Covid-19: vacinas e manipulação mental

Como convencer as pessoas de que é preciso tomar as vacinas anti-Covid?

A solução mais lógica seria explicar às mesmas pessoas os benefícios das vacinas, após ter examinado a doença, as consequências e as possíveis soluções, obviamente tudo baseado em dados acima de qualquer dúvida, tanto acerca da Covid quanto acerca dos medicamentos em causa.

Isso numa sociedade normal e com a capacidade de apresentar dados fidedignos. Na nossa sociedade recorre-se ao marketing. E isso já deveria sugerir algo.

No World Economic Forum de Davos tem sido muito apreciado e, sobretudo, recomendado o estudo How Influencers, Celebrities and FOMO Can Win Over Vaccine Skeptics (“Como Influenciadores, Celebridades e FOMO podem vencer os Cépticos da Vacina”, onde FOMO é o acrónimo do inglês Fear Of Missing Out, síndrome produzida pelo medo de ficar fora do mundo tecnológico, de não desenvolver-se ao mesmo ritmo que a tecnologia) do economista Rohit Deshpandé, professor da Universidade de Harvard, com a colaboração do Dr. Ofer Mintz (marketing) e do Professor Imram Currim (economia/negócios).

Rohit Deshpandé tem que enfrentar um problema real: nos Estados Unidos, as sondagens sugerem que cerca de 40 por cento dos adultos preferem não tomar a vacina. Em França, Rússia, África do Sul, Japão, Itália, Espanha e Alemanha, entre um terço e metade dos adultos não tencionam tomar a vacina. Além disso, grande parte da população mundial não sabe ao certo que tipo de vacinas, se estão disponíveis ou quando estarão disponíveis. Muitos outros Países, como a Austrália, o Japão ou a Coreia do Sul, ainda nem sequer começaram os seus esforços de vacinação. Outro, a Tanzânia, já fez saber que não quer ouvir falar de vacinas.

Mas voltando apenas ao problema dos cidadãos que não querem ser vacinados: talvez seria o caso de perguntar-se qual a razão desta recusa. É um problema de comunicação social? Não parece, bem pelo contrário: os media tudo fizeram e estão a fazer para convencer as pessoas a vacinarem-se. Os maiores network de social media, como Facebook ou Twitter, têm uma atitude negativa contra os que não querem a vacina e há casos de aberta censura. Então, porque esta ampla faixa de indivíduos que não aceitam “a salvação”?

O World Economic Forum e a equipa de Rohit Deshpandé não parecem muitos preocupados em procurar uma resposta: preferem concentrar-se mais na solução. Dito de forma mais simples: não interessa a razão que motiva um cidadão a recusar a vacina, o cidadão tem que ser convencido a aceita-la. Para isso, em primeiro lugar, os cidadãos são rotulados:

Com base no modelo tradicional de difusão, o número e tipos de pessoas que adoptam novos produtos ou procuram ser vacinadas numa população podem ser classificados em cinco segmentos: inovadores, adoptantes precoces, maioria precoce, maioria tardia e retardatários. Cada um dos cinco segmentos tem as suas próprias características comportamentais e demográficas, com diferentes níveis de incerteza sobre o valor das características do produto que são resolvidos ao longo do tempo.

A premissa central do quadro de difusão das inovações é que os segmentos de clientes ou doentes que as adoptam precocemente influenciarão os adoptantes posteriores. Os inovadores influenciarão os segundos a adoptarem, e este depois influenciarão a maioria precoce e tardia, que depois influenciará os retardatários.

É certo que as apostas para a vacinação Covid-19 são muito maiores do que as de produtos de alta tecnologia. Atrasos na vacinação podem reduzir as probabilidades de atingir a imunidade global do rebanho, reforçar as preocupações de segurança e saúde em todos os países, e retardar a recuperação económica mundial. É crucial que avancemos rapidamente para convencer mais pessoas a serem vacinadas.

