Comunismo: nunca mais!

Querido amigo,

aproveito destes tempos de pandemia para falar-te dos Países do bloco comunista, quando ainda existia o Muro de Berlim. Tive ocasião de visitar um par deste Países e até morei num deles durante alguns tempos, mas já o Muro tinha sido derrubado e as coisas encontravam-se em plena transição. Mesmo assim, acerca do período mais escuro, fontes fiáveis é coisa que não faltam.

Acreditas que havia filas para comprar comida? Uma coisa inacreditável, filas ordenadas de pessoas à espera de poder comprar algo para comer. Incompreensível, hoje temos tantos supermercados que só no Sábado à tarde podes encontrar uma fila de espera na caixa. Claro, agora está o Coronavirus então a situação pode parecer igual, mas hoje é para o nosso bem.

Não discutiam lá, apenas executavam, tinham leis tão rigorosas quanto estúpidas pelos nossos padrões democráticos. E ninguém rebelava-se, não era permitido. Claro, agora está o Coronavirus então todos obedecem sem duvidar, mas hoje é para o nosso bem.

Pouco ou nada acontecia ali e o tédio era uma constante enquanto na nossa sociedade colorida e caótica não há um minuto para aborrecer. Claro, agora está o Coronavirus então ficamos fechados em casa sem nada para fazer, mas hoje é para o nosso bem.

Nos Países comunistas, as pessoas precisavam de uma autorização especial para se deslocarem, não como nós, que vamos onde queremos e quando queremos. Claro, agora não podemos sair de casa, mas hoje é para o nosso bem.

Aí impediam as viagens dos cidadãos porque tinham medo que vissem como estávamos bem por aqui. Nas nossas cidades há uma agência de viagens de três em três lojas. Claro, agora está o Coronavirus então as agências estão todas fechadas, mas hoje é para o nosso bem.

As pessoas tinham um rendimento ridículo, enquanto aqui as pessoas comuns estão bem, têm até telemóveis. Claro, agora está o Coronavirus então os rendimentos têm que descer ou até parar, no bolso sobra apenas o telemóvel, mas hoje é para o nosso bem.

E depois os automóveis: eram muito poucos, a maioria dos veículos na estrada eram camiões que transportavam as poucas mercadorias necessárias ao Comunismo, enquanto nos nossos Países as estradas estão repletas de todo o tipo de veículos, porque as pessoas adoram circular. Claro, agora está o Coronavirus e ninguém circula, apenas os camiões para que o Capitalismo possa funcionar, mas hoje é para o nosso bem.

Havia lá um Estado policial: os polícias paravam-te na rua mesmo que não fizesses nada de mal, não como nos nossos Países, onde há muita liberdade e os polícias são simpáticos e não incomodam. Claro, agora está o Coronavirus então os polícias têm que parar, pedir documentos, perguntar e controlar, mas hoje é para o nosso bem.

Aí havia uma espécie de recolher obrigatório: à noite já não se podia ver ninguém na rua, não como nos nossos Países onde tudo é uma ida e volta de pessoas que divertem-se. Claro, agora está o Coronavirus então ninguém sai à noite, mas hoje é para o nosso bem.

Aos Sábados à noite era proibido organizar jantares com amigos. Absurdo, não é? Claro, agora está o Coronavirus então não há jantares com amigos ou parentes, mas hoje é para o nosso bem.

Aí aceitavam todas as ordens porque havia uma propaganda que nunca parava: só havia a televisão estatal a transmitir, sempre as mesmas notícias. Não como aqui, onde temos centenas de estações de televisão públicas e privadas e as notícias mudam todos os dias. Claro, agora está o Coronavirus então todas as televisões falam só da pandemia, mas hoje é para o nosso bem.

O Estado comunista até podia impedir os funerais. Aqui estão os padres e o Vaticano é uma potência: seria impossível que ficassem calados num caso assim porque seguir o caixão e estar presente no enterro dos entes queridos é um acto sagrado de caridade cristã, mas ali eram todos ateus. Claro, agora está o Coronavirus então os funerais são proibidos e temos que abdicar do acto sagrado de caridade cristã, mas hoje é para o nosso bem.

Havia lá algumas fábricas que pareciam estar inutilizadas pelo facto de poucas pessoas trabalharem nelas. Aqui? É uma proliferação de actividades produtivas e há muita procura de pessoal. Claro, agora está o Coronavirus então as fábricas estão vazias e o desemprego pode até subi um pouco, mas hoje é para o nosso bem.

