Em que acreditar e porquê?

Ao ler os comentários de alguns Leitores (que agradeço, como é claro), deparei-me com um ponto importante: os documentos podem ser falsificados e a História reescrita. Justo e não faltam exemplos disso. Mas isso cria um problema e é mesmo aqui que peço a intervenção dos Leitores. Sigam-me mas metaforicamente, por favor.

A Bíblia, por exemplo, foi profundamente revista ao longo dos séculos e a versão que temos hoje é só um reflexo da original. Isso aconteceu ou pode ter acontecido com virtualmente qualquer documento histórico ou recente.

Pensa o inteligente Leitor: “Seria possível cruzar as informações contidas em vários documentos compilados ao longo dos séculos e comparar os resultados”. Mas isso nem sempre é possível e não pode ser excluída a hipótese de que não uma mas toda uma série de documentos possam ter sido alterados intencionalmente para criar uma nova versão.

Portanto, se a nossa intenção for encontrar a verdade, ou ao menos tentar isso, então temos que usar um outro instrumento: a coerência. O que significa isso? Muito simples: significa que temos que partir do princípio que todos os documentos possam ter sofrido alterações intencionais, possam até ter sido criados, independentemente da época. Todos, sem excepção nenhuma.

Pegamos num documento entre aqueles publicados mais recentemente: The Great Reset, redigido e disponibilizado online pelo World Economic Forum. O que sabemos dele? Sabemos que foi escrito por várias pessoas, nenhuma delas simpáticas; pessoas ricas, muito ricas, entre as mais ricas do planeta. Sabemos que tudo tem a aprovação das maiores multinacionais do mundo e que até recebeu os parabéns do (falso) Papa. Há formas de estabelecer, além de qualquer dúvida, que The Great Reset seja de verdade o que aparenta ser? O programa da elite para os próximos tempos? A resposta só pode ser uma: não, não estamos em condições de pensar isso.

Podemos pensar que The Great Reset seja verdadeiro porque insere-se perfeitamente num quadro geral onde todas as peças formam um conjunto homogéneo? Dito de outra forma: The Great Reset é verdadeiro porque todas as provas disponíveis, directas e indirectas, apontam na mesma direcção do documento? Também neste caso a resposta é só uma: não, não podemos pensar desta forma porque uma eventual conspiração não deixaria de construir uma cenografia que apoie as suas intenções ocultas. E construir uma cenografia significa criar provas, doutrinar as pessoas, falsificar a percepção do presente e do passado também.

Somos obrigados a raciocinar desta forma pelo princípio de coerência. E a coerência diz-nos que não podemos confiar no The Great Reset, tal como em princípio não podemos confiar em documento nenhum. E, no caso de The Great Reset, as coisas estão ainda piores: estamos perante um documento redigido por um conjunto de pessoas e empresas que sabemos terem todo o interesse em mentir, pois isso é algo que fazem de forma constante e porque é suposto terem objectivos “ocultos”.

É também claro que, sempre pelo princípio de coerência, não podemos decidir de forma arbitrária em quais documentos acreditar e em quais não: a coerência tem que falar mais alto, sempre. Uma situação complicada, não é?

Tentamos encontrar uma saída desfrutando a teoria suportada por Chaplin, segundo a qual atrás de todos os grandes acontecimentos da História sempre houve e ainda há a mão dos judeus. Apliquemos esta ideia ao The Great Reset e perguntamos: por qual razão este bando de criminosos deveria tornar públicas as suas intenções para as próximas décadas ou até séculos? Sabendo que qualquer documento pode ser falso, sabendo que os conspiradores judeus costumam actuar nos bastidores para alcançar os seus objectivos, sabendo que os mesmos utilizam muitas vezes os não judeus como marionetas e seguindo o princípio da coerência segundo o qual não pode haver excepções, o resultado é que não podemos confiar no The Great Reset e nas previsões nele contidas. Bem pelo contrário: temos o dever de desconfiar, de pensar que seja uma mentira.

Consequência: quando o autor Klaus Schwab fala numa sociedade onde até o nosso pensamento é disponibilizado online, quando afirma que terá de ser implementado um sistema de credito social, quando lembra dos princípios malthusianos (a diminuição da população mundial), está a mentir. E sabendo que o Schwab trabalha no Peres Center For Peace de Tel Aviv (israel) e que foi distinguido várias vezes por instituições judaicas (Doutoramento Honorário em Filosofia na Universidade Ben-Gurion – da qual é também Professor -, Doutoramento Honorário em Filosofia na Universidade de Haifa, Dan David Prize da Universidade de Tel Aviv), é evidente a profunda ligação entre o autor e a lobby judaica. Mas isso só pode significar uma coisa: a lobby judaica, que trabalha numa conspiração milenária recheada de astutas mentiras, quer fazer passar uma ideia errada da verdade. O que está apresentado no The Great Reset não pode de forma nenhuma ser verdade.

Utilizando o mesmo processo de coerência (que é um processo baseado na lógica), temos o dever de desconfiar de todos os documentos publicados por pessoas judaicas, que viram o envolvimento de indivíduos daquela etnia ou que tinham ligações com a mesma. A intenção deles, enquanto judaicos, só pode ter sido uma: falsificar a realidade e apresentar um mundo mais em conformidade aos interesses judaicos. E isso tem que valer no caso de todas aquelas instituições próximas da lobby também: a Comissão Trilateral, o Council on Foreing Relations, Chatham House… Todos os escritos que costumam ser utilizados por parte da informação alternativa como “demonstração” da conspiração judaica (ou duma suposta elite supranacional) não podem ser abraçados de forma acrítica, ao contrário: temos o preciso dever de desconfiar deles, pois é óbvio que numa pesquisa séria não é possível considerar como válidos apenas os textos que comprovam as nossas ideias. Demasiado cómodo e, sobretudo, não coerente.

Reflictam: como podemos provar que The Great Reset oferece um vislumbre do futuro? Porque foi escrito por um conjunto de pessoas ricas, próximas dos conspiradores judaicos? Obviamente não, os conspiradores mantêm a conspiração oculta, se não que raio de conspiração é? Porque descreve um mundo que parece ser a lógica consequência do nosso actual? Mas sabemos que vivemos em regimes democráticos que democráticos não são, sabemos que as ideologias políticas são fruto da conspiração judaico-maçónica, sabemos que o mesmo conceito de Estado ou Nação é uma derivação judaico-maçónica; sabemos que a luta de classe não existe, ou melhor, que foi implementada segundo o princípio divide et impera. Na verdade, nada do que podemos observar é realidade, tudo pode fazer parte da cenografia criada pela conspiração judaico-maçónica. E agora teríamos de acreditar que o Fórum Económico Mundial apresenta a verdade? E por qual razão deveria fazer uma coisa assim? Não tem lógica nenhuma.

Repito: citei a conspiração judaico-maçónica porque apoiada pelo Leitor Chaplin, mas é possível aplicar o mesmo método no caso de qualquer conspiração. E mais: o discurso não pode ser limitado ao presente, tem ainda mais razões de ser quando referido ao passado, porque, como é intuitivo, é mais simples falsificar documentos antigos, muitas vezes publicados num número limitado de cópias ou até em exemplares únicos. Ou totalmente inventados. Isso cria uma situação embaraçosa porque, até excluindo a milenária actividade da lobby judaica, temos um sem número de teorias que pretendem explicar o mundo duma forma diferente. A coerência obriga a desconfiar de tudo, sem excepções. Um exemplo? Aqui vai ele.