Portanto: aqui fala-se de consumidor (a vacina é o “produto” na linguagem dum especialista de marketing ou de economia) que pertence a uma destas cinco categorias (inovadores, adoptantes precoces, maioria precoce, maioria tardia e retardatários) e o objectivo principal é convencer a maioria tardia e os retardatários.

Como actuar? O grupo individua três passos para acelerar a adopção das vacinas.

Com estes factores em mente, oferecemos três recomendações centradas no cliente para acelerar a adopção da vacina Covid-19 nos segmentos de inovação:

1. Inovadores: reconhecer e activar a influência deles

Os inovadores têm mais a ganhar com o valor intrínseco da inovação e estão mais entusiasmados com a sua adopção precoce. Há também o valor extrínseco de estatuto, orgulho e prestígio que os distingue dos outros no seu segmento e daqueles que adoptam a inovação mais tarde. Uma vez que os inovadores são os primeiros a adoptar e são mais susceptíveis de influenciar os outros, não precisam de ser influenciados. No entanto, as organizações devem aproveitar a influência deles, usando uma comunicação direccionada para activar o passa-palavra entre os inovadores e os primeiros a adoptar.

Por exemplo, os principais funcionários governamentais podem servir como mega-influenciadores, promovendo a sua vontade de serem imunizados através dos meios tradicionais e digitais. Ao longo da história dos esforços de vacinação, os presidentes, primeiros-ministros e principais autoridades de saúde têm divulgado a sua própria adopção de vacinas. […]

Médicos, enfermeiros e profissionais médicos são também líderes de opinião porque os pacientes confiam nos seus prestadores de cuidados de saúde como uma fonte principal de informação sobre a vacina. Por essa razão, os profissionais médicos podem servir como micro-influenciadores para outros segmentos, colocando fotografias nos meios de comunicação social dos seus cartões de vacinação ou deles próprios enquanto estão a receber a vacina.

Estes influenciadores devem descrever a importância da sua decisão, tal como o orgulho que sentem por estarem vacinados, às suas famílias, aos pacientes, e aos amigos, bem como ao público em geral. Há provas de que esta estratégia funciona: entre 2008 e 2010, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido melhorou a adopção da vacina contra a gripe, empregando profissionais médicos nos seus esforços mediáticos.

Portanto, medida número um: os inovadores não precisam de ser influenciados, todavia podem ser manipulados para que publicitem a escolha deles de forma a influenciar as restantes quatro categorias. Utiliza-se o “estatuto”, o “orgulho” e o “prestígio” que podem ser experimentados por estes inovadores para influenciar as escolhas dos outros. Foi assim com os primeiros telemóveis: havia os primeiros poucos donos deles que viam nesta novidade um símbolo da sua própria riqueza, do seu estatuto, e ostentavam isso em público. Com a vacina deve acontecer o mesmo porque nada há de Medicina aqui: é utilizar os mesmos conceitos já experimentados com sucesso no marketing.

2.  Adoptantes precoces e maioria precoce: reconhecer e enfrentar a incerteza

Os primeiros adoptantes e os primeiros segmentos maioritários são os que têm mais a ganhar com o valor intrínseco da inovação e estão igualmente entusiasmados com a adopção. Podem ter algumas incertezas sobre a vacina. Por exemplo, as sondagens identificaram as preocupações sobre os efeitos secundários e um processo apressado de aprovação da vacina como os principais factores inibidores. Os inovadores podem desempenhar um papel fundamental na influência dos primeiros adoptantes, abordando as suas incertezas. Da mesma forma, os inovadores e os primeiros adoptantes podem continuar a influenciar a maioria inicial, que pode então influenciar a maioria tardia e os retardatários.

Embora incutir confiança seja importante, é igualmente importante ser claro sobre como e onde ser vacinado e a conveniência do processo. Simplicidade e transparência no processo de inscrição é essencial. O sistema de inscrição fácil de usar de israel, que utilizou os websites das quatro principais organizações de saúde para encaminhar as pessoas para as clínicas, ajudou o país a passar a palavra cedo e a aumentar o número de possibilidade.

