Um curioso artigo o seguinte.
Curioso por várias razões.
O idioma é uma mistura de terminologia leninista com traços nacionalistas que irá certamente fazer sorrir muitos leitores.
Depois oferece um novo ponto de vista acerca da presença dos Estados Unidos na América do Sul: o ponto de vista da esquerda argentina, longe da diplomacia de Lula, mais perto dos dogmas de Chavez.
Por último, fornece um bom quadro acerca da estratégia de penetração Norte-americana na região: a Venezuela pode ser a principal e declarada inimiga, mas é verdade que os enormes recursos da América meridional não podem deixar indiferentes Washington, sobretudo numa perspectiva futura.
O autor é Hugo Rodríguez, director do Grupo de Estudios Estratégicos Argentinos.
Este artigo apresenta uma visão mais abrangente da coordenação militar dos EUA e do Reino Unido na região sul-americana. Nos últimos dois anos, os analistas locais destacaram a presença norte-americana, sem nunca mencionar uma das maiores bases militares pertencente aos EUA (Southern Command), e sem reconhecer o papel e a complementaridade que as mesmas têm numa perspectiva histórica e factual em relação à presença militar britânica na nossa terra e nas nossas águas.
Neste primeiro trabalho, apresentamos apenas a localização de todas as bases (actuais e históricas), deixando para sucessivas ilustrações a análise específica do Conselho de Segurança da UNASUR [a zona de livre comercio da América do Sul, NDT], a análise dos Ministérios da Defesa da região, os seus principais sucessos e fracassos.
Tomando como ponto de partida a pesquisa realizada pela equipa jornalística da Telesur e com a informação oficial do Reino Unido e do Comando Sul dos Estados Unidos, desenvolvi o seguinte diagrama que mostra todas as bases militares da NATO, actualmente presentes na América do Sul.
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Base Militar
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Localização
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Invasor
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Órgão Militar Superior
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Malvine
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Argentina
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GB
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NATO
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George
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Argentina
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GB
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NATO
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Sandwich
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Argentina
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GB
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NATO
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| Tristán de Cuña |
Oceano Atlantico
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GB
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NATO
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Santa Helena
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Oceano Atlantico
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GB
|
NATO
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Ascensión
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Oceano Atlantico
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GB
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NATO
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Estigarribia
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Paraguay
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USA |
NATO
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| Iquitos e Nanay |
Perù
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USA
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NATO
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| Tres Esquinas | Colombia |
USA
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NATO
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|
Larandia
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Colombia
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USA
|
NATO
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Aplay
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Colombia
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USA
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NATO
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|
Arauca
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Colombia
|
USA
|
NATO
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|
Tolemaida
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Colombia
|
USA
|
NATO
|
|
Palanquero
|
Colombia
|
USA
|
NATO
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Malambo
|
Colombia
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USA
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NATO
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Aruba
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Antillas
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USA
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NATO
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Curaçao
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Antillas
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USA
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NATO
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Roosevelt
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Puerto Rico
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USA
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NATO
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Liberia
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Costa Rica
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USA
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NATO
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Guantánamo
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Cuba
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USA
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NATO
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Comalapa
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El Salvador
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USA
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NATO
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Soto Cano
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Honduras
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USA
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NATO
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IV flotta
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Oceano Atlantico y Pacifico
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USA
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NATO
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A NATO é um tratado de armamentos para a protecção e a cooperação político-militar-económica entre os Estados-Membros. Foi criada no clima da Guerra Fria e o seu homologo oriental é o Tratado de Varsóvia. A NATO é completada pelos Países da Europa Ocidental, os Estados Unidos e o Canadá. Esta organização militar multilateral nos últimos anos tem concentrado os próprio recursos para fazer incursões militares em Países não membros. Lembramos que o apoio americano ao Reino Unido em 1982 teve origem daqui.
É importante observar com atenção o esquema das bases NATO, pois a sua visão parcial corta a análise, o foco de atenção e também porque constitui o factor mais importante, corta na direcção das recomendações sobre as políticas de defesa Regional. Por exemplo, aqueles que se concentram nas novas bases americanas na Colômbia, observam de forma extremamente clara que, com a política de comunicação social da América do Norte, as bases têm como objectivo o Venezuela. Outros, nomeadamente aqueles que complementam esta análise com a localização da Quarta Frota, porém, indicam que o centro é o Brasil.
Em qualquer caso, tanto a liderança venezuelana como a do Brasil estão a trabalhar para melhorar e actualizar os próprios equipamentos, navios e despesas militares para adequar-se às circunstâncias e às bases que os cercam. Mas outros Países da região não devem ficar satisfeitos com esta análise, em particular a nossa república Argentina, pensando que só os citados possam ser alvos dum ataque. Como observa Lacolla (“Do Afeganistão à Malvinas”), estão a explorar os nossos recursos, principalmente o petróleo, sucessivamente terão como objectivo a água. Mas actualmente, a maioria das análises geopolíticas, incluindo as do Conselho de Defesa da UNASUR, têm ignorado nos seus estudos sobre a região as bases militares no Reino Unido.
O tipo de configuração que o evento exige não só serve para considerar-las, mas também para saber qual é a coordenação histórica e factual do Reino Unido, juntamente com as dos Estados Unidos. Para esta região, uma análise adequada não deve tratar exclusivamente das bases na Colômbia, mas continuar com os mesmos olhos e observar todas as bases militares da NATO que, é claro, têm um alvo. O que não é tão pequeno como podem ser dois Países e algumas ilhas com um pouco de petróleo. O alvo é a América do Sul (e os seus recursos), mas a miopia dos dirigentes ou sectores supostamente representativos da nossa sociedade que ignoram as advertências, pode tornar-se muito caro a curto prazo.
Por seu lado, o Comando Sul, mais conhecido como IV frota, complementa as anteriores enclaves imperialista e é uma espécie de mega base móvel, é uma complexa combinação de porta-aviões e navios de guerra em torno da América do Sul. No mapa sobre as bases, outro mapa é sobreposto com as palavras “Southern Command Area Focus”; é o mapa oficial do Senado dos Estados Unidos, é o local onde navegam (em águas internacionais, mas não sempre), os navios de guerra do País de Obama.
A Quarta Frota teve a sua origem durante a Guerra Fria para impedir a ideologia anti-imperialista que floresce como a eritrina na nossa terra, porque reacção natural de auto-defesa de qualquer sociedade atacada. Ou seja, de acordo com a margem de cada apresentação diplomática, estes navios exercem a função de repressão de qualquer manifestação anti-imperialista na região.
O que deve ficar claro é que alguns Países latino-americanos estão a tomar medidas para salvaguardar não só os próprios próprios recursos, mas também para proteger-se. A nossa amada Argentina não pertence a este grupo.
Fonte: Geopolitica Argentina
Tradução. Informação Incorrecta




