Partido Republicano, uma parte cada vez maior de expoentes está do lado do Trump, incluindo políticos que não estavam inicialmente alinhados com o Presidente: estão a compactar-se, na convicção de que podem alcançar a vitória.

Entretanto, acrescenta Mazzoni, surgiu o caso Zuckenberg: o fundador do Facebook gastou 500 milhões de Dólares para criar uma infra-estrutura eleitoral paralela à dos Estados Unidos:

Clamoroso, significa que as eleições são “privatizadas” e, além disso, utilizam dinheiro ilegal pois isento de impostos, uma vez que Zuckerberg o retirou do orçamento para as doações de caridade.

Basicamente, Facebook alegadamente forçou os funcionários eleitorais a seguir as suas regras nos Swing States, onde as regras eleitorais já tinham sido alteradas sob o disfarce da Covid. Um espectáculo que, no Pentágono, deve ter sido avaliado como muito pouco edificante:

Estamos, portanto, perante uma situação em que uma boa parte das forças armadas está alinhada com Trump, apesar de quererem evitar ao máximo a intervenção dos militares.

Pensamentos finais

Roberto Mazzoni será um óptimo jornalista mas não considera um ponto: Trump é basicamente um empreendedor, sempre foi. Temos a certeza de que o seu único interesse seja o Triunfo da Verdade?

Vamos formular uma hipótese alternativa. Perdidas as eleições (com fraude, isso parece claro), Trump tem duas possibilidades:

A primeira é esperar que as investigações concluam os trabalhos. E esta é uma incógnita porque a coisa pode demorar meses: é óbvio que os Democratas farão tudo e até mais para pôr Biden-Kamala na Casa Branca. Se for verdade que pediram a ajuda externa, qual o problema em eventualmente “lubrificar” a máquina da Justiça interna para que tudo acabe da forma melhor?

A segunda é acelerar o processo e, à primeira ocasião, pôr em marcha a Ordem Executiva, apelar-se aos tribunais militares… o caos.

Mas pode haver uma outra possibilidade também, aquela que não me admiraria ver realizada. E soa mais ou menos assim:

Trump estica a corda até obrigar os Democratas a apresentar uma oferta… que não se pode recusar: ao tratar com um empreendedor, temas de discussão não faltam e de certeza pode ser encontrada uma sólida moeda de troca.

Todos ganham: beijos, abraços, felicidade e os que Estados Unidos voltam a ser “o farol da Democracia”.

Os norte-americanos chamam isso de business as usual, algo como “as coisas do costume”.

 

Ipse dixit.

14 Replies to “EUA: à espera duma Presidente (business as usual)”

  1. Como já tive oportunidade de aqui escrever, muita coisa vai acontecer nos próximos dias e até 20 de Janeiro de 2021.

    Vai ser interessante assistir ao desenrolar dos acontecimentos.

  2. Olá

    ” Administrador da empresa Dominion admitiu, pela primeira vez que os computadores eleitorais estavam ligados através da Internet. Isto corrobora as acusações do antigo Coronel Phil Waldron, especialista em guerra informática, de que os sistemas electrónicos da Dominion podem facilmente ser pirateados até do estrangeiro.”

    Podem ser pirateados, mas foram ?

    “De acordo com Waldron, a interferência de China, Irão e outros Países teria sido registada nas eleições presidenciais de 3 de Novembro.”

    Onde estão as provas ?

    Não estou duvidando da opinião de ninguém, acho que é importante sempre questionar tudo.

    O que acho estranho é:

    – O Trump se elegeu na eleição anterior e não lembro dele duvidar da licitude do pleito;

    – Mesmo durante a campanha de 2020, o Trump já falava em fraude eleitoral;

    – Não é normal em eleições apertadas, o candidato perdedor insinuar que houveram atos ilícitos na apuração ? Como fez também Al Gore ?

    PS: Como de costume, no brasil, o baba ovo oficial de Trump, já lançou duvidas sobre o processo eleitoral brasileiro para as eleições presidenciais de 2022 e na opinião dele, o voto deveria voltar a ser impresso.