Comunicar mesmo uma linha temporal ampla também elimina a incerteza e infunde confiança no processo. A combinação de confiança e conveniência pode gerar ímpeto e entusiasmo não só para os primeiros adoptantes e a maioria precoce, mas também na maioria tardia e nos retardatários. O modelo tradicional de difusão empresarial chama a esta abordagem “hacking de crescimento” porque a maior parte do crescimento ocorre quando os primeiros adoptantes e a maioria precoce adquirem os produtos, estimulando a rápida adopção pelos segmentos da maioria tardia e dos retardatários.

Uma vez que a vacina esteja disponível para a maioria precoce, é importante empregar técnicas de “sementeira boca a boca”. [“passa-palavra”, ndt] Isto significa alistar mega-influenciadores-celebridades, clero proeminente, líderes sociais e pessoas comuns que servem como micro-influenciadores para endossar a vacina e encorajar as pessoas a procurá-la.

Na década de 1950, quando a poliomielite espalhou-se, Elvis Presley elogiou os benefícios da sua própria vacinação, amplamente divulgada, gerando uma grande agitação sobre a vacina. Para encorajar a vacinação contra a gripe em 2010, BlueCross BlueShield da Louisiana destacou tanto os mega- como os micro-influenciadores em painéis publicitários, anúncios televisivos e meios de comunicação social, aumentando as imunizações em 64 por cento em relação ao ano anterior. E em 2010, em resposta à pandemia de gripe suína, a Suécia criou crachás de vacinação para os jovens publicarem nos meios de comunicação social, proporcionando-lhes prestígio e estatuto social.

Também a medida número dois é bem interessante: podem existirem algumas incertezas sobre a vacina, sobre os efeitos secundários e o processo apressado de aprovação. Mas nada disso importa: pelo contrário, estas preocupações devem ser ultrapassadas facilitando ao máximo o acesso às vacinas, apresentando uma clara tabela de marcha e envolvendo celebridades mas sem esquecer os micro-influenciadores. Tudo para activar o mecanismo que no documento é definido como “sementeira boca a boca” (o passa-palavra).

Mais uma vez: nem existe a tentativa de aliviar as preocupações com possíveis respostas, trata-se aqui de pôr a funcionar uma máquina que faça esquecer as dúvidas. Nenhuma celebridade pode dizer “Tomei a vacina, agora sinto-me bem e sei que o mesmo acontecerá nos próximo 20 anos porque a vacina é 100% segura”. Ninguém pode fazer uma afirmação desta porque as actuais são vacinas com uma técnica nunca utilizadas antes, que ainda não completaram o processo de avaliação e que não têm um histórico. Mas o importante é criar aquelas condições que “obriguem” não apenas a aceitar a vacina mas até a provar desconforto caso não seja aceite, explorando sempre as emoções.

E chegamos à medida número três:

3. Maioria tardia e retardatários: incentivar o FOMO

A última maioria e os retardatários acreditam ser os que têm menos a ganhar com o valor intrínseco da inovação. Alguns deles questionam o valor da vacina Covid-19 e planeiam fazer uma abordagem de “esperar para ver”. Outros podem ter preocupações sobre as imunizações em geral, ou mesmo uma oposição directa às vacinas e aos esforços governamentais para as facilitar. As suas redes sociais pessoais podem incluir pessoas que partilham os seus pontos de vista.

No entanto, a obtenção do cumprimento deles é crucial para alcançar a imunidade do rebanho. Por essa razão, recomendamos um esforço em duas frentes:

Educar para reduzir a incerteza.

Em primeiro lugar, recomendamos o emprego de micro-influenciadores de confiança das mesmas comunidades, tais como provedores médicos e líderes políticos, juntamente com mega-influenciadores de reputação, tais como celebridades com antecedentes e interesses semelhantes, para colocar os membros deste segmento à vontade.

