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Insólito: as minas dos Annunaki (!!!)

Ok, admito: é um título com efeitos especiais para atrair visitadores 🙂

Mas agora vamos falar de coisas sérias:

Diz a Muy Nobre Gl.Cves:

Já vistes as marcas deixadas próximo a Maputo?

Não que não vi. Que dizer, agora vi porque sugeriste, mas antes não tinha visto.

Foram datadas em 160.000 anos, mas são definitivamente construídas por seres com inteligência…

160.000? Mah…

Pesquise algo sobre Machadodorp, Waterfal, Badplaas e Carolina a oeste de Maputo: http://zechariasitchinstudies.weebly.com/anunnaki-structures.html

Ahi minha nossa, o regresso do contabilista falido…

Para ver o número e o alcance destas ruínas, sugiro que você use Google-Earth e comece com as seguintes coordenadas:

Carolina: 25 55 ‘53.28 “S – 30 16’ 13.13” E
Badplaas: 25 47 ‘33.45 “S – 30 40 ‘38.76 “E
Waterval: 25 38 ‘07.82 “S – 30 21’ 18.79” E
Machadodorp: 25 39 ‘22.42 “S – 30 17’ 03.25” E

Mas, por favor, deixa os “anunnakis” fora dessa conversa. Alguém sem dúvida minerou ouro nesse perímetro, mas ninguém pode afirmar que foram estes seres.

Em primeiro lugar, como é óbvio, um grande “obrigado” para Gl.Cves.
E agora, vamos desfrutar a toda a potência de Google Earth para voar até Maputo e analisar os locais.
Prontos?

Parem, parem tudo. Antes de partir uma consideração.
Há 160.000 anos viviam na África pelo menos 3 espécies de homo:

Resumindo, a zona estava cheia como um autocarro na hora de ponta.
Isso segundo as sagradas teorias. Na verdade, o Homo Rodhesiensis pode ter sido o antecessor do Homo sapiens idaltu o qual, por sua vez, foi o progenitor do Homo sapiens actual: é difícil estabelecer com certeza os tempos mas, segundo as mais recentes datações, há 160.000 anos já existia o Homo sapiens, pelo que nada impede que passeasse na zona de Maputo. E, como passatempo, pode ter tranquilamente construído algo.

Todavia, é bom lembrar que, se a datação for confirmada, estas seriam as mais antigas estruturas erigidas pelo homem. Possível? Teoricamente sim: só que o “salto” entre as mais recentes descobertas até agora e estas em Maputo é imenso.

Não podemos esquecer que na altura em que alguém, supostamente, em Maputo construía círculos de pedras, na Europa ainda o pessoal vivia nas grutas. A estrutura circular de Stonehenge, por exemplo, é do 3.100 a.C.; Tepe Gawra, na Anatólia, do 11.000 a.C. (pelo menos); a possível mais antiga das construções poderia ser (o condicional é obrigatório, as dúvidas são muitas) a estrutura de Ganung Padang, de 20.000 anos atrás.

160.000 anos é uma data que nem passa pela cabeça de quem vê as Pirâmides egípcias como construídas há 40 ou 50 mil anos atrás.

Óbvio, se depois desejamos introduzir os Annunaki, então os limites da fantasia já não contam. Então eu digo: 2 milhões de anos atrás. Alguém oferece mais?

E agora, podemos voar até Maputo? Claro que sim.
Comecemos com o local mais interessante: Machadodorp.

 Interessante por qual razão? Por causa desta imagem:

Esta não é uma mina: é uma casa.
Na imagem à direita podemos ver as divisões (em amarelo) e os dois muros exteriores.
A facto destas construções estarem agrupadas, numa altura, a poucas distância dum rio (o Elandsrivier) faz-me crer que este é um antiga aldeia.

Óbvio, não sou arqueólogo, pelo que posso bem estar enganado. Mas é precisa muita força de vontade para ver nisso uma mina.

Para ter uma ideia do tipo de casa, podemos observar os nuraghi da Sardenha, em Italia.

À esquerda o nuraghe de Frades Sabas, à direita o nuraghe de Serbissi. A construção dos nuraghi abrangeu um período entre o 1800 e o 1100 a.C, por isso em plena Idade do Bronze.

Waterval

O segundo lugar, Waterval parece ainda mais uma aldeia: encontra-se num promontório, à beira do mesmo rio (foto à direita).

O terceiro lugar, Badplaas, espelha as mesmas características: grupos de casas construídas nos topos das colinas ou nas encostas das mesmas, nunca no fundo do vale onde correm os rios. Mas também nunca demasiado distantes da água.

Badplaas apresenta uma estrutura de forma quadrangular, a única observada nestas imagens.

Badplaas

Em qualquer caso, estes devem ter sido centros bastante populosos. As construções circulares vão muito além das apresentadas nestas imagens e cobrem uma área bastante ampla.

Última coordenadas relativas à Carolina.
A imagem aqui apresentada não diz tudo: na verdade, trata-se também neste caso dum lado duma colina, em correspondência com a confluência de dois rios. A pouca distância, um rio bem maior, o Komatirivier.

Carolina

Neste caso é interessante realçar como as estruturas foram erguidas na parte menos rochosa da colina (o lado esquerdo), deixando vazia a parte direita, onde as rochas atingem a superfície (onde há só uma casa, provavelmente do idiota da aldeia).

De facto, no caso de pequenos animais domésticos (galinhas, perus…), um pouco de terra e de relva dava mais jeito.

No total, Carolina, Badplaas, Waterval e Machadodorp fazem parte duma área densamente povoada, que ocupa um total de 1500 quilômetros quadrados (ou até mais). Os agricultores que aí moram povos  assumiram que tinham sido feitas por alguns povos indígenas no passado, mas ninguém alguma vez se preocupou mais com o assunto, até o encontro entre o pesquisador Michael Tellinger e o piloto de aviões Johan Heine, o qual já tinha observado as estruturas do céu.

Pode o ouro (que abunda na região) ter sido uma razão de atracção? Sem dúvida. Mas os fotografados, afirmam Tellinger, são templos, observatórios astronómicos e não minas.

E a datação? Mais uma vez: difícil fazer afirmações definitivas.
Segundo uma primeira impressão de Tellinger e Heine, as ruínas pode ser de 200.000 ano atrás. Uma revisão dos resultados do exame do carbono-14 estabeleceu como 75.000 anos atrás a data mais provável.
   
Mas há quem não esteja convencido ainda. Amanda Esterhuysen, da Wits University:

Estas pessoas dizem coisas sem sentido. Estamos a fazer extensas pesquisas e há locais que conhecemos muito bem. Não há maneira das estruturas serem velhas de 75.000 anos. O tipo de método que utilizaram para a datação é altamente questionável.

Seja como for, estamos perante as ruínas duma civilização pré-histórica, disto não há dúvida. E teremos ainda um longo caminho antes de perceber que eram estas pessoas e como viviam. Isso sempre que entretanto não apareça um disco voador dos Annunaki para explicar tudo, talvez com um curso de pré-história em dvd (com legendas, possivelmente…).

Ipse dixit. 

Fontes: ViewZone, Biblioteca PleyadesZacharia Sitchin Studies