O Império Romano existiu? Provavelmente não. Os escritos latinos nada provam, pois podem ter sido criados a posteriori. As ruínas? Também uma criação, por qual razões exclui-las dos desenhos conspiratórios? Tudo isso parece um paradoxo? Nada disso.

Como alguns entre os Leitores sabem, o matemático russo Anatoli Fomenko, em colaboração com vários outros matemáticos russos entre os quais Gleb Nosovski, utilizou como base a História oficial (que evidentemente foi falsificada) para criar a Nova Cronologia, segundo a qual a cronologia mundial como a conhecemos hoje é fundamentalmente errada. Até o famoso jogador de xadrez Garry Kasparov pertence ao grupo de notáveis que apoiam a teoria. E esta, na realidade, nem é nova: o jesuíta francês do século XVII Jean Hardouin tinha a mesma opinião. No seu Chronologiae ex Nummis Antiquis Restitutae (de 1696) ele considera falsos quase todos os clássicos da literatura grega e romana antiga:

Não só a literatura, mas também a maioria das obras de arte antigas são falsas: o Apolo do Belvedere, o Doriforus do Polyclitus, a Coluna de Trajano: todas criadas artisticamente no século XIII por um certo Severus Arcontius, que com essa celebração do paganismo teve a intenção de apagar o nome de Cristo do mundo.

Hardouin negava a veracidade da maioria das obras de arte antigas, das moedas, das inscrições e afirmava que o Novo Testamento tivesse sido originalmente escrito em latim em vez de grego.

Sir Isaac Newton, examinando a cronologia da Grécia Antiga, do Antigo Egipto e do Antigo Médio Oriente, expressou descontentamento com as teorias predominantes e no livro The Chronology of Ancient Kingdoms Amended alterou tanto a Guerra de Tróia quanto a Fundação de Roma. Em 1887, o historiador Edwin Johnson expressou a opinião de que a história cristã inicial foi em grande parte inventada ou corrompida nos séculos II e III. E já em 1909 o Otto Rank, durante 20 anos colega de Sigmond Freud, escreveu:

Quase todos os importantes povos civilizados teceram mitos e glorificaram em poesia os seus heróis, Reis e príncipes, fundadores de religiões, de dinastias, impérios e cidades – em suma, os seus heróis nacionais. Especialmente a história dos seus nascimentos e dos seus primeiros anos é fornecida com traços fantásticos; a surpreendente semelhança, quase literal, desses contos, mesmo que referidos a povos diferentes, completamente independentes, por vezes geograficamente distantes uns dos outros, é bem conhecida e impressionou muitos pesquisadores.

Problema: Otto Rank era judeu, pelo que, retomando a teoria conspiratória judaica, é quase certo que tudo o que ele escreveu era falso. Mas Fomenko, Hardouin ou Newton não eram judeus. Podemos acreditar neles? Na verdade não: os livros de Hardouin e Newton podem ter sido alterados ao longo dos séculos, pelo que é lícito duvidar das ideias deles.

Discurso diferente no caso de Fomenko e do colega Nosovski, que são nossos contemporâneos, pelo que, em princípio, a confiança poderia ser concedida. Mas Garry Kasparov é judaico, vive num País governado por oligarcas judaicos e apoia a Nova Cronologia: isso não sugere algo? Claro que sugere: Kasparov, enquanto judeu num País regido por judeus, tem todo o interesse em esconder a verdade, em falsificar a nossa visão do mundo e com ela a nossa História. Pelo que, a Nova Cronologia é um falso, a versão oficial da nossa História deve ser verdadeira. Mas não pode, pois sabemos que os documentos antigos foram falsificados ou até inventados para justificar o mundo de hoje. Então a História é verdadeira e falsa ao mesmo tempo.

Nesta altura o Leitor estará a pensar: “O Max está numa de gozar….”. Errado: o discurso é sério e particularmente actual porque tem implicações na forma como lidamos com os acontecimentos presentes. Agora, façam o favor de esquecer tanto o caso da Nova Cronologia e quanto a conspiração judaico-maçônica que utilizei apenas como exemplos (não quero ler justificações acerca duma ou da outra, aviso já que eventuais comentários neste sentido serão apagados porque não são o foco deste artigo). Esqueçam isso e, tendo em conta quanto dito acerca do princípio da coerência (não podemos assumir como válida nenhuma prova porque tudo pode ter sido falsificado no passado e a visão do presente também pode ser “induzida”), eis a minha pergunta: em quê basear-se para estabelecer o que é credível e o que não é? Como separar o trigo do joio? Com base em quê o Leitor abraça algumas teorias (com relativas “provas”) enquanto recusa outras?

O quê? São três perguntas e não uma? Não se queixem, é dia de oferta. Obrigado pela participação e fiquem bem.

 

Ipse dixit.

90 Replies to “Em que acreditar e porquê?”

  1. Pssssst!

    Façam o favor de evitar responder coisas como “só sei que não sei” ou outras amenidades . O que desejo saber é com base em que o Leitor faz as suas escolhas, determina o que acredita ou recusa, ok? Obrigado!

  2. Meu caro , percebo um pouco de navegação, não sou historiador mas quantos historiadores conheces que tem experiência de navegação?
    A teoria de que uma armada se perde numa tempestade e vai em linha reta durante 2 meses descobrir outro continente é apenas um dos muitos exemplos anedóticos que são tidos como factos históricos documentados, era necessário conhecimentos de navegação, logística e segurança no mar para entender que isto é absurdo . Sabes onde eram recrutados a maioria dos marinheiros para as tripulações? Longe da costa alguns sem nunca terem visto o mar porque os que conheciam não arriscaram. Isto diz muito sobre o guião invisível que estava a ser seguido e que nunca figurou nos livros de história. Meu caro , ao comparar a minha experiência vivida ainda que modesta com a versão oficial …. a coerência , impede-me de acreditar na versao oficial. Obviamente nenhum governo abdicaria dos feitos gloriosos dos seus antepassados em nome do rigor histórico … e isto , embora falso … E coerente com o instinto humano .

      1. Expliquei-me mal ? Ok eu resumo , este leitor faz as suas escolhas e determina em que acredita com base na sua modesta experiência pessoal .É pouco ? Talvez mas eu previligio isso acima das paletes de documentos históricos , não os desprezo nem os ignoro , mas nunca deixo que a impressão de gente que não conheci e nem sei que caminhos percorreu se sobreponha ao meu discernimento fundamentado . Estou errado ? Talvez , mas penso com o meu próprio cérebro e por esse ponto de vista não devo nada a ninguém, não sigo nenhum líder nem ídolo nem guru nem nenhuma corrente ideológica alegadamente iluminada.

  3. Não acredite em nada, se a historia é escrita pelos vencedores, o jeito é procurar histórias alternativas para o passado.
    No presente a historia ainda esta sendo construída, então, por enquanto , vale tudo, não sabemos de nada “oficialmente”.
    O que me assusta (mas não muito) é que somos testemunhas oculares e, dependendo do vencedor que contará a história, pessoas como nós, que andamos a chafurdar na lavagem histórica, não poderemos fazer parte dessa historia futura.

  4. Sem dúvida que a historiografia sempre lidou com verdades, meias-verdades, mitos e alegorias. Mas há um divisor de águas chamado INSTITUCIONALIZAÇÃO DA PROPAGANDA, cujos primórdios se deu no séc. 15 na Europa, e desde então, sempre pilotada por segmentos judeus, interferiu decisivamente na compreensão de mundo em sucessivas gerações. Vivemos numa ditadura propagandística garantidora do sistema burguês-liberal-capitalista, que envolve variados ramos da formação da criatura humana. Assim sendo, torna-se insuficiente basear-se unicamente na própria coerência, pois como dizia aquele pensador: “tudo o que desconhecemos é acrítico”.

