• NÃO à globalização, nem dos homens, nem do capital, nem dos bens ou dos direitos.
  • NÃO ao capitalismo e ao marxismo, dois lados da mesma moeda, o industrialismo.
  • NÃO ao misticismo do trabalho, tanto de derivação capitalista quanto marxista.
  • NÃO à democracia representativa.
  • NÃO às oligarquias políticas e económicas.
  • SIM à autodeterminação dos povos.
  • SIM às pequenas pátrias.
  • SIM ao regresso, gradual, limitado e pensado, para formas de autoprodução e autoconsumo.
  • SIM à democracia directa em âmbitos limitados e controláveis.
  • SIM à desobediência civil global: se o Estado não reconhece a sua própria soberania, então é direito de cada um de nós não nos reconhecermos mais no Estado.

Um modelo de desenvolvimento atroz escapou ao controle daqueles que afirmam governá-lo, está a esmagando todos nós, homens e mulheres de todos os Países. Projecta a sociedade a uma velocidade cada vez maior, algo que a maioria não é capaz de suportar, para um futuro orgiástico que se afasta constantemente porque é o mesmo modelo que o torna inatingível: cria ansiedade, depressão, neurose, sentimentos de vazio e futilidade. No Ocidente, esse modelo paranoico conseguiu fazer com que até mesmo aqueles que estão bem na verdade sejam doentes. Exportado para todos os lugares, pela violência dos nossos interesses e ainda mais pela ferocidade das nossas boas intenções, o modelo ocidental tem atropelado populações e destruiu culturas, identidade, especificidade, diversidade, territórios.

O marxismo mostrou-se incapaz de conter e derrotar o capitalismo. Isso porque o marxismo é apenas uma variante ineficiente do industrialismo. O capitalismo e o marxismo são dois lados da mesma moeda. Ambos nascidos no Ocidente como filhos da Revolução Industrial, são iluminados, modernistas, progressistas, positivistas, otimistas, materialistas e economicistas, têm o mito do trabalho e acham que tanto a indústria quanto a tecnologia irão produzir uma tal abundância de bens que toda a humanidade será feliz. Capitalismo e marxismo estão divididos apenas sobre como produzir e distribuir a riqueza. Mas essa utopia de duas faces falhou. O industrialismo, seja ele capitalista ou marxista, produziu mais infelicidade daquela que eliminou. Durante dois séculos, o capitalismo e o marxismo, aparentemente adversários, na realidade funcionais uns aos outros, apoiaram-se como os arcos de uma ponte. Mas agora o colapso do marxismo é o prelúdio para aquele do capitalismo, seja por crise sistémica, seja por excesso de momentum.

Sobre esses temas fundamentais, no entanto, há apenas silencio ou mistificação. Mesmo as críticas aparentemente mais radicais travam na convicção indestrutível de que, no entanto, o industrial e a “modernidade” constituem o melhor de todos os mundos possíveis. Tanto o capitalismo quanto o marxismo, nas suas várias formas, não são capazes de questionar a modernidade, porque na modernidade nasceram e floresceram.

Cansado de ser submetido à violência do modelo de desenvolvimento actual e ao silêncio cúmplice ou surdez desses políticos e intelectuais, que deveriam guiar-nos e em vez disso estão a acelerar a autodestruição, numa sociedade que já não é capaz de receber assuntos mas apenas golpes de teatro, Informação Incorrecta assume a sua diversidade com o Manifesto de 11 pontos que descreve as suas ideais e as suas linhas culturais de pensamento.

Levantem a cabeça, pessoal. Deixem de ser escravos dóceis como bois, não sejam ovelhas num rebanho. No final, trata-se de trazer o homem e a nossa Terra de volta ao centro das nossas preocupações, relegando a economia e a tecnologia ao papel marginal a que têm direito.

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