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Famílias felizes

É uma questão psicológica, disse o bom Carsten Brzeski, como relatámos neste artigo.

Pois.
Porque na verdade as coisas vão bem, aliás, difícil imaginar uma situação mais positiva.

Por exemplo, ontem a agência AFP reportava:

O índice de desemprego na Eurozona registou uma leve alta em Abril, atingindo 10,1% da população activa, contra 10% em Março, o que representa um novo recorde desde a criação deste espaço monetário de 16 países criado em 1999, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira.

A taxa de desemprego da zona euro permanecia estável em 10% desde Fevereiro, o que já constituía um recorde desde a criação da moeda única, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira pela agência europeia de estatísticas Eurostat.

Em Abril, a região tinha 15,86 milhões de pessoas à procura de emprego.

Na União Europeia (UE, integrada por 27 países, incluindo os 16 da zona euro), o desemprego permaneceu em 9,7% da população economicamente activa, mesmo índice registrado em Março.

Em Abril, a UE tinha 23,311 milhões pessoas em busca de trabalho.

23 milhões de desempregados? Duas vezes a população de Portugal.
Imaginem os habitantes de dois Países como Portugal, todos à procura de emprego.
Ou, se preferem, o equivalente de duas cidades como São Paulo.

Assustador?
Não, é psicológico.
Pensem no lado positivo: pensem no tempo livre que estas pessoas podem dedicar à respectivas famílias.

Pois não esqueçam: o pior já passou.

Ipse dixit.

Fonte: Agencia AFP via Yahoo Notícias