John Hopkins University School of Medicine: Covid-19 vs. Gripe

Para entender a proximidade entre Covid-19 e gripe nada melhor de que as palavras duma conceituada instituição como a John Hopkins University School of Medicine que fala através de Lisa Maragakis, M.D., M.P.H. (Doutora em Medicina, Master em Saúde Pública).

Como informa a página dela no site da Universidade, Lisa é Directora sénior de prevenção das infecções, Professora Associada de Medicina, entre os seus interesses há também a Epidemiologia, a prevenção e o controle das infecções adquiridas na área de saúde, os bacilos Gram-negativos resistentes aos anti-microbianos. Pelo que, parece entender algo do assunto.

As informações são apresentadas de forma esquemática e estão actualizadas ao dia 25 de Novembro. Vamos ver o que escreve Lisa (obviamente, as notas em itálico são minhas).

Semelhanças: Covid-19 e gripe

Sintomas

    • Ambas as doenças podem causar febre, tosse, dores no corpo e, às vezes, vómitos e diarreia (especialmente em crianças).
    • Ambas podem resultar em pneumonia.
    • Tanto a gripe quanto a Covid-19 podem ser leves ou graves, ou mesmo fatais em raros casos.

Nota – A reter: ambas “fatais em raros casos”.

Como se espalha

    • Tanto a gripe quanto a Covid-19 espalham-se de maneiras semelhantes. Gotículas ou partículas menores de vírus duma pessoa doente podem transmitir o vírus a outras pessoas próximas. As partículas menores podem permanecer no ar e outra pessoa pode inalá-las e infectar-se.
    • Ou as pessoas podem tocar numa superfície com vírus e, em seguida, transferir os germes para si mesmas tocando no rosto.
    • As pessoas infectadas com o coronavírus ou com a gripe podem passar vários dias sem perceber que estão doentes e, durante esse tempo, podem transmitir a doença a outras pessoas sem saber antes mesmo de sentirem-se mal.

Tratamento

    • Nem a gripe nem a Covid-19 são tratáveis ​​com antibióticos, que funcionam apenas em infecções bacterianas.
    • Ambas são tratadas abordando os sintomas, como a redução da febre. Os casos graves podem exigir hospitalização e os pacientes muito doentes podem precisar de um ventilador – uma máquina que os ajuda a respirar.
    • Os medicamentos antivirais podem encurtar a duração de ambas as doenças.

Prevenção

Ambas podem ser evitadas com o uso da máscara, lavagem frequente e meticulosa das mãos, tosse na dobra do cotovelo, permanência em casa quando o paciente estiver doente e limitação do contacto com pessoas infectadas. O distanciamento físico limita a disseminação de Covid-19 nas comunidades.

E, acrescentamos nós, também da gripe. Seja como for: estas duas doenças têm bastante em comum. Vamos em frente.

Diferenças: Covid-19 e gripe

Causa

Covid-19: Causada pelo coronavírus de 2019, também conhecido como SARS-CoV-2.

Gripe: Causada por qualquer um dos vários tipos e estirpes diferentes do vírus da influenza. Diferentes estirpes circulam a cada ano.

Temos que ser um pouco mais precisos: tal como a gripe sazonal, também a Covid-19 é uma das 7 estirpes de Coronavirus conhecidas para infectar os humanos e presentes a nível global. Eles são:

HCoV-NL63 (responsável pelos normais resfriados: desde tosse até pneumonia)

HCoV-229E (como acima)

HCoV-OC43 (como acima)

HCoV-HKU1 (como acima)

SARS-Cov-1 (provoca uma infecção respiratória viral. Os sintomas podem variar de ligeiros a graves: febre, tosse, diarreia, falta de ar. Desde 2002 provocou a morte de 800 pessoas em todo o mundo – letalidade: 10% dos casos ).

MERS-Cov, (como acima. Desde 2012 provocou a morte de 322 pessoas em todo o mundo – letalidade: 38% dos casos)

SARS-CoV-2 (em curso, é a Covid-19)

Sintomas

Covid-19: Muitas pessoas infectadas com o coronavírus não ficam maldispostas ou até apresentam nenhum sintoma, mas ainda podem transmitir o coronavírus a outras pessoas.