Portanto, a mesma táctica utilizada para os grupos anteriores, só um pouco além: aqui trata-se de “educar” o cidadão. Não “informa-lo” mas “educa-lo”. Nada de apresentar o medicamento de forma a aprofundar o conhecimento acerca do seu funcionamento para resolver eventuais dúvidas; o cidadão não tem que responder às suas preocupações, tem que aprender a tomar a vacina porque coisa boa e justa. Como? Outra vez: figuras de confiança, como médicos, políticos e mega-influenciadores, mais um par de sugestões. E aqui começa a parte melhor. Sigam por favor:

Duas tácticas comuns:

    • Dimensionar as alternativas. Os influenciadores podem realçar os prós e os contras de obter a vacina versus a recusa, adaptando-se à condição pré-existente de um público alvo, por exemplo.
    • Ilustrar as probabilidades de maus resultados. A utilização de probabilidades relativas de eventos muito improváveis mas bem conhecidos, tais como a probabilidade de ser atingido por um raio ou um avaria da torradeira que causa electrocussão, pode aliviar as preocupações sobre a probabilidade dos efeitos secundários.

Ser atingido por um raio?!? Mas o que têm estes indivíduos no cérebro? Um raio é um evento casual não previsível e não evitável. Uma vacina não é causal, os eventos adversos serão “improváveis” mas são conhecidos (morte incluída) e são evitáveis. O cidadão tem que convencer-se, possivelmente com o sorriso nos lábios (afinal está a receber o mesmo estatuto de Elvis Presley), que tomar a vacina é coisa boa e justa e que eventuais reacções adversas (como paralisia de Bell ou morte) não passam de simples “azar”. Estes são criminosos.

Inspirar a FOMO.

Em segundo lugar, recomendamos que se incentive o medo de falhar, tanto social como economicamente. Por exemplo, recentemente 82% dos adultos disseram não se sentirem confortáveis em visitar a família ou amigos próximos dentro das suas casas durante a pandemia de Covid-19. Esta incapacidade de socializar é mais susceptível de influenciar a maioria tardia e os grupos atrasados para tomar a vacina do que as mensagens relacionadas com a saúde. Da mesma forma, investigações anteriores sobre a prevenção de adolescentes em fumar cigarros descobriram que destacar os efeitos sociais negativos do hábito, tais como o facto de serem deixados fora dos contextos sociais, era a melhor forma de influenciar os adolescentes.

Alguns métodos populares:

    • Criando incerteza sobre os preços. Muitos países, incluindo os EUA, israel, Reino Unido, Austrália, Índia, e algumas nações da UE, declararam que as vacinas serão fornecidas gratuitamente aos cidadãos, pelo menos durante o primeiro ano. Esta estratégia temporária de promoção de preços pode criar uma força relacionada com o FOMO sobre o benefício. Qualquer cepticismo no preço tem de enfatizar fortemente os contras de não tomar a vacina, tais como os custos financeiros de uma infecção e tratamento Covid-19, incluindo trabalho em falta, hospitalização ou muitas das consequências muito mais duras. A luta da Índia contra o HIV constitui um bom exemplo a seguir. Cipla, o fabricante de medicamentos genéricos, forneceu uma mensagem simples: os seus medicamentos de baixo preço tratavam condições de risco de vida, e esta mensagem foi amplificada através de redes sociais de activistas e grupos sem fins lucrativos.
    • Induzindo a culpa e o arrependimento. Este método foi utilizado com sucesso no Canadá nas décadas de 1930 e 1940 para enfrentar a difteria, que estava a afectar até uma em cada sete crianças canadianas. Mensagens simples de culpa, com afirmações como “se os seus filhos morrem de difteria, a culpa é sua porque prefere não se dar ao trabalho de se proteger contra ela” provou ser eficaz e levou a maioria tardia a vacinar os seus filhos.