    1. E foi essa nova realidade pró-secularização que viabilizou novos processos que alterariam o rumo do mundo, como o protestantismo, o iluminismo, o próprio colonialismo (mesmo que a religião fosse usada como expediente de manipulação) e o republicanismo.

    2. E como podemos ter a certeza da “INSTITUCIONALIZAÇÃO DA PROPAGANDA” no séc. 15 se qualquer documento pode ser falsificado? Por acaso foi a mesma altura em que os judeus falsificavam a história de Colombo, correcto? Ou há falsificações que temos de aceitar e outras que temos de recusar?

      O único “divisor de águas” é o princípio da coerência que permite reconhecer o que “gostamos de acreditar” daquilo que “queremos recusar”.

      1. O advento PRENSA levou a imprensa que por sua vez desdobrou-se em numerosas formas de propaganda. Tergiversar é um prato cheio para a distração, o que já temos em demasia…

      2. Da credulidade plena diretamente para a incredulidade plena, sem escalas…outra artimanha para que se fique tudo como sempre foi…

  5. 1 – Em quê basear-se para estabelecer o que é credível e o que não é?
    R: Considerando que tudo que existe fora da mente é visto através de um “túnel de realidade”, só posso considerar que tudo que enxergo ou entendo é, na melhor das hipóteses, uma meia verdade.
    Portanto, em meu caso, tendo tido certas experiencias extra sensoriais e um apanhado de “coincidencias”, entendi que há uma realidade espiritual em todos nós, e que há uma capacidade de reconhecer as diferentes verdades que habitam esse planeta, através de uma experiencia que, se fosse possível botar em palavras, seria melhor descrita como ressonância interna.

    2 – Como separar o trigo do joio?
    R: Através dessa ressonância interna, sexto sentido, espirito santo, buda interior, chi, chame como quiser…

    3 – Com base em quê o Leitor abraça algumas teorias (com relativas “provas”) enquanto recusa outras?
    R: Com base nas experiencias de vida que tive até hoje, entendo o que ressoa ou nao como realidade, e muitas, muitas e muitas vezes é necessário tempo e construção para enxergar algo como parcial verdade ou total falsidade.

    Essa é minha meia verdade, e tu Max, qual é a sua?

  6. – Com base em quê o Leitor abraça algumas teorias (com relativas “provas”) enquanto recusa outras?

    Vejam este gráfico do link seguinte:

    https://ourworldindata.org/coronavirus-data-explorer?zoomToSelection=true&time=2020-03-01..latest&country=GBR~DEU~ESP~FRA~PRT~ITA&region=World&testsMetric=true&interval=smoothed&perCapita=true&smoothing=7&pickerMetric=new_cases_per_million&pickerSort=desc

    Este gráfico é uma prova que a segunda vaga da pandemia, é uma orquestração, e que a testagem obedece a um protocolo de testagem que vem de uma entidade supranacional, porque é seguido pelos diversos países.
    Este é o tipo de prova que permite abraçar uma teoria e recusar outra.
    Se andarmos para trás no tempo, as provas vão sendo cada vez mais difíceis de obter e este tipo de exercício começa a exigir alguma especialização.

    – Como separar o trigo do joio?

    Se tivermos conhecimentos específicos numa determinada área é possível fazer essa separação, como o exemplo que o P.Lopes deu acima. Caso contrário não.
    Eu sei que as Torres Gémeas do WTC não caíram por força dos embates dos aviões porque tenho formação superior na área de estruturas de edificios, consigo neste caso separar o trigo do joio, ou seja, o que procurar ver nas imagens por forma a selecionar o que interessa e excluir o ruído que sempre vem associado.

    – Em quê basear-se para estabelecer o que é credível e o que não é?
    (Inverti propositadamente a ordem das perguntas.)

    Sempre que não seguirmos o nosso próprio caminho na procura da verdade, e seguirmos por trilhos traçados por outros, estamos a dar um mergulho de fé.
    O nosso caminho é traçado pelo conhecimento, lógica e coerência, para procurar as provas necessárias e separar o trigo do joio.

  7. Olá caro blogueiro.

    Na busca da verdade ( ou mais próxima possível dela) dou grande importância ao trabalho de pesquisa a fontes diferentes.
    Um exemplo clássico é o escritor Laurentino Gomes. É só ver as inúmeras notas de rodapé em seus livros.

    Uns dos motivos de gostar do II, é o fato do bom Max pesquisar e citar as fontes em seus posts. Minha unica crítica ao nosso blogueiro, fica por conta em que raramente ele apresenta uma matéria de outrem que o contrarie. Embora eu reconheça que o Max procura analisar o assunto sob diferentes aspectos.

    Então , sendo bem pragmático na resposta. Adoto o conselho dado por um certo francês que viveu no seculo 19 :

    “Submetei ao crivo da razão”.

    Outro conceito importante ( também muito falado no II ), desse século mesmo :

    “siga o rastro do dinheiro”.

    Isso exposto, voltando ao assunto Covid:

    Sabem quando que eu acreditei que essa negócio do virus era sério ( no sentido de afetar o mundo ) ?
    Quando a NBA paralisou os jogos.

    Fiquei imaginando o que acharam disso a Pepsico, Nike e as franquias. Um mercado multi milionário, estagnado.
    Analisando os reflexos pelo mundo , pergunto : Seria do interesse das grandes multinacionais das Telecomunicações , Internet, entretenimento ( a Disney investiu recentemente na aquisição da Fox Sports e da ESPN ) que os mercados econômicos do mundo inteiro viessem abaixo?

    Se existe um comando central por trás dessa “pandemia”, haverão de concordar comigo que essas multinacionais que mencionei estariam de fora. Ou não ?

    Não vou nem entrar na discussão de quem seria então. Apenas pergunto: se essas multinacionais juntas possuem um poder econômico maior do que o PIB de muitos países, será que dentre os seus diretores, proprietários, executivos não exista ninguém que tenha vislumbrado uma armação orquestrada por uma falsa pandemia ? Será que não teriam poder para contrapor ?

      1. NBA foi sou um exemplo, cara. Foi logo quando começou ( acho que foi um dos primeiros esportes a parar ) . Fiquei surpreso por que não sabia no que iria dar. Só de patrocínios diretos , a NBA recebe quase 1 bilhão de dólares. Se vc acha pouco , mesmo para os “gigantes”, é problema seu.

        1. 1 bilhão de uma modalidade esportiva é uma gota no oceano qdo tratamos de envolvimento mundo, como no caso do tal covid…tá bem? Cara!

          1. Não tá , não.

            Vc não entendeu.

            NBA é só um exemplo. Citei as multinacionais na área de Tecnologia e Entretenimento que foram afetadas e questiono porque elas não reagiram contra essa suposta “pandemia”.

            Da próxima vez , faço um desenho.

            1. Sergio, no fim do dia elas são tudo do mesmo dono Sergio, perde-se um pouco aqui, ganha-se ou outro tanto acolá, remanejamento estratégico.
              É tudo deles…É tudo combinado…

              1. E que sentido faz falar em dinheiro ou em custos para as pessoas que decidem a quantidade de dinheiro que vai se criado e posto em circulação ?

