Actualização: Egipto em chamas, 20 mortos, 1.000 feridos

20 mortos e pelo menos 1.000 feridos é o balanço provisório do dia de hoje: os presos seriam 400 mas segundo outras fontes o total estaria perto de 600.
A revolta, começada no Cairo, depressa contagiou as outras cidades do País, e nesta altura as atenções concentram-se na atitude dos militares: os únicos que poderiam travar a revolta com um golpe.

A companhia aérea Egypt Air cancelou todos os voos enquanto empreendedores e homens influentes abandonam o País com transportes privados.
Apesar do recolher obrigatório, os manifestantes desafiaram as polícias e os tanques no centro da cidade. O discurso do Presidente Mubarak, que disse lamentar as vítimas, acalmou os ânimos.

O ex chefe da Agência Internacional para a Energia Atómica, Mohamed ElBaradei, tinha regressado ao País com a intenção de candidatar-se para guiar a difícil transição, mas foi preso pela polícia após esta ter agredido com cassetetes as pessoas que tentavam proteger o político.

Também os jornalistas alvos da repressão: pelo menos 10 estariam presos, entre os quais o repórter da BBC e de Al-Jazeera.
Internet continua desligada.

Entretanto, no diário inglês Telegraph surge uma notícia que fará discutir: o governo americano apoiou secretamente principais as figuras por trás da revolta egípcia, tendo vindo a planear uma “mudança de regime” nos últimos três anos.

Obviamente vamos seguir o assunto com particular atenção.

Ipse dixit.

Fonte: Corriere della Sera, Telegraph
Fotografias: Reuters, Api

One Reply to “Actualização: Egipto em chamas, 20 mortos, 1.000 feridos”

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