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| Jeff Immelt |
A empresa onde trabalhava o leitor transferiu-se?
Abandonou o País?
Foi para terras com custos de trabalho menores?
Acontece. E, se pode ser de ajuda, não é um mero acaso: existe um plano que está a ser levado em frente, com meticulosidade.
Se até hoje existiam indícios, como por exemplo a passividade da União Europeia, agora temos a prova.
Chegou Jack The Delocalizator.
Jeff Immelt, da General Electric (GE) é um dos líder duma das maiores multinacionais do planeta. Na prática, não existe nenhuma área onde a GE não tenha interesses.
“E quem se importa?”, pensará o leitor.
Interessa, e muito. Porque Jeff acabou de ser nomeado conselheiro económico do Presidente Obama com o objectivo de promover a recuperação económica e criar postos de trabalho os EUA (sic!).
Obama, obviamente, é feliz, pois com esta mossa demonstra que a sua administração é capaz de ser business orientes também, isso é, particularmente atenta ao mundo dos negócios.
O problema (há sempre um problema) é que Jeff é um mestre da deslocalização. Há um lugar de trabalho? Chega Jack e desloca. Para onde? Para o estrangeiro, claro.
Vamos quais os resultados de Jack ao longo dos últimos anos…
Em General Electric, desde 2001 até hoje, Jeff Immelt cortou 34.000 empregos nas sedes dos EUA e criou 25.000 empregos “fora”. Dizem que foi feito para pagar menos impostos federais e baixar o custo de trabalho. Será. Em qualquer caso, nada mal para o novo job-creation advisor, o consultor para a criação de emprego.
A GE encerrou 2009 com menos 18.000 trabalhadores do que tinha no final de 2008, e durante o seu mandato, os trabalhadores da GE com base nos EUA passaram de 52% para 44%.
Como afirma o popular sítio Market Talk:
Immelt mostrou mais habilidade em cortar em vez do que criar trabalho.
Ah, obviamente após a nomeação o Título da General Electric ganhou um óptimo +8% no mercado.
Se depois considerarmos que uma das principais causas que levaram à actual crise a “financiarização” da economia, bom, também aqui Jeff sabe o que fazer: nos tempos sombrios (Novembro de 2008), a GE foi salva com uma injecção de 140 mil milhões de Dólares por parte do Governo dos EUA.
| O Presidente… |
Qual a moral da história? Acho que temos duas morais.
A primeira é uma ulterior confirmação do facto de Barack Obama contar menos que zero.
Quando a tua principal preocupação é o desemprego e em respostas assumes um dos maiores especialistas em despedimentos, ou és um idiota ou és simplesmente uma marioneta.
A segunda moral é que estamos perante uma deslocalization-connection: uma máfia feita duma mistura de política, finança e economia que já decidiu qual o futuro próximo.
E não é um futuro simpático: com as empresas deslocadas para Países onde o trabalho é mais em conta, é fácil perceber qual o destino de quem aqui ficar.
Ipse dixit.
Fonte: Il Grande Bluff , MarketTalk