Ao contrário da gripe, a Covid-19 às vezes pode fazer com que uma pessoa perca repentinamente o olfacto ou o paladar.

Gripe: A gripe normalmente não afecta o olfacto ou o paladar de uma pessoa.

A maioria dos sintomas são iguais entre Covid-19 e gripe (obviamente antes da eventuais complicações): sempre segundo a Universidade John Hopkins os sintomas típicos são tosse, febre ou calafrios, falta de ar ou dificuldade para respirar, dores musculares ou corporais, dor de garganta, diarreia, dor de cabeça, fadiga, náusea ou vómito, congestão do nariz. De facto, a perda do olfacto e/ou do paladar é uma característica própria da Covid-19.

Tratamento

Covid-19: Medicamentos antivirais e outras terapias estão a ser testados para ver se podem tratar os sintomas de forma eficaz e encurtar a duração da doença. Actualmente, os tratamentos eficazes estão disponíveis apenas na forma intravenosa, portanto não são prescritos para pacientes fora do ambiente hospitalar.

Gripe: Medicamentos antivirais orais podem tratar os sintomas e às vezes encurtar a duração da doença. Por serem administrados por via oral, essas terapias antivirais podem ser prescritas para pacientes que não estão hospitalizados, bem como para aqueles no hospital.

Atenção: não confundir os medicamentos antivirais com os antibióticos. Enquanto estes últimos são ineficazes contra todas as formas de gripe e a Covid-19, os antivirais costumam ser utilizados em caso de complicações gripais. Esta é uma diferença muito importante.

Vacina

Covid-19: Nenhuma vacina está disponível no momento, embora o desenvolvimento e os testes estejam em andamento.

Gripe: Há uma vacina disponível e eficaz na prevenção de alguns dos tipos mais perigosos ou na redução da gravidade ou duração da gripe.

Esta última frase é discutível, mas enfim…

Complicações

Covid-19: Complicações, incluindo danos a longo prazo aos pulmões, coração, rins, cérebro e outros órgãos são possíveis após um caso grave de Covid-19.

Gripe: As complicações da gripe podem incluir inflamação do coração (miocardite), cérebro (encefalite) ou músculos (miosite, rabdomiólise) e falência de múltiplos órgãos. As infecções bacterianas secundárias às vezes ocorrem após um surto de infecção por influenza.

Pelo que: as complicações podem ser sérias em ambos os casos. Apesar de ser encaradas com uma certa descontracção, também as gripes podem ser letais, sobretudo em sujeitos com patologias sérias em curso.

Infecções

Covid-19: Os primeiros casos apareceram na China no final de 2019, e o primeiro caso confirmado nos Estados Unidos apareceu em Janeiro de 2020. Aproximadamente 59.905.468 casos foram confirmados em todo o mundo. Houve 12.598.660 casos nos EUA entre Janeiro de 2020 e 25 de Novembro de 2020.

Gripe: A Organização Mundial de Saúde estima que 1 bilião de pessoas em todo o mundo contraem a gripe todos os anos.

O número de casos de Covid-19 é amplamente sobrestimado tendo em conta que o meio diagnóstico utilizado foi projectado para não ser um meio diagnóstico (ver vídeo no artigo anterior) e o grande número de falsos positivos. Duvido que actualmente exista alguém capaz de apresentar um total perto da realidade.

Coronavírus vs. mortes por gripe

Covid-19: Houve aproximadamente 1.412.223 mortes relatadas em todo o mundo. Nos EUA, 259.976 pessoas morreram de Covid-19 entre Janeiro de 2020 e 25 de Novembro de 2020.

Gripe: A Organização Mundial de Saúde estima que 290.000 a 650.000 pessoas morram de causas relacionadas à gripe todos os anos em todo o mundo.

A situação da Covid-19 está mudando rapidamente. Como essa doença é causada por um novo vírus, a grande maioria das pessoas ainda não tem imunidade a ele, e a vacina pode demorar muitos meses. Médicos e cientistas estão a trabalhar para estimar a taxa de mortalidade da Covid-19, mas, no momento, acredita-se que seja substancialmente mais alta (possivelmente 10 vezes ou mais) do que a maioria das estirpes da gripe.