A manipulação atinge aqui o máximo esforço para convencer os mais relutantes. Resumindo: “Toma agora que é grátis, amanhã nunca se sabe e pode sair-te caro. E lembras que se os teus familiares morrerem a culpa é tua”. Simples, eficaz e enjoativo. Mas é o marketing, meus senhores, cuja tarefa não é informar mas educar as massas, treina-las através de técnicas de manipulação mental. É preciso “vender” o produto-vacina, eliminando todas as barreiras, até as mais resistentes:

Em israel, por exemplo, a atenção dos funcionários governamentais abrangeu muitas populações árabes israelitas e as ortodoxas judaicas altamente religiosas, relutantes em serem imunizadas. Para combater a desconfiança, um presidente da câmara árabe israelita telefonou directamente a mais de 25.000 telefones árabes israelitas para os incitar a serem vacinados, descrevendo o acto como “santo para todos”. Ao mesmo tempo, um dos principais rabinos judeus ortodoxos emitiu uma decisão pública que descreveu os efeitos secundários da vacina como negligenciáveis em comparação aos danos potenciais do vírus real.

Tudo isso é mindfucking: técnicas de manipulação mental, nesta caso aplicadas às inteiras populações. Totalmente desprezadas, reduzidas ao papel de grupo de consumidores que devem ser treinados. E, de facto, são treinados não elevando o grau de conhecimento mas explorando as emoções, criando as condições para que seja o mesmo cidadãos a “desejar” a vacina, mesmo que isso seja contrário à sua parte raciocinante.

Já falámos disso acerca de Facebook. E voltaremos a falar do assunto.

 

Ipse dixit.

13 Replies to “Covid-19: vacinas e manipulação mental”

  1. Para os que defendem a vacinação: é uma tentativa de conscientizar a população.
    Para os que são contra a vacinação: lavagem cerebral.

    Escolham seus lados.

    As vacinas já erradicaram várias doenças no mundo. Mas não é por causa disso que iremos sair por aí ganhando agulhadas por qualquer motivo.

    Há uma emergência médica no meu país, que está afetando todos os setores da vida. Infelizmente, da maneira como as coisas foram encaminhadas pelos governantes e sendo bem pragmático, não vejo outra solução senão a vacinação em massa. Mesmo sabendo que há riscos envolvidos. Não acredito em conspirações e espero que possamos sair dessa com algum aprendizado , embora eu duvide muito que isso aconteça.

    Já que o assunto é vacinação, gostaria de saber o que os leitores acham:

    1 – Apesar de percentualmente ser insignificante ( menos de 4% da população ) , já foram administradas em torno de 8 milhões de doses da vacina no brasil , mas ainda não temos nenhum caso de reações graves no país, contrastando com as estatísticas de outros países.

    2 – O Sistema de Notificação de Eventos Adversos de Vacinas (VAERS) que é coordenado pela CDC e FDA norte americanos ( já foi citado algumas vezes aqui no II ) , está sendo usado como referência para registrar as reações às vacinas. Ontem vi uma notícia de que o VAERS recebe e registra a informação de qualquer pessoa.

    https://vaers.hhs.gov/reportevent.html

    De acordo com o site:

    “VAERS é um sistema de relato passivo, o que significa que depende do envio de relatos de experiências pelos indivíduos. Qualquer pessoa pode enviar um relatório ao VAERS, incluindo pais e pacientes.”

    Alguém sabe se as informações são checadas ? Falo isso porque não faltaram postagens nas redes sociais brasileiras sobre falsas mortes devido a vacinação.

  2. Olá vizinho Sergio: continuas levando a sério desinformação da mídia que além de tudo considera que quanto mais medo e caos difundido, mais reitera o ódio contra o Bolsonaro, e mais o tacha como genocida.
    Nem II com todas as informações que trás consegue firmar tua opinião. Dirás que de maneira alguma, apenas apresentas os dois pontos de vista. Percebe-se que tendes a acreditar na fraude do vírus e da vacina. Acreditas que a solução é a vacina. Eu acredito que a solução é a limpeza mental, a compreensão mais ampla da realidade.
    Sei que dificilmente mudaremos de posição.
    Quero apenas te dizer do porque há filas no hospital mais próximo a mim. Andei perguntando, e obtive mais uma vez o quadro do medo. A maioria das pessoas que ali estavam acreditavam que estavam com Covid devido a uma coriza, a uma dor de cabeça, a um resfriado, a um mau estar. Queriam um teste ou a opinião dos “especialistas”. Porque? Porque são responsáveis, diziam, tem crianças em casa, já tem uma terceira onda, e por aí.
    Ouvidos pela enfermeira, seguem para o teste, aquele que tem 0,3 de eficiência, muitos “tornam-se” positivos e são hospitalizados. Abraços