  8. Acho que antes dessas perguntas formuladas pelo blogueiro, precisaríamos de um autoquestionamento maior. Como: O que fizemos para tentar minimamente entender as relações entre os homens? No que as mesmas se baseiam?
    Peguemos o exemplo do racismo, tão em voga, que se trata de um subproblema, assim como o machismo. O que assola a mentalidade social da grande maioria é o SECTARISMO, a raiz de quase todos os problemas relacionais. Reparem que qdo iniciamos qualquer tipo de relacionamento, seja laboral, privado ou social, buscamos quase que automaticamente CLASSIFICAR o outro de alguma forma e em algum nível. Ora, esta reação comportamental padrão tem uma origem que transcende o mero e natural instinto de defesa. Somos condicionados para tanto, e que é uma mostra do quanto nosso subconsciente é manipulado pela ideologia incutida pelas pequenas minorias dominantes. Negar esta realidade é apenas mais uma comprovação do estado mental de subserviência em nos encontramos.

  9. Pois é meu caro Chaplin, será talvez esse mesmo sectarismo a raiz de quase todos os problemas relacionais, aliás tu próprio és um bom exemplo disso quando classificas o nosso sistema como: burguês-liberal-capitalista, quando alguém tão conhecedor sobre relações de poder acaba por usar os chavões do costume para explicar o nosso mundo, como seria expectável que o cidadão comum utilizasse outro tipo de interpretação ?
    E partindo do mundo do abstrato, em que se materializa esse autoquestionamento maior? Sim , porque não basta dizer que existe algo a fazer antes das questões propostas pelo blogueiro mas depois ficamos no mundo do abstrato e das hipóteses sectaristas sem nunca especificar nada além dos velhos chavões do costume … burguês-liberal-capitalista …
    E aí cara ? Como fazer esse autoquestionamento maior ?

    1. O ponto de partida não pode ser um mundo abstrato, pois as relações de poder e dominância que determinam a quase totalidade das funcionalidades entre os homens não são abstratas. Não vejo outro caminho que não seja o buscar decifrar o quanto nosso passado foi modulado para servir aos interesses de pequenas minorias dominantes e sedimentar o status quo civilizatório. Como buscar? Bom, aí dependerá das possibilidades e capacidades de cada um. Não há como querer padronizar este caminho. Quanto ao sistema burguês-liberal-capitalista, não trata-se de classifica-lo mas de tentar situar a sobreposição sequencial que se desenvolveu ao longo do tempo baseada nestes três vieses.

      1. E quando entendermos que o nosso passado foi modulado para servir aos interesses de pequenas minorias dominantes e sedimentar o status quo civilizatório ? Ou para quem já entende isso…O que fazer com esse conhecimento ?

          1. Respondes a uma pergunta com outra pergunta ? Ok mas é justa a tua pergunta e responderei . No meu caso os conhecimentos que procuro adquirir servem para me preparar para ultrapassar situações difíceis que me surjam no futuro, e também nesse âmbito para ganhar dinhero , o dinhero é uma forma de acumular e concentrar “energia” e as várias formas de energia são fundamentais para ultrapassar qualquer adversidade , não só … mas também. E agora meu caro Chaplin ? Já te sentes preparado para responder a minha questão ?

            1. Energia, dinheiro e conhecimento fazem parte de 3 grupos distintos, que através da intervenção das relações de interesses por vezes se interrelacionam. Acumulo conhecimento com im único objetivo. Não passar por esta vida como um inocente útil na mão da canalhada.

              1. Não era essa a pergunta , pareces estar com alguns problemas de memória… eu Vou -te recordar da minha pergunta….

                “E quando entendermos que o nosso passado foi modulado para servir aos interesses de pequenas minorias dominantes e sedimentar o status quo civilizatório ? Ou para quem já entende isso…O que fazer com esse conhecimento ? ”

                Então Charles? Achas que consegues ?

  10. Olá pessoal:
    Quase sempre gosto dos comentários que ocorrem por aqui, e confesso que aprendo com muitos.
    Mas desta vez…tento montar na minha cabeça as concordâncias e discordâncias, mas extrai -las num esquema geral, não deu. Que fazer!

    Respondendo a tua pergunta, Max:
    Sou levada a crer nos escritos ou ditos, atuais ou passados, quando a vida do (a) autor (a) coaduna com a coisa escrita ou dita.
    Assim fazendo percebo, ou acho que percebo, as razões que o (a) levaram àquela manifestação, àquele ato, responde a quem, desafia quem, discorda de quem, quals motivos levaram-no (a) a pensar assim, a argumentar desta ou daquela maneira. Faço o máximo possível para me colocar no lugar do(a) autor(a). Foi assim que aposentei Marx e tirei do túmulo Bakunin, só para exemplificar, porque foram incontáveis os heróis que eu rejeitei, e os perdedores, ou não, com quem “conversei”.
    Vai daí por exemplo, que sou levada a prestar mais atenção ao Max, do que aos concordantes ou discordantes que comentam. De todos nós, é a pessoa cuja vida conheço um pouco, sei da sua inteligência invulgar, da sua capacidade de aprender qualquer coisa que desejar, da sua sinceridade, da sua busca por assimilar mais e mais coisas (hiiii, vou parar por aqui senão a coisa vai longe, e não mencionarei os defeitos que considero que tenha)
    Não esqueço do pedido que meus alunos faziam porque tinham confiança em mim para tal: ” este aí em que cemitério se encontra, ao lado de quem, com quem dormia”. Perguntas importantes para interpretar o texto.
    Não me esqueço que um afamado professor que, no primeiro dia de aula, nos mandou ler A Ideologia Alemã, sem saber nada de nós alunos, sabendo que em 1980 mal sabíamos de qualquer filosofia, estávamos nos derradeiros anos do golpe militar no Brazil O resultado foi pífio, e discutimos nós alunos se aquele título era de gente, de coisa, de teoria ou o quê
    Ele deveria imaginar que fugira do golpe para Bélgica, e lá fizera seu doutoramento. E nós, seus alunos com a média de 30 anos de idade sofrêramos o golpe durante toda nossa formação.
    Os documentos que vocês leem , as fontes que pesquisam, navegando na internet, ou nas livros, tudo não lhes chegou por acaso, cada página tem uma história, e sem saber disso, navegam no escuro.
    A vida, como vocês sabem, foi minha melhor professora. Foi assim que eu sabia que Gadafi fora uma pessoa e um líder fantástico (algum dia faz mais de meio século, eu estivera lá), antes de ser reconhecido como tal pelo pessoal das redes alternativas.
    Foucault me ensinou a perguntar como e porque de qualquer acontecimento, aqui em II aprendi que seguir o dinheiro podia me inteirar da veracidade sobre deles.

  11. “estávamos nos derradeiros anos do golpe militar no Brazil”

    Maria, sugiro procurar histórias alternativas sobre o tal golpe militar no Brasil, esse é um exemplo mais que perfeito de como a história é manipulada.
    Nunca houve golpe militar no Brasil, isso é papo de “esquerdopata”, foi a população que pediu intervenção militar!
    Tudo feito de acordo com a lei.
    Pergunto, se foi feito dentro da lei, como pode ser golpe?

    https://www.youtube.com/watch?v=8eYe63p8XSs

      1. Não houve golpe?

        Já ouviu falar em AI-5 ?

        Em que parte da constituição brasileira da época, previa o fechamento do congresso e dissolução dos partidos políticos ?

        Só porque houveram passeatas , não quer dizer que houve aprovação da população brasileira.

        Aqueles que apoiaram se deixaram enganar pela ideia de uma suposta ameaça comunista ( alimentada pela propaganda norte americana em plena Guerra Fria ) , aliada a setores religiosos, cujo pretexto era que os valores da família estavam sendo destruídos.

        O que me deixa sem esperança nessa bosta de país, é que 50 anos depois, utilizem os mesmos argumentos para convencer um bando de alienados a eleger um presidente, desprovido de qualquer capacidade emocional e intelectual para comandar sequer um condomínio, quanto mais um país.

