Nem era suposto escrever alguma coisa agora, mas encontrei estas notícias e não resisti.
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) afirmou que o imposto sobre as entidades financeiras, anunciado pelo Governo no pacote de austeridade, vai ser reflectido nos clientes.
Ooooohhhhh…..
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| O bom Faria de Oliveira |
Disse Faria de Oliveira, ao ser questionado sobre o imposto sobre as entidades financeiras que o Governo pretende implementar:
É evidente que os custos têm de ser repercutidos. Neste momento, estamos com uma taxa de juro sobre a dívida pública muito elevada e isso é uma referência, pelo que as condições de ‘funding’ [obter fundos] sobre as instituições estão a ser fortemente penalizadas, por isso os custos terão que ser repercutidos.
É assim: é evidente. Está na ordem das coisas, não pode ser evitado.
O bom Faria de Oliveira queria evitar isso, queria mesmo: mas não se pode lutar contra as forças da Natureza. E a culpa é do funding.
Para o presidente da Caixa Geral de Depósitos, a introdução do imposto:
vai ocorrer num momento muito difícil para o sistema bancário
E, caso não tivesse ficado claro, o bom Faria repete com outras palavras:
O sector bancário não vê que este seja um momento oportuno para a introdução esse imposto.
Pois.
Seria interessante perguntar ao bom Faria:
- qual seria, segundo ele, uma boa altura
- em que altura o imposto não ia ser reflectido nos clientes
Mas enfim, são forças superiores, é o funding…
A notícia não recebeu muita difusão, mas merece ser lida. Penafiel, ontem:
Ricardo Gonçalves, do Partido Socialista, afirmou esta sexta-feira que os deputados são dos que mais “dinheiro perdem” com as medidas de austeridade apresentadas pelo Governo.
Ricardo Einstein Gonçalves “Estamos a atravessar um momento difícil, foram tomadas medidas muito duras e, obviamente, que sendo neste momento deputado sou dos que perde mais dinheiro“, afirmou o socialista durante a manhã, no hospital de Penafiel.
Ricardo Gonçalves fez ainda questão de relembrar que, além das medidas de austeridade apresentadas pelo Governo preparadas para integrar o Orçamento de Estado para 2011, os deputados já tiveram “cortes de cinco por cento” nos seus ordenados, o que, de acordo com o socialista, é apenas um valor “simbólico“, porque tira dinheiro às pessoas mas não dá rendimento ao Estado.
Na sala houve murmúrio. Alguém foi-se embora.
A sagaz intervenção pode ser ouvida no site da TSF.
No comment..
Ipse dixit.
Fonte: Expresso, Correio da Manhã


