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Economia dos Estados Unidos – II

Paul Krugman

Continuamos a espreitar.
Agora é a vez dum “guru”, Paul Krugman. Um optimista? Nem por isso.
Mas os dados não são deles, são de Ed McKelvery, economista Senior da famigerada Goldman Sachs.

Double Dip de facto

De Ed McKelvey na Goldman Sachs, que foi muito bom em definir as recentes tendências económicas:

O crescimento real do PIB parece ter caído abaixo do seu 2 ½% – 3% a longo prazo, a julgar pelos últimos dados sobre as vendas ao retalho e do comércio com o estrangeiro. Cortámos a nossa estimativa para o crescimento do segundo trimestre
de 3% para 2% (taxa anual).

Esta desaceleração ocorre logo após o fim dos estímulos fiscais e depois do ciclo de reposição dos inventários que já tínhamos antecipado.

Ed McKelvey

Com os ventos contrários diversas face ao crescimento do sector privado (habitações devolutas em excesso, stress dos orçamentos estadual e municipal, a falta de crédito, a relutância em contratar), reafirmamos a nossa convicção de que o PIB real vai crescer em apenas uma taxa de 1 ½% durante o segundo semestre de 2010, e ficamos preocupados com a perspectiva de que a retoma de 2011 poderá não ocorrer assim como projectado.

Apesar destes riscos de crescimento mínimo, as autoridades dos EUA não mostram pressa na aplicação de ulteriores estímulos.

Vamos ser claros: uma recuperação que envolve um crescimento tão lento que o desemprego e o excesso de capacidade aumentam, não, não é realmente uma recuperação. Se tivermos apenas 1 ou 1 e meio por cento de crescimento, isso será equivalente a um declínio em todos os sentidos.

Fonte: The New York Times
Tradução: Informação Incorrecta