Syriza: diga-me com quem andas…

A Grécia votou as sanções contra a Rússia.
Sonhar não é pecado nenhum, até faz bem.
Mas chega sempre a altura de acordar.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros grego, Kotzias:

Nós não somos contra qualquer sanção. Estamos com a corrente principal, não somos os meninos maus. […] Eu não sou um fantoche russo.

Bravo Kotzias, continua a ser o fantoche de Bruxelas então.
Pelo que, agora podemos tranquilamente esquecer Syriza.

Aliás, não: mais uns pormenores.

Sabem quem o novo Primeiro Ministro grego Tsipras e o seu Ministro das Finanças Varoufakis, contrataram como conselheiros do governo? Lazard.

Um nome que pouco ou nada parece dizer. Mas Lazard é uma instituição financeira de New York, e fica entre os tubarões mais tubarões da Finança especulativa.

Lazard em 2013-2014 trabalhou com JP Morgan e Deutsche Bank para “tratar” do governo da Etiópia. Exacto, a Etiópia: aquela onde as crianças ficam morrem de fome, aquela onde as mulheres têm que vender os filhos como escravos para uma ânfora de água. Agora a Etiópia ficou presa numa armadilha especulativa feita de obrigações de uma magnitude suficiente para colocar o País e seus recursos nas mãos de Chicago e Wall Street para os próximos 70 anos.

Lazard, aquela onde trabalha Gerd Häusler, Director do Instituto das Finanças Internacionais (IIF) de em Washington, o rei da especulação com derivativos, o tal que já em 2011 coordenou a crise cada vez mais desesperada da Grécia, jogando como conselheiro dos investidores estrangeiros e consultor do governo de Papademos ao mesmo tempo. O Gerd Häusler do Grupo dos Trinta, obviamente.

É a Lazard do director Kenneth M. Jacobs, do Comité de Direcção do Grupo Bilderberg; de Nathaniel Rothschild, de Gerald Rosenfeld (CEO da Rothschild North America), de Richard Dean “Dick” Parsons (Citigroup, Rockefeller), de Henrique de Campos Meirelles…

Diga-me com quem andas e te direi quem és.

Ipse dixit.

Relacionados:
O Grupo dos Trinta – Parte I
O Grupo dos Trinta – Parte II

Fontes: Reuters, Zero Hedge,

7 Replies to “Syriza: diga-me com quem andas…”

  1. Um caos organizado por alguns -> a superclasse (alta finança – capital global) pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
    – privatização de bens estratégicos: combustíveis… electricidade… água…
    – caos financeiro…
    – implosão de identidades autóctones…
    – implosão das soberanias…
    {uma nota: depois de 'cozinhar' o caos… a superclasse apareceu com um discurso, de certa forma, já esperado… veja-se, por exemplo, a conversa do mega-financeiro George Soros: «é preciso um Ministério das Finanças europeu, com poder para decretar impostos e para emitir dívida»}
    – forças militares e militarizadas mercenárias…
    resumindo: estão a ser criadas as condições para uma Nova Ordem a seguir ao caos – uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.
    {uma nota: anda por aí muito político/(marioneta) cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse}

  2. Ó pessoal, Minha Nossa Senhora da Saúde do Outros, quanto pessimismo!

    Eu não consigo encarar tudo sempre com o lema "É mau". Antes é preciso ver, depois emitir uma sentença. E "ver" é coisa rápida: o Syriza deu o exemplo. Uma vez eleita, teve que fazer além de falar. Como elemento do "sistema", as primeiras escolhas já deram para perceber qual o rumo. Adeus Syriza e ámen.

    Que eu perdi ao esperar para ver? Rigorosamente nada. Nem fiquei chocado, pois já sabemos como funcionam estas coisas. E se Syriza tivesse demonstrado ser "diferente", teria sido travada de outra forma, é sabido isso também.

    Mas agora inicia uma parte interessante, que vale a pena observar: qual será a reacção dos Gregos? Syriza tinha prometido muito, nas primeiras horas já fez marcha atrás sobre muito também. Vamos ver. Será que sou o único que consegue ver o lado positivo das coisas? Não acredito nisso…

    Abraçooooo!!!!!

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