O que está a acontecer nestas horas é bastante curioso.
E não deixa de ser preocupante.
Enquanto no Yemen o parlamentar Abdel Nehary sugere que os pacotes-bombas escondam uma manobra para influenciar os eleitores americanos e penalizar o presidente Obama, eis que de repente quase o mesmo esquema aparece no Velho Continente.
Pacotes explosivos numa companhia de entregas, com vários destinos: o presidente francês Sarkozy, algumas embaixadas estrangeiras na Grécia.
Um dos pacotes, entregue por dois homens vestidos com colete à prova de bala (sempre o mesmo estilo: nunca dar nas vistas…), explode no escritório da companhia e os dois homens são capturados.
E se o leitor já suspeita do Quase Génio do Mal, o americano Anwar al-Alwaki, desta vez não está certo: a policia de Atenas afirma estarmos perante atentados de matriz comunista e anárquica.
Mas sim, afinal estrema esquerda e anárquicos não são a mesma coisa?
Não é difícil perceber o porque do atentado contra a Suíça (bancos, capitais, etc.): mas o Chile? A Bulgária?
As outras bombas encontradas desta vez num posto dos correios, tinham como destinos as embaixadas da Holanda, da Bélgica e do México.
Algumas observações, enquanto ficamos à espera de novos pormenores:
- O esquema, como já referido, é o mesmo utilizado por Al-Qaeda nos últimos dias. Curioso.
- Os alegados terroristas de certeza não são profissionais do crime.
- A intenção não era matar: mesmo ao explodir, os dispositivos causam bem poucos danos.
Talvez estamos perante um simples acto demonstrativo e nada mais.
Talvez não seria mal observar que tudo isso acontece num País controlado pelo Fundo Monetário Internacional: a tensão social atinge picos preocupantes após as medidas económicas draconianas introduzidas.
E cedo ou tarde aparece alguém que, exasperado, decide passar de simples observador para protagonista. Com efeitos devastadores.
Mesmo assim, uma história esquisita.
Afinal as bombas nas embaixadas eram mesmo cinco: Suíça, Holanda, Bulgária, Chile e Russia.
Entretanto um pacote suspeito, partido da Grécia, foi entregue no gabinete da Chanceler alemã, Angela Merkel. A qual, entretanto, encontra-se na Bélgica em visita oficial.
Segundo o diário Die Zeit, o pacote continha mesmo explosivo.
Ipse dixit.
Fontes: Público, Diário de Notícias, Die Zeit