    Pelo jeito a dupla Bozo-Trump está convicta de que os pleitos são fraudados, independentemente do processo ser eletrônico ou manual. Ou seria uma simples desculpa para a derrota ?

      1. Olá Sérgio!

        O que Dominion diz é o seguinte: “sim, os computadores eleitorais estavam ligados através da Internet”. Não sei se consigo fazer-me entender: os votos eram armazenados em servers ligados à internet. Temos noção do que isso significa? Acho que sim.

        “Podem ser pirateados, mas foram?” Pergunto: mas é importante?

        Como é possível ler no artigo há quem ache que sim, que houve intervenções externas; mas para mim este é o aspecto menos importante. O ponto é: se fazemos passar a ideia de que não há nada de anormal em votar enquanto a máquina estiver ligada à internet (a tese não é minha mas dos Democratas que insistem em dizer que foi tudo regular), então não seria mais sério abolir as votações e reconhecer duma vez por todas que a Democracia não existe? Qual valor pode haver o voto dos cidadãos perante a possibilidade, até remota, que alguém possa aceder aos servers e alterar o sentido dos votos?

        Trump desfruta o assunto para afirmar que foi uma fraude? Normal, é o estilo dele. Mas não estou incomodado com isso, de Trump não esperava outra coisa. O que me preocupa é o nível ao qual conseguimos chegar dia após dia. Os Democratas, ao invés de felicitar zomBiden, deveriam ser os primeiros a exigir a repetição das eleições (possivelmente depois de ter desligado o modem) ou, no mínimo, uma investigação mais do que aprofundada. Porque qualquer atitude contrária retira a já escassa confiança que o público tem no poder politico.

        O facto dos servers ligados à internet é algo que foi escondido aos eleitores, a todos eles. Mas atenção, porque na verdade a situação é mais grave ainda: não apenas algo foi ocultado como também foi mentido aos cidadãos e de forma descarada. No passado dia 22 de Novembro, o porta-voz da Dominion, Michael Steel, tinha negado que os servers da empresa pudessem ligar-se à internet durante o processo eleitoral. Quando questionado, Steel respondeu “Não é fisicamente possível fazê-lo”.

        Perante isso, quem está na condição de dizer o que se passou ou o que não se passou? Qualquer cenário, até o mais descabido, ganha legitimidade quando o sistema é o primeiro que oculta e mente.~

        E agora vou ver…o que vou ver na tv? Na tv nada, vou pôr o dvd de K-Pax.

    1. Sérgio, a China nunca faria uma coisa tão baixa como interferir nas eleições de outro pais a China tem tanto respeito por eleições que no seu pais nunca faz eleições com mais de um candidato para que as coisas não corram mal como aconteceu nos Estados Unidas da América do Norte ( EUDADN)
      Alem disso a China é um pais idílico, não acreditas? Posso demonstrar , ora vê :

      “..Sob a filosofia de Tao, a China avançará com os seus parceiros, como a água que flui progressivamente, constantemente criando, evitando obstáculos, em busca do seu objetivo honroso – um mundo em Paz com um futuro comum brilhante. …”

      Vês como eu tinha razão ?

      E depois surgem estas declarações e estas contas mal explicadas … ou não … ( evento dramático e castastrofico…ou vários …)
      https://youtu.be/U8JsfGAys5w

  3. Sim, os chineses seriam santos,se acreditassem em santos.

    Ironias a parte, meu caro, sobre a questão das fraudes: só podemos especular, mais nada. Erramos quando tomamos como certas, coisas as quais não temos certeza.

    Abraço.

    1. Verdade . Mas tambem erramos quando nao desconfiamos, as decepções só acontecem por excesso de confiança.
      Abraço
      Si cuida cara !!!

  4. Leonel de Mour Brizola, um político proeminente no Brasil, nos anos 1990 já denunciava as fraudes eleitorais pós sistema de votação eletrônico.

  5. O melhor é comprar mais milho para fazer pipocas.
    Estou a ouvir John Coltrane, A Love Supreme, album que faz agora 56 anos de idade, são servidos?

