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O perfume de Beyoncé

No Reino Unido, o seguinte anuncio do novo perfume da cantora  Beyoncé foi censurado.

Censurado porquê?
Afirma a ASA, a Advertising Standards Authority, órgão que controla a publicidade nos meios de comunicação britânicos

Considerámos que os movimentos corporais de Beyoncé e a concentração da câmara no seu vestido a deslizar pelo corpo, expondo o seu seio parcialmente, criaram um anúncio sexualmente provocante cuja visualização não é adequada para crianças pequenas

Sim, então?
No vídeo é possível observar a cantora que enverga um minivestido vermelho e acaricia-se ao som da música Fever.

Não sou fá de Beyoncé (a propósito, bonita a rapariga!), mas o vídeo não mostra nada que não seja possível encontrar nas centenas de publicidades que diariamente invadem as nossas televisões. E nem sequer é um anúncio particularmente original.

Isso é simplesmente ridículo: poderia ter sentido se parte duma campanha global contra a violência, a pornografia e a estupidez na televisão. Mas desta forma, censurar o corpo duma mulher quando permitimos programas demenciais como novelas ou reality shows, é só patético.   

O que pode acontecer ao nosso filho após ter visto este anúncio? Fechar-se na casa de banho? Grande coisa.

Façam duas contas: quantos homicídios já viram as vossas crianças?
Não ao vivo, claro, mas na televisão: a conta não é assim tão difícil. Não passa noite sem um filme ou uma série onde não haja pelo menos um assassinato. Multipliquem este crime por todos os dias do ano no qual o vosso filho vê a televisão e a seguir por todos os anos da sua vida (vamos excluir os primeiros 2 anos).

Feitas as contas? Centenas? Milhares?
Que consequências pode ter este número na formação dos vossos filhos?
E o problema são ainda as mamas de Beyoncé?

Para proteger as crianças as regras são simples: televisão desligada, controle apertado acerca do computador e videojogos.
Assim teremos um filho mentalmente equilibrado mas infeliz.
Pois a verdade é que a nossa sociedade não é feita para as crianças.

Então, não há soluções?

Há. Mas por isso é melhor falar com um especialista.
Em breve, neste mesmo canal: não percam.

Ipse dixit.

Fonte: Expresso