Coreia e EUA: uma questão de quilómetros

A ideia era boa: uma cimeira entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Décadas de tensão finalmente no sótão. Já escolhida a data, o próximo 12 de Junho, e o lugar: Singapura.

Mas hoje o Presidente dos EUA apagou tudo:

Eu esperava muito por este encontro. Infelizmente, com base na tremenda
raiva e aberta hostilidade manifestada na sua mais recente declaração,
sinto que é inadequado, neste momento, realizar este encontro há muito
tempo planeado.

O que aconteceu? Resposta simples: toda culpa da Coreia do Norte que não sabe travar a língua. Há alguns dias, Mike Pence, vice-presidente dos EUA, advertiu que “houve conversas sobre o modelo líbio na semana passada e, como o Presidente deixou claro, isso só terminará como o modelo da Líbia se Kim Jong Un não chegar a um acordo”. O não foi uma declarações simpática.

No dia seguinte, pronta a resposta coreana: “Como pessoa que lida com assuntos estrangeiros dos EUA, não posso esconder a minha surpresa pela ignorância e a estupidez dos comentários do vice-presidente americano” disse Choe Son-hui, número dois do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte e pessoa de confiança de Kim Jong Un.

Portanto, esta é a explicação que é possível encontrar nos media ocidentais: a cimeira foi anulada por Trump, incomodado pela “aberta hostilidade” dos coreanos. Quando os EUA apresentam a ideia de reduzir o nosso País a um cúmulo de escombros, realçar como isso seja estúpido e ignorante é “aberta hostilidade”. Mas vamos ler a carta enviada por Trump ao homologo em Pyongyang:

Querido senhor secretário-geral,

Agradecemos o seu tempo, a paciência e o esforço nas recentes negociações relacionadas à cúpula, marcadas para 12 de Junho. Fomos informados de que a reunião foi solicitada pela Coreia do Norte, mas isso é irrelevante para nós. Infelizmente, com base na aberta hostilidade mostrada nas últimas declarações, acho inapropriado neste momento realizar a reunião.

Por isso, deixe esta carta explicar que a cúpula em Singapura, para o bem de ambas as partes, em detrimento do mundo, não terá lugar. Você fala das suas capacidades nucleares, mas as nossas são tão impressionantes e poderosas que eu rezo Deus para que nunca sejam usadas. Um diálogo fantástico estava a desenvolver-se entre nós. Um dia vamos nos encontrar. Ao mesmo tempo, quero agradecer-lhe para a libertação dos reféns que estão agora em casa com as suas famílias. Foi um gesto simpático, muito apreciado.”

Se você mudar de ideia em relação a este importante encontro, não hesite em ligar ou enviar-me um e-mail me.

Tirando a passagem acerca das “poderosas” forças nucleares na posse americana (um trecho tipicamente trumpiano), o resto da carta apresenta tons invulgares, no sentido que este não é o Presidente americano ao qual estamos habituados. Washington quer fazer passar a ideia de que foi obrigada a abdicar da cimeira e que isso custou.

Mas a verdade é outra: este era o objectivo da Administração americana, á qual não interessa de todo uma Coreia unificada e em paz. A
península é fundamental do ponto estratégico militar: muito, demasiado
perto da China. E isso explica o tom invulgarmente amigável que Trump
utiliza na carta.

Em meados deste mês, os EUA ainda estavam prontos para realizar os exercícios militares Blue Lighting em conjunto com a Coreia do Sul, perto da fronteira com a Coreia do Norte. Pyongyang já tinha avisado: a realização das manobras militares teria posto em causa a cimeira. E não foi Washington a travar as operações: pelo contrário, os aviões B-52 americanos já tinham deixado o aeroporto de Guam. Foi a Coreia do Sul que decidiu não participar nesses exercícios: em 16 de Maio, o Ministro da Defesa da Coreia, Song Young-moo, reuniu-se com o general Vincent Brooks, comandante das forças dos EUA no País, pedindo-lhe para não deixar aproximar-se os B-52 prontos para participar no exercício.

Portanto, Washington já estava à procura da ocasião para acusar de “aberta hostilidade” a Coreia do Norte, pois é claro que tais exercitações teriam provocado os protestos de Pyongyang. Doutro lado, uma Coreia em paz já não precisaria das forças militares americanas no seu território. E isso significaria uma perda assinalável do ponto de vista americano:

Entre Seul e Dondang (a cidade chinesa mais próxima), a distância é de apenas 362 quilómetros; e para chegar à capital Pequim, são necessários menos de 1.000 quilómetros. Vice-versa, a distância entre Pequim e a base aérea americana mais próxima (que fica na ilha de Guam) é de 4 mil quilómetros. Uma bela diferença, não é?

Com o apoio dos meios de comunicação ocidentais, a Administração de Washington parece ter procurado a paz, objectivo falhado apenas por causa dos “terríveis” modos da Coreia do Norte. Mas eis algumas perguntas: o que ganhariam os Estados Unidos com uma península coreana pacificada? Como justificar uma presença militar americana num País que já não arrisca ser invadido? Faz sentido deixar a Coreia à mercê da seguinte e inevitável invasão comercial chinesa (que antecipa aquela económica e por fim política)? Encontrem as respostas e terão a razão da carta de Trump assim como aquela das “incautas” declarações de Mike Pence.