        Qual o legado dos militares ?

        – A Inflação chegou a 100% ao ano, depois no final , quando largaram o osso, ai mesmo que disparou e só se estabilizou no governo FHC. Pasmem: os postos de gasolina fechavam aos Domingos porque os milicos diziam que se abrissem , geraria mais inflação.

        – Aumento da desigualdade social , explosão de grandes favelas no Rio de Janeiro;

        – Quebraram as finanças do país e tiveram que recorrer a empréstimo no FMI. Com isso ,obrigava a mais arrojo salarial, menos invertimentos em educação, saúde e infraestrutura para poder cumprir as metas dos banqueiros do FMI.

        – Instituiu-se no país a maior rede de privilégios que beneficiaria militares , funcionários públicos e políticos. Precisavam aparentar uma falsa democracia que era “legitimada” pelos políticos que os apoiavam. Prefeitos e governadores eram nomeados e não eleitos.

        – Impressa censurada, torturas e opressão a artistas.

        – E a corrupção ? Tem otário que acredita que não existia . Mas como alguém saberia ? A imprensa era censurada.
        Então pesquise:

        Caso Coroa-Brastel ;
        Relação Delfin Neto e Construtora Camargo Correa;
        Dossiê Baumgarten

        Esses 3 já dá para vc começar a se divertir.

        Na minha vida, conheci dois coronéis , ambos, pessoas fantásticas.
        Tenho o maior respeito pelas forças armadas.
        Mas , lugar de militar é no Quartel.

          1. Só tenho que rir ….ou chorar.

            Da mesma forma que a Maria, também te agradeço pela oportunidade de expor esses fatos aos nossos colegas portugueses.

            Gostaria de ver a sua opinião exposta, concatenada e com argumentação. Mesmo que ninguém concorde com ela.

            No entanto vc, só ofende , contrapõe sem desenvolver um argumento, posta links de opiniões de terceiros.

            Vc é aquele que sopra a vela do bolo dos outros e quando não gosta, cospe em cima do bolo.

            1. Sergio, fique tranquilo com suas crenças, são suas.
              Viva no seu mundo plano, onde gripe é pandemia mortal e comunismo é legal!
              Ao que tudo indica provaremos o que você defende.
              Esse papo de direita/esquerda comigo não cola, você não percebeu que não defendo nada?

  12. Olá Zé: não me rotula por aquilo que não sou e nunca fui, certo?
    Mas eu vivi intensamente a tal época do golpe militar.
    Em 1964 João Goulart encaminhava as necessárias e urgentes reformas estruturais no Brasil ( agrária, parlamentar…) e, enquanto milhões batiam palmas, outros milhares estavam absolutamente contra (famílias burguesas tradicionais, militares…)
    O Presidente foi deposto por um golpe civil, parlamentar, militar. Isso não precisava acontecer. No sul do Brasil Leonel Brizola garantia a adesão militar ao Presidente, parte da igreja católica, o pessoal da teologia da libertação, e os estudantes (havia estudantes naquela época) povo gaúcho se levantava em armas para garantir a permanência do Presidente, enquanto as carolas do outro lado da igreja, as senhoras de bem faziam passeatas no Rio E em S.Paulo por deus, pátria e propriedade. Mais uma vez Brizola erguia-se como arauto da legalidade. O Presidente se resignou e saiu da Presidência tão logo ocupada por uma junta militar. Se a quarta frota dos EUA estava com os canhões virados para a baía de Guanabara, a marinha brasileira estava com os canhões voltada para os invasores. Seguiram-se anos e anos de censura, fechamento, deseducação popular, aculturação máxima da população brasileira aos yankes, impedimento de teatro brasileiro, cinema brasileiro, arte nativa de qualquer tipo, Montanhas de livros nas universidades foram queimados pelo exército em pleno meio da rua. E foi assim que o povo brasileiro transformou-se na massa informe, confusa, desorientada que é até hoje. Os melhores brasileiros foram embora do país, grandes intelectuais que nunca mais tivemos: Álvaro Vieira Pinto, Hélio Jaguaribe e tantos mais. Mas havia resistência feita de estudantes, bispos,… e a canalha que estava no poder começava a não ficar bem na foto. Então vem o AI 5, o fechamento do Congresso, o uso de violência contra os opositores de tamanha vergonha. A raiva, o desespero tomou conta daqueles que chamaras com certeza de esquerdopatas, e seguiu-se a guerrilha esmagada debaixo de tortura, de desaparecimentos, de assassinatos, e tudo foi ficando desgraçado, e nunca mais voltou. Esta sim, a derrocada de uma nação, atravessada por um desenvolvimentismo de Gaisel, um general de brio e antes de tudo nacionalista. O Brazil cresceu, e o povo brasileiro afundou , que engole qualquer mentira sem duvidar, que se afoga na ignorância porque povo que não guarda a memória da sua cultura, da sua história, que não produz conhecimento merece exatamente o que tem.
    Em quais galáxias andavas neste tempo, Zé ? Que quantidade de lixo engolistes para te transformar naquilo que deves ser e pensar?
    Mas agradeço postares essas propagandas para ii tomar conhecimento. Talvez fique mais claro para todos essa página desgraçada da nossa história.

    1. Olá Maria, não te rotulei, o esquerdopata a que me referi foi ao papo, a retorica, a versão da historia e não podemos negar que essa é a versão da esquerda.
      O que expus é a outra versão, a do outro lado que pra mim é mais coerente sobre o tal golpe, mas veja bem, não acredito em nada piamente para defender qualquer lado.
      Você ter vivido essa época só prova que a sua visão é essa que defende, é aquilo, para 2 observadores em locais diferentes, a queda de uma arvore é para lados diferentes.
      Aqui do meio por exemplo, vejo lixo dos dois lados, já você, vê lixo pro meu lado e dá a entender que o seu lado é mais limpinho.
      Tudo é questão de percepção, veja seu vizinho Sergio, ele vê um vírus mortal, eu vejo uma gripe, mas ele não respeita a minha visão porque é a mesma do cidadão que preside o país, ele entende o planeta plano, eu não.
      Cada um acredita no golpe que quer, já tinha dito.
      Tudo é um golpe!

      1. Olá Zé!

        Fogo…Zé conseguiu algo muito raro: enfurecer Maria!

        Não estou aqui para defender Maria (que não precisa) ou o Zé (idem), mas conheço pessoalmente a rapariga e parte da sua experiência de vida: é algo que a maioria de nós nem sonha.

        Provavelmente Zé imagina Maria com umas bandeiras vermelhas nas ruas enquanto agita o Livrete Vermelho de Mao e lança anátemas contra Bolsonaro, mas acredite que esta seria uma visão errada. Maria há tempo abandonou estas pseudo-divisões em prol duma visão mais complexa (ou até mais simples, pontos de vista).

        Infelizmente não conheço pessoalmente o Zé, pelo que nada posso dizer neste sentido: mas sei que não poucas vezes o meio da escrita pode criar imagens que não reflectem a realidade ou o pensamento da contra-parte, o que é uma óptima base para tudo dar torto. E falo por experiência pessoal.

        Em vez que ficar eventualmente ofendido, sugiro ao Zé o seguinte pensamento: Maria, Zé, P.Lopes, Chaplin, Krowler, Sérgio, Pedro, Bandido e muitos outros ainda… não estamos todos aqui a partilhar este mesmo espaço? Porque mesmo aqui em vez que trocar imagens de gatinhos no Facebook? Não será que temos todos algo em comum? Estranho, não é? Mas é assim.