    1. Olá Maria

      Tenho ódio do Bozo desde o momento em que ele se revelou publicamente. Um sujeito desqualificado para qualquer coisa que ocupar na vida. Talvez ficar coçando o saco num quartel e no congresso nacional, que somados dão uns 30 anos, seja o melhor coisa que ele soube fazer na vida. Até para criar filhos ele não serve. Seu maior ato em vida foi fazer uma vasectomia para parar de gerar mais bandidos.

      Embora o Bozo não tenha sido citado no meu comentário, vc associou a minha posição quanto a Covid ao fato de eu detestar esse cidadão. Mas saiba que não tomo minhas decisões pela cabeça dos outros e me decepciona uma pessoa como vc, querer defende-lo, simplesmente porque ele compactua com sua ideias , embora ninguém tenha certeza de nada.

      Em cada texto de um infectologista , médico ou jornalista, que é apresentado aqui no II , afirmando que o vírus é inofensivo , eu posso mostrar o triplo de posts dizendo o contrário. Não há como cravar nada como certo. A vacina , como eu já disse aqui “é mais uma dose de cicuta que a gente tem que engolir, como se fosse um suco de frutas” , como diria nossa roqueira Rita Lee.

      Por isso, Maria, esqueça as pessoas medrosas aglomeradas na frente dos hospitais. Essas pessoas não ocupam leitos, só aquelas que estão em estado grave os ocupam. Achar que um médico vá entubar uma pessoa , simplesmente porque ele está como coriza ou dor de cabeça, é no mínimo menosprezar nossos profissionais da saúde.

      Há milhares de profissionais capacitados no mundo, com experiências das mais variadas no campo da medicina e de gestão administrativa pública e privada , que falam da gravidade do vírus e das sequelas que podem deixar nas pessoas. No entanto , na sua opinião ( e de outros tantos comentaristas ) são um bando de imbecis, ovelhas manipuladas e que só aqui no II, há uma inteligência suprema de comentaristas , o supra sumo da sabedoria ,que consegue ver a verdade onde os pobres mortais não enxergam.

      Meu cunhado teve os sintomas moderados, mas ficou com problemas intestinais e inciou tratamento especializado.
      Já , um amigo, precisou ficar internado no hospital , quando saiu, “descobriu” enfermidade no figado.
      O marido da amiga de minha esposa ( digo assim, porque não o conheço pessoalmente ) teve sintomas mais severos e ficou com sequelas no pulmão.

      Os negacionistas irão dizer: ” Ah, eles tinham esses problemas antes e não sabiam”. Muito óbvio , pois é mais fácil acreditar no “cumulo da coincidência” do que em médicos imbecis, não é mesmo ?

      1. Olá Sérgio, sobre a questão que você levantou a respeito dos efeitos colaterais das vacinas no Brasil e em outros países, entendo que no Brasil eles são mínimos pelo fato de estarem disponíveis apenas as vacinas de Oxford e a Coronavac. A grande maioria dos efeitos adversos está relacionada a Moderna e Pfizer.
        Dentro do meio médico que convivo não há relatos severos de efeitos colaterais e os que conheço, em sua grande maioria, estão relacionados a vacina de Oxford.
        Quanto a odiar ou não esse ou aquele individuo, apenas acho que isso não é produtivo e saudável para ninguém. Nos corrói internamente.
        Aprendi a ter minhas convicções e crenças (acho que você também as tem), não culpo ninguém ou nada pelo nosso estado atual. Acho que é uma somatória de fatores que vem se arrastando em nossa sociedade há décadas. Os políticos que temos, de direita, esquerda ou qualquer lado (se é que existem lados diferentes), são reflexo do povo que somos,
        Abraço.

        1. Olá Eduardo.

          Acho que a Maria se equivocou em associar minha posição política à maneira como enxergo essa “pandemia”.
          Tudo bem, ninguém é perfeito.