Aí podia-se ver muitas lojas vazias ou até fechadas, claro sinal de que havia pouca actividade comercial; não é como nos nossos Países onde é cada vez mais difícil encontrar uma loja para alugar porque há demasiados empresários que querem entrar num mercado em contínua expansão. Claro, agora as lojas estão fechadas e algumas não voltarão a abrir, mas hoje é para o nosso bem.

Nos Países comunistas havia os chamados “planos quinquenais” de médio prazo, não como aqui onde temos óptimos gestores que não precisam de planos nem de médio nem de longo prazo porque conseguem sempre acertar tudo. Claro, agora todos os planos saltaram porque o vírus baralhou as cartas e novos planos terão que ser feitos, mas hoje é para o nosso bem.

Depois, os líderes comunistas apareciam na televisão para incitar os comunistas a cumprirem o dever deles, não como aqui onde todos cumprem o dever sem qualquer necessidade de incitação. Claro, agora aparecem em continuação membros das instituições para que todos respeitem as indicações, mas hoje é para o nosso bem.

Ali, os hospitais eram o perfeito símbolo do estatalismo comunista: um desperdício, não como nos nossos Países, onde tudo é optimizado. Nós não desperdiçamos, a nossa é uma sociedade meritocrática. Claro, agora os hospitais estão em crise e faltam máquinas vitais, e não, não foi para o nosso bem: foi só porque o vírus é danado.

Aí, se fosses uma daquelas raras pessoas que trabalhavam por conta própria e o Estado fizesse uma lei que te impedisse de trabalhar, acabariam por dar-te um subsídio de fome, miserável. Aqui não pode acontecer: o trabalhador por conta própria é protegido de muitas formas, quase acarinhado, e não precisa de esmolas. Claro, agora estão todos parados sem receitas e sem subsídios, mas hoje é para o bem deles, para protege-los do vírus.

Aí não entendiam nada de economia, mas nada mesmo: aqui não precisamos de nós preocupar com estas coisas, temos especialistas de renome que tratam de tudo. E nós ficamos descansados, justamente. Claro, agora haverá uma crise devastadora, mas não é um problema de escolhas políticas ou económicas, é só culpa do pandemia.

Como podiam as pessoas viver daquela forma? Como é que ficaram assim? Como podiam aceitar o nada que lhes era imposto pelo Estado? Nós estamos habituados a um crescimento sem fim, queremos cada vez mais, o que torna impossível um Estado policial como o deles. É impossível para nós que um dia alguém venha a dizer “fica em casa” e pronto. Impossível, haveria uma revolução, porque se hoje temos cem, amanhã queremos cento e dez, não noventa. E temos sólidas estruturas democráticas, temos mais consciência política, económica e social. Somos completamente diferentes.

Ainda bem que o Comunismo acabou e certas coisas nunca mais voltarão.

 

Ipse dixit.

30 Replies to “Comunismo: nunca mais!”

  1. Max, o confinamento está te fazendo um bem!… Um atrás do outro artigo, fica até difícil acompanhar, e a tua criatividade (ou quem sabe é raiva) vai crescendo. Este de agora então me dá vontade de esfregar na cara de muita gente, que diz odiar autoritarismos e só os reconhece na União Soviética. Claro que não adianta falar com zumbi hipnotizado, mas para mim é como um remédio, um bálsamo para a compreensão da catástrofe social e econômica que bate a porta da maioria cega e surda.
    A ideia é perfeita, e expõe o autoritarismo extremo das democracias capitalistas, quando lhes convém. Mas estou convencida que esse experimento global visa testar até onde os sujeitos democráticos, que julgam ser livres, aguentam o peso da total perda de privacidade, liberdade, auto consciência e submissão. Da minha singela e diminuta experiência, te afirmo: aguentam qualquer coisa, e pior, estão de pleno acordo, requisitam, rechaçam e denunciam qualquer diferença que percebam.
    Basta que se lhes diga que é para o próprio bem deles.. Nos regimes de força bruta sempre há dissidência. Agora parece não haver. Admitem e são favoráveis que se faça aqui o que fizeram na China: o absurdo de arrancarem a força os velhos de suas casas, quando supostamente contaminados (com o uso de testes de validade discutível). O idoso não teve o direito de morrer ou viver perto da sua família. Louvam o confinamento e expõem como prova que nos países em que o confinamento foi seguido a risca, desde o início da suposta pandemia, esta arrefeceu rapidamente, e países de povo desobediente como França e Itália, estão sofrendo as consequências. É como se não existisse manipulação das estatísticas, ocultação de dados comparativos, manipulação dos cientistas, dos burocratas, aproveitamento político das situações. Todos como querubins angelicais só dizem a verdade, e a verdade é uma só. E continuam jurando que estamos vivendo plena democracia. Até as eleições municipais estão mantidas!

