Projecto de lei dos EUA quer dar ao Presidente poder de “desligar” a internetCaso entre em vigor, a lei dará ao governo direito de adquirir informações de empresas relacionadas a serviços da web e ainda pode controlar, e até mesmo desligar, a internet no País
Foi apresentada nesta segunda-feira, 14/06, nos Estados Unidos, um projecto de lei que pode dar ao Presidente poder suficiente para controlar e até mesmo desligar a internet dentro do País.
A ideia é permitir acções efectivas em situações consideradas de emergência. Com a medida, as empresas de buscas como o Google ou de softwares como a Microsoft ficariam sujeitas à ordens do Governo.
A proposta surge como forma de reforçar a velocidade de resposta em relação a algum ataque de grande escala que ameace a segurança do país. Segundo um dos senadores responsável pelo projecto, Joe Liebermann, a atitude pensada pretende “proteger as redes e os seus bens e proteger o país e o povo”. Além de articulador da proposta, Liebermann também é presidente do Comité de Segurança Norte-Americano.
A acção, no entanto, já é alvo de duras críticas. Os comentários negativos dos sectores industriais são direccionados aos limites ainda difusos de poder sobre a rede. Com o projecto em vigor, empresas relacionadas à internet, telefonia ou gestoras de tecnologias de informação poderão ser obrigadas a cumprir ordens federais e cooperar com a prestação de informação.
Caso o projecto realmente vire lei, será preciso criar o Centro Nacional de Segurança e Informática, organismo que fará a manutenção sobre as novas regras de cibersegurança. O órgão será subordinado ao Departamento de Segurança Interna.
O centro a ser criado terá como missão monitorar infraestruturas da web pertencentes ao país e ainda colaborar com outros organismos federais durante adopção de práticas de prevenção e monitorização de ciberterrorismo.
Grave, sim, mas não surpreendente.
Afinal o terrorismo serve para quê?
Joe Lieberman é uma estranha figura.
Senador do Estados Unidos, foi eleito nas fileiras democráticas mas as suas posições sempre foram equivocas: israelita, foi a favor da prossecução da guerra no Iraque e nas últimas eleições presidenciais apoiou o candidato republicano, John McCain.
É a favor do aborto, dos gays, mas quando ouve falar de violência na televisão ou nos videojogos irrita-se.
O que não deixa de ser muito engraçado: Lieberman não encontra nada de mal quando as tropas americanas invadem um País estrangeiros, lançando bombas que matam civis. Mas quando vê sangue num videogame fica histérico.
Hipocrisia? O que é isso?
Ipse dixit.
Fonte: Prova Final



