Actualizamos a história do derramamento de óleo.
No Golfo do México? Sim, claro.
Há uma forte suspeita de que existe uma espécie de guerra em curso entre o governo dos EUA e BP. Até agora complacente, quase propensa aos desejos da sociedade, obediente a todas as directivas do sigilo, de repente a administração Obama lança pesadas acusações.
Além de revelar a existência de 3 falhas (nada mais nada menos: a original, uma debaixo da tampa posicionada pela BP, outra a 3 milhas de distância) por parte do almirante Allen, agora aparece nas páginas do Washington Post a notícia muito preocupante de que, antes da explosão da plataforma Deepwater Horizon, a BP teria injectado no poço significativas quantias de “substâncias” não especificadas.
Não é claro o que aconteceu:
A BP tinha centenas de barris de dois produtos químicos e a necessidade de livrar-se deste material (segundo uma testemunha). Ao injectar-lo no poço, a empresa poderia ter beneficiado duma isenção das leis ambientais que teriam proibido a descarga de substâncias perigosas no Golfo do México.
Que raio deitaram no poço? Nitroglicerina dizem alguns, dado os resultados. Não só: sempre de acordo com testemunhas, mesmo na noite antes da explosão, na plataforma jogaram ao “pequeno químico”, misturando as duas substâncias para verificar uma eventual reacção perigosa. A improvisação atinge portanto níveis épicos.
Afirma Leo Lindner, um especialista em perfuração que trabalhava na plataforma: o processo de mistura duas substâncias “não é algo que já tínhamos feito antes”. Pois não, por isso não tinha explodido ainda.
A noite antes do desastre, Lindner estava ocupado com os experimentos de química improvisada: misturou um litro de uma das substâncias com um galão de outro para observar a reacção.
A noite antes do desastre, Lindner estava ocupado com os experimentos de química improvisada: misturou um litro de uma das substâncias com um galão de outra para observar a reacção.
Depois, como vimos, deitaram tudo pelo poço.
Uma escolha lógica: afinal as duas substâncias não tinham explodido. Como imaginar que poderiam ter provocado problemas no fundo dum poço, algumas milhares de metros debaixo do mar, com uma pressão elevadíssima, no meio de milhões de litros de petróleo?
Stephen Bertone, engenheiro na plataforma principal, tinha revelado num depoimento anterior que no dia da explosão parte do equipamento estava coberto com uma polegada ou mais de material que, como disse, parecia “ranho”.
Esta “guerra” entre Administração e Bp promete bem…
Ipse dixit.
Fontes: Petrolio, The Washington Post