  13. Pessoal!

    Duas coisas:

    1. Peço desculpa aos Leitores pois tinha a intenção de responder directamente aqui nos comentários e num artigo também mas hoje foi dia complicado: amanhã vou recuperar, prometo.

    2. Tenham calma, não esqueçam que estamos aqui para discutir e trocar opiniões, não para defender a nossa até a morte. O único que tem que defender até a morte a sua opinião sou eu; mas isso simplesmente porque sei que as minhas opiniões são correctas, sempre, o que não é vossos caso como é evidente. Portanto relaxem, tomem um chazinho, passeiem o cão que precisa pobre criatura, depois voltem mas não se ofendam reciprocamente e não fiquem zangados. O único que pode ficar zangado aqui sou eu e não estou a explicar outra vez a razão, certo? Este é um lugar de troca, não uma trincheira.

    Lembrem: “Discordo do que você diz mas defenderei até a morte o seu direito de falar com outro pois eu já não tenho paciência consigo”. Isso ou algo parecido, vejam vocês.

    Inté!

    1. Efeito pandemia exacerbando as bolhas, a falta de conversa em ideias conflitantes gera a falta de amadurecimento do senso critico e por sua vez a formação de opinião. As bolhas só geram a competição em prol da defesa do mundinho pessoal, dai essa “guerra” na troca de ideias, estamos, como sociedade mais intolerantes e burros, esquecendo que somos todos ignorantes e burros hahahahahahaha

  14. Tenho um amigo de longa data, filho de pai coronel do exército e de mãe de família latifundiária, que hoje, com os irmãos, está herdando apenas 34 milhões. Ele pensa exatamente como o comentarista Zé…

  15. Seja qual for o evento, não interessa o país ou países envolvidos, grupo ou grupos etc, seja qual for, quando tomo conhecimento que algo aconteceu ou supostamente aconteceu, coloco sempre 2 questões:

    – Quem ganha com isto?
    – Segue o dinheiro.

    Esse é o meu ponto de partida para toda e qualquer análise.

    Por exemplo:

    Falemos de Covid 19.
    Não é estranho que TODOS os países do mundo alinhem na narrativa oficial e tomem medidas derivadas desse alinhamento?
    Nem uma voz dissonante.

    Russia, China, Coreia do Norte, Irão, Cuba, Venezuela, apenas para dar uns exemplos (óbvios), ninguém disse:
    Este virus não é tão grave como estão a dizer.
    Umas vozes isoladas aqui e ali, mas no planeta todo, não existe um país, um único com uma comunidade médica/cientifica que dispute a narrativa oficial?
    Tem de concordar que isto é mesmo muito estranho.

    No entanto, sempre que penso em todo este circo do Covid, acabo a bater num pensamento recorrente, “existe algo aqui que não bate certo, existe algo que me está a escapar”

    1. Olá Bandido! Sem dúvida que este pensamento recorrente deriva da dificuldade em identificarmos exatamente um dos pontos de partida para formarmos nosso juízo de valor, o quem ganha com isso? Pois o processo que envolve o Covid-19 transcende muito o negócio vacina, e o que intriga é até aonde ele irá afetar a humanidade sob a égide dessas minúsculas elites dominantes.

  16. Olá Zé e todos: peço desculpas se me alterei ao te responder. Não é meu costume, e toda gente aqui sabe disso.
    O que talvez nem tu nem os demais compreendem é que peças de propaganda como aquelas me insultam , ofendem meu conhecer e meu sentir porque tentam negar minha vida vivida. Sobre a minha opinião favorável a Trump, neste momento por exemplo, é apenas uma opinião mais ou menos embasada, senão seria só um palpite. Mas sobre o assunto em voga, eu fui testemunha ocular da história.
    Não posso negar a minha vida vivida, e apenas discordar das peças de propaganda de alguns militares de alta patente e alguns golpistas de carteirinha, ricos , que aproveitam o momento favorável para re escrever uma história totalmente desmentida. Seus interesses repousam na possibilidade vindoura de tomar totalmente o poder novamente. É uma peça pedagógica para gente como tu que, por razões que desconheço, apostas nesta narrativa.
    E não pensem que odeio generais, que odeio o bolsonarismo etc.
    Conheci um general de fibra que em meio a todas iniciativas golpistas de entrega do patrimônio e recursos naturais do Brazil, se opôs terminantemente aos integristas e tomou iniciativas brilhantes para a máquina do desenvolvimento econômico acontecer. Mas sei também que dentro do tempo em que liderou, prisões, torturas, assassinatos foram impunemente cometidos as centenas. Talvez fosse pedir demais para um general brasileiro, formado no ódio ao que chamavam esquerda, comunismo etc, ultrapassar o medo dele próprio do bicho papâo contra o qual lutava, com a mesma disposição que lutava para desenvolver o país.
    Quanto ao Bolsonaro, hoje me inspira pena, porque quando acerta (Covid 19, vacinas…) é levado ao ridículo pela maioria, inclusive pelos que o puseram lá para ser fantoche visível da entrega definitiva do país. Ele é ignorante e grosseiro (alguns chamarão de espontaneidade ), mas melhor que ninguém soube interpretar a mentalidade do povo brasileiro, dos milhões que o apoiam e amam. O brasileiro médio é igualzinho a ele, e nele se espelha com devoção.
    Podem crer que há gente muito pior desejando que ele caia, que não seja re eleito para ocupar a cadeira presidencial. Bolsonaro pode ser ignorante e grosseiro, mas é muiiiito esperto, igualzinho ao povo que nos tornamos, desde o fatídico golpe de 64.
    Há entre nós um comentarista que sabe dizer muito em poucas palavras, só é preciso prestar-lhe atenção redobrada. Por isso peço que leias novamente o comentário do Chaplin, duas linhas ,nada mais, mas que diz tudo. Mas é preciso interpretar.

  17. Olá Sergio, Ze e todos : ontem abri a internet para comentar alguma coisa contigo Sergio, em função das tuas bem pensadas respostas , da vista do meu ponto, Então me deparei com aqueles vídeos, e me esqueci totalmente do que queria conversar. Em boa hora fostes dormir, mas eu explodi, e nem foi pelo Zé (hoje eu já falei com dezenas de Zés) Foi mesmo por aqueles vídeos, eles machucam os meus neurônios.
    Bom, daí que esqueci definitivamente o que queria conversar contigo.
    Mas ao reler os teus comentários, encontrei um parágrafo do Zé, que vale a pena comentar: Ele respondia ao Sergio da seguinte forma:
    “Viva no seu mundo plano, onde gripe é pandemia mortal e comunismo é legal! ”
    O Sérgio, por pensar como pensa, necessariamente deve acreditar na pandemia, e considerar que o comunismo é legal.
    A maioria dos Zés brasileiros associa completamente estas assertivas, como se elas tivessem uma ligação estreita e definitiva.
    Se eu for bolsonarista, necessariamente, não acredito na pandemia, nem na letalidade da mesma e não curto comunismo, esse conceito abstrato e raras vezes experimentado na cultura ocidental, e logo apropriado por qualquer coisa. capitalista.
    Bolas, uma coisa não tem nada a ver com outra. E confunde tudo
    Mas não é só aqui na terra tupiniquim que isso acontece.
    Eu procuro saber da minha metrópole, claro. Afinal isso é um dever da colônia : saber o que se passa lá para repetir aqui.
    E lá quem é favorável a Trump necessariamente não aprecia o comunismo, porque para os Zés de lá o partido democrático (aquele covil de imperialistas fanáticos) é comunista
    Não sei de onde surgiram essas estúpidas associações porque nunca se considera Trump um soberanista e Biden um globalista, ou a serviço do globalismo.
    O pior é que não consigo me conformar com tudo isto.

