Não faltará a ocasião para discutir destas nos próximos tempos e, de facto, razões não faltam.
Mas agora vamos pôr de lado a teoria e observemos os factos.
Um facto é o seguinte:
Os custos da guerra anti-Talibãs já superou o dinheiro gasto nos primeiros 5 anos da guerra no Iraque.
É preciso concordar: esta é uma excelente razão para matar o Inimigo Público nº 1. Sobretudo se continuarmos a afirmar que o Inimigo vive no Afeganistão, o que obriga a que milhares de soldados fiquem empenhados numa guerra sem fim, com custos absurdos.
Absurdos?
Mas estes gráficos não explicam tudo, pois há outra face da medalha.
E talvez os custos não sejam tão absurdos. É apenas uma questão de ponto de vista.
Verdade, os contribuintes americanos gastaram 806.000.000.000 Dólares para derrubar o regime de Saddam Hussein; mas agora os poços de petróleo estão nas mãos das maiores companhias petrolíferas mundiais. Que são privadas, óbvio.
E o Afeganistão? O Afeganistão é particularmente rico de matérias primas: lítio (ah, pois, os ecológicos carros eléctricos precisam de acumuladores…), ferro, cobre, cobalto, ouro. No total, estima-se uma riqueza de 1.000 milhões de Dólares.
Neste sentido, a nova morte de Bin Laden parece um sinal da Administração americana: o dinheiro dos contribuintes fez o seu papel, agora é tempo para os privados entrarem em cena. Sem contar que a retirada do Afeganistão seria uma boa manobra publicitária de Barack Obama, tendo em vista as próxima eleições presidenciais.
Sim, o contribuinte bem pouco desfrutará estes 1.000 milhões: mas estamos certos de que alguém conseguirá aproveitar da situação.
Ipse dixit.
Fontes: IntermarketAndMore, The New York Times