  6. Olá Max: conseguistes uma ótima narrativa dos acontecimentos da terra das liberdades nestes tempos de pânico.
    Como por aqui é possível especular, o Trump que é um empresário selvagem, é por suposto uma mente que não admite perdas.
    Acredito que o lado oposto, que não esperava o tsuname que ele desencadeou, estará, se já não esteve, fazendo o impossível para comprar o seu silêncio, tentando negociar a terra, a lua e marte para que ele desista. Não descarto que no final do jogo ele perca, mas o cidadão é por demais narcisista para reconhecer-se derrotado.
    Trump vai até o final do jogo, e o final para ele, quem determina é só ele.
    Pessoalmente torço por Trump simplesmente porque ele representa um projeto alternativo ao globalismo, razão para ser escorraçado da Casa Branca.
    Mas também acho que ele perdeu uma boa alternativa, em não aproveitar os 45 dias após o pleito eleitoral para decretar estado marcial. Iam chamá-lo de tirano? E daí, já o chamam de tanta coisa. Ele perderia os seus fiéis eleitores e seguidores? De jeito nenhum. Para grandes problemas, grandes soluções. Ele sairia como herói para o seu público, aquele que sabe tomar decisões fortes, quando necessário, para fazer os EUA grandes outra vez. O povo norte americano não tem perdedores como heróis. Sair como vencedor agora tornou-se um imperativo.
    Se eu pudesse dar um conselho ao “grande patriota” (Rsrsrsrs…euzinha, heim!?) diria a ele não perder a última oportunidade de decreto executivo, após lutar o possível até a véspera do prazo acabar.
    Não só na terra das liberdades, mas no mundo inteiro, não é mais possível contar com justiça por parte das instituições democráticas (justiça, parlamento…) e, pelo menos a maior parte do pentágono, ele tem. Agora, claro, que ele mudou a maioria do alto escalão.
    Mas toda essa barbaridade ocorrida nas eleições e o que veio de roldão atrás dela, deve ter tido um grande mérito. Deve estar sendo altamente pedagógico para o povo de lá, dando-se conta que a democracia do seu país não é aquela coisa toda, não é mesmo?