    1. «…Admitem e são favoráveis que se faça aqui o que fizeram na China: o absurdo de arrancarem a força os velhos de suas casas, quando supostamente contaminados (com o uso de testes de validade discutível)…»

      Não se precipite na sua análise relativamente às medidas postas em prática pelo governo da República Popular da China (RPC), porque por vezes aquilo que parece não é.

      A nação chinesa não é atrasada nem composta por ignorantes, aliás gosta sempre de um bom desafio, e posso garantir-lhe que a melhor forma para enfrentar a doença do coronavírus covid-19 e quem está por de traz dela mais as medidas associadas à mesma, é precisamente entrar no jogo e de forma inteligente ir desconstruindo a mentira em que o mesmo se fundou.

  2. Isso é verdade, mas em Portugal o caso é bastante curioso, as empresas privadas ou negócios privados vivem na sua maioria às custas do dinheiro dos cidadãos que financiam o Orçamento do Estado (OE), seja em tempos de boa economia ou crise económica.

    Não produzem nada, a administração dos privados é péssima, promovem a exploração laboral, e ainda sugam o dinheiro dos contribuintes.

    São empreendedores dizem eles, mas com o dinheiro dos outros nunca com o deles.

    Os que clamam por menos Estado, são aqueles que mais mamam e dependem desse mesmo Estado.

  3. Perguntas Max:
    1. Dizem que a dívida terrestre do Pib aumentou 322%? Isso é quebra, não é !?
    2. Se empresta para pessoas, corporações e países, mas dizem que é dinheiro lixo. De que forma essa situação vai funcionar?
    Talvez isso mereça boas explicações em artigos no II
    Se tiveres disposição para tanto, aproveita o tempo.
    Abraçoooo

    1. O que é lixo é a origem do dinheiro, criado do nada, condicionado ao equivalente endividamento de um determinado Estado Nacional (país), junto a um credor (leia-se Banco/s). Te pergunto: Tem algo mais importante do que dominar e submeter indefinidamente populações através do controle da criação do dinheiro? E é isso que acontece, mais fácil do que nunca, à ca. de 50 anos.
      Insisto: controle o comércio da moeda, propaganda e a informação privilegiada e o mundo estarás à seus pés…

  4. Oi Defunto: aproveita a semana santa que é tempo de sair vivinho da silva do túmulo (nem precisas subir aos céus) Se já morrestes, também já voltastes. Como foi a viagem?

  5. Lindo texto, quase profético, comecei por querer recordar que o bom do Bernie era afinal de contas um apoiante da simpática Hillary apenas a mulher que neste planeta mais parecia desejar uma III guerra mundial e tocou-se no tema do “comunismo” ou da “esquerda” ou whatever … “ideias” das quais o “bom” do Bernie dizia ser “próximo” e isso era mais do que suficiente para o “bom” do Bernie ser “bom”, mas eis que o “bom” do Bernie é de imediato esquecido e …lá vamos nos outra vez . P.Lopes e as suas “blasfémias”…
    Ironicamente se algum dos leitores deste Blog é um convicto ” comunista” ou ” esquerdista” sou eu porque acredito que a ditadura que governará este planeta ou a maior parte dele num futuro não muito distante será um novo “comunismo” um “comunismo” “verde” … LGBT e XPTO … que nacionalizara os meios de produção, abolira as classes sociais para não haver luta de classes ( o clássico mata-se o cão e acaba-se a raiva) por isso vejo esse testo como profético, com as devidas adaptações , claro..” Pero yo soy anticuado , um louco…nada do que digo faz sentido. Voltem a dormir … está tudo bem.
    Mas antes de terminar e mudanto um poucoo tema li a frase de JF, que aqui transcrevo com devida venia :

    “A nação chinesa não é atrasada nem composta por ignorantes, aliás gosta sempre de um bom desafio…”

    E lembrei-me que desde miúdo nunca gostei de uma ferramenta muito popular que era a chave inglesa, que se adapta a vários tamanhos de porcas e parafusos, aparentemente algo de muito versátil e compacto. E depois lembrei-me também que a Alemanha em 1933 não era atrasada nem composta de ignorantes , alias gostava sempre de um bom desafio … e onde é que isso nos levou ?

