Afinal sou ou não sou o autor deste blog? Sou?
Deixem-me controlar…sim, pois sou!
Então falemos do aquecimento.
É com grande satisfação que apresento uma entrevista
exclusiva, realizada com o Professor Zé Nuno Pereira Gonçalves da
Câmara, da Universidade de Climatologia e Carburadores de Cova da
Piedade (Almada, Portugal).
– Professor, bem vindo.
– Muito obrigado.
–
Professor, os Leitores estarão curiosos acerca do satélite a carvão
recentemente lançado pela sua universidade. Deseja falar disso?
– Com prazer. O satélite Hot!
foi lançado em Novembro passado da base de Laranjeiro, com o objectivo
de efectuar uma pesquisa imparcial que possa pôr fim à discussão acerca
da tendência climatérica. Por isso, foi projectado e construído para
ignorar qualquer dado que não esteja em sintonia com a teoria do
aquecimento global.
– Professor, isso não parece assim imparcial…
–
Vê? Vê? As pessoas duvidam dos cientistas, não é possível ficar
agarrados às antigas superstições, é preciso ir além e depositar a
própria confiança na palavra da Ciência. É por causa de atitudes como a
sua que ainda estamos nestas condições.
– Será…. E que indicam os dados recolhidos até agora?
– Indicam que o planeta está cada vez mais quente, acredite, é assustador.
– Trouxe alguns destes dados ou imagens?
– Não, mas posso enviar depois via e-mail.
– Professor, é que com os e-mails dos climatólogos as coisas estão feias…
– Que quer dizer com isso?
– Lembra daquele grupo que falsificava os dados, corrigia o correio electrónico para demonstrar que o aquecimento era real…
– Lembro e apreciei muito, pois o fim justifica os meios.
– Professor, eis um gráfico muito conhecido.
– O que é isso?
–
É o gráfico do andamento histórico das temperaturas, apresentado em
1998 pelos seus colegas Michael Mann, Raymond Bradley e Malcom Hughes.
– Ah, os Grandes Sábios.
– Sim, eles mesmo. O facto é que este gráfico é falso.
–
Falso não é o termo correcto, não abuse. O termo exacto é “Gráfico
construído a partir de dados multi-factoriais que incidem de forma
significativa sobre a realidade climatérica ao longo do último milénio,
formulando uma hipótese alternativa mais em linha com as recentes
teorias”.
– Professor, este gráfico é falso…foi feito pelas mesmas pessoas que enviaram este e-mail:
Sim,[a temperatura] não está muito mais elevada de que em 1998 e
tudo isso me preocupa…há a possibilidade de estarmos perante um
período de mais ou menos dez anos com temperaturas relativamente
estáveis…talvez seja possível cortar os últimos pontos da curva antes
da minha intervenção.
Professor, o seu colega, Kevin Trenberth, queria alterar os dados antes dum discurso, acha isso normal?
–
Sim, meu rapaz, sim. Considere isso: o nosso objectivo é alertar a
Humanidade do imenso perigo que estamos a enfrentar. E se a Natureza
apresentar provas contrárias, o que deve fazer o cientista? Aceitar as
birras de Mãe Natureza ou ignora-las para salvar a espécie humana? Eu,
enquanto pesquisador, prefiro ignorar alguns dados, mesmo que
verdadeiros, para apresentar a verdade.
– Mas quem decide qual a verdade? A Natureza ou o cientista?
– O cientista, óbvio. A Natureza é selvagem, caprichosa, imprevisível, não dá confiança.
– Professor, gostaria apresentar-lhe outro gráfico, que sem dúvida conhece:
– O que é isso?
– Mas professor, estes são os hotspot, os pontos quentes que segundo a teoria do aquecimento surgiram 10 quilómetros acima da zona do equador. São a maior causa de evaporação, portanto é onde são criadas as nuvens do efeito-estufa
– Ahe?
– Pois. O facto é que, contrariamente à teoria, desde 1979 até 1999 não houve hotspot, como é possível observar nas imagens, e as sondas confirmam que até 2001, pelo menos, a situação permaneceu na mesma. Uma falha na teoria?
– Nada disso, meu amigo. O facto é que o equador atravessa Países muito pobres, onde as pessoas nem têm o dinheiro para a comida: pense no caso da África, por exemplo.
– Mas que tem a ver isso com os hotspot?
– Foram roubados. Lamento dizer isso, pois no geral são pessoas simpáticas, mas não podemos esquecer que é o desespero que está atrás destas atitudes, é uma questão de sobrevivência.
– Professor, esta é uma explicação estúpida mesmo.
– Talvez. Mas é porque a teoria do aquecimento está correcta. Sempre.
– Professor, uma última nota acerca dos dados.
– Diga.
– Segundo os dados dos NOAA, na Gronelândia está calor, bastante, até um aumento de 5% em determinadas estações meteorológicas. Inclusive, o NOAA apresenta subidas de temperaturas em zonas onde não existem estações de relevamento, o que é um pouco esquisito. Aliás, as zonas sem estações são aquelas que registam subidas maiores, como é possível observar neste gráfico:
– Não se percebe nada!
– Professor, quanto maior for o círculo vermelho, maior a subida da temperatura; e em baixo temos a localização das estações de relevamento.
– Ahhhh…
– Agora, observemos este outro gráfico:
Estes são os dados da Gronelândia segundo o Climateric Research Unit, desde o 1900 até o final da década de 2000. A temperatura média está muito mais baixa quando comparada com os anos ’30 ou ’50. Como explica isso?
– Bom, em primeiro lugar gostaria de esclarecer: há zonas onde pode não haver estações meteorológicas, mas o NOAA tem uma equipa de pinguins treinados que percorrem sem parar toda a Gronelândia. Têm uma bússola e um termómetro, por isso os dados são da máxima confiança.
– Não sabia. E os dados do Climateric Research Unit?
– São falsos. Ou melhor, são inexactos.
– Professor, esta é uma acusação muito grave.
– Não é uma acusação, mas uma constatação. Pense que na altura a temperatura era registada com aqueles termómetros antigos, com a coluninha de mercúrio. Está a ver, meu rapaz?
– Mas é uma técnica que funciona.
– Funciona nada. O termómetro neste caso marca uma temperatura e que é possível fazer? Nada: a temperatura aí está! Não há espaço para o cientista poder interpretar e, eventualmente, corrigir.
– Melhor mudar de assunto talvez. Professor, o mês de Maio em
Portugal está frio: já o passado Verão não foi nada de especial, o
Inverno foi assim assim, a Primavera está bem mais fria, até houve neve
nas últimas semanas: este é um período no qual as praias costumavam
encher-se.
– Exacto. E esta é a melhor prova do aquecimento global.
– Como assim?
– Pense, filho, pense. Com o aquecimento, o ar quente substitui o ar frio, correcto?
– Correcto.
–
Então que acontece? Acontece que o ar frio tem que encontrar outro
lugar onde viver. Assim sobe e passa pelas regiões onde estão as nuvens
também. Que, óbvio, ficam frias e deixam cair a neve.
– Nunca tinha pensado nisso…
– Pois…
– E o aquecimento é provocado pelo Homem?
– Com certeza.
– Mas professor, os níveis de carbono eram elevados há milhões de anos também, quando o Homem não existia.
–
Existia, existia. Só que eram poucos indivíduos. Infelizmente, por
causa dos péssimos hábitos alimentares, produziam muitos gases, e isso
era suficiente para criar um efeito estufa, mesmo com poucos indivíduos.
– Professor, mas na época dos dinossauros não havia homens de certeza.
– Não, mas havia dinossauros. Faz ideia do que é ter um Tirannosauro com problemas intestinais?
– Mas o aquecimento, que é um fenómeno com algumas décadas, não deveria já ter provocado a subida do nível do mar?
–
É exactamente isso que acontece. Olhe, mesmo ontem estive na Costa da
Caparica, onde havia uma praia com 50 metros de largura. Passadas seis
horas, a praia nem chegava a dois metros, percebe?
– Professor, isso chama-se “maré”.
– “Maré”? Que coisa esquisita, nunca tinha ouvido.
–
…ok, então falemos de prevenção: é dito que uma boa parte do efeito
estufa é provocado pelo trânsito. Acha que os carros eléctricos podem
ser a solução?
– Com certeza. Um carro eléctrico não tem qualquer tipo de emissão. É um carro amigo do ambiente.
– Mas professor, a electricidade para carregar o carro é gerada com a queima de petróleo e isso produz emissões…
– Este é um falso problema. Em primeiro lugar, as centrais são poucas, por isso temos uma emissão de gases mais concentrada.
– E qual é a vantagem?
– Que faz, põe em dúvidas as minhas afirmações?
– Não, nem por isso…
–
Depois pode haver soluções inovadoras. O meu colega, o professor Nuno
Pedro Santana De Bismark, projectou um sistema constituído por grandes
balões insufláveis que recolhem todos os gases produzidos pela queima do
petróleo.
– Parece interessante. E onde são esvaziados estes balões?
– Esvaziados? Curioso, acho que o meu colega ainda não pensou nisso…espere que tomo nota…
– Tá bom, professor, então falemos de gás. Professor, o dióxido de carbono não é poluente.
– O queeee???? Mas você está louco, por acaso?
– Calma professor, calma…estou só a ler um apelo assinado por alguns colegas seus. Passo a citar:
O dióxido de carbono não é poluente. É um gás sem cor, sem cheiro,
produzido em altas concentrações por cada um de nós e componente-chave
do ciclo da vida da biosfera. As plantas recebem tantos benefícios da
presença do dióxido que nos viveiros, muitas vezes, as concentrações são
aumentadas em três ou quatro vezes, para que possam crescer mais
depressa. Não é um surpresa, pois plantas e animais desenvolveram-se
quando as concentrações do dióxido eram no mínimo 10 vezes as actuais.
– Colegas? E você atreve-se a definir estes como colegas? Criminais, isso é o que são.
– Calma, professor, calma, está a ficar todo vermelho…
–
Claro que fico vermelho, como é possível ficar calmos perante
disparates como estes? “O Dióxido de carbono não é poluente”? Quantas
pessoas morrem por causa dos aquecedores a gás com perdas, eh? E sabem o
que perdem? Perdem dióxido de carbono! Poderá existir melhor prova?
– Professor, todos os gases em altas concentrações são mortais, até o oxigénio.
–
Olhe, meu rapaz, não vou falar consigo de química porque já vi que não
entende nada do assunto. O que digo é o seguinte: cuidado! Cuidado com
os falsos profetas! Há pessoas que distorcem a verdade, apresentam dados
manipulados, dizem uma coisa e você pode observar o contrário: e tudo
isso porque defendem os interesses de grandes indústrias. Sabem quem são
estas pessoas?
– Os defensores do aquecimento global?…Professor?…Professor, não faça assim: volte, Professor…
Ipse dixit.

