| Bin Laden, em gran forma |
Bin Laden, outra vez.
Provavelmente o fantasma dele.
O Senhor do Mal reaparece (mais ou menos) com uma gravação áudio na qual afirma:
O número de vítimas causadas pelas alterações climáticas é muito grande (…), mais importante do que as vítimas das guerras
Bin Laden ecologista? Parece. Portanto não seria de estranhar se o próximo símbolo de Al-Qaeda fosse um panda.
Se a carência de trigo persistir vamos entrar numa crise mundial de fome. […] Os investimentos de agricultura transformaram-se num tema de vida ou morte. […] Milhões de crianças estão fora, ao ar livre, sem elementos básicos de vida, inclusive água potável, resultando isso numa desidratação que leva até a morte
Al Gore? Não, são ainda afirmações de Bin Laden.
O qual, verdade seja dita, é um homem bastante azarado: quando tem vontade de enviar uma mensagem para os irmãos muçulmanos, nunca há por perto alguém com um telemóvel ou uma câmara para filmar. Por isso é que chegam só mensagens áudio ou, como agora, acompanhadas por velhas fotografias. Muito velhas.
A seguir o vídeo, com um interessante título: Osama Bin Laden fala a partir do túmulo, na sua nova fita áudio. Como não há tradução, são 11 minutos muito aborrecidos de áudio original, portanto a visão é aconselhada só aos coleccionadores ou quem fadiga a adormecer.
Ah, obviamente Bin Laden estaria envolvido também nos supostos ataques islâmicos que supostamente deveriam ter atingido a Europa nestas semanas…
O leitor tem o antivírus actualizado?
Anda à solta um novo vírus que afecta os sistemas informáticos. Ainda não chegou até o mundo ocidental, mas sabemos que com estes assuntos é questão de pouco tempo.
Mas que tem de especial este vírus? O facto é que esta nova ameaça não foi imaginada por qualquer hacker divertido: foi um serviço de intelligence.
Resumo: os computadores do Irão foram atacados por um novo super-vírus, o Stuxnet. O alvo era o sistema informático dos implantes nucleares: só que a ameaça foi detectada e analisada. Segundo o New York Times, no vírus até estaria escondida uma referência ao Livro de Ester, o texto do Antigo Testamento no qual os hebreus derrotam uma trama dos inimigos Persas. Enfim, uma assinatura.
E Israel não desmente, assim como os Estados Unidos, local a partir do qual o ataque teria tido início.
Só que um vírus informático é estúpido: não sabe o que significa “atacar o Irão”: o vírus sabe só “atacar” e ponto final.
Por isso o Stuxnet já abandonou o ex-reino do Xá e agora circula na China, em particular nas fábricas do grupo Siemens. Que é uma sociedade europeia.
Mas a União Europeia não se limita a olhar e, antes disso, actua com a rapidez dum lince: já foram apresentadas duas propostas de directivas para combater ataques cibernéticos, principalmente em larga escala, que possam pôr em perigo a vida económica e social de Países inteiros.
Agora é só convencer o Stuxnet a ler as directivas.
Fontes: Telegraph, Corriere della Sera, New York Times