  6. Ó meus caros, o comunismo funcionava da maneira que funcionava, porque…
    E o capitalismo funciona(va) da maneira que funciona(va) porque…
    E o suposto “vírus” só funcionou da maneira que funcionou porque…

    …porque cada um dos pontos acima não passa de LAVAGEM CEREBRAL e a suposta informação que existe/ia é/era só para iludir!
    O poviléu tem o smartphone que permite aceder a TODA A INFORMAÇÃO DO MUNDO e em vez disso prefere usá-lo para ver fotos de gatinhos fofos, vídeos de inutilidades e de gente a fazer parvoíces e a dizer aleivosias, e em vez de usar as redes sociais, o chat, o e-mail, etc. para disseminar informação de jeito, só os/as usa para as selfies e para se publicitar a si próprio na intenção de poder ser uma celebridade de coisa nenhuma!

  7. Eu, sempre que posso, envio por e-mail um chorrilho de links que contradizem a informação “oficial” só para as levar a perceber que as coisas não são como se impinge. Alguém daqui faz o mesmo? Se não, convido a fazer!

  8. Entretanto no regime de Espanha:

    «…Sánchez também reconheceu que, neste momento do confinamento, a maioria das infeções ocorre em casas, e não fora delas, pelo que deve ser complementada com outros tipos de medidas que não especificou…»

    Nunca vi golpes de Estado como estes, nem mentiras tão mal amanhadas em contradição sobre contradição.

  9. Pedindo licença e abusando da infinita paciência do Max.

    https://www.youtube.com/watch?v=aLp9HKDHIFg

    TÉDIO
    ( Biquíni Cavadão )

    Alô!

    Sabe esses dias
    Em que horas dizem nada
    E você nem troca o pijama
    Preferia estar na cama

    Um dia, a monotonia
    Tomou conta de mim
    É o tédio
    Cortando os meus programas
    Esperando o meu fim

    Sentado no meu quarto
    O tempo voa
    Lá fora a vida passa
    E eu aqui à toa
    Eu já tentei de tudo
    Mas não tenho remédio
    Pra livrar-me desse tédio

    Vejo o programa
    Que não me satisfaz
    Leio o jornal que é de ontem
    Pois pra mim tanto faz

    Já tive esse problema
    Sei que o tédio
    É sempre assim
    Se tudo piorar
    Não sei do que sou capaz

    Sentado no meu quarto
    O tempo voa
    Lá fora a vida passa
    E eu aqui à toa
    Eu já tentei de tudo
    Mas não tenho remédio
    Pra livrar-me desse tédio

    Tédio!
    Não tenho um programa
    Tédio!
    Esse é o meu drama
    O que corrói é o tédio
    Um dia eu fico cego
    Me atiro deste prédio

  10. Olá Defunto: texto bem documentado, muito bom. Mais uma peça para demonstrar que no Brazil, quase tudo é cambalacho, hipocrisia e falsidade. Já foi tão normalizado, que entre nós, se meter em política de antemão significa ficar rico e surfar na onda da corrupção.Políticos decentes são raríssimos. Lembro de Olívio Dutra. Acho interessante para todos aqui, embora a maioria seja europeu, inclusive o blogueiro. Serve para conhecer um pouquinho de Brazil e justifica a sentença de De Gaulle: o Brazil não é um país sério. Que pena.

    1. Olá JF!

      Mais uma vez eis a inutilidade dos conceitos de Direita e de Esquerda, utilizados para criar uma fake news.

      Dado que frequento diariamente a internet italiana com relativos órgãos de comunicação oficiais, posso dizer-te que toda esta história tem origem num artigo de La Stampa (que pertence à FIAT) que, de facto, critica a presença russa. E na relativa resposta da Embaixada de Moscovo, que fica enervada pelas insinuações do jornalista.

      Em defesa do artigo entra em campo o governo, formado pelo PD, Partido Democratico (teoricamente de Esquerda), e pelos Cinque Stelle (já agora um ex-partido em via de extinção, teoricamente alternativo ao PD). É o mesmo PD que pede a intervenção dos órgãos europeus em defesa do jornalista de La Sttampa.

