Inflação ou Deflação? Parte III

(o link para a primeira parte: Inflação e para a segunda: Deflação)

Será Inflação ou será Deflação?
Qual o rumo da presente crise?

A pergunta pode parecer assunto para economistas maníacos. Na verdade, a questão é extremamente interessante, em particular se existem algumas poupanças e o desejo é não perder tudo no meio da crise.

Inflação e Deflação merecem algumas palavras, mais do que podemos encontrar nos clássicos médias.

Vamos ver agora quais as possíveis evoluções para a crise.

Cenário número 1: Deflação

Em caso de Deflação os preços descem e as pessoas adiam as aquisições. Há menos dinheiro líquido em circulação e este fica a ser um bem escasso.

Por isso ganha valor.

Também os bancos tentam reter dinheiro e os empréstimos ficam mais difíceis. Nos casos limites, é fixado um tecto máximo semanal para os levantamentos, tal como aconteceu na Argentina nos primeiros anos deste milénio.

Assim a solução melhor é levantar quanto mais dinheiro da própria conta corrente e manter liquidez debaixo do clássico colchão, adiando as compras.

Se a deflação persistir, os preços de bens de produção como terrenos ou empresas agrícolas irá baixar.
Pode parecer uma visão catastrofísta, mas é bom lembrar que ao longo da crise de 29 era possível adquirir empresas agrícolas por menos de 10 dólares: quem teve liquidez na altura conseguiu fortunas com preços ridículos…

Cenário número 2: Inflação e/ou Hiper-inflação

Numa hipótese de inflação ou hiper-inflação  os preços sobem de forma rápida.

O dinheiro perde valor de forma dramática a cada dia que passa, assim ter dinheiro debaixo do colchão é a melhor maneira para perder tudo.

É indispensável deter a menor quantidade de dinheiro liquido possível, na prática levantar só poucas horas antes das compras ou mesmo na altura destas. Para poupar é útil investir em bens que não são afectados pela inflação: ouro, prata, mas também cobre e alumínio.

Cenário número 3: Deflação antes, Hiper-inflação depois

Ao longo de 2009 já tivemos deflação na Europa e nos Estados Unidos.

Os Estados ocidentais garantiram muita liquidez aos bancos, o que significa que cedo ou tarde será preciso estampar notas. Esta hipótese é maioritariamente valida para os EE.UU. Neste caso, o Estado ficará preso nas dívidas e será obrigado a emitir quantias desproporcionadas de títulos de estado.

Cedo ou tarde alguém questionará a capacidade do Estado para respeitar os empenhos tomados (isso é, se o Estado é solvível).

Sugestão: naquele dia converter todo o dinheiro líquido em bens não atingidos pela inflação.

Naquele dia o Estado irá imprimir mais notas para pagar a dívida dos títulos do Estado e será o inicio da hiper-inflação.

Aquele dia pode ser mais próximo do que pensamos…

O link para a primeira parte aqui, para a segunda aqui.

Ipse dixit.

Fonte: Informazione Scorretta
Tradução: Informação Incorrecta

2 Replies to “Inflação ou Deflação? Parte III”

  1. Interessante!
    Muito interessante suas explicações,
    verdadeiras aulas!

    Nesta época, não lia o blog ainda, muito menos conhecia. Estou vendo que terei que dar uma boa olhada nos posts antigos, me aprecem tão bons quanto os atuais!
    🙂

Obrigado por participar na discussão!

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