 

Acaba aqui a apresentação de Lisa Maragakis, M.D., M.P.H.

Uma coisa resulta evidente desde logo: há muitas similitudes entre Covid-19 e gripe. O que não admira: a família dos Coronavirus (da qual o vírus da Covid-19 faz parte) é conhecida desde os anos ’60 para provocar constipações ou síndromes para-influenciais. Mas então: todas as mortes “de Covid”?

Aqui entramos num campo minado porque na verdade pouco pode ser dito acerca dos números: demasiados são os falsos positivos nos testes, demasiados são os casos de mortos “com Covid” transformados em mortos “de Covid”. E este é o ponto fundamental porque toda a narração da “pandemia” da Covid passa inevitavelmente pelos números. Pelo que, pondo de lado os totais (que ninguém oficialmente tem, a não ser as estatísticas drogadas espalhadas diariamente), o quadro geral apresenta duas doenças bastante semelhantes.

Todavia há três diferenças que devem ser realçadas:

  1. a Covid-19 afecta olfacto ou o paladar. Portanto é um sintoma novo, qualquer coisa isso signifique.
  2. a Covid-19 é mais resistente aos medicamentos antivirais. E isso é preocupante.
  3. a Covid-19 parece atacar mais os idosos e ignorar os jovens. Não apenas em termos de mortalidade (ausente nos mais novos) mas também de contagio (ainda estamos à espera da prova da transmissão criança-idoso) e, obviamente, de complicações (também ausentes nos mais novos).

São suficientes estes três pontos para elevar a Covid-19 ao nível de “pandemia”, de “doença fatal”? A minha resposta é negativa. A gripe normal provoca anualmente até 650 mil mortos, a Covid até agora teria conseguido (oficialmente) um pouco mais do que o dobro: mas neste último computo não podemos esquecer a superestima que sem dúvida está a ser feita dos números. Na verdade, repito, ninguém sabe quanto mortos provocou a Covid de forma directa (pelo vírus) ou indirecta (pelas complicações) O que sabemos de certeza é que o número das mortes directas é baixíssimo.

E na avaliação da doença nem podemos ignorar uma atitude “esquisita” da Medicina: há corridas entre as casas farmacêuticas para desenvolver (finalmente) uma vacina contra a tuberculose dos adultos, uma doença que anualmente provoca a morte de ? Ou para salvar aquele 14% de pacientes em idade pediátrica que morrem sempre de tuberculose (1.5 milhões de óbitos em 2018)? Alguém ouviu falar dum pedido de urgência das farmacêuticas para aprovar uma vacina “de nova geração” no mais curto tempo possível contra aquela doença? Não? Então, se calhar seria bom começar a perguntar-se a razão: porque “sim” no caso da Covid-19 e “não” no caso da tuberculose? Um milhão e meio de mortos de tuberculose não valem quanto 1.412.223 mortos de Covid-19? Porquê?

E mais: vamos fazer umas comparações. O site é WorldOMeter, dados em tempos reais dos vários Ministérios da Saúde espelhados pelo mundo fora: façam o favor de consulta-lo.

A situação é a seguinte: aqui em Portugal, com os avançados meios científicos disponíveis, o rácio é de 420 mortos por milhão de habitantes. No miserável Bangladesh, o mesmo rácio é de 40 mortos por cada milhão de habitantes. Dados como estes não despertam, no mínimo, uma certa curiosidade?

Mais exemplos:

  • Espanha, mortalidade (sempre por cada milhão de habitantes): 955. Tailândia: 57.
  • Bélgica, o País europeu mais atingido em proporção: 1.397 mortos por milhão. Vietname: 14.
  • EUA: 817 mortos por milhão. Afeganistão: 44.
  • Brasil: 807 mortos por milhão. Taiwan: 27.

E Taiwan, durante o Inverno de 2019/2020, sofreu 75 mortos de gripe sazonal enquanto até agora lidou com “apenas” 7 mortos de Covid. Naquele País mata mais a gripe normal que a “terrível” Covid-19!

