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Da minha heroica luta contra a enfermidade letal

Breve actualização acerca da minha odisseia contra a Peste Negra: estou bem, obrigado. Bastante bem até.

Após um par de dias desde o começo da infecção desapareceram as intensas transpirações, mais um dia e foram-se as dores musculares e um certo “ardor” nos olhos ao ler ou escrever ao computador (o que, com as dores musculares, representou a parte mais aborrecida). O que ainda tenho é um pouco de fraqueza, algo mínimo e exactamente em linha com o que acontece após uma gripe normal.

No total foram três dias de indisposição, ao longo dos quais nunca tive febre ou outros sintomas além dos relatados.

Conheço outras cinco pessoas que foram infectadas na mesma altura e com as quais estou em contacto:

Todos os casos foram devidamente relatado ao Sistema Nacional de Saúde e ninguém teve que recorrer à ajuda médica. Pessoalmente tomei um pouco de paracetamol contra as dores musculares, nada mais.

Portanto, a julgar pela minha experiência pessoal, esta variante Omicron é o equivalente duma gripe e nem particularmente forte (já tive gripes bem piores). Mas estou a falar de consequências relativas a pessoas saudáveis, sem doenças crónicas e na faixa etária entre os 10 e os 60 anos. Não me admira que indivíduos com sistemas imunitários comprometidos possam desenvolver situações mais complicadas, tal como acontece a cada ano com a gripe sazonal.

E pronto: estou em isolamento até Quinta-feira, o que é uma seca descomunal (hoje até adormecei à tarde…). Dado que não é preciso um teste final para voltar à normalidade (contrariamente ao que acontecia antes), desde Sexta estarei livre. E a partir daqui deixo de escrever acerca deste assunto “pessoal” pois acho inútil: estou bem, totalmente recuperado e entediado.

 

Ipse dixit.