Bancos, sempre eles…

Acreditem ou não, no meio da crise há empresas que geram receitas e lucros fabulosos, na ordem do 170%.
Impossível? Nada é impossível se as empresas têm o nome de “bancos”.

Intermarket & More faz uma breve análise acerca da situação:

A suja dúzia (dos bancos)
A crise deveria reduzir os ganhos dos bancos. Em vez acontece o contrário. Graças a financiamentos inovadores, como High Frequency Trading, Dark Pools e muito mais.

Os bancos dos Estados Unidos.

Os nossos queridos e caros bancos EUA, salvados com o dinheiro público, os bancos descarregaram uma montanha de activos tóxicos, gentilmente oferecidos ao governo em troca de dinheiro, para o bem da humanidade e da economia.
Os bancos que, independentemente da crise, voltam a fazer uma maré de lucros, quase magicamente e com alguma falta de lógica económica. Embora todos sabemos que não é absolutamente assim. Tudo muito lógico!
O útil não é criado com a operatividade normal, que consiste em colectar dinheiro e, em seguida, empresta-lo ao sistema; é criado com o dinheiro que era dos bancos centrais que têm investido e que, em seguida, gerou mais dinheiro, especialmente com o trading, ou seja Dark Pool e High Frequency Trading.

Assim, a moral desta história é muito simples. O banco primeiro exagera com operações temerárias. Logo, quando está perto de explodir, chega o máximo pensamento: “to big to fall”.

Mas estamos loucos? Deixar explodir os bancos? Salta todo o sistema financeiro! Bem, caros leitores, talvez assim seja, talvez. Talvez hoje estaríamos numa situação muito mais complexa. Mas então onde está o erro?
Na minha opinião o maior erro foi não fazer o que, pelo menos, na Grã-Bretanha tentaram.

Salvação seja, mas então só eu que mando

Os grandes bancos da Grã-Bretanha foram salvos, sim, mas com uma condição: a nacionalização. Dado que era necessário salva-los de qualquer maneira, pelo menos fazer uma operação com um certo sentido. O banco encontrou um novo accionista maioritário. O Estado. O que parece o mínimo: desde que o Estado já salva os bancos, pelo menos, que possa controla-los!
Mas nos EUA isso não aconteceu. Os bancos foram salvos e, em seguida, voltaram mais livres e imprudentes do que antes. O Estado é ainda accionista, em alguns casos, mas certamente não questiona a gestão.

Alavanca financeira e tudo o resto. A crise não só não ensinou nada, mas, na verdade, aumentou a exposição ao risco do sistema bancário.
Mas tenham muito cuidado, não de todo o sistema bancário.
Apenas alguns bancos têm realmente gerado uma explosão dos lucros. Os outros? Parados.

Quais são esses seis fenómenos bancários?

1. Goldman Sachs
2. Bank of America
3. Morgan Stanley
4. Wells Fargo
5. JP Morgan Chase
6. Citigroup

Ponto.

Destes seis, como podemos ver no diagrama abaixo, todos geraram lucros sensacionais como trading. Só Citigroup ainda está parada, mas olhamos para a importância do trading: sem Citigroup teria feito água por todos os lados.

(Clicar para aumentar)

Assim, a partir deste esquema percebe-se perfeitamente que enquanto o sistema económico está desastrado, os bancos fazem lucros mas não ligados ao facto de “fazer o banco”.

E o resultado dos outros bancos americanos são visíveis abaixo dos seis big banks.

E o Estado agradece

Como dissemos antes, o estado EUA ainda está no interior do capital dos bancos. E no final do dia, só pode aceitar com entusiasmo todo esse cenário, porque no final, levou para as caixas do Estado a beleza de 26 bilhões de Dólares.

Pessoalmente acho que é escandaloso que o Estado esteja consciente da situação, bem cientes do absurdo do que está a acontecer mas não faça nada, apenas porque, no final, também ganha. Pena estar perto da saturação: quando o jogo não funcionar mais teremos que enfrentar um realístico “risco efeito dominó”, cujas consequências não seriam tão alegres.

E na Europa?

Poucas ilusões: na Europa a situação não é tão diferente.
Basta olhar para alguns grandes nomes para perceber que, mesmo para estas instituições, as receitas foram geradas de forma muito clara pelo trading e operações de finanças extraordinárias.
No primeiro trimestre de 2010, as receitas da indústria bancária Europeia subiram novamente 18,6% e lucro líquido subiu 170% (!!!)
Alguns nomes? Os suspeitos do costume. UBS, Deutsche Bank, Commerzbank, ING

Fonte: Intermarket & More
Gráfico: Forbes
Tradução: Massimo De Maria

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