
sério estava a acontecer.
Isso significa que 10 anos neste País foram deitados no lixo, pois é evidente que ainda não percebi uma coisa simples: em Portugal não há nada ou quase que possa ser considerado como “sério”.
Como lembrado no post de ontem, o número dois do governo, líder dum dos dois partidos da coligação e Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, tinha apresentado as próprias demissões irrevogáveis.
Tão irrevogáveis que hoje já começou a trabalhar para voltar no mesmo governo, com os mesmos protagonistas.
Este joguinho custou ao País mais de dois mil milhões de Euros perdidos em 24 horas numa bolsa a pique.
E nem podemos esquecer os juros da dívida, que voltaram ao nível de 2011 (8% nos Títulos a 10 anos).
Tudo por causa de jogos de poder entre dois líderes de partido, nada mais do que isso, rigorosamente nada mais do que isso.
Esta pantomina de governo continuará a sobreviver e provocar prejuízos aos País (entre os quais o segundo resgate da Troika), pois é absolutamente inútil esperar que um dos dois líderes renuncie ao poder (coisa que ficou maravilhosamente demonstrada nas últimas horas). E esperar uma atitude digna por parte do Presidente da República (que poderia demitir o governo) seria pura ilusão; ladrão não caça ladrão, sobretudo sem a autorização da Merkel.
Deveria ter percebido tudo ontem, forte da experiência de 10 anos neste País.
Peço desculpa. Vamos tratar de assuntos sérios.
Ipse dixit.