Ipse dixit.

6 Replies to “Coreia e EUA: uma questão de quilómetros”

  1. Já se tornou mais do que claro que qualquer regime que não possua armas nucleares e se recuse a ser um Estado vassalo do Império Anglo-Sionista, tarde ou cedo acaba por ser alvo da ira desse mesmo Império. Kim Jong-un sabe perfeitamente bem disto e é por isso mesmo que o seu regime tanto investe no poder do átomo como um meio de defesa, que na prática visa apenas dissuadir uma eventual agressão militar do Império Anglo-Sionista contra a Coreia do Norte.

    Mas qual o motivo para todo o ódio contra a Coreia do Norte? O que é que a Coreia do Norte fez para merecer a permanente e contínua difamação nos media controlados pela judiaria internacional? Será que a Coreia do Norte é odiada por simplesmente não ser uma “democracia” ou será que é odiada por não ser uma “democracia” onde a classe política se prostitui a Sião? Vejamos, a Arábia Saudita também não é uma “democracia”, no entanto, o Império Anglo-Sionista não se cansa de lhe vender biliões de dólares em armamento e comprar petróleo à mesma. Pode-se então deduzir que o motivo para todo o ódio contra a Coreia do Norte, deve-se ao facto de esta ser dirigida por uma dinastia que pura e simplesmente se recusa a vergar perante o Império Anglo-Sionista e as prostitutas internacionais do mesmo.

    Por outro lado, toda a gente que percebe o mínimo sobre o que se está a passar nas Coreias, sabe que a Coreia do Norte é e sempre foi um dos mais fiéis aliados da República Popular da China e que o ataque contra a Coreia do Norte é uma forma de atacar indirectamnte o emergente poder chinês. Isto acontece porque a cúpula do poder sionista que manda em Washington, tem como objectivo a criação de um governo mundial totalitário e vê o crescente poder chinês (e russo…) como um obstáculo à realização de tal projecto.

    O objectivo dos supremacistas judeus quando estes introduziram o Comunismo na China e na Coreia, era o de destruir estas duas nações e abrir o caminho para o domínio destes povos por parte de Sião. Inesperadamente, porém, tal empreendimento acabou por ser um valente “tiro nos pés” que a judiaria internacional deu em si própria, pois não só a China e a Coreia não acabaram arrasadas, como saíram até do pesadelo marxista com o vigor patriótico reforçado e as suas sociedades mobilizadas não para se renderem à demência sionista que há muito sequestrou o Ocidente, mas para resistirem precisamente a isto, custe o que custar.

    A China e a Coreia do Norte hoje já não são países comunistas. Antes pelo contrário, estas nações evoluíram do Comunismo para regimes nacionalistas com características únicas. Há ainda alguns resquícios do velho lixo comunista na China e na Coreia do Norte, porém, tal não passa maioritariamente de mero folclore “para o inglês ver”.

    A verdade que os media ocidentais ocultam sobre a Coreia do Norte é que esta é uma Nação onde Judeia não manda, nem dá ordens. As malignas religiões abraâmicas – integralmente inventadas por judeus – são todas ilegais na Coreia do Norte. A banca norte-coreana pertence e está nas mãos de norte-coreanos e não dos agiotas judeus da Goldman Sachs. Os media norte-coreanos são controlados por norte-coreanos e não pelos media moguls de Wall Street. O governo norte-coreano, esse, por mais defeitos que tenha, é um governo ao serviço do povo norte-coreano e não ao serviço da agenda sionista. A Coreia do Norte não é uma “gloriosa democracia” à ocidental? Pois não, não é e ainda bem que não é! Mais ainda, as Forças Armadas da Coreia do Norte não andam a combater “wars for Israel”, como acontece com a tropa ianque e os seus sabujos da NATO. Escusado será dizer que a Coreia do Norte, um País altamente conservador por sinal, hoje defende e representa tudo aquilo que Sião odeia e quer destruir a todo o custo. É por este motivo e principalmente por este motivo que Kim Jong-un não é recebido com brindes na Casa Branca, ao contrário das restantes prostitutas sem honra do cartel mundialista/internacionalista.

    Como eu já disse anteriormente, é evidente para qualquer pessoa com o mínimo de inteligência que se dedique a analisar os factos e circunstâncias da actual situação nas Coreias, que Kim Jong-un apenas deseja possuir armas nucleares e a respectiva tecnologia balística associada às mesmas, de forma a garantir a continuação do seu regime e a consequente continuação da independência e soberania da Coreia do Norte. O programa nuclear e balístico norte-coreano não é, nem nunca foi uma “ameaça ao Mundo”, sendo que apenas se destina a ser usado como um meio de dissuasão contra um possível ataque ou invasão militar por parte das forças ao serviço do Império Anglo-Sionista.

    Os judeus com mentalidade apocalíptica que tomaram conta da Casa Branca e transformaram Donald Trump numa autêntica marioneta sionista, esses sim, é que são a verdadeira ameaça à paz e estabilidade no Mundo. É esta gente que o Mundo civilizado tem de se preocupar em conter e não a Coreia do Norte.

    Mais aqui:

    https://historiamaximus.blogspot.pt/2017/09/porque-e-que-o-imperio-anglo-sionista.html

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