Deve aparecer muito distante, ao presidente Barack Obama, o 4 de Novembro que de dois anos atrás, quando os seus discursos salpicados com a retórica permitiram-lhe abrir uma maneira para penetrar no coração de milhões de Americanos, povo historicamente “sensíveis” (para assim dizer…) ao fascínio emanado pelos indivíduos que têm a capacidade suficiente para falar por horas e horas de “paz”, “mudança”, e “ecologia” e semelhantes assuntos.
Como é sabido, as eleições intercalares (Midterm Electrions) são geralmente consideradas como um teste decisivo para perceber qual o humor do povo em relação à Administração e relativas escolhas políticas.
Como é sabido, as eleições intercalares (Midterm Electrions) são geralmente consideradas como um teste decisivo para perceber qual o humor do povo em relação à Administração e relativas escolhas políticas.
De momento, parece que a queda abrupta de Obama e a especular subida da ala dura do partido republicano sejam um sinal duma reencontrada “islamofobía”, despertada do próprio sono graças à sua “alfinetadas” dos recentes “ataques” (com muitas aspas) feitos pelos diversos Al Awalaki e companhia, todos os membros da mesma auto-intitulada “Al Qaeda”.
Desde o 11 de Setembro ao correio infectado com antraz. Hoje chegámos aos toner “explosivos” (sic!) que oriundos, assim dizem no Pentágono, do Yemen.
O prato é servido.
Os republicanos são o que são, como sempre, alimentado pelas poderosas lobbies da guerra e do petróleo, e tentam tudo para encontrar um casus belli, uma coisa tipo incidente do Golfo de Tonkin o que lhe permita adquirir o consenso necessário para aumentar a área do conflito no Médio Oriente.
O Obama de hoje, com pouca credibilidade, se realmente deseja salvar a situação, não pode deixar de adaptar-se às manias republicanas, e reafirmar, em perfeita sintonia com os neocons, o sagrado “papel” dos Estados Unidos, ou seja, guardiães da (des)ordem mundial; e paciência para os muitos idiotas “radical chic”, que entopem os luxuosos salões de meio mundo.
O Irão é desde muito o alvo, e é só por causa dos gritantes fracassos no Afeganistão e no Iraque que ainda não foi efectuada qualquer acção militar contra Teerão.
Até o conhecido colunista David Broder, do prestigiado (sic) Washington Post, afirma que ao travar uma guerra com o Irão não só seria possível eliminar a assim chamada “ameaça nuclear” número um, mas também resolveria muitos dos problemas económicos da crise de hoje (como o desemprego); em suma, atacar o Irão significaria dois pássaros com uma pedra.
Por outro lado, nos ambientes da “desinformação”, sobre as “reconstruções oficiais” dos factos, recentemente largou o machado Wikileaks, o assim chamado “site de contra-informação”, que num piscar de olho teria adquirido centenas de milhares de documentos secretos que mostram a pesada responsabilidade do Líbano , da Síria e, cereja no topo do bolo, do Irão no crescimento da guerrilha xiita no Iraque, a ser considerada, é claro, a única responsável pelos massacres sangrentos contra a inerme população sunita.
E se a afirmação for de Wikileaks, como sugerido por quase toda a imprensa ocidental, não se pode (ou talvez não se deve) não acreditar.
O tempo está a esgotar-se, o “inimigo” foi identificado e o terreno preparado para o ataque com os meios usuais, o que significa que somos confrontados com a confirmação do facto que a tanto publicitada passagem de testemunha de Bush para Obama, não só não trouxe aquela “mudança” sobre a qual tantos “esquerdos” europeus teriam apostado uma fortuna, mas foi apenas um recuo tático, que não afectou minimamente a linha estratégica fundamental do imperialismo dos EUA.
Fonte: Conflitti e Strategie
Tradução e adaptação: Informação Incorrecta



Ótimo post Max!
Uma "nova guerra" facilitaria a vida dessa corja de sangue sugas.
Max, você viu isso:
Receia-se um fechamento temporário dos bancos
http://trinityatierra.wordpress.com/2010/11/09/vuelven-los-temores-a-un-cierre-temporal-de-los-bancos/
Grande abraço
Grande!!! Também vou olhar este link Ravena…seu amigo vivendo no 4ºReich!!!