Sábado, evidentemente, deve ser o dia das notícias simpáticas.
O leitor come como uma besta? Adora gorduras e toda a comida que possa causar problemas de saúde? Não há crise, pois a ciência pode ajuda-lo: é só tirar a carótida para poder ter outros 5 ou 10 anos de vida. Se não morrer antes, claro.
Retirar a carótida pode reduzir para metade o risco de sofrer um AVC dentro de cinco anos e os benefícios persistem por pelo menos 10 anos.
Não é fantástico? Afinal o que o leitor faz com a sua carótida? Alguma vez lhe deu jeito?
“Hoje sinto-me em baixo, vou activar a carótida”. Nada disso.
Sejamos honestos: a carótida é um inútil acessório e nada mais. Por isso: fora a carótida.
O conceituado Lancet publicou um estudo que seguiu 3120 pacientes com depósitos gordurosos na carótida. E os pacientes ficaram bem melhores após ter retirado aquele supérfluo órgão. Bem melhores.
Sim, é verdade: ainda há pequenos pormenores, arestas que têm que ser limadas.
Esta intervenção, no entanto, é muito delicada e pode-se causar um acidente vascular cerebral ou mesmo morte do paciente
Arestas, como já afirmado.
Pois quem sobrevive pode gozar a vida ao longo dos próximos 5 ou até 10 anos.
Dietas? Cuidados? Convencer as pessoas a comer de forma consciente? Controlar a comida posta a venda para que esta apresente características compatíveis com a nossa saúde? Prevenção?
Tudo isso pertence ao passado.
Com a carótida no lixo a vida volta a sorrir ao longo de 5 ou até 10 anos.
Dúvida: e após 5 ou 10 anos?
Não sabemos. Talvez seja re-implantada uma carótida.
Um estudo da Universidade de Pisa, Italia, demonstra que quem sofreu um transplante de fígado e acreditar em Deus tem 3 vezes mais possibilidades de sobreviver ao longo de mais tempo: entre os pacientes religiosos a mortalidade foi de 6.6%, enquanto os ateus morrem muito mais: 20.5%!
Alguém pode dizer coisas do tipo “Esta não é novidade nenhuma, sabemos que a componente psicológica desenvolve um papel fundamental na recuperação dos doentes”.
Blasfémia!
Leitor desconsiderado, como pode pensar uma coisa destas? Como pode misturar Deus e psicologia? Fique já envergonhado e tire a carótida!
Ah, não, esta era a notícia anterior…
A propósito: se tirar a carótida e acreditar em Deus, posso multiplicar por 3 a esperança de vida? Isso daria até 30 anos sem AVC!!!
Acho que vou escrever ao Lancet.
Entretanto vamos em frente.
Como podemos roubar num museu sem ser apanhados?
Simples, disfarçando-nos como um arbusto.
Esta foi a ideia de George Liascos, aspirante ladrão do Oregon. Afinal o plano não era mal: ficar no jardim do museu, esperar pela hora do fecho, logo tentar abrir um buraco na parede do museu e entrar.
E os cães? Ah, pois, esquecemos dos cães…
É que os fieis animais não se limitam a olhar, como cheiram também. E quando algo cheira mal, um cão fica com suspeitas. E chama o dono.
Assim o homem-arbusto foi apanhado e fechado numa prisão. Não antes de ser imortalizado na imagem que podemos observar à direita.
Digam lá a verdade: era ou não um disfarce perfeito?
Bom fim de semana.
Fonte: The Lancet, Wiley, Daily Mail