Não acham haver por aqui algo esquisito? Como é possível que um sistema de saúde do Terceiro Mundo (Bangladesh, Afeganistão) consiga um resultado melhor dos homólogos entre os mais evoluídos do Ocidente (Portugal, Espanha, Bélgica, Estados Unidos e juntamos o Brasil também)? Não conseguem ler algo que destoa? E como explicar a quase ausência de Covid-19 no continente africano? Como é possível que Países onde as condições higiénicos-sanitárias são infinitamente mais precárias consigam resistir melhor à “pandemia”? Até poucos meses atrás alguns “especialistas” falavam dum vírus que temia o calor. Então como é: agora no Brasil está frio?

Não será, por acaso, que os números do Ocidente estarão a ser voluntariamente aumentados para justificar uma série de medidas que nada têm a ver com a saúde dos cidadãos? Porque de outra forma não há maneira de justificar tais discrepâncias. Por uma mera questão fisiológica humana e de estatística, os resultados deveriam, no mínimo, ser homogéneos na superfície do planeta. Aliás, feitas as contas, os Países mais pobres, com falta de meios (pensemos ao menor número de cama nos Cuidados Intensivos), deveriam apresentar uma taxa de infecção e de mortalidade bem acima das nossas. Mas acontece exactamente o contrário. Isso não provoca dúvidas?

Repito, os dados estão todos aqui, no link da WorldOMeter e são actualizados diariamente. Consultem e façam-se algumas perguntas, por favor.

Na minha óptica (sempre considerando que profissional de Saúde não sou) esta não pode ser equiparada a uma “gripezinha” mas a uma gripe sazonal sim. Pelo menos até quando não teremos a possibilidade de observar dados de confiança (o que acontecerá provavelmente nunca). Uma espécie de gripe geriátrica que atinge com maior gravidade os idosos com sistemas imunitários enfraquecidos, situação complicada pelo facto da Covid-19 não reagir perante os medicamentos antivirais. Daqui as graves complicações e as mortes (amplamente sobrestimadas).

A Covid-19 é uma doença mais contagiosa do que a gripe sazonal, como afirmado várias vezes pelos órgãos de informação (notar que a John Hopkins University não partilha esta ideia)? Opinião pessoal: se a Covid-19 fosse uma verdadeira pandemia, nesta altura já estaríamos todos extintos. É suficiente observar um autocarro de manhã para entender que continuamente fornecemos ao vírus as melhores condições para proliferar. Mas, curiosamente, a categoria com mais internados e óbitos não é aquela dos trabalhadores mas aquela dos que não têm necessidade de apanhar os autocarros (ou o metro) nas horas de ponta.

Também o internamento representa uma excelente fonte de infecção. A Região italiana do Veneto tinha mostrado o percurso: confinar os doentes nas casas deles e evitar o internamento. É por esta razão que o Veneto teve um número de óbitos que nem chegou a ser uma décima parte dos casos da contigua Lombardia (onde todos foram internados: lembram-se das cidades de Bergamo e Brescia?). Mas continuemos a internar e a favorecer a proliferação do vírus.

Aqui um ponto deveras importante: o facto de ser uma doença que atinge mais os idosos não significa que tenha que ser subestimada ou, até pior, ignorada. Bem pelo contrário: o sentido de responsabilidade impõe a máxima atenção onde evitar a transmissão e salvaguardar as categorias em risco. Isso deve ficar fora de qualquer dúvida. Mas chega uma doença tão específica em relação ao target para justificar a “morte” de inteiros sistemas económicos e milhões de pessoas no desemprego? Não seria possível, ao mesmo tempo, salvaguardar as classes em risco sem destruir os tecidos económicos? Porque afinal é isso que fazemos a cada anos com a gripe sazonal, com a tuberculose: ignoramos os óbitos e vamos em frente.

Por qual razão este ano é diferente?

 

Ipse dixit.

9 Replies to “John Hopkins University School of Medicine: Covid-19 vs. Gripe”

  1. A ‘pandemia da treta’ é uma cortina fumo, mas vale sempre a pena denunciar estas incongruências para ir mostrando a quem estiver disposto a ver.