    1. Olá Maria , sobre a pandemia estou convicto , é falsa . Sobre esses vídeos posso te dizer que são a mesma história do que aconteceu em Portugal entre 1974/1976 sempre a mesma velha história com diferentes personagens .
      E sobre o comunismo ? O que é hoje o comunismo ? O que é a ” esquerda” actual ? Que ideias propõe ?
      E apesar de que possas dizer que esses conceitos estão “desajustados” facto é que são incontornáveis e isso é bem visível neste debate . Por isso te pergunto, partindo da tua vivência e perante os temas actuais , o ” comunismo” e a ” esquerda” o que são ? O que propõe ? Ou se preferires quem são os seus actuais legítimos herdeiros e o que propõem ?

    2. Maria, logico que percebi o cinismo de nosso amigo Charles mas levei na esportiva.
      Vou falar mais um pouco do que penso sobre essa nossa discussão, pra mim, o Governo é um ônibus que leva todo o povo à um destino descendo uma serra, de tempos em tempos esse ônibus troca de motorista, teoricamente à pedido dos passageiros, duas empresas fornecem os motoristas sendo as duas empresas do mesmo dono, um motorista, da empresa esquerda, dirige o ônibus com emoção, faz as curvas fechadas e troca as marchas bruscamente descendo a ladeira e freando em cima da curva, já o outro motorista, da empresa direita, dirige o ônibus com calma. ele freia antes das curvas e trocas as marchas mais confortavelmente.
      O único problema disso tudo é que nem os motoristas e nem os passageiros sabem qual é o destino e o destino final é o abismo.
      Da minha parte, já que o destino é o buraco, prefiro uma viagem mais ou menos confortável pois assim posso ficar de olho na paisagem e quem sabe numa dessas curvas, pular pela janela e tomar um banho numa daquelas cachoeiras que vemos lá em cima nas serras do mar.
      Claro que isso é para Zés, pessoas finas e requintadas nem sonham com uma aventura dessa. 🙂

    3. Maria, entendo o que diz, você é que não me entende, é claro que nunca foi implantado o comunismo aqui, dizem até que não existe mais comunismo.
      Quando digo comunismo, digo sobre os princípios comunistas, que num primeiro momento são atrativos, parecem justos mas, no meu entender, são o doce que o homem do saco oferece para as criancinhas, depois que se aceita o doce e segue-se o homem do saco, (homem do saco no Brasil era usado pelos pais para alertar as crianças para não aceitar doces de estranhos), fica difícil voltar atrás.

              1. Tens plena consciência ? OK ! Parabéns !!! E para que te serve essa consciência ? Tem utilidade prática? Se sim ? Qual?

    4. Olá Maria

      Concordo plenamente.

      Já falei para esse sujeito e vivo falando para todos os Zés da vida:

      Desejo uma nação livre e soberana ( preservando suas riquezas naturais ) onde todos possam ter direitos e oportunidades iguais, onde todos possam ter acesso a educação , saúde e alimentação, sem discriminação de raça, credo, cor , gênero e preferência sexual. Reconheço o direito a inclusão social das minorias e dos mais necessitados como função do estado, o qual deveria também prezar pela vida de nossa população independentemente da idade.

      Se pensar assim, é ser comunista.

      Então sou muito comunista.

      1. Sérgio , eu não tenho simpatias políticas , mas se ser comunista é isso então somos camaradas , Jesus Cristo era comunista, Buda era comunista… o que eu tenho receio é do partido único, da coletivizacao , do fim da propriedade privada , da nacionalização dos meios de produção, do estrangulamento fa iniciativa privada, da igualdade entre o que se esforça e o que se balda , dos saneamentos e das nomeações partidárias , dos gulags para reducação dos “dissidentes” , de catalogar como dissidente todos os que pensam diferente , infelizmente estes são temas tabu que o comunismo parece não querer abordar e a dúvida instala-se , se o comunismo não é mais o que conhecermos na URSS então é o quê ? O que vemos na Coreia do Norte ou na Venezuela são o quê? Eu não sei classificar aquilo …a única coisa que sei é que eu não quero viver miseravelmente como eles vivem e isto parece-me legítimo …

      2. Sergio, é até louvável o teu desejo, o problema é que o sistema que supostamente defende esses desejos usa-os como o tal doce para atrair crianças, você é a criança nessa metáfora.

        Numa outra ocasião você disse que lugar de soldado é no quartel.

        Se uma nação na situação em que esta o Brasil, onde a corrupção impera, a instituições estão aparelhadas e/ou infiltradas e o povo não pode confiar no seu sistema de votação, te pergunto:

        -Como você espera que seus desejos sejam atendidos sem guerra, sem matança, você acredita que o povo, pelo voto pode mudar o senado e o CN?
        -Você acredita que o povo pode modificar o modus operandi do STF?

        Não Sergio, só com guerra seria possível reverter a situação mas, como um povo que decidiu por plebiscito pelo porte de armas, que foi arbitrariamente contrariado pelo Presidente da época que se dizia o presidente do povo, pode fazer guerra ou reivindicar qualquer coisa sem armas?

        A resposta é, pelo braço armado do povo que é o exercito, coisa que você é contra.

        Veja que seus desejos não passam de desejos, masturbação mental.
        Repito, o que se avizinha é mais ou menos o mundo justo que você quer e é por indivíduos com pensamento até louvável porem ingênuo como o seu é que chegamos onde estamos.

          1. Charles…Charles … Charles …bem vindo de volta. O povo não tem armas … o povo não faz revoluções …é apenas levado a pensar que sim. Vês como fazendo apenas uma simples pergunta e sem ofender ninguém consegues conduzir uma discussão a algo produtivo? Com quem aprendeste isso ? Hmmm? Hmmm? Charles …Charles…estou tão orgulhoso de ti …. Eh Eh Eh

          2. Isso é fácil: Matrix Revolution, com os cidadãos de Zion (já repararam no nome?) que travaram a invasão das Máquinas. Todos sabem disso, só Chaplin ignora a História…

          3. Charles, estude a Teoria Geral do Estado.

            Vamos dizer que aqueles tais povos que deram origem aos judeus?
            Quem sabe os egípcios, ou um tal de Alexandre o grande e seus colegas talvez?
            Genghis Khan e sua turma?

            Porem o que proponho não é o povo se tornar poder, o que proponho é população armada.
            Se a população fosse armada talvez os políticos pensassem 2 vezes antes de fazer o que fazem.
            Com uma população armada, em caso de insatisfação popular não há governo que segure o povo.
            Porque você acha que governos proíbem armas?
            Para o bem do cidadão ou para o bem do Estado?
            Como não somos uma população armada e o Estado esta como esta, o que fazer Charles?
            Cadê o poder de barganha do povo, o voto?
            Porque você acha que aqui é tão alavancado essa questão do golpe de 64, não seria justamente para evitar que na atual situação do Brasil não se usasse o braço armado do povo para tirar os canalhas do poder e a situação continuar como está em nome da “ditadura nunca mais”?
            Acabou Charles, a conspiração judaica venceu, agora só com guerra e olhe lá, mas como vemos, não temos chances…
            Tudo o que falo aqui é impossível, é masturbação mental com é o desejo do Sergio, é só uma daquelas coisas que a gente pensa:
            -Puxa, podia ter sido diferente…
            O mundo acabou e a gente nem viu! 🙂

            1. Não sou contra o armamento das populações , mas não de populações desorientadas como são e sem a minima condição de assumir a frente de alguma nação. E é esta a grande sacada. Manter as populações desorientadas.