  7. O “PARAÍSO” NA TERRA
    Esperar pelos resultados da eleição presidencial dos EUA é como esperar para saber se vc será atingido pelo assaltante com o taco ou pelo assaltante com a barra de cabeceira.
    Dave Calhoun, CEO da Boeing, uma das maiores exploradoras de guerra, disse em jul/20 que ficará muito feliz, independentemente de quem vencer em 3/11.
    “Acho que os 2 candidatos parecem orientados globalmente e interessados na defesa de nosso país e acredito que apoiarão as indústrias”, disse. “Não vamos tomar uma posição sobre 1 ser melhor do que o outro.”
    E por que iria assumir tal posição? Os fabricantes de armas têm despejado dinheiro nas campanhas de ambos candidatos e sabem que não importa quem ganhe a eleição presidencial, pois a parceria de negócios ocorrerá de qualquer jeito.
    O fato dos plutocratas da guerra ficarem felizes com qualquer um dos candidatos diz mais sobre a realidade da corrida presidencial do que os bilhões de dólares em reportagens/comentários da mídia de massa investidos nos últimos 2 anos combinados. Não importa o que ocorra na eleição e suas consequências, esta é a manchete real.
    É tão insano que as pessoas podem se tornar inimaginavelmente ricas usando doações de campanha para ajudar políticos belicistas a chegar ao topo do sistema político do governo mais sanguinário do mundo e depois vender as armas usadas nas guerras que os políticos começam.
    Imagine se alguém dissesse “Vou me tornar 1 bilionário matando pessoas no Oriente Médio e na África e vendendo seus órgãos no mercado negro”.
    Loucura, certo? Essa pessoa seria tida a pessoa mais nojenta do mundo.
    Mas se alguém se torna um bilionário iniciando guerras no Oriente Médio e na África e vendendo as armas usadas para matar o mesmo nº de pessoas nessas guerras, eles são tidos empresários e filantropos diligentes.
    Fizeram funcionalmente exatamente o mesmo que alguém matando aquelas pessoas e vendendo seus órgãos, mas seu mal é invisível ao escrutínio da mídia de massa que induz a maneira como as pessoas pensam/agem/votam. Os aproveitadores da guerra despejam dinheiro em campanhas políticas, think tanks, publicidade na mídia de massa e outras operações de gestão narrativa que têm o resultado direto de mais violência militar em massa e mais apoio público para ela, mas raramente são criticados por essa depravação, muito menos responsabilizados por isto.
    Qto mais vc pensa sobre isso, mais assustador fica. Isso é verdade não apenas para o complexo militar-industrial, mas para o império centrado nos EUA como 1 todo.
    Não há nada mais assustador do que a estreita aliança de poder vagamente centrada em torno dos EUA, que funciona como um único império de política externa.
    Seus líderes promovem ideais como “liberdade” e “democracia” enquanto brutalizam qualquer nação que desobedeça seus ditames e espremem sua própria população com medidas cada vez mais autoritárias.
    Eles exaltam as virtudes dos “direitos humanos” enquanto massacram seres humanos pelo mundo sempre que for geo-estrategicamente conveniente.
    Seus meios de comunicação virtualmente nunca apontam o fato de que seu governo nunca está matando seres humanos para encher os cofres dos exploradores de guerra e garantir a hegemonia planetária unipolar, mas criarão sitcoms e histórias alegres sobre unidade e união como ninguém.
    A realidade de que eles estão no desfile de carros alegóricos vestindo uma máquina da morte insaciável é cuidadosamente escondida dos habitantes deste império assassino e, em vez disso, são alimentados com uma dieta constante de filmes de Hollywood e programas sobre como seu país é divertido, hilário e incrível .
    O império dos EUA é um serial killer com sorriso esticado no rosto manchado de sangue, balbuciando sobre os direitos civis e a importância da linguagem inclusiva enquanto cortava uma criança iemenita em pedaços.
    Apesar dos gritos partidários/melodrama e hipérbole, nem Trump nem Biden são exclusivamente maus.
    O império assassino se estende pelo globo, dita o destino de nossa espécie alimentado por sangue humano e se passa p/um cara legal. Nosso mundo nunca viu nada parecido. É um monstro único.
    Apenas pessoas profundamente depravadas (semiconscientes ou não) são capazes de servir a uma máquina tão depravada, e apenas essas pessoas terão oportunidade para isso. Trump e Biden são apenas os próximos da fila para servir na recepção da fábrica de assassinatos com cara sorridente.

  8. Olá anônimo: concordo com tudo que foi dito sobre o “Paraíso”, mas os acontecimentos passados me autorizam a considerar que há executivos mor deste império que imprimem nuances diversas ao banho de sangue global.
    Não se pode negar que entre Bush, Clinton, até Obama, há uma continuidade de estratégias sanguinárias pelo globo, mediante causas declaradas diversas.
    Trump representou uma fratura nesta continuidade: não novas guerras, tentativa de trazer pessoal das bases para casa, não brincadeiras com drones às terças feiras. Talvez não considerem isso significativo, mas quem escapou de morrer esmagado por um tanque, ou aleijado por uma bomba, ou explodido numa festa de casamento no Paquistão, simplesmente porque um genocida estava brincando, o país que deixou de se tornar outra Líbia, o indivíduo que voltou a viver no seu país, com a sua família, estes com certeza não acham a fratura provocada por Trump uma coisa insignificante.

  9. O que teriam Trump & Co a ganhar com uma secessão ou guerra civil? Resposta -> Nada.
    Teriam era muito a perder, incluindo a possibilidade de manter os USA como a potência que são.

    O “jogo” do Trump & Co é outro…
    Se ainda possível, evitar a posse do Biden, arrastá-la no tempo, criar divisões nos Democratas.
    Se não possível, criar todas as possíveis condicionantes à governabilidade pelo “Deep State”.
    Objetivo -> Garantir as condições necessárias para a vitória em 2024.

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