  2. Olá Max e amigos

    Desde o inicio defendo a tese de que esse vírus era mais perigoso, não pela letalidade e sim pela necessidade de uso de recursos ambulatoriais da deficitária rede hospitalar de muitos países, principalmente dos subdesenvolvidos.

    Todos nós já ficamos gripados, algumas vezes tivemos dificuldade para respirar, porque ficamos com congestão nasal (nariz “entupido” ) e não porque os pulmões estavam sendo comprometidos. Alem disso, achar que os profissionais da saúde (como o caso do médico que citei em outro comentário ) não consegue diferenciar uma condição de trabalho excepcional de uma gripe rotineira sazonal, é no minimo , subestimar a inteligência das pessoas.

    O fato de vc e a nossa estimada Maria, não terem muitos casos de óbito em seu meio social, é porque as condições de propagação variam conforme a região e país. A Maria mora num cidade rural ( população espalhada ) com pouco mais de 20 mil habitantes. Minha cidade tem em torno de 500 mil habitantes ( considerada pequena para média para os padrões brasileiros ) , a mesma população de Lisboa ( a mais populosa de Portugal ). Não sei qual a densidade demográfica na sua cidade. Por aqui ,a grande maioria ( como eu ) vive em apartamentos, onde pessoas compartilham áreas comuns de circulação e lazer. Imaginem então nas favelas dos grandes centros urbanos de RJ e SP, onde as casas são montadas com caixotes de madeira , umas sobre as outras. Falar que existe isolamento social nessas comunidades, é piada.

    Para mim , não interessa se as pessoas morrem “com” ou “de” Covid, o que imposta é que há EMERGÊNCIA MEDICA no meu pais e se o isolamento social não ajuda no combate, muito menos a ideia de que tomando uma cloroquina da vida ou o chazinho da vovó, vá resolver a situação.

    Hoje, vejo pessoas morrendo em minha volta , e posso não estar naquela parcela dos 5% ( que segundo alguns comentaristas do II, que se auto incluem nela, são o supra sumo da inteligência humana) , mas consigo perceber que nunca testemunhei algo parecido. Entre os 10 casos de mortes que mencionei , que agora são 12, todos progrediram da mesma forma: dor – febre -dificuldade para respirar – comprometimento dos pulmões- entubação-óbito).

    Hoje, tomamos conhecimento, de que a esposa de um dos falecidos, está com 70% do pulmão comprometido. A filha de 15 anos ( que teve sintomas leves ) perdeu o pai e agora pode perder a mãe. Sua mãe, uma mulher de 42 anos, sempre esteve acima do peso. Então , dirão alguns: “está vendo ? Passou mal porque é gordinha”. Se todo gordinho morresse de gripe, só existiria magros no mundo, não é mesmo ?

    Nem estou mencionado os casos de pessoas do relacionamento de minha esposa ( que devido a seu trabalho no colégio, tem em seu universo de conhecidos: professores, alunos e pais de alunos) que somam mais de 20 mortos. Ou tem alguma coisa diferente acontecendo na saúde pública ou tem alguém que não tem nada para fazer, a não ser ler o obituário dos jornais.

    Diria o bom Max:

    ” Mas chega uma doença tão específica em relação ao target para justificar a “morte” de inteiros sistemas económicos e milhões de pessoas no desemprego? Não seria possível, ao mesmo tempo, salvaguardar as classes em risco sem destruir os tecidos económicos? ”

    Não , não justifica. E sim , seria possível salvaguardar os empregos. E não o fazem por três motivos ( na minha modesta opinião) : Incompetência administrativa, incapacidade do governante de colocar o interesse publico na frente de seus interesses particulares ( políticos) , falta de “know how’ por se tratar de um vírus ainda desconhecido, então fazem o que é mais óbvio: “isola , que não se espalha”.

    Pode-se ajudar , sim . E com atitudes simples.
    Eis um exemplo:
    No edifício onde trabalho, o condomínio tem uma funcionária ( que faz serviços gerais de limpeza e portaria ) que tem diabetes e é hipertensa. Também mora longe e precisa pegar 2 ônibus para chegar no serviço. Em comum acordo , reduzimos seu horário semanal de terça a quinta ( sem redução salarial ) . Para evitar contágios no translado via ônibus ( 4 por dia ) , seu transporte está sendo via Uber , pago pelo condomínio. Nas segundas e sextas, os próprios condôminos de cada escritório , ajuda o outro no recebimento das correspondências e visitantes. Também ninguém se importa se ficar uma sujeirinha ou lixo acumulado por um dia.

    Desculpe-me pelo “livro”.
    Há alguns minutos atrás recebemos um telefonema avisando que um garoto saudável de 10 anos ( o qual somos padrinhos ) acabou de ser levado ao hospital com dificuldade para respirar. Seus pais foram diagnosticados com Covid )

    E o que eu posso fazer ? Nada, apenas sentar na frente do PC e escrever.

      1. Caro Anônimo

        As informações são controversas:

        Posso te mandar uns 50 depoimentos de médicos ( médicos sim, não youtubers ) defendendo o isolamento.

        As máscaras no período pré-Covid já eram usadas pelos orientais ( japoneses, coreanos e até chineses ) . Era comum vê-se em videos destes países , muitas pessoas nas ruas com máscaras para evitar contagiarem outras. Era uma atitude elogiada por todos , era vista como um ato de um cidadão responsável. Por que essa demonização das máscaras agora ?

        Isolamento social ? Aqui cabe um parentese : falo do que vejo no brasil , ao vivo e a cores com os meus próprios olhos:

        – Praias lotadas;
        – Locais frequentados por jovens ( chamado aqui de “baladas” ) com aglomerações nas calçadas dos bares e restaurantes;
        – Supermercados com movimento normal, sem controle de entrada.

        E isso não é só aqui na minha cidade:

        – Quem já entrou numa favela de um grande centro urbano do brasil, sabe que é impossível estabelecer um mínimo critério de isolamento.
        – As ruas das grandes cidades , principalmente de comércio popular ( 25 de Março, Santa Efigênia, todas em SP )
        do mesmo jeito que sempre foram : abarrotadas
        – O futebol segue sem torcida dentro dos estádios. Sim , só dentro.

        https://globoesporte.globo.com/video/torcida-do-sao-paulo-aglomerada-na-porta-do-morumbi-comemora-gol-contra-o-flamengo-9035157.ghtml

        Meu caro, isolamento social , pelo menos por aqui, é uma grande falácia.

        Cloroquina: O prefeito da cidade de Itajai ( além de outros ) distribuiu cloroquina gratuitamente para a população.
        O Laboratório do Exército brasileiro produziu toneladas de caixas de cloroquina para entupir a população.
        Porem, Itajai era , até quando eu vi , a quinta cidade de Santa Catarina com mais emergências médicas relacionadas a Covid. O Exército brasileiro tem estoque de cloroquina para 18 anos ( veja a sandice de um presidente ) . Pergunto: resolveu ?

        Abraço.

        1. Olá Sergio, só morre de gripe quem esta com o pé na cova, você assistiu mesmo o vídeo?
          Acabei de assistir…
          Nele há gráficos oficiais sobre a gripe comum que, duma hora para outra, praticamente acaba com os surtos de gripe depois da implementação do mortal covid provocador da temível pandemia, que pra mim, numa pandemia, eu deveria sair com uma pá para ir abrindo caminho entre os mortos rezando para não cair morto antes de chegar na esquina.

          Médicos, com todo respeito, acham que são deuses, seguem protocolos para não perderem seu meio de ganhar dinheiro, tenho também um testemunho de uma pessoa próxima, marido de uma diretora de hospital infantil, ele me disse que os médicos foram obrigados pelo protocolo à diagnosticar qualquer morte de crianças, que não houvesse diagnostico preciso como covid e também me disse que, como as primeiras vacinas serão disponibilizadas aos profissionais da doença, ela e outros médicos já combinaram em trocar atestados (como bons deuses que são) para não terem de tomar a vacina e não serem exonerados ou perderem seu emprego.
          Em regiões de favela e baile funk, cracolandia e periferias ninguém usa mascara, ninguem fica em casa, e ninguém que já não estivesse com comorbidades (pé na cova) conhecidas ou não, morre, até a policia que patrulha a área não usa mascara.

  3. Grande Max!

    Mais um conjunto de óptimas observações cheio de lucidez, essa qualidade cada vez mais rara no reino da telecomunicação, parabéns!

    Sugere-se que em 2020 em Portugal vão morrer 10% mais de pessoas do que num ano normal. Sugere-se também que a grande maioria dessas pessoas estatisticamente mortas em excesso tinham mais de 75 anos. Assim podemos deduzir que o sistema em que vivemos conseguiu diminuir significativamente a esperança de vida das pessoas com mais de 75 anos de idade.

    Esta é uma das consequências. Eu sugiro que se faça uma lista das outras consequências principais. Isso permitiria entender quais os objectivos que estão a ser cumpridos.

  4. Tem um detalhe sutil obviamente desprezado no comparativo. O vírus do covid, diferentemente da gripe, muito provavelmente foi manipulado pela mão humana.

  5. Olá todos: o artigo da especialista é mais um dentro do bloco de especialistas, estatísticos e observadores cujo conteúdo questiona o que se anda a fazer no planeta. Confesso que gostei mais dos comentários e perguntas do Max do que o artigo da especialista.
    Entre outras coisas ela confirma a utilização de máscaras, coisa que já conseguimos entender que a maldita focinheira só prejudica. Vale por ser mais um trabalho que soma observações lúcidas, em sua maioria.
    Não pensem que os fanáticos são atingidos, não. São atingidas pessoas que se dão ao direito de duvidar, como o vizinho Sergio, o que faz muito bem. E pessoas como eu que já formei uma explicação que considero suficiente para afirmar: é fraude, minuciosamente planejado para produzir o fechamento de pequenos e médios negócios, aumentar substancialmente o desemprego mundial, diminuir a população de idosos, disseminar o medo a ponto da população aceitar qualquer medida de restrição, censura, isolamento social…tornar tudo via virtual, destruir laços de sociabilidade, provocar um aumento significativo de suicídios, depressão e transtornos mentais para acertar as desregulagens dos grandes negócios, da bagunça financeira mundial e mais concentração de poder e dinheiro e, principalmente decretar a globalização da saúde controlada, vida e morte controladas, deslocamentos controlados por todo o planeta. Essa fratura dos modos de viver na sociedade, de aceitar o que seja, a comprovação definitiva que conseguiram transformar gente pensante em plastas de carne com dois olhos sem cérebro.
    Isso e muito mais, os que têm curiosidade, lerão as conclusões do G20 em Buenos Aires. para degustarem.

    Algumas coisinhas que qualquer ser humano pode ver: cadê o Covid 19 nos aglomerados humanos das favelas e periferias das grandes cidades brasileiras. Deviam estar todos mortos, pois os que tinham trabalho continuaram, os negócios do narcotráfico continuou do mesmo jeito, e as máscaras, ah as máscaras cadê?
    Nosso ministro da economia disse alto e em bom tom:” Não vou financiar pequenos e médios negócios. Empresto para peixe grande que dá lucro” (!!!!!)
    Os poucos que fazem lives como esse aí de cima, desaparecem da telinha.
    Gates que em 2015 teve uma iluminação divina com certeza e previu o Covid 19. Agora já está tendo outra inspiração divina.
    Atendidos supostamente com Covid vão para o hospital morrer de respirador mal instalado. E as demais doenças matam em casa (não estou falando dos ricos) porque cirurgias são postergadas e matam também.
    Quem está a beira de um ataque de nervos são os pais que têm de prender as crianças em casa. As crianças da classe media estão ficando loucas, enquanto os desgraçados pais continuam a engolir o que diz a TV e dando tratos a bola para se tornarem todos empreendedores virtuais.

    A fratura , a diferença está em ser global, todos reagindo do mesmo jeito, o novo terrorista foi inventado e é todo aquele que reage, eu e vocês somos, a partir de então, pessoas perigosas.

Obrigado por participar na discussão!

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