      Paradoxalmente, quem ataca La Stampa e defende a presença russa em Italia é Marco Travaglio, jornalista que com muita boa vontade poderia ser definido “de Direita” (na verdade escreve pelo Fato Quotidiano, diário de sucesso alternativo que recolhe muitos leitores de “Esquerda” também).

      O principal diário de Direita (Il Giornale) tem tratado o caso apenas em dois artigos totalmente acríticos (o que surpreende, sem dúvida) que limitam-se a relatar os factos.

      A esmagadora maioria dos outros órgãos de informação (de Esquerda ou de Direita) têm dedicado muito pouco espaço ao acontecimento pois mais parece um confronto de galinhas no quintal. É provável que não poucos italianos nem estejam a par do assunto: o caso La Stampa vs. Rússia passa totalmente despercebido.

      Dúvida: La Stampa, que ataca a Rùssia, é de Direita? Mas nem pensar. La Stampa é o diário da família Agnelli, aos quais a ideia duma Direita ou duma Esquerda só provoca gargalhadas. Os Agnelli sempre apoiaram o sector político capaz de proporcionar-lhes mais dinheiro público, mais nada. Hoje fazem parte da frente financeira progressista e atlantista (NATO), portanto ao lado da União Europeia, da Hillary, dos Soros, etc.

      Fake news? Sim. O que não admira, tratando-se se Estulin…

      1. Desconhecia esse conflito.

        No vídeo publicado pelo sr. Estulin não vem qualquer referência, mas agora e após ler o seu comentário já dá para fazer uma pesquisa sobre o assunto.

        Porém, você relaciona o sr. Estulin com as falsas notícias o que não deixa de ser curioso, pois não o relacionaria com essa prática tendo em conta que isso o iria colocar numa posição desfavorável e consequente perda de credibilidade.

  11. É caso para dizer: Nunca mais mesmo!
    A malta está tão traumatizada com o comunismo que está sempre a rogar-lhe raios e coriscos. Esta analogia da situação de Portugal e afins como o comunismo, está bem tirada, tipo jmperial com uma ligeira gola de espuma. Vi um energúmeno qualquer dizer há poucos dias: Faz cá falta o Salazar para obrigar esses gajos a ficar em casa. Servidão voluntária hardcore, ou os Early Boomers dos regimes totalitários.

  12. O COMUNISMO FAKE COMO FUNÇÃO DA ORDEM CAPITALISTA
    O comunismo só surgiu após as potencias europeias burguesas liberais capitalistas soltaram seus tentáculos mundo afora.
    E surgiu formatado pela intelectualidade judaica alemã como uma pseudo alternativa ao capitalismo liberal, e difundido assim pela Internacional Socialista, uma organização judaico-europeia. Acontece que este “Comunismo” jamais passou de um subproduto do capitalismo globalizado, exercendo a função de antagonismo na lógica tese x antítese = síntese. O mesmo comunismo que foi o fiel da balança nas duas guerras mundiais, pró-ocidente capitalista. Todo estudioso independente sabe do que me refiro, tanto que o Comunismo verdadeiro foi taxado de “UTÓPICO”. O que é realidade, pois não há como este comunismo sequer principiar num planeta capitalista.
    Assim como quase ninguém sabe a origem do capital, principal valor do capitalismo, a maioria ignorante acha que é do próprio trabalho, ou das Casas das Moedas (4% da montante circulante no planeta), não se dão conta da origem das palavras Socialismo (prioridade social) e Comunista (prioridade comum/coletiva). Mas, o comunismo sub-capitalista, assim como as grandes guerras, já tinha, cedo ou tarde, seu destino programado, obviamente como forma de justificar/legitimar a ordem capitalista, e através da propaganda, ser afastado toda e qualquer alternativa social no imaginário coletivo. Desde então, todas mazelas do capitalismo são direta ou indiretamente associadas ao comunismo FAKE.

  13. “(…) o Comunismo verdadeiro foi taxado de “UTÓPICO”. O que é realidade, pois não há como este comunismo sequer principiar num planeta capitalista.”

    Ahem…se ler os 6 primeiros livros de Atos na Bíblia, verá mencionado 2 vezes que não.

Obrigado por participar na discussão!

%d bloggers like this: