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Sem Nato não há felicidade

O simpático Rasmussen

O Secretário Geral da Nato, Sua Excelência o Sublime Anders Fogh Rasmussen, adverte: a Europa tem que investir mais na defesa e na intelligence, tendo como objectivo uma melhor gestão das crises internacionais.

Também lamenta que a organização dependa de Washington para resolver os conflitos.

A influência a e leadership da Europa na cena internacional pode reduzir-se caso os cortes na defesa continuem.

Dito entre nós: é verdade, Rasmussen tem toda a razão!
Agora, cortem nos salários, cortem nos serviços de saúde, cortem nas reformas: mas por favor, não cortem nas armas, é uma questão de leadership. E que fazemos depois sem leadership?


Explica Rasmussen que a Europa deverá contar cada vez mais com os Países emergentes, como Índia e China, para manter um nível adequado na gestão das crises.

Diz Rasmussen:

Acho ser algo de positivo que a operação na Líbia está a desenrolar-se com a leadership dos aliados europeus, juntamente ao Canada e aos partner da região.

Ahe? É positivo? Não sabia.

Pela primeira vez na história da Nato foi observada uma operação não conduzida pelos americanos.

Sim, mas dados os resultados não me parece o caso de fazer tanta publicidade.

Mas atenção! As operações na Líbia poderiam parar sem os “activos únicos e cruciais” fornecidos pelos Estados Unidos caso as despesas fossem reduzidas.

Numa perspectiva de longo termo, se os acontecimentos actuais continuarem, a influência da Europa no tabuleiro internacional ficará cada vez mais reduzida por causa da falta de capacidade de transporte e das limitações na realização das tarefas de intelligence.

Por isso a Europa não será capaz de participar na gestão das crises internacionais e o vazio será preenchido pelas potências emergentes, como a Índia e a China, este é um facto.

Gosto da expressão “influência da Europa no tabuleiro internacional”.
Ignoro o que isso possa significar, pois quem decide são sempre os Estados Unidos, mas como expressão acho ser engraçada e vou aponta-la.

Quanto ao resto: o orçamento dos Estados Unidos no âmbito da Nato é quatro vezes superior aos Países europeus.

O que é uma vergonha. Pois temos de lembrar que a Nato é uma organização defensiva, isso é, todos nós ficamos protegidos, mas quem paga mais é Washington. Acham correcto?

Os Leitores parem e pensem: o que teria acontecido sem a intervenção dos Estados Unidos quando fomos atacados pelo Afeganistão? Hoje as vossas filhas estariam a circular com o burka, isso teria acontecido.

E quem desarmou as armas de destruição maciça que Saddam Hussein tencionava lançar contra as principais cidades europeias, incluída Almada e Freixo de Espada à Cinta, perto de Bragança? Os Estados Unidos, com a ajuda da Nato.

E quem atirou-se em nossa defesa quando fomos atacados pelo exército líbio, no passado Março? Sempre a Nato, com os Estados Unidos. Já tinham esquecido, não é? Pois, pessoas com memória curta…

Além disso, os Estados Unidos demonstram mesmo nestes dias como seja possível perpetrar uma sã política orçamental no sector da Defesa sem que isso prejudique as contas do Estado.

A verdade é que não há desculpas. Europeus, não sejam forretas: cortem voluntariamente os vossos salários (50% parece-me uma boa medida) em prol da defesa comum!

No entanto, gostaria de deixar algumas sugestões: Defesa sim, mas que tal um pouco de marketing? Rasmussen, pense nisso.

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Simples e directa.

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Ipse dixit.

Fonte: VoltaireNet