        1. Por favor, Zé

          Vc espera melhorar o país com um golpe militar. É a sua opinião , só lamento.

          Mas não afirme coisas que eu não disse. São valores que eu defendo , mas estamos muito longe disso acontecer . Isso é uma utopia. Mas alguém já disse isso antes ( não lembro quem ) : ” Uma utopia é como o horizonte, vc nunca alcança , mas lhe dá a direção a seguir”

          Sou contra o exército ? Aonde vc tirou isso ?

          “indivíduos com pensamento até louvável porem ingênuo como o seu é que chegamos onde estamos.”
          Mais clichê que isso, impossível.

          Olha , perdi a paciência.

          Vc já sabe o que eu penso, da mesma forma que já sei o tipo de pessoa que vc é.

          E acabou por aqui.

          Então lhe peço , em respeito ao Max e aos demais leitores , faça um favor para nós dois , me esqueça. A parte que depende de mim garanto que farei.

  18. Obviamente isso é tão vago que se torna uma “não resposta” ( condicionados somos todos) foste muito rápido a catalogar o cérebro do Zé como ” capitalista ” é a julgar o ” comunismo” mas estás a divagar muito antes de te classificares a ti próprio…tens medo da resposta ? Ou não te conheces ?

  19. Ou achas que eu aceitaria a teoria de que todo o poder emana de um hipotético conjunto de conhecimentos de uma biblioteca da antiguidade?

    1. Falso ! Eu não tenho necessidade de te enquadrar em lado nenhum, foste tu que enquadraste o Zé como mentalidade capitalista, esse é o teu método, não o meu. Eu continuo apenas com uma simples pergunta para ti … que parece não saberes a resposta , o que não é censurável , o que não faltam é perguntas das quais desconhecemos a resposta

        1. Mas Charles … os adjetivos … São teus !!! Sendo assim … apenas podem ser “enfiados” … onde pertencem …Hmmm Charles queres desenvolver mais esta ideia ?

      1. É que o Charles tem uma mente capitalista mais avançada, tipo injeção eletrônica e a minha ainda é a carburador.
        Na verdade ele queria era passar de nível, ele queria que falássemos do comunismo como arma judia do judeu Marx, do judeu Stalin ou do Judeu Lenin.

        Charles, sabemos que é a conspiração judaica, é que aqui estávamos falando no nível aprendiz e você quer pular para o nível master, não é o caso.

        P.S.-Bem que seu amigo poderia ser camarada e te arrumar algum heim?!
        Se fosse eu a receber a herança te arrumava.

  20. Minhas perguntaS não ! Apenas uma pergunta :

    “E quando entendermos que o nosso passado foi modulado para servir aos interesses de pequenas minorias dominantes e sedimentar o status quo civilizatório ? Ou para quem já entende isso…O que fazer com esse conhecimento ? ”

    Uma simples pergunta , que ainda não ousaste responder … por desconhecimento ? Insegurança ? Receio ? Não sei … mas é interessante o trabalho que te das para fugir a uma simples pergunta .

    1. És desatento no que interessa ser. Já citei várias vezes aqui no II que a única ruptura possível é a mental e consigo mesmo. Tá bom pra ti ou quer continuar se fazendo de rogado?

      1. Isso não responde à pergunta mas é interessante na medida em que se a única ruptura possível é a mental e consigo mesmo, porque tens tanta necessidade de catalogar os outros e impingir as tuas teorias como verdades absolutas e ser deselegante contra quem não concorda contigo ?

        1. Pessoal, só falta marcar lugar e hora para o duelo, têm nocção?

          Calma e sorriam que “A Vida é Bela”, como reza o título daquele filme realizado por Benigni que substituiu os Russos como primeiros a entrarem no campo de Auschwitz pelos Americanos em troca dum Óscar!

          Oh Deus, o que escrevi: Auschwitz, judeus… Chaplin, por favor, não comece, ok? 🙂

          1. Duelo? Por amor de Deus !!! O Charles é um discípulo bastante promissor e eu sinto a estima que ele tem por mim … é imensa , tão forte que ele tem até dificuldade em expressar . Mas com o tempo ele irá aprender a controlar os seus impulsos irrasciveis e a comportar se como um gentleman …

  21. Olá Lópes: está é fácil de responder: Nada
    Desde quando no Brasil? Desde que jovens cheios de amor para dar, acreditando na justiça social, sentindo que o Brasil precisava de uma liderança capaz de reverter as injustiças através de reformas estruturais de base, tendo como heróis a Che Guevara e Franz Fanon, davam-se a si próprios o rótulo de esquerda, E eles morreram, muitos cedo demais, outros carregaram dentro de si o desejo, e acreditaram que através de um partido político, chegariam aos ideais de esquerda. Deu no que deu.
    Os que não foram suicidados, os que desacreditaram de tudo, muitos deles estão por aí, anônimos com muitas histórias para contar. Mas a maioria transformou-se no que há de mais canalha, delatando velhos companheiros de luta, ascendendo financeiramente, dentro ou fora do partido político, galgando posições estratégicas, mantendo o rótulo de esquerda, sem nada fazer a não ser corromper, roubar, garantir o seu pedaço no botim. Eles também estão por aí, caras de sucesso, fizeram doutorados pelo mundo a fora, sempre debatendo, escrevendo e publicando sempre dizendo-se de esquerda. Arranjaram um marxismo ou um gramcismo para chamar de seus, eis o retrato da “esquerda” no Brazil.
    Eu tive o desprazer de encontrá-los todos, os de “direita” (protetores de todos os golpes) e os de “esquerda”, na Universidade. Os de “direita” provinham da Escola Superior de Guerra, de treinamento nos EUA , em geral os chefões. E os de “esquerda” disseminavam a palavra dos seus heróis do momento e destinavam-se ao sindicalismo, só. Nunca tiveram nada para contar, nem uns nem outros, na pratica têm muito em comum, formas ilegais e ilegítimas de ganhar dinheiro. Nos parlamentos se dizem agora militantes de “esquerda”, sempre espreitando alguma proposta que convença os seus apoiadores seja os dos lobies, seja o grande público de “esquerda”
    A vida prega cada peça nas pessoas…Fiz doutorado em Campinas, Unicamp, o suposto centro revolucionário no Brazil. “democrático” que surgia. Era 1980/81/82
    Meu Reitor era o mesmo que rebentara com a Univ. de Brasília , na posição de interventor.
    Como estudante, convivi com colegas de mestrado com 45/50 anos para quem a resistência deixou marcas no corpo e na mente para sempre. Nossos professores ou eram os anistiados (que ganharam a anistia com ocompromisso de no Brazil não se punir os assassinos e os torturadores) ou os novos de “esquerda”. Os torturados estavam sendo “ensinados”, daquilo que eles sabiam na prática. Na academia se decorava sentenças de Marx Isso é muito cruel, faz parte do elenco de patifarias “intelectuais”

    1. Olá Maria , obrigado pela tua partilha , pelo que vejo aconteceu exactamente o mesmo em Portugal com alguns anos de diferença embora numa escala menor, muitos amigos e familiares próximos eram apoiantes das ideias de esquerda e também vi a mesma metamorfose … A única diferença é que aqui na actualidade temos um PC na coligação que governa Portugal juntamente com a extrema esquerda e aqui vemos apregoar os mesmos valores …mas não são os valores que seguem na vida privada … Parece me que Jesus Cristo foi o melhor exemplo de comunismo da história … pelo menos esteve mais próximo de ser comunista do que católico …ele não segregava as mulheres .

Obrigado por participar na discussão!

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

%d bloggers like this: