
Os reguladores americanos fecharam no fim de semana outro banco. É o Washington First International Bank (WFIB), um pequeno banco regional, com quatro filiais, o octagésimo crack do sistema bancário dos Estados Unidos desde o início do ano. Novamente, como na maioria dos casos anteriores, a pesar sobre o banco – especifica o Washington Department of Financial Intitution – foram principalmente os prejuízos relacionados aos empréstimos imobiliários. Os executivos do WFIB têm procurado uma ajuda através de uma recapitalização, mas não conseguiram capitais suficientes para cobrir o “vermelho”.
Quanto custa este novo crack? 158,4 milhões de dólares. Sheila Bair, presidente da FDIC, disse que o pico dos crack deve chegar no terceiro trimestre, mas acrescentou que “entre os finais de 2010 e o início de 2011 será possível ver a luz no fim do túnel.”
O custo para “reestruturar” Fannie Mae e Freddie Mac, as duas empresas semi-públicas que no ano passado Garantiram três quartos dos mútuos residenciais dos EUA, serão pelo menos 160 bilhões de dólares. Mas o valor da maior operação de salvamento das finanças públicas na história americana poderia crescer exponencialmente e alcançar um recorde de um milhão de dólares.
Fannie e Freddie, que estão agora detida em 80% pelos contribuintes, já usou 145 bilhões de Dólares duma linha de crédito ilimitada concedida pelo governo para assegurar que aqueles que querem comprar uma casa possa continuar a obter empréstimos. Tudo num contexto dum mercado imoboliário que ainda está em sérios apuros. O montante gasto por Obama para os dois gigantes – montante que este ano não pode exceder os 160 bilhões – é já superior ao montante gasto para evitar o encerramento da American International Group Inc., da General Motors Co. Inc. e da Citigroup. Todas as empresas, no entanto, já começaram a pagar as próprias dívidas.
Era previsível, uma vez que Fannie Mae e Freddie Mac detêm ou garantem 53% dos 10,7 triliões de Dólares em contratos de crédito imobiliário do País, segundo um relatório publicado no dia 10 de Junho pela Reserva Federal. E uma vez que milhões de empréstimos “tóxicos”, concedido na fase crescente da bolha do imobiliário, ainda estão no “portfolio”, e as insolvências continuam a aumentar, o pior cenário possível no futuro fala de custos da operação que ainda pode crescer e chegar a valores astronómicos.
Fonte: Valori
