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Voo MH17: a investigação da Reuters

Importante novidade acerca do abatimento do avião civil da Malásia na Ucrânia.

Em boa verdade, as novidades raramente faltam: na semana passada apareceu um alegada imagem satelitar que mostrava um caça militar após ter lançado misseis contra o avião. Só que era uma montagem, bem feita, mas sempre montagem que muitos.

Desta vez a novidade é importante porque a fonte está acima de qualquer suspeita: uma vídeo-investigação da agência inglesa Reuters que desmente a teorias de Kiev.

Mas vamos com ordem.
Eis a cronologia dos acontecimentos e a seguir as descobertas da Reuters.

Cronologia

Considerações

E chegamos até hoje, com a investigação da Reuters.
Eis algumas antecipações:

Por enquanto a investigação ainda não está disponível, não resta que esperar para confirmar.

E se estas antecipações fossem confirmadas, talvez pudessem indicar uma mudança de rumo do Ocidente perante a tragédia: a posição de Kiev fica cada vez mais insustentável, desde o primeiro dia acusou os independentistas mas a única cosia que conseguiu foram algumas imagens falsificadas e não poucas contradições.

Nesta altura, mais lógico admitir o erro: os tiros de metralhadora parecem indicar um “aviso” ao avião civil antes do abatimento, como se um avião militar tivesse sido lançado para interceptar uma “intrusão” no espaço aéreo que a Ucrânia continua a considerar como seu.

O porque do lançamento do míssil é mais complicado: falhas na comunicação, informações erradas fornecidas ao piloto militar só apenas algumas hipóteses.

Não esquecemos que afinal tudo passou-se entre um avião da Malásia e forças militares de Kiev: os Estados Unidos e a Nato ficam ilibados e um bode expiatório encontra-se sempre Aliás: uma óptima ocasião para realçar o clima de tensão “criado” por Moscovo e atirar a última culpa para o outro lado…

Nota final. Apesar do vídeo não estar ainda disponível, decidi arriscar e publicar
as antecipações dado que a fonte é “conceituada”. Trata-se de Outolook News,
que participa no mais importante semanal político publicado em Italia
(Panorama) e opera em estreita colaboração com G-Risk, agência
especializada na análise dos riscos internacionais. Obviamente, ficamos à
espera de poder assistir ao vídeo, que será publicado logo no blog.

Em qualquer caso, a investigação apresentaria apenas duas novidades dignas de nota: o facto de ser desenvolvida por uma agência ligada ao establishment ocidental (o que seria muito esquisito a não ser, como vimos, que represente uma mudança de atitude ocidental) e a correcção eventualmente efectuada aos registos aeronáuticos da Alemanha (facto extremamente grave, como é possível intuir).

As considerações técnicas acerca dos mísseis eventualmente utilizados (o SA-11, o M60/M73), os furos no cockpit e a questão do rasto, pelo contrário, estão já amplamente difundidas e constituem algumas das muitas incongruências para as quais Kiev não tem resposta. 

Ipse dixit.

Fonte: Outolook News