O amigo Jlbraga (inexaurível fonte de notícias, que mais uma vez agradeço) realça uma iniciativa que, infelizmente, passa um pouco despercebida. Esta iniciativa nasceu em Lisboa mas pode ser implementada em qualquer cidade, de qualquer País.
É apenas uma questão de boa vontade.
Reporto um artigo publicado numa das passadas edições do diário Correio da Manhã:
O projecto ‘Re-Food’, que consiste na distribuição por famílias
carenciadas de comida recolhida em restaurantes, iniciou-se há um ano na
freguesia lisboeta de Nossa Senhora de Fátima e chegará brevemente à do
Lumiar, adiantou o seu mentor.A ideia de fazer o ‘Re-Food’ chegar a outras
freguesias de Lisboa é, para o norte-americano Hunter Halder, “possível”
e “essencial”.“Estamos a afinar os procedimentos
na óptica da multiplicação, já temos uma equipa bastante avançada em
Telheiras, freguesia do Lumiar”, avançou.
“Temos
muito interesse em que o projecto chegue ao Porto, Coimbra, Vila Real de
Santo António, Cascais, Oeiras e Berlim (Alemanha). O nosso objectivo é
espalhar o ‘Re-Food’ o máximo possível”, referiu Halder .“As
condições existem em todas as áreas urbanas do planeta. (…) É algo que
dá resultados. Os restaurantes não querem deitar comida ao lixo, as
pessoas que passam fome não querem ter fome e pessoas que fazem
voluntariado existem em todo o lado”, afirmou o responsável.
Há
um ano, Hunter Halder iniciou sozinho o projecto ‘Re-Food’, que hoje
conta com mais de cem voluntários que diariamente o ajudam a recolher
comida em restaurantes e pastelarias para serem depois distribuídos por
famílias carenciadas.
O mentor da iniciativa
salientou que “todas as pessoas da comunidade são convidadas a fazerem
voluntariado”, esclarecendo que há três tipos de voluntários: aqueles
que têm tempo e participam nas operações, os ‘pro bono’ (pessoas que
mantêm o site na Internet ou advogados) e os voluntários de apoio, que
podem participar com um donativo dentro do seu orçamento.
Leram bem: afinal trata-se apenas de recolher as sobras dos restaurantes, aquelas que costumam ir para o lixo, e entrega-las a quem não tem dificuldades em arranjar comida.
É ou não é uma boa ideia? E, tal como dito, pode ser implementada em qualquer lugar.
Mas não em Almada, pois a Câmara já fez saber que não tenciona dar-se ao trabalho de recolher comida por conta dos outros. Justo, que sejam os mais carenciados a mexer-se, ora essa: já aprenderam a viver com pouco ou nada, que aprendam também a fazer as filas no retro dos restaurantes para pedir uma esmola. Afinal somos ou não uma Câmara nas mãos do Partido Comunista?
Os outros, os que raciocinam de forma mais saudável, podem aprofundar o assunto nos seguinte links (sempre fornecidos pelo Muy Nobre Jlbraga):
http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Re-food-Recolha-de-sobras-j%C3%A1-deu-6.000-refei%C3%A7%C3%B5es_7995.html
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=2061081
https://www.facebook.com/pages/Refood-1-NSdeF/186206424735596?sk=info
http://www.jn.pt/multimedia/video.aspx?content_id=2034983
http://www.esn-lisboa.org/?q=event/refood
http://rr.sapo.pt/rubricas_detalhe.aspx?fid=125&did=34664
http://www.impulsopositivo.com/content/projecto-refood-continua-crescer
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/solidariedade-projecto-re-food
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=482183&tm=8&layout=122&visual=61
http://www.ionline.pt/portugal/re-food-bicicleta-distribuir-sobras-dos-restaurantes
http://www.forum.pt/estudantes/noticias/6471-jovens-voluntarios-premiados
http://donabicicleta.wordpress.com/2011/09/19/a-pedalar-para-salvar/
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=2061117&page=-1
http://www.tvi24.iol.pt/programa/3008
Mais: caso não estejam interessados na implementação duma actividade re-food, podem sempre contribuir com a divulgação da ideia e espalhar este texto. É só fazer copy-paste, não custa muito, pois não?
Obrigado pela atenção.
Ipse dixit.