          Sim, odiar é um sentimento horrível, admito que não deveria ter isso comigo, mas não sou hipócrita.

          Acho que a sua ideia sobre o baixo número de efeitos colaterais no brasil, faz sentido.

          Concordo que os políticos são um retrato fiel da nossa sociedade.
          Mas, não podemos jogar todos na vala comum de um Bolsonaro.

          Abraço.

          1. Políticos tanto quanto o povo são fantoches de um sistema que o único fator decisivo é o econômico. Quando irão aprender?

        2. O povo é que é resultante dos “iluminados” concentradores dos conteúdos que se multiplicaram incessantemente ao longo dos séculos.

          1. Anonimo, vc pensa e tem opinião ? Parece que sim, então os outros pobres mortais (povo) também tem a capacidade de pensar e ter opiniões. Logo, se pensamos e temos opiniões podemos direcionar nossas ações e como não vivemos em um Estado anárquico, podemos ainda tentar agir.
            E, sim acho que todos aqui entendemos o que significa poder econômico.
            Você não é o único “ungido”.

            1. De nada adianta saber o que significa o poder econômico e desprezá-lo ou até mesmo ignorá-lo quando se diz querer entender algum contexto, e aí reside um claro diferencial entre pensadores e seguidores intelectualizados.

  3. Olá Sergio: Se eu odiasse o Bolsonaro, teria de odiar metade da população brasileira. Bolsonaro é o espelho da maioria dos homens e mulheres brasileiras: grosseiros, equivocados em quase tudo, cheios de razão.
    Não sei porque ele acerta com viíus e vacinas, mas o fato é que acerta. Pena que não sabe explicar razões corretas para o seu posicionamento.
    Então é chamado de genocida, é odiado por ti e por todos e todas que acreditam na fraude do vírus e da vacina. Infelizmente é assim que a coisa funciona entre nós.
    Quanto a mim, seria ridículo alguém acreditar que eu seja fã de uma pessoa como Bolsonaro, assim como me dá arrepios, a mentalidade da metade dos brasileiros, independente de classe social ou escolarização. Toda nossa história nos formou assim, lamentavelmente. E não temos ideia, a maioria dos brasileiros, do que seja um político genocida, embora a América Latina tenha estado bem servida deles.
    Quanto aos médicos, é claro que não generalizo, mas assim como tu tens lá teus exemplos, eu também tenho os meus, bem recentes. Hoje mesmo um agricultor vizinho teve uma dor de barriga muito forte e foi ao hospital público. O médico que o atendeu sequer olhou para a cara dele, e encaminhou como Covid. Talvez o médico nem seja incompetente, apenas siga ordens. É assim que as coisas funcionam meu caro.
    Por outro lado hoje mesmo a Helena teve diarréia e vômitos, e ficou desde ontem sem comer nada. A mãe dela telefonou para um hospital particular e foi atendida por um pediatra que ficou meia hora conversando com ela, indicando o que fazer, dizendo que estão fazendo assim para evitar aglomerações na frente do hospital, que a situação de medo vem gerando. Acabou por dizer-lhe que se a menina tiver febre ou um sintoma mais grave que o procure. Forneceu fone da ala em que trabalha no hospital e inclusive seu celular particular. Sei que há médicos muito bons também nos hospitais públicos, como sei que lá as ordens são mais restritas.

    1. Maria:

      Vc mora numa cidade rural de pouco mais de 20 mil habitantes, até pela sua posição geográfica , já torna a cidade isolada. É um pequeno paraíso, mas não dá para comparar com a realidade de outras cidades de SC, quanto mais com as grandes metrópoles de mais de 10 milhões de habitantes.

      Minha posição , não se baseia em política. Não foco em exageros, nem nos equívocos das pessoas e muito menos em resultado de testes imprecisos. Baseio-me na ocupação de leitos dos hospitais por pacientes que chegam com os mesmos sintomas e principalmente pela palavra dos profissionais da saúde que estão trabalhando no atendimento.

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