Bancos: como de costume

Na América prossegue a investigação que, segundo as intenções, deveria esclarecer alguns “pontos obscuros” do mundo da finança.

Segundo a quantidade de “pontos” que os investigadores irão analisar, a tarefa poderia levar algumas dezenas de anos, acrescentamos nós. Provavelmente um trabalho que os investigadores transmitirão de pai para filho.

No entanto eis os primeiros resultados, como reporta o Il Sole 24 Ore:

Oito grandes bancos internacionais estão na mira do procurador de Nova York, Andrew Cuomo, que abriu uma investigação para determinar se essas instituições têm fornecido informações falsas às agências de rating para influenciar a avaliação de certos títulos garantidos em mútuos.

Além das principais instituições de Wall Street, como Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup e Merrill Lynch, agora propriedade da Bank of America, a ser envolvido no inquérito também são as europeias UBS, Credit Suisse, Deutsche Bank e o Credit Agricole. As agências de rating são a Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s Investors Service.

Bancos europeus? Ohhhh…
Os outros, pelo contrário, são os do costume. Aliás, seria uma surpresa não encontrar os nomes deles no elenco.
E sempre da mesma fonte aprendemos que Morgan Stanley está mesmo debaixo da lupa:

Agora é a vez do Morgan Stanley. Até o prestigiado banco de investimentos americano está sob o microscópio dos investigadores para operações não completamente transparentes que foram realizadas no sector dos mútuos imobiliários e afins.  A dinâmica é a mesma seguida pela Goldman Sachs: o banco teria fornecido produtos financeiros que incluíam vários títulos imobiliários com a marca do Morgan Stanley e com rendimentos considerados seguros pelas agências de rating.

Pena que o banco jogou contra esses mesmos títulos derivativos, pacotes não enormes de cerca 200 milhões de dólares cada, acumulando enormes lucros à custa dos seus clientes originários. Actualmente não há detalhes.

As acusações formais contra o Morgan Stanley ainda não partiram mas, segundo rumores recolhidos pelo Wall Stree Journal, é uma questão de pouco. Os títulos foram assinados e vendidos ao público através das redes de venda do Citigroup e do UBS da Suíça.

Deja vu. Mesmo esquema de Goldman Sachs: vende-se um produto e aposta-se contra. O cliente perde dinheiro. Os bancos ganham. Muito simples. Já conhecemos.

Esperamos para ver quando e sobretudo se irá começar uma investigação neste lado do Atlântico.

Ipse dixit.

Fonte: Il Sole 24 Ore

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